Questões de Concursos
filtre e encontre questões para seus estudos.
“Na Grécia Antiga, havia ‘professores’ itinerantes, os sofistas, que percorriam as cidades ensinando a arte da retórica às pessoas interessadas. A principal finalidade de seus ensinamentos era introduzir o cidadão na vida política. Tudo o que temos desses professores são fragmentos e citações e, por isso, não podemos saber profundamente sobre o que eles pensavam. Aquilo que temos de mais importante a respeito deles foi aquilo que disseram Platão e Aristóteles.”
(Disponível em: mundoeducacao.bol.uol.com.br.)
Considerando o trecho anterior, analise as afirmativas a seguir.
I. Seu saber era aparente e não efetivo, pois não possuía compromisso com a verdade, sim com o lucro.
II. Ensinavam a arte de argumentar e persuadir, indispensável para exercer a cidadania numa democracia direta.
III. Contribuíram para o ensino. Formaram um currículo de estudos que foi resgatado no período medieval.
IV. Há periculosidade do pensamento no ponto de vista moral, bem como inconsistência na teorética.
V. Os sofistas representam um fenômeno imprescindível. É impensável a filosofia sem eles.
A respeito do pensamento direto dos principais socráticos sobre os sofistas estão corretas apenas as afirmativas
Texto II para as questões de 41 a 45.
Augusto, no exercício do cargo de Técnico Judiciário, recebeu uma ordem de seu superior imediato solicitando a elaboração de um relatório no Microsoft Word 2007. Segundo as ordens recebidas, o documento elaborado contemplará diversas informações, dentre elas uma planilha construída no Microsoft Office Excel 2007 (idioma Português Brasil). Por fim, Augusto deverá enviar o e-mail à Secretaria do Tribunal, utilizando na mensagem o recurso de confirmação de entrega.
No desenvolvimento do relatório, Augusto se deparou com a necessidade de destacar um trecho do Código de Processo Civil que foi revogado. Usualmente, tal trecho de lei é apresentado conforme o seguinte exemplo: ?TRECHO REVOGADO?. O recurso de formatação utilizado no exemplo, que se encontra na guia ?Fonte?, foi oO número de arestas dos poliedros convexos A, com 4 vértices e 4 faces; B, com 8 vértices e 6 faces; e C, com 12 vértices e 8 faces, formam, nesta ordem, uma progressão aritmética de razão r. O valor de r, tal que r ? R , é
Grandes e pequenas mulheres
Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas,
parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de
tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra
cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.
Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando
sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora,
que tem a profissão dela, que apoia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar
tudo certo.
Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessosde
carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que
quer manter tudo como está.
Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a
que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros,
a que faz amor com vontade.
Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco para assumir uma
promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem
bom humor.
Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá
mais longe do que já foi.
Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inversotambém: por trás de um pequeno
homem talvez exista uma mulherzinha de nada. (Martha Medeiros)
Por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada. As palavras destacadas apresentam, respectivamente:
Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos. Com fel nos olhos.
[...]
Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos envelhecem densamente. E dão prazer.
O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos, mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
[...]
Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos". Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua chorar quando amanhece.
(Affonso Romano de Sant"anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)