Questões de Concursos

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A orientação a indivíduos e aos grupos de diferentes segmentos sociais, segundo os fundamentos teórico e ético-político do projeto ético-político profissional do Serviço Social hegemônico na contemporaneidade circunscreve-se:
I. A orientação a indivíduos e dos grupos vincula-se aos estudos de caso e grupo. II. A identificação dos recursos e ao uso dos mesmos no atendimento e na defesa dos direitos dos indivíduos e grupos que demandam o Serviço Social. III. A orientação a indivíduos e aos grupos de diferentes segmentos sociais vincula-se a processos político-organizativos, ao processo de planejamento e gestão e aos processos socioassistenciais. IV. A orientação a indivíduos e aos grupos vincula-se às necessidades socioinstitucionais, fundamentalmente às exigências em torno das condicionalidades contidas nos programas e projetos sociais.
Estão corretas apenas as afirmativas
No Brasil, a terceirização se transformou no mais importante recurso estratégico para a redução dos custos do trabalho, tanto nos serviços privados como nos serviços públicos. Nessa conjuntura, a mercantilização e a financeirização dos serviços públicos, a transformação das políticas sociais em nichos de rentabilidade para o capital modificam
As desigualdades que presidem o processo de desenvolvimento do Brasil têm sido uma de suas particularidades históricas. Acerca da questão social nas particularidades da formação sócio-histórica do Brasil, analise as afirmativas a seguir. I. A transição do capitalismo competitivo ao monopolista no Brasil ocorre por caminhos do “modelo universal da democracia burguesa”. II. Os princípios do liberalismo no Brasil, nas suas origens, foram definidos pelo universalismo, pela liberdade do trabalho e pela igualdade perante a lei – bases da cidadania liberal. III. A modernização conservadora articula o progresso no marco da ordem e atribui um ritmo lento às transformações operadas, de modo que o novo surja como um desdobramento do velho. IV. O amplo uso de instrumentos coercitivos por parte do Estado restringiu a participação política e o exercício da cidadania para os setores majoritários da população, derivando uma rede de relações autoritárias que atravessa a própria sociedade civil incorporada pelo Estado. Estão corretas as afirmativas
TEXTO 1 - A partir dos anos 1970, com a primeira grande crise do capitalismo após os “30 anos gloriosos”, as proposições neoliberais ganham fôlego no mundo. Nas palavras de Netto (1996: 99): “Também o Estado burguês, mantendo o seu caráter de classe, experimenta um redimensionamento considerável. A mudança mais imediata é a diminuição de sua ação reguladora, especialmente o encolhimento de suas ‘funções legitimadoras’ (O’Connor, 1977): quando o grande capital rompe o ‘pacto’ que suportava o Welfare State, começa a ocorrer a retirada das coberturas sociais públicas e tem-se o corte nos direitos sociais (...).” Depreende-se, portanto, que as repercussões desta crise impactam diretamente os trabalhadores e amplificam a “questão social”.

Considerando a temática discutida no texto 1, sob a ótica neoliberal, a “questão social” é apreendida e representada ideologicamente como:
A discussão acerca do Serviço Social e sua relação com o trabalho na sociedade atual é repleta de complexidade e significados profundos. Dessa forma, a harmonia entre a formação profissional e as demandas do mercado de trabalho é essencial para garantir a continuidade do Serviço Social, já que, como qualquer profissão inserida na divisão social e técnica do trabalho, sua perpetuação está atrelada a essa adaptação, sendo assim sua reprodução depende:
Historicamente, há uma expressiva vinculação das mulheres com a responsabilidade da manutenção dos problemas sociais, resultante do sistema capitalista patriarcal. Investigando essa particularidade, SOUSA et al. (2020), entre outros autores, avaliam que a fusão patriarcado-capitalismo foi se construindo como uma ferramenta central para estruturar e reproduzir as relações desiguais de sexo e

Lei federal 8.662/1993 - Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. Observadas as condições estabelecidas na lei, é livre o exercício da profissão de Assistente Social em:

A questão social é constitutiva do desenvolvimento capitalista e sua supressão está condicionada à própria derrota do capitalismo. Nesse aspecto, vale ressaltar que diferentes estágios capitalistas produzem diferentes manifestações da questão social, o que irá demandar a criação de permanentes estratégias de enfrentamento pelos Assistentes Sociais no âmbito das políticas sociais. Sobre essas diferentes manifestações da questão social, podemos dizer que

Acerca de doenças mentais relacionadas ao trabalho e do sofrimento a elas relacionado, julgue o item subsequente.

O índice de doenças mentais relacionadas ao trabalho está relacionado ao impacto das transformações do mundo do trabalho, ao ritmo laboral e às expressivas mudanças nos processos produtivos e nas relações de emprego.

A profissão, como uma especialização da divisão social, técnica, sexual e racial do trabalho, intervém no âmbito das relações Estado/sociedade civil, em determinado momento histórico no qual as sequelas/refrações da questão social, passam a receber uma intervenção direta e sistemática por parte do Estado. Os fundamentos da Teoria Social, entendem que o capitalismo é um sistema de produção e reprodução social que, na medida em que produz riqueza social, aumenta o contingente de miseráveis.
O Estado passa a assumir parte do ônus com a força de trabalho e o faz via políticas sociais, imprimindo uma nova racionalidade adotada no “trato” da questão social
A exploração das mulheres na divisão do trabalho, numa perspectiva de gênero, impõe a discussão de como a questão social se expressa na inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Segundo os estudiosos do tema, o crescimento da contratação de mulheres nas redes produtivas globalizadas está relacionado ao fato de esta forma de exploração do trabalho aproveitar-se das construções sociais de gênero para contratar mulheres por suporem que as mulheres
Texto 1


“A premissa é que o atual quadro sócio-histórico não se reduz a um pano de fundo para que se possa, depois, discutir o trabalho profissional. Ele atravessa e conforma o cotidiano do exercício profissional do Assistente Social, afetando as suas condições e as relações de trabalho, assim como as condições de vida da população usuária dos serviços sociais.” (Iamamoto, 2008, p.19)
À luz do cenário descrito no texto 1, Raichelis (2018), ao estudar a nova morfologia do trabalho no Serviço Social, afirma que a reestruturação da produção aporta transformações no mercado de trabalho do Serviço Social, “configurando-se o exercício profissional privado, autônomo, temporário, por tarefa”, em fenômeno que pode ser denominado:
Analisando as transformações societárias contemporâneas e seus rebatimentos no Serviço Social, Netto (1996) afirma que o confronto com o conservadorismo estará posto pelas demandas do mercado de trabalho. Nesse mercado, as prioridades dos empregadores de assistentes sociais tenderão a enfatizar
A transição do capitalismo competitivo ao monopolista no Brasil deu-se a partir de dinâmicas sociais e econômicas muito distintas da experiência europeia. Essa transição foi marcada por uma forma de dominação burguesa, qualificada de “democracia restrita”, “democracia dos oligarcas” e “democracia do grande capital”, com clara dissociação entre desenvolvimento capitalista e regime político democrático. Um dos traços mais característicos dessa transição é a
Portador de caráter anti-humano e destrutivo, o capital lança sobre a sociabilidade um profundo processo de reordenamento, recriando, na velha e necessária (para o capital) exploração da força de trabalho novos contornos, cada vez mais agudos, ao passo que a lógica da intensificação do ritmo da produção se coaduna com o aprofundamento da devastação dos direitos sociais, humanos e trabalhistas.

O capitalismo contemporâneo restabelece, sob novas e agudas bases, o conflito capital-trabalho, sobretudo
Tendo como referência o trabalho do assistente social na esfera estatal, assinale a afirmativa INCORRETA.
Sobre as formas de compreender e responder às manifestações da “questão social”, que se modificam a partir dos interesses e momentos históricos, assinale a afirmativa correta.
Falar de trabalho, hoje, remete obrigatoriamente ao teletrabalho, ao trabalho por turno, ao trabalho temporário e às formas de uberização, “individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de ‘prestação de serviços’ e obliterando as relações de assalariamento e de exploração do trabalho.”

(ANTUNES, 2020).

A precarização tornou-se uma marca do trabalho, seja ele manual ou intelectual, em países ricos ou pobres. Mas, para os países ricos, certas relações, a exemplo do trabalho informal, é uma novidade.

O trabalho sem proteção social, contemporaneamente, em alguns países centrais, foi inaugurado
Na análise de Yazbek (2009), na década de 1990, o Serviço Social é enredado por uma série de transformações societárias.

Tais transformações apresentam novas manifestações da “questão social” e se expressam:
Os caminhos e descaminhos da política social no Brasil são determinados pelas particularidades da formação social brasileira, com especial atenção para o desenvolvimento do capitalismo dependente e para a edificação de um Estado autocrático condensador dos interesses das burguesias interna e externa. O caráter dependente do capitalismo brasileiro advém do fato de que a independência política não alterou a posição subordinada do país na Divisão Internacional do Trabalho, antes as transformações políticas e econômicas operadas ao longo do século XX aprofundaram essa relação.
Uma das particularidades mais perversas do capitalismo de tipo dependente consiste
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