No contexto em que se insere, o trecho sublinhado expressa ideia de
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No contexto em que se insere, o trecho sublinhado expressa ideia de
• Número de pessoas que visitaram apenas CI: x
• Número de pessoas que visitaram apenas CG: x + 3
• Número de pessoas que visitaram apenas SB: x – 6
• Número de pessoas que visitaram apenas CG e SB: y
• Número de pessoas que visitaram apenas CG e CI: 3y – 10
• Número de pessoas que visitaram apenas SB e CI: x + y
• Número de pessoas que visitaram as três localidades: 2x – 4
• Número de pessoas que visitaram CG: 46
• Número de pessoas que visitaram CI: 50
Com base nessas informações, é correto afirmar que o número de pessoas que visitaram duas, e apenas duas, dessas localidades é igual a:
(Gilda de Mello e Souza. O tupi e o alaúde, 1979. Adaptado.)
Tal comentário aplica-se ao livro
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.
É com base no mito da Arcádia que erguem suas doutrinas: destruindo a “hidra do mau gosto”, os árcades procuram realizar obra semelhante à dos clássicos antigos. Daí a imitação dos modelos greco-latinos ser a primeira característica a considerar na configuração da estética arcádica.
(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)
A “hidra do mau gosto” mencionada no texto refere-se ao estilo
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.
(José Luiz Fiorin. Figuras de retórica, 2014. Adaptado.)
Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte trecho:
Portanto, ele sabe que a licença desse programa poderá ser apenas uma dentre as alternativas apresentadas:
Derivação regressiva: formação de palavras novas pela redução de uma palavra já existente. A redução se faz mediante supressão de elementos terminais (sufixos, desinências).
(Celso Pedro Luft. Gramática resumida, 2004.)
Constitui exemplo de palavra formada pelo processo de derivação regressiva o termo sublinhado em:
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.
Para elaborar o cardápio de um novo restaurante, foi realizada uma enquete entre um grupo de pessoas para mensurar o conhecimento que elas tinham em relação aos pratos: acarajé (A), moqueca (M) e tacacá (T). Foi perguntado quais desses pratos cada pessoa já havia experimentado. Alguns resultados aparecem a seguir.
• Número de pessoas que experimentaram apenas A: x
• Número de pessoas que experimentaram apenas M: y – 4
• Número de pessoas que experimentaram apenas T: y + 3
• Número de pessoas que experimentaram apenas M e A: y
• Número de pessoas que experimentaram apenas T e A: x + 1
• Número de pessoas que experimentaram apenas M e T: y
• Número de pessoas que experimentaram os três pratos: x + y – 4
• Número de pessoas que experimentaram A: 28
• Número de pessoas que experimentaram M: 19
Com base nessas informações, é correto afirmar que o número de pessoas que não experimentaram o prato M é igual a:
A sequência de números a seguir foi criada com um padrão aritmético.
10, 20, 11, 22, 12, 24, 13, 26, 14, 28, 15, 30, 16, 32, ...
Considere quatro termos dessa sequência assim nomeados: A = 38o termo; B = 26o termo; C = 53o termo; D = 39o termo.
O valor numérico da expressão (A – B) + (C – D) é igual a:
Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?
Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoa dos. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim.
Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.
Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família
se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3.
Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.
Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis l amentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.
(Contos de aprendiz, 2012.)
1 lapidar: apedrejar.
2 raconto: relato, narrativa.
3 irrisão: zombaria.
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.
1, 2, 4, 7, 8, 10, 13, 14, 16, 19, 20, 22, 25, ...
Supondo que a sequência prossiga sempre com esse mesmo padrão aritmético, é correto afirmar que a diferença entre o 39° e o 34° termos é igual a:
A Constituição Federal de 1988 impulsionou a participação e o envolvimento das pessoas com deficiência na proposição de formas de garantir a inclusão de programas e projetos a elas destinados. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015) estabelece, em seu artigo 5o , que esse segmento será protegido de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano e degradante.
O parágrafo único do mesmo artigo determina que a criança, o adolescente, a mulher e o idoso com deficiência são considerados
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
Ser um é cadeia
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.