A microbiologia da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é relacionada à flora bacteriana presente na área anatômica exposta após um procedimento particular e sendo relativamente fixa nas últimas décadas. Nos procedimentos contaminados e limpo-contaminados, a bactéria mais comum responsável pela ISC é
A fasciíte necrosante inicia-se geralmente como ferida cirúrgica do abdômen e dissemina-se lateralmente para os flancos, até a linha de mamilo e desce para a região inguinal e possui como agente etiológico:
Acerca das normas mínimas para o funcionamento de consultórios médicos e dos complexos cirúrgicos para procedimentos com internação de curta permanência, analise as afirmativas a seguir: I. A unidade tipo II deve ser dotada de unidade de complexo cirúrgico. II. A unidade tipo I deve estar habilitada a realizar pequenos procedimentos, sem necessidade de internação, mas com sedação leve e fonte de oxigênio disponível. III. A unidade tipo III realiza procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade em salas apropriadas e dispensa a necessidade de exames de radiologia. É correto o que se afirma
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta: A infecção cirúrgica é possibilidade sempre presente em qualquer intervenção. Sua ocorrência depende de múltiplos fatores. A exata conceituação e a avaliação rigorosa de sua incidência são fundamentais para que possam ser identificados eventuais desvios das normas ou a eficácia de medidas adotadas para preveni-las. Fatores determinantes das infecções em feridas cirúrgicas: I. Hospedeiro – Talvez seja o fator mais importante de todos. Indivíduos hígidos têm sabidamente menor incidência de infecção. A desnutrição, a associação de doenças sistêmicas, o tempo de hospitalização antes da cirurgia, a presença de infecções prévias nas vias urinárias, pulmões, cateteres, pele, etc., são todos fatores que desempenham papel importante no aparecimento de infecção cirúrgica. II. Agente – Obviamente, para acontecer infecção, deve existir o agente. Apesar de sabermos que ele está constantemente presente no ambiente hospitalar e que, via de regra, são cepas selecionadas e multirresistentes aos antimicrobianos, evitar que exista qualquer contato do hospedeiro com esses microorganismos é praticamente impossível. A incidência da infecção, entretanto, tem relação direta com o número de bactérias e a freqüência dos contatos. III. Disseminação hematogênica de focos de infecção já existentes, urinário, pulmonar, tegumentar, etc. V. Durante os curativos pós-operatórios. A barreira natural da pele está comprometida e, principalmente nos dois primeiros dias pósoperatórios, é ponto vulnerável. A sequência correta é:
Um paciente relata que, em média 30 minutos após a refeição,
apresenta taquicardia, dor abdominal, náuseas, sudorese e por
vezes diarreia. Notou que o início dos sintomas começou após a
realização de procedimento para tratamento de obesidade.
O procedimento realizado no paciente que pode evoluir esses
sintomas no pós-operatório é a(o):
Um homem de 26 anos foi admitido na emergência após um
acidente de motocicleta. Ao exame físico, apresenta dor torácica
intensa e dificuldade respiratória com saturação de 84%.
Observa-se tórax flácido, com segmento da parede torácica que
se move paradoxalmente. Há crepitação quando da palpação do
gradil costal.
Diante desse quadro, a melhor abordagem inicial para o manejo
do paciente é:
Um paciente pediátrico chegou ao pronto socorro
apresentando os seguintes sintomas: Dor abdominal de forte
intensidade e localizada na parte inferior direita do abdome,
mal-estar e perda de apetite, além de febre (39,6ºC). Após a
realização de uma ultrassonografia abdominal total, verificouse um quadro de apendicite, necessitando de cirurgia para
tratamento.
Marque a alternativa que apresenta a classificação e as
características da cirurgia indicada nesse caso clínico.
Paciente masculino, 53 anos, vem apresentando inapetência,
emagrecimento e desconforto abdominal. Foi submetido a uma
tomografia computadorizada que evidenciou lesão infiltrativa
retroperitoneal com componentes sólidos, realce nodular,
presença de septos espessos, bem delimitada, com maior
diâmetro de 12 cm, com deslocamento do rim esquerdo, inferindo
localização no espaço pararrenal posterior.
Foram dosados alfafetoproteína, CEA, CA 19-9 e β-HCG que
estavam dentro da normalidade.
Diante desses achados, a melhor conduta, entre as elencadas a
seguir, é:
Homem de 20 anos é submetido a apendicectomia por apendicite
aguda sem perfuração, abscesso ou peritonite.
O uso correto do antibiótico nesse caso deve ser a cobertura para
germes gram negativos e anaeróbios iniciados na indução
anestésica e mantidos:
Paciente adolescente, do sexo masculino, sofre acidente em
competição de mountain bike e dá entrada na emergência trazido
pela equipe de resgate.
Na avaliação inicial, o paciente se encontra acordado, orientado,
hemodinamicamente estável, com múltiplas escoriações no
tronco, referindo dor perineal e fratura desalinhada na perna
direita. Você observa hematoma em bolsa escrotal e sangue no
meato uretral. Ao toque retal, próstata deslocada superiormente.
Assinale a melhor conduta para o caso, entras citadas a seguir.
Considere uma paciente com diagnóstico
confirmado de pancreatite aguda. Assinale a
alternativa que contém somente possíveis
critérios de gravidade da patologia.
A correção cirúrgica das doenças da valva aórtica
podem gerar complicações graves que dependem
do tipo de prótese e de variáveis clínicas. Sobre
os assunto exposto, considere as afirmativas
abaixo:
I. A taxa de mortalidade relacionada diretamente à
valva ocorre em aproximadamente 1% ao ano e
de complicações graves em pelo menos 3% ao
ano.
II. Para a substituição isolada da valva aórtica, a
taxa de mortalidade operatória é estimada em
3,2%.
III. Taxas de eventos adversos variam de 1,5% para
Acidente Vascular Encefálico (AVE) a 10,9%
para ventilação mecânica prolongada.
Um homem de aproximadamente 20 anos dá entrada no prontosocorro com lesão por projetil de arma de fogo em região
coxofemoral esquerda, além de agressões pelo corpo. O exame
na sala de trauma mostra um paciente muito agitado, com
orifício único de entrada não maior que 1,0 cm de diâmetro,
quatro centímetros abaixo da prega inguinal no terço externo da
face anterior da raiz da coxa. Tem trajeto levemente ascendente.
Não é visualizado orifício de saída. Há sangramento ativo no local
de um sangue claro e rutilante. O curativo que veio do
atendimento pré-hospitalar (empapado de sangue e coágulos)
não consegue conter o extravasamento. Uma radiografia mostra
um projetil alojado no colo do fêmur, que está fraturado e com
múltiplos pequenos fragmentos, e duas costelas fraturadas à
direita. O pulso femoral está diminuído, e há enorme hematoma
local que se estende por toda a coxa, porém com pulsos poplíteos
e distais palpáveis, isócronos e isóbaros, aos contralaterais,
embora finos bilateralmente.
Em uma primeira avaliação na sala de trauma, há que se supor
que se trata de:
As informações a seguir contextualizam a questão.Leia-as atentamente.
A maior atenção à Pressão Intra-Abdominal (PIA) juntamente com mudanças no manejo clínico de pacientes gravemente enfermos ou feridos levaram a um crescimento exponencial nas pesquisas relacionadas à Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) e à Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) nos últimos anos. Neste contexto, foram estabelecidas as Diretrizes de Prática Clínica da Sociedade Mundial da Síndrome do Compartimento Abdominal (World Society of the Abdominal Compartment Syndrome).
As complicações críticas que devem ser consideradas no manejo do abdômen aberto incluem a fixação do conteúdo abdominal e o desenvolvimento de fístulas. Para facilitar a comparação de grupos de pacientes com determinantes semelhantes de
resultados e complicações, uma classificação da complexidade do abdômen aberto foi apresentada nas diretrizes da Sociedade Mundial da Síndrome do Compartimento Abdominal. Segundo tal classificação, um paciente com quadro estabelecido
de abdômen congelado associado à fístula enteroatmosférica deverá ser categorizado como grau: