Uma pesquisadora francesa foi detida pela Polícia Federal ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com 39 sapos mortos na bagagem, sem autorização do Ibama. Os animais estavam acondicionados em recipientes plásticos, alguns em formol, outros em lâminas de resina para estudos de estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos. Laudo concluído pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo identificou 11 espécies de anfíbios em meio ao material encontrado.
(www.ibama.gov.br, 26.09.2016. Adaptado.)
A ação praticada pela pesquisadora caracteriza a
O processo de independência do Brasil é, comumente, datado a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil. A verdade dessa proposição reside, em especial, na montagem pelo príncipe, e depois rei, João VI, de um aparelho governamental no Brasil. Ao mesmo tempo, são substituídos os institutos de caráter colonial.
(Hamilton de Mattos Monteiro. “Da independência à vitória da ordem”. In: Maria Yedda Linhares. História geral do Brasil, 2016.)
As afirmações do excerto podem ser exemplificadas pela
Ao se afirmar que no Brasil há uma megalópole em formação, espera-se constatar
Leia o excerto para responder à questão.

A Guerra Civil norte-americana (1861-1865) merece a atenção do estudante brasileiro por diversos motivos. Primeiro, foi uma guerra que marcou profundamente a evolução histórica dos Estados Unidos da América. [...] Em segundo lugar, esta guerra lembra vários aspectos da história do Brasil quando questões semelhantes surgiram.

(Peter L. Eisenberg. Guerra civil americana, 1984.)
Essa guerra marcou profundamente a história dos Estados Unidos porque
Leia o excerto para responder à questão.

A Guerra Civil norte-americana (1861-1865) merece a atenção do estudante brasileiro por diversos motivos. Primeiro, foi uma guerra que marcou profundamente a evolução histórica dos Estados Unidos da América. [...] Em segundo lugar, esta guerra lembra vários aspectos da história do Brasil quando questões semelhantes surgiram.

(Peter L. Eisenberg. Guerra civil americana, 1984.)
Uma dessas “questões semelhantes” refere-se
O nível de ruído produzido por turbinas eólicas é, em média, de 50 decibéis. Comparativamente, o nível de ruído produzido em clubes noturnos é, em alguns casos, de 70 decibéis. O nível de ruído β de determinada fonte sonora é calculado, em decibéis, por β = 10 . log(I/I0) , sendo I0 = 10–12 W/m2 a intensidade do limiar audível e I sendo a intensidade sonora da fonte, medida em W/m2 . Considerando as condições citadas, sendo I1 e I2 as intensidades sonoras para os ruídos gerados por um clube noturno e por uma turbina eólica, respectivamente, a razão I1 /I2 é
Leia o texto de Caio Prado Júnior para responder à questão.

De tudo se trata, pode-se dizer, ou se tem tratado na “filosofia”, e até os mesmos assuntos, ou aparentemente os mesmos, são considerados em perspectivas de tal modo apartadas uma das outras que não se combinam e entrosam entre si, tornando-se impossível contrastá-las. Para alguns, essa situação é não apenas normal, mas plenamente justificável. A filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à filosofia “resolver”, e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior interesse, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função — no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.
Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por “filosofia”, compartilha com a literatura, não é toda filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte.
Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo, a filosofia ainda encontra ressonância tal, que bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.
Mas onde encontrar esse “objeto” último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que se trata?

(O que é filosofia, 2008. Adaptado.)
Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro.” (2° parágrafo)
Mantendo-se o significado original e a correção gramatical, os dois trechos sublinhados podem ser substituídos por:
Sob o ponto de vista militar, houve duas atividades: a abertura do exército aos “bárbaros” e a instalação de povos germanos no território romano. Uma outra política mostrou-se mais perigosa para a integridade do Império: a instalação de povos inteiros, organizados e não assimilados em território romano. Por meio de um contrato com Roma, os povos “bárbaros” ocupavam as terras romanas e, em troca, forneciam ao governo imperial um certo número de soldados.
(Maria Sonsoles Guerras. Os povos bárbaros, 1987. Adaptado.)
Apesar de “perigosa”, essa política do Império Romano apresentou, como vantagem,
O surto de crescimento, que começou em 1968, lembra o do Plano de Metas de JK, que durou de 1957 a 1962, mas com uma importante diferença: no boom dos anos 50, a inflação subiu de 23,89% em 1957 para 55,04% em 1962, ao passo que no surto da década seguinte a inflação caiu de 23,63% em 1968 para 14,66% em 1973. Este fato fez com que se começasse a falar de “milagre econômico brasileiro”.
(Paul Singer. “O processo econômico”. In: Daniel Aarão Reis (coord.). Modernização, ditadura e democracia: 1964-2010, vol. 5, 2014. Adaptado.)
Um dos motivos para essa contenção inflacionária durante o “milagre” foi
Leia o texto para responder à questão.

Se o século XIX, marcado pelo progresso científico — genética, evolucionismo, positivismo, sociologia, racionalismo, etc. — motivou escolas literárias correspondentes — ________, _______ , _______ —, propugnando uma descrição rígida, precisa e minuciosa, acarretou, em contrapartida, um momento de descrédito da ciência, uma reação quase radical, que propunha a diluição dos objetos e sentimentos no vago e indistinto, no inefável, abstrato e incorpóreo, ideal supremo do ________.

(Lauro Junkes, 2016. Adaptado.)
Completam as lacunas do texto, respectivamente:
Discípulos de Hipócrates, defensores do ar puro, os médicos do século XIX acreditam nas virtudes do “ar livre”, nos danos do “ar mefítico”, viciado pelas grandes densidades populacionais. Atribuem à promiscuidade das multidões urbanas, aos amontoamentos dos cortiços (palavra dominante nos anos 1880) a propagação de doenças difundidas por contato, por “contágio”: epidemias, e logo a tuberculose.
(Michelle Perrot. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros, 2017.)
Na Europa, essa “promiscuidade” e os “amontoamentos” decorreram
“Não posso recomendar aos judeus que usem o quipá (peça do vestuário judeu) todo o tempo e em qualquer lugar na Alemanha”, disse o comissário alemão Felix Klein. Ele afirmou que sua opinião sobre o assunto mudou devido a uma crescente desinibição social e brutalização da sociedade, que fizeram com que um tipo específico de preconceito aumentasse.
(“Governo alemão alerta judeus contra o uso do quipá”. www.agenciabrasil.ebc.com.br, 27.05.2019. Adaptado.)
O excerto faz alusão
Leia o poema de Jorge de Lima (1895-1953) para responder à questão.

O acendedor de lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!

(Antologia poética: Jorge de Lima, 2014.)
No contexto do poema, o verso “Parodiar o sol e associar-se à lua” (1a estrofe) expressa,
Leia o texto para responder à questão.

Se o século XIX, marcado pelo progresso científico — genética, evolucionismo, positivismo, sociologia, racionalismo, etc. — motivou escolas literárias correspondentes — ________, _______ , _______ —, propugnando uma descrição rígida, precisa e minuciosa, acarretou, em contrapartida, um momento de descrédito da ciência, uma reação quase radical, que propunha a diluição dos objetos e sentimentos no vago e indistinto, no inefável, abstrato e incorpóreo, ideal supremo do ________.

(Lauro Junkes, 2016. Adaptado.)
As palavras “indistinto” e “incorpóreo” são formadas com um prefixo que tem o mesmo significado do prefixo de
Na década de 1960, sob o lema “Integrar para não entregar”, o governo brasileiro
No plano socioeconômico, [os indígenas] foram cruciais na montagem do complexo açucareiro na Bahia quinhentista, e mesmo no avançar o século XVII, pois a escravidão de origem africana só tomou impulso após exaurirem-se gerações de indígenas pelo trabalho escravo, pela guerra e por doenças. No planalto paulista, a mão de obra indígena escravizada foi a base para o que se chamou, com certo exagero, de “celeiro do Brasil”, labutando na produção de trigo e, sobretudo, de milho.
(João Fragoso e Roberto Guedes. “Apresentação”. In: João Luís R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (org.). O Brasil Colonial, vol. 3, 2014. Adaptado.)
O excerto faz referência
Um aspecto importante do calvinismo é a valorização moral do trabalho e da poupança, que resulta numa situação de bem-estar social e econômico, o que poderia ser interpretado como sinal favorável de Deus à salvação do indivíduo.
(Fernando Seffner. Da Reforma à Contrarreforma, 1993.)
Da afirmação, depreende-se que o calvinismo
A transumância é um movimento migratório que se caracteriza pela qualidade temporal __________ e pela motivação ________ para o deslocamento.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas do texto.
Entre 2011 e 2017, caíram, no Brasil, quase 78 milhões de raios, segundo levantamento do INPE. Muitos desses, infelizmente, foram fatais — para se ter ideia, a cada 50 mortes por raio no mundo, uma ocorre no país.
(“9 coisas que você precisa saber sobre raios”. https://super.abril.com.br, 15.08.2018. Adaptado.)
Os para-raios são essenciais para proteger pessoas e equipamentos elétricos de raios. Essa proteção é baseada
Analise o quadro.
Técnica de construção de mapas temáticos
1. fazer um levantamento de dados pontuais com coordenadas conhecidas 2. transferir os dados coletados para um mapa 3. estabelecer a amplitude máxima entre os valores dos dados 4. determinar as classes a serem representadas 5. traçar, por algum método de interpolação, a isolinha estabelecida pela classe calculada
(Paulo R. Fitz. Cartografia básica, 2008. Adaptado.)
A técnica descrita permite a construção de um mapa de
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