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Considere o texto a seguir para responder à questão.
How INTERPOL supports Brazil to tackle international crime

Brazil is the largest South American country, with 16,000 km of land border and 8,000 km of coastline to protect against incoming crime. Its geographic location at the heart of the Americas, and its numerous maritime ports sitting on transshipment routes to global markets, make it attractive to organized crime.

The capacity to take investigations beyond this vast expanse of territory to work with police forces the world over is crucial to safeguarding Brazilian national security.

The INTERPOL National Central Bureau (NCB) in Brasilia plays a fundamental role in protecting the country’s economy, institutions and businesses against global crime.

(Adaptado de: https://www.interpol.int/Who-we-are/ Member-countries/Americas/BRAZIL - Acessado em: 05/03/2019.)
As medidas de 16 mil quilômetros e 8 mil quilômetros, no texto, referem-se
Considere a notícia a seguir para responder à questão.
Poetry for a surveillance society
Joseph McAllister combines technologies with media to produce unique art Thu, Jun 14, 2018, 06:35 - Marie Boran

I think that I shall never see a poem as lovely as a …webcam? Joseph McAllister describes himself as “a computational artist and privacy advocate”. He combines technologies like machine learning and programming with media including sculpture and interactive theatre to produce unique art for the increasingly technocratic age we live in.

His latest work is Webcam Poetry, which uses a machine learning method known as “dense captioning”, a method that detects objects in video footage and produces descriptions in natural language. Combined with his own programming (he calls it his poetry engine), it takes live streaming webcam footage and “writes” poems based on what it sees.

(Adaptado de: https://www.irishtimes.com/business/technology/ poetry-for-a-surveillance-society-1.3528084 - Acessado em 07/03/2019.)

Segundo o texto, o trabalho “Webcam Poetry”
• Um bloco maciço de madeira na forma de um prisma reto de base retangular medindo 18 cm por 24 cm e com 30 cm de altura, foi totalmente dividido em cubinhos iguais e de maior aresta possível. Supondo que não tenha ocorrido perda alguma no corte do bloco, o volume de um cubinho é
Texto 3


Facebook


Vimos que o Vale do Silício é um tecnopolo importante, com indústria avançada, de ponta, em que são feitos altos investimentos. Mas, às vezes, uma simples ideia pode valer mais do que muita tecnologia. É o caso da maior rede social do mundo, o Facebook.
Segundo o seu criador Mark Zuckerberg, em seu segundo ano da Universidade de Harvard (2004), ele e seus amigos tinham muito a compartilhar: suas fotos, o que estudavam, de que gostavam, entre tantas outras coisas que os amigos curtem. Pensando nisso, Mark elaborou – em duas semanas e com apenas 19 anos de idade – a primeira versão do que se tornaria essa famosa rede social.
Mas há quem diga que a história inicial não foi tão sublime, mas que tudo começou como uma brincadeira: Mark teria colocado as fotos das garotas da Universidade na internet, à revelia, para que os colegas escolhessem qual a mais bonita. Outro detalhe não menos importante seria que o desenvolvimento do Facebook contou com a colaboração de mais colegas, entre eles o brasileiro Eduardo Saverin, reconhecido como o co-fundador do site.
De qualquer forma, e intrigas à parte, inovação e agilidade transformaram esse pequeno projeto/brincadeira em uma empresa extremamente lucrativa, com mais de 500 milhões de usuários, faturamento bilionário e um valor de 50 bilhões de dólares, estimado pelo Banco Sachs em janeiro de 2011, maior do que o da Time Warner.
(Paulo Roberto Moraes, Urbanização e Metropolização, São Paulo, 2011)
O objetivo mais importante do texto 3, segundo o que se pode depreender de sua estrutura, é:
Organismos que compõem uma comunidade interagem exercendo influências recíprocas que se refletem nas populações envolvidas e na própria composição do ecossistema. Essas interações podem ser positivas (harmônicas) ou negativas (desarmônicas). Assinale a alternativa que reflete corretamente as relações ecológicas em comunidades de seres vivos:
Leia o poema para responder a questão.

Meninos carvoeiros

Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
– Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,
[dobrando-se com um gemido.)

– Eh, carvoero!

Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles...
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –

Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!

(Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)

Vocabulário:
Relho: chicote
Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos
Encarapitados: postos no alto
Alimárias: bestas de carga
No poema, o eu lírico retrata a infância pelo viés
São exemplos de relações ecológicas interespecíficas desarmônicas:

TEXTO 1:


YOUTUBE TO BAN VIDEOS PROMOTING GUN SALES

By NIRAJ CHOKSHI MARCH 22, 2018


YouTube said this week that it would tighten restrictions on some firearm videos, its latest policy announcement since coming under scrutiny after last month’s mass shooting at a high school in Parkland, Fla.

The video-streaming service, which is owned by Google, said it would ban videos that promote either the construction or sale of firearms and their accessories. The new policy, developed with expert advice over the last four months, will go into effect next month, it said.

“While we’ve long prohibited the sale of firearms, we recently notified creators of updates we will be making around content promoting the sale or manufacture of firearms and their accessories, specifically, items like ammunition, gatling triggers, and drop-in auto sears,” YouTube said in a statement.

YouTube, which described the move as part of “regular changes” to policy, notified users in a Monday forum post. The company had previously banned videos showing how to make firearms discharge faster, a technique used by the gunman who killed 58 people in Las Vegas last fall.

The announcement comes days before planned student-led protests against gun violence on Saturday. It was met with frustration from gun rights advocates.

“Much like Facebook, YouTube now acts as a virtual public square,” the National Shooting Sports Foundation, a private group representing gun makers, said in a statement. “The exercise of what amounts to censorship, then, can legitimately be viewed as the stifling of commercial free speech, which has constitutional protection. Such actions also impinge on the Second Amendment.”

The policy shift comes as YouTube and other technology platforms face increased scrutiny after the Parkland shooting, in which 17 people were killed at Marjory Stoneman Douglas High School.

Days after that massacre, a video promoting a baseless conspiracy about a shooting survivor became the top-trending video on YouTube, prompting a crackdown on such videos. YouTube’s chief executive also said that the platform planned to fight misinformation by working in partnership with Wikipedia, the nonprofit userrun online encyclopedia. But Wikipedia said it knew nothing about that plan.

Other businesses have also made changes amid growing pressure following the Parkland attack.

Dick’s Sporting Goods, Walmart and Kroger all raised the age limit for firearm purchases to 21. The retail chains REI and Mountain Equipment Co-op suspended orders of some popular products because the company that owns those brands, Vista Outdoor, also manufactures assault-style rifles.

In 2016, Facebook announced a ban on private gun sales on its flagship website as well as on Instagram, the photo-sharing social network it owns. Anti-gun activists have complained that sellers still found ways around Facebook’s ban.

Available at:<https://www.nytimes.com/2018/03/22/business/youtube-gun-ban.h...m_unit&version=latest&contentPlacement=5&pgtype=sectionfront>.

No conto de Clarice Lispector, o aspecto exótico, demarcado pela “raridade” da descoberta da “menor mulher do mundo”, é relativizado, principalmente, porque:

Uma bilha de aço com massa m = 3,0x10-2 kg encontra-se em repouso sobre uma mola de massa desprezível que está comprimida de 5,0x10-2 m. A mola é liberada impulsionando verticalmente a bilha para cima.

Considerando que a aceleração da gravidade vale g = 10 m/s2 e sabendo que a constante elástica da mola é k = 4,8 x 102 N/m, a altura máxima atingida pela bilha a partir do repouso é

Leia o texto abaixo:

“[...] em 1902, os paulistas organizam o primeiro campeonato de futebol no Brasil. No mesmo ano, surgem os primeiros campos de várzea, que logo se espalham pelos bairros operários; e já em 1908/1910, a várzea paulistana congregava vários e concorridos campeonatos, de forma que São Paulo não é apenas pioneira no futebol “oficial”, mas também (e sobretudo) no “futebol popular”.

JESUS, Gilmar M. Várzeas, operários e futebol: uma outra Geografia. GEOgraphia. Niterói, vol. 4, p. 88-89.

O texto relaciona, entre outros temas, industrialização, operariado e futebol. Assinale a alternativa que indica como a prática do futebol refletia os conflitos sociais que marcaram o Brasil da Primeira República:

Sobre a economia asiática, marque a alternativa CORRETA.
Text 1


When I got to the airport, I learnt that the plane from Cairo, on which my brother was travelling, had been delayed at Paris with engine trouble and was expected to be about an hour late. As a rule I can pass the time quite happily; watching the planes land and take off, but that evening I had a headache; which I thought that the noise of the engines might make worse. I decided, therefore to walk around to make the time pass quickly.
First of all I went back to the place where I had left my car to make sure that all the doors were locked. The walk in the fresh air did me good, for I felt slightly better as I entered the main airport building again. I made my way to the restaurant, where I ordered a cup of black coffee. As I stood drinking this at the counter, I studied the faces of the people around me. Some passengers were obviously anxious about the time, and kept looking at their watches; others checked to see that they had tickets, passports and money. Where there was a group of people, it was easy to tell which one was about to leave. He was the object of everyone’s attention and looked either very happy or very sad at the thought of departure.
There was one woman who burst into tears as she said goodbye to the relatives or friends who had come to see her off. When I had finished my coffee, I went along to the bookstall, where I bought a couple of magazines, both of them about travel, which would help to make the time pass pleasantly. Then I went into one of the waiting-rooms and made myself comfortable in a big armchair. I had hardly had time to open one of my magazines, when someone came up and put his hand on my shoulder. It was an old friend; who was just about to leave on a business trip to South America. Since we had not seen each other for a long time, we found plenty to talk about until the arrival of my brother’s plane from Paris was announced.

Complete the sentence below with the correct verbs. Choose the CORRECT answer.


I ______ you in the park yesterday. You ______ on the grass and ______ a book.

Texto 1


Duas pulgas estavam reclamando da vida quando uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso problema? Nós não sabemos voar. Só sabemos saltar. Aí, quando o cachorro percebe nossa presença, nossa chance de sobrevivência é zero. É por isso que existem mais moscas do que pulgas nesse mundo – moscas voam.”
E aí as duas pulgas fizeram um curso de mosca e aprenderam a voar. Mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso grande problema? Nós ficamos grudadas no corpo do cachorro. Daí nosso tempo de reação é mais lento que a coçada dele. Temos que fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam voo rapidamente”. E as duas pulgas fizeram um curso de abelha. Mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso grande problema? Nosso estômago é muito pequeno. Escapar do cachorro a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando adequadamente. Temos que ser como os pernilongos, que têm aquele barrigão enorme”. E aí as duas pulgas fizeram um curso de pernilongo. Mas não ficaram satisfeitas porque, com aquele barrigão, eram facilmente percebidas pelo cachorro e eram espantadas antes mesmo de conseguirem pousar.
Então, totalmente frustradas porque nada na vida delas dava certo, as duas pulgas encontraram uma saltitante pulguinha. Como viram que a pulguinha estava forte e saudável, as duas pulgas perguntaram: “escuta, o que é que você mudou que nós ainda não mudamos?”. E a pulguinha respondeu: “nada, ué”. “Como assim nada?”, perguntaram as pulgonas. “Como é que você escapa da coçada do cachorro?”. E a pulguinha respondeu: “Ah, é simples. Eu sento na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.
GEHRINGER, Max. O melhor de Max Gehringer na CBN: 120 conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança. Vol. 1. São Paulo: Globo, 2006, p. 109 (fragmento), com adaptações
Considerando a estrutura, a forma e o conteúdo, assinale a alternativa que corresponde a uma característica do texto 1 apresentado.
Considere os textos abaixo para responder à questão.

I)
Consolo na praia (Carlos Drummond de Andrade)

Vamos, não chores
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não está perdida.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.

[...]
(ADNRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética.
39. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 26)

II)
Velha chácara (Manuel Bandeira)

A casa era por aqui...
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.

Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinquenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida... nos desenganos...)

A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa...

– Mas o menino ainda existe.

(BANDEIRA, Manuel. Lira dos cinquent’anos. In: Bandeira de bolso:uma antologia poética. Porto Alegre: L&PM, 2008, 111-112.)

III)
Quarenta anos (Olavo Bilac)

Sim! Como um dia de verão, de acesa
Luz, de acesos e cálidos fulgores,
Como os sorrisos da estação das flores,
Foi passando também tua beleza.

Hoje, das garras da descrença presa,
Perdes as ilusões. Vão-se-te as cores
Da face. E entram-te n’alma os dissabores,
Nublam-te o olhar as sombras da tristeza.

Expira a primavera. O sol fulgura
Com o brilho extremo... E aí vêm as noites frias,
Aí vem o inverno da velhice escura...

Ah! pudesse eu fazer, novo Ezequias,
Que o sol poente dessa formosura
Volvesse à aurora dos primeiros dias!
(BILAC, Olavo. Poesias. São Paulo:
Martin Claret: 2006, p. 70.)

IV)
Adeus, meus sonhos! (Álvares de Azevedo)

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
A minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus? morra comigo
A estrela de meus cândidos amores
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
(AZEVEDO, Álvares. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 224.)

Analise as afirmações abaixo e, depois, assinale a alternativa correta.
I – Os quatro poemas tematizam liricamente a passagem do tempo, valendo-se de recursos estilísticos diversos, apresentando, cada um, uma visão particular da vida.
II – No texto IV, o eu lírico manifesta, na linguagem, o egocentrismo caro aos poetas da segunda geração romântica, levando ao extremo o foco da mensagem na figura do emissor, o que fica expresso, entre outros, pela recorrência do sinal de exclamação e pelo tom dramático assumido ao longo do poema.
III – No texto I, como nos demais poemas de Drummond, fala um eu lírico comprometido com a esperança na vida, ainda que, nem sempre, esta pareça fácil, posição que se evidencia pela escolha de vocabulário simples e encadeamento frasal sem torneios sintáticos.
IV – O poema de Bandeira, texto II, faz-se da dialética lírica que atualiza, esteticamente, o olhar da criança na experiência vital do adulto, processo que implica uma relação entre fatalismo da vida e saudosismo da memória do passado.
Estão CORRETAS as afirmações feitas apenas em:
Read the text and answer the question.
Coca-Cola history began in 1886 when the curiosity of an Atlanta pharmacist, Dr. John S. Pemberton, led him to create a distinctive tasting soft drink that could be sold at soda fountains. He created a flavored syrup, took it to his neighborhood pharmacy, where it was mixed with carbonated water and deemed “excellent” by those who sampled it. Dr. Pemberton’s partner and bookkeeper, Frank M. Robinson, is credited with naming the beverage “Coca-Cola” as well as designing the trademarked, distinct script, still used today. Prior to his death in 1888, just two years after creating what was to become the world’s #1-selling sparkling beverage, Dr. Pemberton sold portions of his business to various parties, with the majority of the interest sold to Atlanta businessman, Asa G. Candler. Under Mr. Candler’s leadership, distribution of Coca-Cola expanded to soda fountains beyond Atlanta. In 1894, impressed by the growing demand for Coca-Cola and the desire to make the beverage portable, Joseph Biedenharn installed bottling machinery in the rear of his Mississippi soda fountain, becoming the first to put Coca-Cola in bottles. Large scale bottling was made possible just five years later, when in 1899, three enterprising businessmen in Chattanooga, Tennessee secured exclusive rights to bottle and sell Coca-Cola. The three entrepreneurs purchased the bottling rights from Asa Candler for just $1. Benjamin Thomas, Joseph Whitehead and John Lupton developed what became the Coca-Cola worldwide bottling system. Available in: <http://www.worldofcoca-cola.com/coca-cola-facts/coca-cola-history/> Access in: agosto de 2014.
Select the alternative that is TRUE according to the text.
Leia o texto a seguir.
[...] Ao lidar com a voz passiva sintética (também chamada de pronominal, por causa do se, que é um pronome apassivador), nosso maior problema é reconhecer o sujeito da frase. Em estruturas do tipo aceitam-se cheques ou compram-se garrafas, o elemento que vem posposto ao verbo é considerado o sujeito (o paciente da ação). Ocorre, no entanto, que a passiva sintética não é sentida como voz passiva pela maioria dos falantes, os quais, vendo em cheques e garrafas um simples objeto direto, deixam de concordar o verbo com eles. Nasce aqui o que um antigo gramático chamava de “erro da tabuleta”: *aceita-se cheques, *compra-se garrafas, *vende-se terrenos, *aluga-se barcos. Para quem tem uma formação mínima em sintaxe, não é tão difícil reconhecê-la: verbos transitivos diretos seguidos de se (não reflexivo) constituem casos inequívocos dessa estrutura. Se ainda assim persistirem dúvidas, lembre que a frase na passiva sintética tem forma equivalente na passiva analítica.
Aceitam-se cheques. = Cheques são aceitos. Compram-se garrafas. = Garrafas são compradas.
Se o verbo for transitivo indireto, é evidente que não pode haver passiva — tanto a sintética quanto a analítica. A construção com verbo transitivo indireto + se é uma das formas do sujeito indeterminado no Português, ficando o verbo sempre na 3.ª pessoa do singular.
Precisa-se de serventes. Falava-se dos últimos acontecimentos. Disponível em: <http://sualingua.com.br/2010/07/09/concordancia-com-a-passiva-sintetica/>. Acesso em: 27 jan. 2016.
Com base na leitura desse trecho e nos seus conhecimentos prévios sobre a estrutura gramatical da nossa língua, assinale a alternativa que traz um período escrito em conformidade com o que a norma culta prescreve.
Leia o trecho da reportagem “Superpopulação: chegará o dia em que haverá gente demais para planeta de menos?”:
“A cada ano, nascem 81 milhões de pessoas, o equivalente à população da Alemanha. Mantido esse ritmo, passaremos dos atuais 7,3 bilhões de habitantes para 9,6 bilhões em 2050, de acordo com as projeções da ONU. Embora não dê para estimar o máximo de pessoas que cabe no planeta, sabemos que os recursos que temos por aqui são limitados. A quantidade de água (em suas diferentes formas) e de terra é a mesma há milênios e, apesar de todo o avanço da ciência, nada indica que a humanidade será capaz de ampliá-las. Quando se combina muita gente a uma mesma quantidade de recursos, o resultado é a escassez. Apenas para ficar no básico, pode faltar água e alimento para todo mundo — que dirá saneamento básico, moradia, energia elétrica.” BARROS, Mariana. Cidades sem fronteiras. Veja.com. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/debate/superpopulacao/>. Acesso em: 12 mar. 2016.
A teoria ou reflexão demográfica implícita no texto é conhecida como:
Leia os fragmentos de entrevista realizada com pais de crianças que participaram do trabalho da professora Eglê Franchi, relatado no livro de sua autoria A redação na escola (1984).
“A sinhora como que bateu nas costas dela, feiz ela sortá as palavra não só da boca, mas na mão tamém.” (Mãe da Clarice) “Essa língua que nóis fala num é assim errada, nóis num precisa tê vergonha dela.” (Mãe da Evanil) “Esse jeito de ponhá grandeza na fala da criança levô ela longe.” (Mãe da Eliane)
Analisando as falas das mães, identifica-se como marca recorrente da variedade linguística que utilizam
A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício
Márcio Seligmann-Silva

[...] Aparentemente, a marcha incontornável da humanidade em direção ao precipício (em regimes capitalistas puros, nos de capitalismo de Estado e nos que tentaram, de modo infeliz, a ditadura dos partidos comunistas) não pode ser alterada sem um levante de uma população que, lamentavelmente, parece cada vez mais fascinada pelo mundo da técnica dos gadgets.

Como no mito dos lemingues que se suicidam no mar, nossa espécie supostamente racional faria algo semelhante por meios mais “sofisticados”. [...]

A chamada “força do mercado”, esse “quarto poder” que efetivamente manda e desmanda no mundo, está calcada nesse modelo de técnica predadora sem o qual as indústrias (e suas ações no mercado) não existiriam. O capitalismo se alimenta da Terra, mas desconsidera que esta mesma Terra é finita e está sendo exaurida.

O filósofo Hans Jonas dedicou os últimos anos de sua longa vida (1903- 1993) à construção de uma nova ética da responsabilidade à altura desses desafios contemporâneos. Ele afirmava que “não temos o direito de hipotecar a existência das gerações futuras por conta de nosso comodismo” e propôs uma virada.

Ao invés de construir um modelo calcado no presente, com o objetivo do viver bem e da felicidade conectados ao aqui e agora, estabeleceu o desafio de construir uma ética do futuro: da destruição da casa-Terra, ele deduz o imperativo de salvar essa morada para garantir a possibilidade de vida futura.

Em vez de apostar no modelo liberal do progresso infinito a qualquer custo ou de acreditar na promessa revolucionária que traria de um golpe o “paraíso sobre a Terra?” ele aposta em um “summum bonum” moderado, modesto, o único possível para a nossa sobrevivência. Fala de um “princípio de moderação”, reconhecendo que a conta deveria ser paga pelos que mais possuem.

Hoje, podemos dizer que esse futuro que ele desenhava, ou seja, esse tempo já sem muito tempo de sobrevida, tornou-se o nosso tempo. Sua “heurística do medo” — a saber, uma pedagogia da humanidade que se transformaria a partir do confronto com a visão medonha de seu fim muito próximo — soa ainda poderosa, mas um tanto inocente, mesmo reconhecendo que suas ideias influenciaram protocolos como o Acordo de Paris, de 2015.

Observando a sequência de crimes socioambientais, parece que essa heurística não está rendendo frutos. Não aprendemos com as catástrofes, e isso nos levará, caso não alteremos nosso curso, à catástrofe final. Ou seja, a emoção do medo do Armagedom está sendo vencida pela razão instrumental e sua promessa (distópica) de transformar a natureza em mercadoria.

[...] Um lamentável e terrível exemplo da situação em que nos encontramos em termos dessa submissão a um determinado modelo liberal associado a uma técnica espoliadora e destrutiva é justamente o que acaba de ocorrer com o rompimento da barragem da empresa Vale em Brumadinho (MG).

Apenas a arrogância fáustica, a hybris que cega, o sentimento de onipotência podem justificar que essa barragem (como tantas outras) tenha sido construída logo acima de uma área urbana e das instalações dos funcionários da empresa. Novamente a situação de risco associada a esse tipo de tecnologia ficou exposta. Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.
O cerne do capitalismo é o lucro e isso explica, nesse caso e em outros, tudo de modo simples e direto. O crime de Brumadinho deve ultrapassar 300 vítimas fatais diretas, fora a destruição de toda uma região habitada também por pescadores, ribeirinhos e indígenas pataxó que dependiam diretamente do rio Paraopeba para a sua sobrevivência. Se pensarmos nos inúmeros atingidos, apenas no Brasil, por barragens (de mineradoras e de hidroelétricas), fica claro que não se trata apenas de uma questão de “barragem a montante”.

(Adaptado de “A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício”, publicado na FOLHA DE S.PAULO, em 17/02/19, pelo Prof. Dr Márcio Seligmann-Silva, titular de teoria literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.)
“Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.”
O trecho acima, em meio a um poético jogo de palavras dos universos do som e do silêncio, faz uma dura crítica, segundo a qual a humanidade:
Na perspectiva de desconfiados atores e comentadores da política, os coletes amarelos compõem um tenebroso momento populista em que lideranças carismáticas se valem de agendas demagógicas para ludibriar o eleitorado em meio a crises econômicas e sociais de difícil solução. [...] Avessos aos canais convencionais de mediação, os revoltosos se recusam a moderar suas demandas e seu repertório radical de ação ao se verem fortalecidos pela dimensão do movimento e pelo apoio da opinião pública.
(SCERB, Philippe. Quem tem medo dos coletes amarelos?. Publicado em 24 de janeiro de 2018. Disponível em: https://diplomatique.org.br/ quem-tem-medo-dos-coletes-amarelos/. Acesso em: 09 mar. 2019, às 17:55.)
Iniciado em novembro de 2018, o movimento dos coletes amarelos repercutiu internacionalmente como um grande e duradouro protesto. Entre as características do movimento está correto o que se afirma em:
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