Em uma sala encontram-se cinco pessoas: Mário, Maria, Márcia, Mariana e Marcos. Mário é pródigo; Maria, por causa transitória, não pode exprimir sua vontade; Márcia é excepcional, sem desenvolvimento mental completo; Mariana, por deficiência mental, tem o discernimento reduzido e Marcos conta com dezessete anos de idade. É absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil:
Mensalmente, um técnico administrativo elabora relatórios
estatísticos referentes à expedição de correspondências
internas e externas. Analisando os relatórios por ele elaborados
ao final dos meses de setembro, outubro e novembro
de 2006, foi observado que:

– do total de correspondências em setembro, 20% eram
de âmbito interno;
– em cada um dos meses seguintes, o número de
correspondências internas expedidas aumentou 10%
em relação às internas expedidas no mês anterior,
enquanto que para as externas, o aumento mensal foi
de 20%, em relação às externas.

Comparando-se os dados do mês de novembro com os de
setembro, é correto afirmar que o aumento das correspondências
expedidas
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
A expressão "com que" preenche corretamente a lacuna da seguinte frase:
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida.
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode orgulhoso
Dizer: - Nunca fui vadio
E se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou.

Olavo Bilac, O trabalho.
Compreender um texto implica apreender os valores que são defendidos por quem o propõe. Assinale a opção que apresenta a afirmativa valorizada pelo autor.

Julgue os itens a seguir, relativos ao gerenciamento de conflitos nas organizações.

Aquele que utiliza a estratégia da acomodação para gerenciar conflitos satisfaz os interesses do outro em detrimento dos próprios interesses.

Analise as seguintes afirmações relativas às características das memórias cache e virtual.

I. A memória virtual é normalmente gerenciada e controlada pelo processador, enquanto a memória cache é gerenciada e controlada pelo sistema operacional.

II. Os sistemas de memória cache podem ser divididos em duas classes: as L1, de tamanho fixos, denominadas páginas, e as L2, de tamanho variável, denominadas segmentos.

III. O tempo de acesso a uma memória cache é muitas vezes menor que o tempo de acesso à memória virtual.

IV. A capacidade máxima de armazenamento da memória cache que um computador para uso pessoal pode alcançar é menor que a capacidade máxima de armazenamento que a memória virtual, para o mesmo computador, pode alcançar.

Indique a opção que contenha todas as afirmações verdadeiras.

A verdadeira revolução

     Qualquer pessoa da década de 60 sabe: os
anos 60 foram os melhores do século. A gente
nunca ouve alguém dizer que é “da década de
80” ou qualquer outra. Só o pessoal dos anos 60
viveu um decênio inteiro de uma vez. É
verdade que uma pá de novidades apareceu lá
nos anos 60, mas também não vamos exagerar:
eu tinha um estilingue, mas se pudesse optar
teria preferido um videogame. E só pulava mura
para comer goiabas no pé porque as redes de
fast food ainda não tinham chegado ao Brasil.
      De uma coisa eu nunca tive dúvida: foi na
década de 60 que aconteceu a transição entre o
velho e o novo estilo de convivência
corporativa. Também foi lá que os empregados
se deram conta de que “carreira” poderia ser
uma questão de escolha, que tudo provia sem
admitir réplicas nem súplicas.
      Foi nessa fase de ruptura que eu consegui
meu primeiro emprego. Pude observar as
mudanças sem influir nelas, de uma posição no
rodapé do organograma, a de aprendiz de
arquivista (Office boy seria mais charmoso.
Mas o título só surgiu na década de 70). E hoje
acredito que as grandes mudanças no cotidiano
dos empregados nada tiveram a ver com teorias
revolucionárias ou com novas técnicas de
administração de pessoal. Tudo isso foi apenas
o efeito. As verdadeiras causas foram às
pequenas mudanças às quais ninguém deu
muita importância:
      Diploma de datilografia – Durante
décadas, para alguém ser admitido no
escritório, o único requisito era “ser
alfabetizado” (um enorme plus curricular em
um país de analfabetos). Depois veio a
obrigatoriedade de ser diplomado em
datilografia. Mas foi nos anos 60 que se
introduziu a exigência do “algo mais”: o
Certificado de Proficiência Datilográfica. Ele
era concedido aos poucos capazes de bater 150
toques por minuto, com os dedos certos nas
teclas certas. Nas décadas seguintes, os
certificados de proficiência foram sendo
gradativamente substituídos por outros
símbolos mais alegóricos de “algo mais”, sendo
que o atualmente em moda se chama
MBA.(continua)

(Max Gebringer. In: Exame – com adaptações).
Assinale a opção gramaticalmente correta.
O empregado pode considerar rescindido seu contrato de trabalho e exigir a indenização devida quando o empregador
A alteração na estrutura jurídica da empresa
Aqui, ali, por toda a parte, encontravam-se trabalhadores, uns ao sol, outros debaixo de pequenas barracas feitas
de lona ou de folhas de palmeira. De um lado cunhavam pedra cantando; de outro a quebravam a picareta; de
outro afeiçoavam lajedos a ponta de picão; mais adiante faziam paralelepípedos a escopro e macete. E todo
aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançar-lhe ao fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do cortiço, como de uma aldeia alarmada; tudo dava a idéia de uma atividade feroz, de uma luta de vingança e ódio. Aqueles homens gotejantes de suor, bêbedos de calor, desvairados de insolação, a quebrarem, a espicaçarem, a torturarem a pedra, pareciam um punhado de demônios revoltados na sua impotência contra o impassível gigante que os contemplava com desprezo, imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito.

Aluizio de Azevedo, O cortiço
Analise o emprego dos conectivos que DESTACADOS no fragmento a seguir: "o impassível gigante "que" os contemplava com desprezo, imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros "que" lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido "que" lhe abrissem as entranhas de granito" (L 8-10).

Assinale a opção correta.
Pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor, a coisa recebida em virtude de contrato comutativo.

Com relação aos vícios redibitórios é certo que

Leia o trecho abaixo e aponte a opção que lhe dá continuidade, respeitando a coesão, a coerência e a orientação argumentativa do texto.

É verdade que já nos anos 50 numerosos estudos haviam demonstrado que fumar provoca câncer, enfisema, ataque cardíaco e muitas outras doenças, mas a estratégia de defesa adotada pela indústria do tabaco foi a do contra-ataque: de um lado contratava técnicos para criticar a metodologia empregada nessas pesquisas; de outro, pressionava os meios de comunicação para garantir que não fossem divulgadas.

A respeito da carreira da magistratura, é correto afirmar que

"Quando se abre um documento do Word, esse documento será copiado do disco rígido para a memória, porque a memória permite um acesso muito mais rápido para que se faça modificações nesse documento. Quando se edita esse documento, as modificações surgem instantaneamente na tela, mas, enquanto não são salvas no disco rígido, elas não se tornam efetivas."

Analisando o texto acima, é correto afirmar que o termo "a memória"

Paulo possui três quadros de Gotuzo e três de Portinari e quer expô-los em uma mesma parede, lado a lado. Todos os seis quadros são assinados e datados. Para Paulo, os quadros podem ser dispostos em qualquer ordem, desde que os de Gotuzo apareçam ordenados entre si em ordem cronológica, da esquerda para a direita. O número de diferentes maneiras que os seis quadros podem ser expostos é igual a

Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava , nem estudava. Mas trabalhara pouco
depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar
para o teatro fracassara. Havia só promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor .
experiência. Fora estrela estudantil em Guará. isso porém era menos que nada! Acabado o dinheiro, não podia
viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, caixeira de perfumaria, manicura, para se
sustentar. Como chapeleira, não agüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e
quantas vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. não era possível ! As ambições teatrais não haviam
esmorecido, e cadê tempo ? Conseguira o lugar de balconista numa perfumaria com ordenado e comissão. Tinha
jeito para vender, sabia empurrar mercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas
também lá passara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais suave - nunca
imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! Contudo continuava numa prisão. Não
nascera para prisões. Mesmo como seria possível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo
dia? Precisava dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito à perfumaria fazer
compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal e porcamente, mas os homens não são exigentes
com um palmo de cara bonita. Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de
,E gente, era muito convidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinha folgas!
Quando cismava. nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de mar, fazer compras. ficava dormindo...
O primeiro período do texto é constituído por
Aqui, ali, por toda a parte, encontravam-se trabalhadores, uns ao sol, outros debaixo de pequenas barracas feitas
de lona ou de folhas de palmeira. De um lado cunhavam pedra cantando; de outro a quebravam a picareta; de
outro afeiçoavam lajedos a ponta de picão; mais adiante faziam paralelepípedos a escopro e macete. E todo
aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançar-lhe ao fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do cortiço, como de uma aldeia alarmada; tudo dava a idéia de uma atividade feroz, de uma luta de vingança e ódio. Aqueles homens gotejantes de suor, bêbedos de calor, desvairados de insolação, a quebrarem, a espicaçarem, a torturarem a pedra, pareciam um punhado de demônios revoltados na sua impotência contra o impassível gigante que os contemplava com desprezo, imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito.

Aluizio de Azevedo, O cortiço
No fragmento "gotejantes de suor ,bêbedos de calor, desvairados de insolação" (L.6-7), não há,
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
A concordância verbal está plenamente respeitada na frase:
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida.
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode orgulhoso
Dizer: - Nunca fui vadio
E se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou.

Olavo Bilac, O trabalho.
Segundo o texto, a finalidade do trabalho é :
Também são considerados brasileiros natos os nascidos
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