As grandes cidades buscam adaptar-se às demandas
da economia mais moderna, adequando o seu espaço construído às respectivas exigências. Isso, porém, atinge apenas
uma pequena parcela do território urbano, mesmo porque os
respectivos custos são muito altos, enquanto o resto da grande cidade mostra uma grande variação quanto à modernidade das infraestruturas disponíveis.
(Milton Santos e Maria Laura Silveira, O Brasil –
território e sociedade no início do século XXI, 2001)
De acordo com o excerto, o espaço urbano das grandes
cidades é
No urbano, para atender os preceitos do desenvolvimento sustentável, criam-se parques, coletam-se os recicláveis
separadamente, implantam-se programas de educação ambiental e, enquanto isso, os rios são canalizados e recobertos
para a construção de avenidas de fundo de vales, impermeabilizando-se o solo com edificações e asfalto em ruas, avenidas e estradas. Os promotores imobiliários são considerados
protetores do meio ambiente, em projetos de empreendimentos de edificações em condomínios e loteamentos fechados
murados, mesmo quando as normas ambientais e de uso do
solo não são cumpridas.
(Arlete M. Rodrigues, “A matriz discursiva sobre o meio
ambiente: produção do espaço urbano – agentes, escalas, conflitos”.
In: Ana Fani A. Carlos et al. (orgs.), A produção do espaço urbano –
agentes e processos, escalas e desafios, 2001. Adaptado)
A dimensão paradoxal apresentada nessa passagem do
texto reflete
A manifestação desta filiação científica está pautada pela
redução da realidade ao mundo dos sentidos, isto é, em circunscrever todo trabalho científico ao domínio da aparência
dos fenômenos. Tal postura aparece na Geografia através da
desgastada máxima – “a Geografia é uma ciência empírica,
pautada na observação”. A descrição, a enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço são momentos de sua
apreensão, mas a Geografia se limitou a eles; como se eles
cumprissem toda a tarefa de um trabalho científico. Por esta
razão, a Geografia Geral, tão almejada pelos geógrafos, na
prática sempre se restringiu aos compêndios enumerativos
e exaustivos.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia –
pequena história crítica, 2007. Adaptado)
A fase do pensamento geográfico e da corrente científica a que o trecho do texto faz referência, corresponde
à Geografia
O binômio ensino/aprendizagem apresenta duas fases
de uma mesma moeda. Isso por que o ensino/aprendizagem
é um processo, implica movimento, atividade, dinamismo: ensina aprendendo e aprende-se ensinando. A aprendizagem
não será produzida pela simples acumulação passiva, mas
mediante a atividade exercida sobre os conteúdos, articulando-se uns com os outros. Por outro lado, ensinar é provocar
situações, desencadear processos e utilizar mecanismos intelectuais requeridos pela aprendizagem, que permitirá aos
professores empregarem métodos ativos, para engendrar a
ação didática em bases sólidas. O ensino/aprendizagem da
Geografia deveria ser planejado no todo, compreendendo os
diferentes níveis de ensino, atendo às diferenças, aos interesses e às necessidades dos sujeitos, considerando o desenvolvimento intelectual e visando a formação da cidadania
responsável, consciente e atuante.
(Lívia de Oliveira, “O ensino/aprendizagem de geografia
nos diferentes níveis de ensino”. In: Nídia N. Pontuschka e
Ariovaldo U. de Oliveira, Geografia em perspectiva, 2002. Adaptado)
Para promover a efetiva relação de ensino/aprendizagem da Geografia, o professor deve ter como ponto
de partida
A expansão dos complexos agroindustriais constituiu o
principal vetor da reestruturação produtiva da agropecuária brasileira e da organização do agribusiness ou agronegócio brasileiro. Esse processo, que também é resultado de características históricas da estrutura fundiária
nacional, representa
A aprendizagem significativa da linguagem cartográfica
pode ser um importante instrumento para a formação da cidadania. O mapa serve para exercer o poder e, portanto, serve
também para construir a autonomia. O raciocínio geográfico é
importante para desvendar o mundo e sabemos também que
o mapa é uma ferramenta imprescindível para esse desvendamento. Dessa forma, a alfabetização cartográfica é como
um processo metodológico que considera o sujeito da aprendizagem em coordenação com o objeto da aprendizagem. O
sujeito que lê e desvenda o espaço de sua vivência, terá um
instrumento ao mesmo tempo desafiador e orientador para
suas investigações.
O mérito do conceito de formação socioespacial, ou simplesmente formação espacial, reside no fato de se explicitar
teoricamente que uma sociedade só se torna concreta através de seu espaço, do espaço que ela produz e, por outro
lado, o espaço é inteligível através da sociedade. Não há,
assim, por que falar em sociedade e espaço como se fossem
coisas separadas que nós reuniríamos a posteriori, mas sim
de uma formação socioespacial.
(Roberto Lobato Corrêa, “Espaço: um conceito-chave da Geografia”.
In: Iná Elias de Castro et al. Geografia: Conceitos e temas, 2025. Adaptado)
Com base na passagem apresentada, para a ciência
geográfica, a formação socioespacial representa
Para Jurandyr Ross (2003), os planaltos em bacias sedimentares são quase inteiramente circundados por depressões periféricas ou marginais. Essas unidades também se caracterizam por apresentarem, nos contatos
(planaltos-depressões), relevos
Os países hegemônicos e suas indústrias têm seu poder
fortalecido, à medida que a indústria passa a ser a mediadora
de todo o intercâmbio, este é o ponto central. Estamos, pois,
diante de uma revolução nas relações de poder por meio da
tecnologia e não, simplesmente, diante de uma revolução tecnológica, olvidando-se das implicações políticas nela embutida.
(Rogério Haesbaert e Carlos W. Porto-Gonçalves,
A nova desordem mundial, 2006. Adaptado)
De acordo com o texto, assinale a alternativa que indica,
corretamente, uma das principais questões relativas às
mudanças nas relações de poder por meio da tecnologia.
A deriva continental e a expansão do fundo dos oceanos
seriam assim uma consequência das correntes de convecção. Assim, em função da expansão dos fundos oceânicos,
os continentes viajariam como passageiros, fixos em uma
placa, como se estivessem em uma esteira rolante. Com a
continuidade do processo de geração de crosta oceânica, em
algum outro local deveria haver um consumo ou destruição
desta crosta, caso contrário a Terra expandiria. A destruição
da crosta oceânica mais antiga ocorreria onde a crosta oceânica mais densa mergulharia para o interior da Terra até
atingir condições de pressão e temperatura suficientes para
sofrer fusão e ser incorporada novamente ao manto.
(Colombo C. G. Tassinari, “Tectônica Global”.
In: Wilson Teixeira et al. (org.). Decifrando a Terra, 2000. Adaptado)
Decifrando a Terra, 2000. Adaptado)
Considerando a teoria tectônica descrita no excerto, o
processo de destruição da crosta oceânica tem como
causa e consequência, respectivamente,
Nas baixas latitudes, na altura do equador, configura
-se a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que corresponde ao encontro dos alísios, e sua oscilação, para o
norte ou para o sul, é importante para definir as estações
de seca e de chuva nas suas áreas de influência. Os
alísios são ventos de grande escala que se manifestam
principalmente sobre os oceanos, eles têm sua origem
nos anticiclones subtropicais.
(José Bueno Conti e Sueli Angelo Furlan, “Geoecologia: o clima, os solos
e a biota”. In: Jurandyr L. Sanches. Ross (org.). Geografia do Brasil, 2003)
Tipicamente no Brasil, o período chuvoso influenciado
pela atuação da ZCIT ocorre
Pioneiro da geopolítica. Sua fama deve-se praticamente
ao fato de ter cunhado o termo geopolítica para expressar as
suas concepções sobre as relações entre o Estado e o território. Suas principais publicações foram: As grandes potências,
de 1905, e O Estado como forma de vida, de 1916. Concebia
a geopolítica como ramo autônomo da ciência política, distinguindo-a da geografia política, para ele um sub-ramo da geografia. Tomando de Ratzel a ideia de Estado como organismo
territorial, o reduz a um organismo de tipo biológico. Para ele:
“O Estado nasce, cresce, e morre em meio de lutas e conflitos biológicos, dominado por duas essências principais (o
meio e a raça) e três secundárias (a economia, a sociedade
e o governo)”.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia Política e Geopolítica:
Discursos sobre o Território e o Poder, 2010. Adaptado)
O Currículo paulista de Geografia apresenta cinco unidades temáticas para o Ensino Fundamental, ao longo dos
nove anos. Essas cinco unidades temáticas foram organizadas visando a construção progressiva dos conhecimentos
geográficos, segundo um processo pautado na investigação e na resolução de problemas, com ênfase na aprendizagem dos conceitos e princípios geográficos a partir de
diferentes linguagens.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista, 2019.
Disponível em: http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/
Portals/84/docs/pdf/curriculo_paulista_26_07_2019.pdf)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a
unidade temática e as abordagens trabalhadas pela Geografia para o Ensino Fundamental, ao longo dos nove
anos, para os anos iniciais e anos finais.
Em algumas áreas, as florestas de galerias estendem-se continuamente pelo setor aluvial central das planícies,
deixando espaços para corredores herbáceos nos seus
dois bordos, arranjo fitogeográfico reconhecido pelo nome
popular de . Essa situação, muito comum
adjacentes ao domínio , corresponde a casos em que predominam sedimentos arenosos
nos bordos das planícies de inundação.
(Aziz Nacib Ab’Sáber, Os domínios
de natureza no Brasil, 2003. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do excerto.
Os sistemas de telecomunicações são mais densos em
duas determinadas regiões geográficas do país, não somente
pelas estações terrestres e seus centros de operações para a
transmissão via satélite, mas pelos circuitos de interligação do
sistema de rádio, que abrangem muitas cidades, e ainda pelo
transporte, que se ramifica pelo interior de diversos estados.
(Milton Santos e Maria Laura Silveira, O Brasil – território
e sociedade no início do século XXI, 2001. Adaptado)
Considerando o processo de regionalização do espaço
brasileiro, proposto por Milton Santos, as duas regiões
geográficas citados no texto constituem a região
A unidade da mata atlântica ocupa uma vasta área que
se estendo do nordeste oriental brasileiro ao norte do estado
do Rio Grande do Sul, acompanhando paralelamente o litoral
do país. É marcada por relevos predominantemente montanhosos que, no passado, foram cobertos quase totalmente
pela floresta tropical atlântica. Atualmente, nessa unidade
são desenvolvidos os sistemas agroflorestais com monocultura de florestas plantadas de eucaliptos, pinus e acácia-negra consorciadas com florestas nativas secundárias, decorrentes dos processos naturais de autorregeneração, são uma
significativa alternativa econômica-ecológica para essa vasta
área degradada do território brasileiro.
(Jurandyr L. S. Ross, Ecogeografia do Brasil, 2006. Adaptado)
O cultivo de floresta nesse modelo de desenvolvimento
traz inúmeros benefícios para a sociedade. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um benefício ambiental e um benefício econômico produzidos por esse modelo de desenvolvimento.
O currículo de Geografia do Ensino Fundamental II do
município de Itatiba está organizado com base nos princípios
e conceitos da Geografia Contemporânea. Ressalta-se que,
embora o espaço geográfico seja o conceito mais amplo e
complexo da Geografia, é necessário que os estudantes dominem as categorias de análise do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem. Além disso, nesse
currículo, prevê-se o alinhamento com os demais componentes da área de Ciências Humanas, de outras áreas de conhecimento, temas integradores e transversais.
(ITATIBA – Secretaria da Educação. Currículo do Ensino
Fundamental II. Disponivel em: http://www.itatiba.sp.gov.br/
templates/midia/secretarias/educacao/publicacoe/curriculo_
ensino_fundamental_ii_6o_ao_9o_ano.pdf. Adaptado)
De acordo com o currículo do Ensino Fundamental II do
município de Itatiba, cabe ao professor de Geografia
No Brasil, a partir da crise de 1973, a estratégia governamental se tornou mais seletiva, atuando não mais em uma
escala macrorregional e sim sub-regional, através da implantação de polos de crescimento. Sob a perspectiva da acumulação capitalista, a ideologia dos polos de crescimento
mostrou-se o modelo mais adequado para a organização do
território proposto pelo Estado autoritário, uma vez que envolvia a criação de locais privilegiados, capazes de interligar
os circuitos nacionais e internacionais de fluxos financeiros e
de mercadorias.
(Claudio A. G. Egler, “Questão regional e gestão do território no Brasil”.
In: Iná E. Castro et al. (orgs.). Geografia: Conceitos e temas, 2005. Adaptado)
A respeito do modelo adotado para organização do território brasileiro, tem-se como destaque a consolidação