A doença falciforme (DF) é uma condição genética autossômica recessiva resultante de defeitos na estrutura da hemoglobina (Hb) associados ou não a defeitos em sua síntese. As hemoglobinopatias decorrentes dos defeitos na estrutura da Hb são mais frequentes em povos africanos, e as talassemias decorrentes de defeitos na síntese da Hb em povos do Mediterrâneo, da Ásia e da China. No Brasil, que reconhecidamente apresenta uma das populações de maior heterogeneidade genética do mundo, a maior prevalência da doença ocorre nas Regiões Norte e Nordeste.
Tanto a eletroforese por focalização isoelétrica quanto a cromatografia líquida de alta resolução podem ser utilizadas para o diagnóstico de DF. Exames são compatíveis com doença falciforme ao se detectar bandas ou picos de hemoglobina S. Hidroxiureia (HU) constitui o avanço mais importante no tratamento de pacientes com doença falciforme. Fortes evidências confirmam a eficácia da HU em pacientes adultos diminuindo os episódios de dor intensa, hospitalização, número de transfusões e síndrome torácica aguda.
Assinale a opção que apresenta um critério de inclusão para uso de Hidroxiureia (HU).
Uma mulher de 68 anos procura um consultório médico com queixa de dor lombar de forte intensidade, cansaço, dispneia aos esforços e edema bipalpebral. O médico suspeita de mieloma múltiplo e solicita exames para confirmar o diagnóstico. O raio X de coluna mostra lesões líticas em vértebras lombares; ao hemograma, há anemia normocítica e normocrômica (hemoglobina 8 g/dL); a taxa de filtração glomerular estimada é de 35%. Há hipercalcemia, e também pico monoclonal, à eletroforese e proteínas.
Para confirmar o diagnóstico, o exame que ainda precisa ser realizado é:
Um paciente de 68 anos de idade, hipertensa de longa data, foi diagnosticada com leucemia linfocítica crônica a partir dos resultados de um hemograma de rotina. Três meses depois, procurou o seu médico devido a astenia e dispneia intensas, com instabilidade hemodinâmica; o hemograma mostrava anemia grave (2,5 g/dL de hemoglobina). O quadro era compatível com anemia hemolítica autoimune (AHAI), com teste direto da antiglobulina positivo. O médico-assistente internou a paciente, iniciou corticosteroide em altas doses (pulsoterapia) e prescreveu transfusão urgente de concentrado de hemácias. O serviço de hemoterapia informou, após realizar as provas de compatibilidade pré-transfusionais, que não havia hemácias compatíveis para a transfusão.

A decisão a ser tomada, em relação à transfusão, é:
Uma paciente de 45 anos com sobrepeso foi internada na clínica médica por extensão de trombose venosa antiga com sinais de trombo recente em veia ilíaca direita em ultrassonografia com doppler. Ela havia sido submetida a cirurgia videolaparoscópica dois meses antes devido à colecistectomia (colecistite aguda). Na ocasião, retornou 1 semana depois da alta por trombose venosa profunda em femoral direita. Apesar da anticoagulação com warfarina, houve recorrência da trombose. Não houve qualquer sintoma no período, exceto por dor e sensação de peso na perna afetada. Na primeira trombose venosa profunda (TVP), além do procedimento cirúrgico, ficou mais tempo deitada e usava anticoncepcional, suspenso quando foi diagnosticada a TVP. Há história familiar de trombose.
Diante desse quadro, a condução mais acertada é:
Um paciente de 45 anos com sobrepeso foi internado na clínica médica por extensão de trombose venosa antiga com sinais de trombo recente em veia ilíaca direita em ultrassonografia com doppler. Ela foi submetida a uma cirurgia videolaparoscópica dois meses antes devido à colecistectomia (colecistite aguda). Na ocasião, retornou 1 semana depois da alta por trombose venosa profunda em femoral direita. Apesar da anticoagulação com varfarina, houve recorrência de trombose. Não houve qualquer sintoma no período, exceto por dor e sensação de peso na perna afetada. Na primeira trombose venosa profunda (TVP), além do procedimento cirúrgico, ficou mais tempo deitado e usava anticoncepcional, suspenso quando foi chamado a TVP. Há uma história familiar de trombose. Diante desse quadro, a condução mais acertada é:
Diante desse quadro, a condução mais acertada é:

Uma paciente de 31 anos foi internada pela terceira vez em hospital de grande porte. Nas duas internações anteriores, suas queixas relacionavam-se a sangramento. Na primeira, aos 20 anos, a internação foi motivada por menorragia e metrorragia. Na época, não foi necessário procedimento, e a investigação não resultou em nenhum diagnóstico. Não havia anemia, plaquetopenia, tampouco distúrbio da coagulação pelo coagulograma. Na segunda internação, aos 25 anos, o sangramento ocorreu após procedimento dentário, com recorrência durante o 2º dia até o 5º dia de extração dentária. Recentemente, retirou o anticoncepcional na tentativa de engravidar, após 11 anos de uso, mas também apresentou um trauma em membro inferior com equimoses pela coxa e perna direita, motivando o uso de anti-inflamatório não esteroidal. Internou-se dessa vez com síndrome anêmica e epigastralgia. A paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial em 100 x 50 mmHg. Estava lúcida, orientada, eutrófica e não possuía qualquer sinal de gravidade ou infecção. Não usava qualquer medicação regular e não relatou doença prévia. Seus exames demonstraram piora gradual da anemia entre os 25 anos (hemoglobina 11 g/dl) e o momento atual (8 g/dl). Durante a internação, houve melena, e a investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,5%, ferritina 15 ng/ml, índice de saturação de transferrina 12% e TIBC (capacidade total de ligação do ferro) de 400 mcg/dl. O médico responsável prosseguiu a investigação de anemia com endoscopia digestiva alta, que revelou pangastrite aguda grave e algumas angiodisplasias sem sinais de sangramento recente. Ele logo pensou em uma hipótese diagnóstica ao ver plaquetas em 140 mil e coagulograma normal.

A condução mais apropriada no momento é:

Indivíduo masculino de 27 anos envolvido em acidente de trânsito enquanto dirigia motocicleta é atendido no Setor de Emergência. Apresenta ruptura esplênica, hemopneumotórax à esquerda, fratura cominutiva de ambas as tíbias e contusões múltiplas. Uma hora após o acidente sua pressão arterial é de 60/40mmHg, frequência cardíaca de 148bpm, 32 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 36,5ºC. Depois de estabilizada a hemodinâmica, foi encaminhado ao centro cirúrgico. Manteve diurese inadequada no pós operatório e os exames de sangue mostraram: ureia = 85mg/dL; creatinina = 2,4mg/dL; Na = 145mmol/L; K = 5,9mmol/L; HCO3 = 15mmol/L; l = 105mmol/L; pH arterial = 7,25; PaCO2 = 36mmHg; PaO2 = 78mmHg; exame de urina com pH = 5,0; proteína (++); leucócitos = 5 a 10/campo; hemácias = 20 a 30/campo; presença de cilindros hialinos e granulosos grosseiros e com células epiteliais; Na urinário = 52mEq/L; K urinário = 28mEq/L.
A respeito da avaliação deste paciente, assinale a afirmativa correta.
Mulher de 42 anos está internada na unidade de terapia intensiva com doença hepática grave e descompensada. A causa subjacente é a cirrose por infecção pelo vírus da hepatite C.
Durante a internação, em 7 dias, evoluiu com oligúrica, duplicação da creatinina sérica (de 1 para 2,5 mg %). O EAS demonstra presença de proteína e hemácias. A excreção urinária fracionada de sódio é de 2%.
É iniciada dose baixa de noradrenalina, fazendo com que a pressão arterial média aumente para 65 mmHg e o débito urinário aumente para 800mL/24h. É tomada a decisão de listá-la para um transplante de fígado de emergência.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
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