As representações da surdez influenciam diretamente
as práticas educacionais, sociais e políticas voltadas à
pessoa surda.
Sobre as principais perspectivas teóricas da surdez,
analise as afirmativas:
I. A visão clínico-patológica compreende a surdez
como uma deficiência sensorial que deve ser
corrigida ou compensada, priorizando a reabilitação
auditiva e a oralização do sujeito.
II. A visão sócio-antropológica entende a surdez como
uma diferença cultural e linguística, valorizando a
Libras e a identidade surda como expressões
legítimas de uma comunidade.
III. Na perspectiva sócio-antropológica, o sujeito surdo
é considerado um paciente que precisa de
tratamento contínuo para se adaptar à sociedade
ouvinte.
A concepção dos surdos como minoria social desloca
a compreensão da surdez do campo exclusivamente
biomédico para o campo sociocultural. Essa
perspectiva reconhece que os sujeitos surdos
compartilham uma identidade linguística, cultural e
histórica própria, distinta da maioria ouvinte.
Com base nessa abordagem, analise as afirmativas
abaixo:
I. A definição dos surdos como minoria social
implica o reconhecimento da Libras como línguanatural, essencial para a construção da identidade
surda e para o exercício pleno da cidadania. II. A surdez é tratada exclusivamente como
deficiência dentro da abordagem da minoria
social, reforçando o papel da medicina na
centralidade da inclusão.
III. Os surdos, enquanto minoria linguística e cultural,
reivindicam direitos coletivos, como acesso à
educação bilíngue, ao uso da Libras e à
representatividade cultural.
IV. O enquadramento dos surdos como minoria social
desconsidera as barreiras comunicacionais,
priorizando apenas o combate ao preconceito
social.
V. A categoria de minoria social reconhece as
especificidades da comunidade surda,
compreendendo que a exclusão vivida por esses
sujeitos está relacionada à falta de acessibilidade e
reconhecimento cultural.
Com base no Capítulo IV da Lei nº 10.098, de 19 de
dezembro de 2000, sobre acessibilidade em edifícios
públicos ou de uso coletivo, assinale a alternativa
CORRETA:
A Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010,
regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da
Língua Brasileira de Sinais (Libras). Essa legislação
estabelece as diretrizes para o exercício profissional
desses especialistas, definindo as atribuições e
competências necessárias para atuar na tradução e
interpretação da Libras. Além disso, a lei determina a
exigência de formação específica e adequada para
garantir a qualidade dos serviços prestados,
reconhecendo a importância desses profissionais na
promoção da acessibilidade e inclusão das pessoas
surdas na sociedade.
Considerando a regulamentação da profissão de
Tradutor e Intérprete de Libras prevista na Lei nº
12.319/2010 assinale a alternativa INCORRETA:
“O código de ética é um instrumento que orienta o
profissional intérprete na sua atuação. A sua existência
justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete
estabelece com as partes envolvidas na interação. 0
intérprete está para intermediar um processo
interativo que envolve determinadas intenções
conversacionais e discursivas. Nestas interações, o
intérprete tem a responsabilidade pela veracidade e
fidelidade das informações. Assim, ética deve estar na
essência desse profissional.”
-Código de ética
Sobre os princípios fundamentais do profissional
intérprete, assinale CORRETAMENTE:
“Ser surdocego é mais do que uma dificuldade. É um
desafio. À começar que para aprender toda e qualquer
coisa precisamos nos comunicar, e é justamente neste
momento que o surdocego encontra sua principalcomplicação.”
A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece
normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida, visando garantir-lhes o acesso
igualitário aos espaços físicos, meios de transporte,
comunicação, informação e outros serviços. Sobre as
definições estabelecidas na Lei nº 10.0983 em seu art.
2°, assinale CORRETAMENTE:
I. Consideram-se barreiras urbanísticas os
obstáculos presentes nas vias públicas e nos
espaços de uso público ou coletivo, sejam eles
públicos ou privados, que dificultem a
mobilidade das pessoas.
II. Acessibilidade é a condição que assegura às
pessoas com deficiência o direito de alcançar e
utilizar ambientes urbanos, priorizando aadaptação estrutural dos espaços, ainda que sem
garantir necessariamente a autonomia ou
segurança na sua utilização.
III. Barreiras na comunicação e na informação são
caracterizadas por limitações no acesso a
mensagens ou dados, sobretudo quando resultam
de obstáculos físicos nos ambientes em que as
pessoas com deficiência circulam.
IV. São consideradas barreiras arquitetônicas
aquelas existentes no interior de edificações
públicas ou privadas, que dificultam ou
impedem o acesso, a circulação ou o uso de suas
estruturas por pessoas com deficiência ou
mobilidade reduzida. V. A comunicação compreende todas as formas de
interação entre pessoas, incluindo línguas
faladas e escritas, a Língua Brasileira de Sinais
(Libras), o sistema Braille, os caracteres
ampliados, recursos táteis, dispositivos
multimídia, linguagem simples, sistemas
auditivos, voz sintetizada e tecnologias
assistivas.