I. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.
II. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.
III. Reversão é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.
IV. Ajuda de custo é a indenização destinada ao ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa.
Estão corretas apenas as afirmativas
Conforme o Art. 6º da Lei Federa nº 5.081 de 1966, compete ao cirurgião-dentista:
I – exercício de mais de duas especialidades;
II – aplicar anestesia local e truncular;
III – prestação de serviço gratuito em consultórios particulares.
Quais afirmativas acima estão corretas?
Segundo o Art. 7º da Lei Federal nº 5.081 de 1996, é vedado ao cirurgião-dentista:
I – aplicar anestesia local e truncular;
II – exercício de mais de duas especializadas;
III – divulgar benefícios recebidos de clientes.
Quais afirmativas acima estão corretas?
Contra a mera “tolerância” das diferenças
Renan Quintanilha
“É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
“Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
“Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2.
Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.
Disponível em: Acesso em: 03 mai 2016.
1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
Em qual das frases abaixo, ocorre esse mesmo problema?
Assinale a alternativa que, de acordo com a Constituição Federal, é uma competência do SUS:
De acordo com o código de ética odontológica constituem deveres fundamentais dos profissionais, EXCETO:
De acordo com o Art. 56 do Código de Processo Ético Odontológico, prescrevem em __________ as infrações ética praticadas pelos inscritos em Conselho de Odontologia, interrompendo-se este prazo pela propositura da competente ação. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima:
De acordo com o Art. 8º da Lei Federal nº 8.112 de 1990, são formas de provimento de cargo público:
I – ascensão;
II – nomeação;
III – promoção.
Quais afirmativas acima estão corretas?
Qual das seguintes alternativas é um fator de risco bem conhecido para o desenvolvimento de carcinoma espinocelular na
cavidade oral?
Um paciente jovem apresenta uma cárie inicial em um molar superior permanente. O exame clínico mostra uma desmineralização sem cavitação. No que se refere a abordagem de tratamento, assinale a alternativa que indica o tratamento conservador recomendado.
A sífilis congênita resulta em um quadro de hipoplasia de esmalte que é bem conhecido. Os dentes posteriores afetados apresentam a superfície oclusal constricta com uma desorganização da superfície anatômica. Assinalar a alternativa CORRETA que aponta a denominação comum pela qual são chamados esses tipos de molares:
I. A utilização de resinas compostas é indicada para restaurações em áreas de alto estresse mastigatório devido à sua alta resistência.
II. O sistema adesivo autocondicionante elimina a necessidade de aplicação prévia de ácido fosfórico na preparação do dente para a restauração.
III. A amálgama ainda é considerada o material de escolha para restaurações em dentes posteriores devido à sua estética superior.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):