No contexto da filosofia política moderna, o
contratualismo se destaca como uma teoria que
procura explicar a origem e a legitimação do
poder político. Nesse sentido, assinale a
alternativa correta a respeito dos princípios
fundamentais do contratualismo.
Na discussão de sua “metafísica”, Aristóteles afirma que existem características que
são opostas às substâncias. Na visão do pensador, essas características não alteram a essência do ser
ou do objeto. Que nome o pensador deu a essas características?
“(...) decisivo para a felicidade são as atividades autênticas
realizadas de acordo com a excelência ética, enquanto as
atividades opostas levam à infelicidade.”
Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo: Editora Atlas, p. 33.
Na ética aristotélica vimos que o bem e a virtude
(excelência) não são realidades ideais a serem
contempladas, mas atividades da alma a serem realizadas
pela ação. Para a ética aristotélica, a felicidade é
A filosofia clássica apresenta um “ponto de virada” a partir da atuação de Sócrates e dos
sofistas. Esses filósofos procuravam situar as discussões filosófica sobre temas que não
abordavam somente a Physis e o Cosmos. A partir dessa afirmação, marque a opção correta.
Argumentação Dedutiva: é a operação própria da
inteligência que consiste em inferir uma
consequência a partir de ponderações anteriores,
que se chamam antecedentes. Diferentemente da
Indução, ela tem a pretensão de não ficar na
probabilidade porque parte de princípios gerais
evidentes por si. A partir desse ponto de vista a
lógica visa as regras que possibilitam o pensamento
de forma correta.
KELLER, C. L. B. V.. Aprendendo Lógica. Petrópolis RJ:
Vozes, 1991, p.41.
Assinale a alternativa abaixo que não contem
princípios algum que fundamenta a lógica formal.
Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História
Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:
“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza,
em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível,
mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto
à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso
do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas
poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana,
não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos
míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem
plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se
nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se
seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que
absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o
Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos
episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós
por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.
Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:
I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico
guiado por um propósito natural implícito.
II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant,
rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.
III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada
racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.
IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade
racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.
V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo
à realização das potencialidades morais do gênero humano.
Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e
detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista
a sua contribuição; depois, à luz das constituições que
colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou
destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias
espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades
são bem administradas e outras, ao contrário, são mal
administradas. Quando tivermos estudado convenientemente
estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira
mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a
melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as
leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a
melhor.
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que
Em sua imediatez, a consciência de si é mero ser-para-si. Para
obter a certeza de si mesmo, é preciso a integração do conceito
de reconhecimento. O outro, de modo similar, espera por nosso
reconhecimento para expandir-se na consciência de si universal.
Cada consciência de si busca a absolutez. Ela quer ser reconhecida
enquanto valor primordial desinserido da vida, como
transformação da certeza subjetiva (Gewißheit) em verdade
objetiva (Wahrheit). FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020 O autor reivindica que o humano só é de fato reconhecido
quando considerado a partir de
[...] “O fato de os ricos serem geralmente poucos e os pobres
serem muitos faz com que estas duas partes pareçam
seguimentos opostos entre as existentes na cidade, e faz
igualmente que a predominância das pretensões de uma ou de
outra determine as formas de governo, a ponto de se pensar
que há apenas duas formas”.
ARISTÓTELES, Livro IV, Capítulo III, 1291b.
Na Ética a Nicômaco, Aristóteles explica sobre as formas de
governo. Acerca delas, Aristóteles afirma que são de
espécies variadas
Em uma sociedade democrática fictícia, o governo decide implementar uma nova lei de vigilância para combater ameaças
terroristas. A lei permite que as autoridades monitorem as comunicações pessoais de todos os cidadãos sem necessidade de
autorização judicial. Um grupo de cidadãos preocupados se reúne para discutir as implicações dessa nova lei. Entre as
alternativas a seguir, qual o argumento mais adequado, com base nos princípios da filosofia política, para criticar a
implementação dessa lei?
No momento em que a arte rompe com a ideia de ser
cópia do real para ser considerada criação autônoma que tem a
função de revelar as possibilidades do real, ela passa a ser
avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e sua
capacidade de falar ao sentimento.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 403 (com adaptações).
Desde o século XIX, algumas reflexões relativas à estética vêm
sendo revistas e reconstruídas, de modo que a arte como
pensamento deixou de focar apenas no belo e no feio para tratar
do assunto da
No estudo sobre a razão, Kant distingue a realidade em si, da realidade para nós, ou
conhecida por nós. Para fazer isso, Kant faz uso de duas palavras gregas, sendo elas:
Na história da filosofia, há discussões e perguntas entorno
da máxima “O que é Filosofia?”, “Qual o valor formativo da
Filosofia?”, “Seria possível uma didática geral?”, “Para que
ensinar Filosofia?”, “Filosofia serve para quê?”, enredadas
em temáticas que não fogem aos problemas de uma teoria
do conhecimento. Sobre isso, a máxima “não se ensina
filosofia, apenas a filosofar”, pode ser entendida dentro do
escopo da obra do filósofo
A reflexão sobre a natureza humana é um tema recorrente
na história da filosofia ocidental. A antropologia filosófica
desenvolveu diversas teses a respeito da essência humana.
Uma das teorias filosóficas a esse respeito é a de