Na Libras, segundo Tanya Felipe (Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007), a configuração de mão é uma marca de concordância de gênero com pessoa, animal, coisa ou veículo, e existem verbos que possuem concordância de gênero porque concordam com o sujeito ou o objeto da frase; por exemplo, o verbo “cair”, dependendo do sujeito da frase, terá uma configuração para concordar com a pessoa, a coisa, o animal ou o veículo.

Tais verbos que possuem concordância de gênero são chamados de verbos
Autores como Quadros e Karnopp (Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos, 2004) relatam mitos, sobre a língua de sinais, que refletem desconhecimento e não correspondem a uma verdade cientificamente comprovada. Um dos mitos refere-se à crença de que haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas.

Nesse mito, relacionado à visão de universalidade,
Observe o exemplo que Elidéa Bernardino (Absurdo ou lógica: os surdos e sua produção linguística, 2000) fornece comparando o que é português sinalizado (PS) e o que é Libras (Li):

Frase: Eu não tenho dinheiro: estou duro!
PS: [EU NÃO TER DINHEIRO, ESTAR DURO]
Li: [DINHEIRO TER-NÃO DURO] (expressão facial de bochechas chupadas).

Com base na autora, assinale a alternativa que exemplifica corretamente uma produção em português sinalizado.
As expressões não manuais são os movimentos de face, dos olhos, da cabeça ou do tronco.

Segundo Quadros e Karnopp (Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos, 2004) e Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014), elas se prestam a dois papéis nas línguas de sinais, a saber:
Na publicação de Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014), no capítulo de Maria Cecília de Moura, são explicitadas as relações entre linguagem e surdez e como se dá a aquisição da língua de sinais pelos surdos.

Com base na autora, é correto afirmar que
Considere a afirmação a seguir:

Na Libras, os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar estão relacionados às pessoas do discurso e representam, na perspectiva do emissor, o que está bem próximo, perto ou distante; a sinalização dos pronomes demonstrativos e dos advérbios de lugar mantém a configuração de mãos dos pronomes pessoais, mas os pontos de articulação e as orientações do olhar são diferentes. Além disso, os pronomes demonstrativos não possuem marca para gênero masculino e feminino.

(Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007. Adaptado)

Com base na afirmação, é correto afirmar que a representação correta de ESS@/AÍ seria apontar para o lugar
Com relação à construção dos sinais e sua mobilidade específica, a autora Neiva de Aquino Albres (em Lacerda e Santos, Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) afirma que, na língua de sinais, existe um conceito que parte da propriedade dos sinais de tomar, como base para a sua criação, as características físicas do referente, parte deste com o todo ou mesmo a relação cultural que as pessoas têm com esse referente. Como exemplo desse conceito, tem-se, na Libras, o sinal de árvore, que tem o tronco, a copa e a base como motivação.

Com base na autora, esse conceito é denominado de
De acordo com Tanya Felipe (Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007), as línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases como as entonações na Língua Portuguesa, por isso é necessário estar atento às expressões facial e corporal feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a frase – por exemplo: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo, que pode ainda vir também com um intensificador representado pela boca fechada com um movimento para baixo.

As expressões faciais exemplificadas referem-se às frases
Mirlene Damázio (Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez, 2007) propõe dois momentos didáticos em Libras: o atendimento educacional especializado (AEE) em Libras e o atendimento educacional especializado (AEE) para o ensino de Libras, ambos na escola comum, que constituem momentos didático-pedagógicos para os alunos com surdez incluídos e devem ocorrer diariamente, em horário contrário ao das aulas.

Assinale a alternativa que corresponde ao AEE em Libras.
Para os alunos surdos poderem se apropriar integralmente dos conteúdos em sala de aula, é preciso respeitá-los em suas demandas linguísticas e permitir que tenham acesso aos conteúdos escolares em Libras, tendo em vista que essa é a língua passível de aquisição e que pode melhor mediar a construção de novos conhecimentos.

Nessa concepção, conforme Almeida, Santos e Lacerda (O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015), a língua de sinais
Na educação de surdos, autores como Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) e Almeida, Santos e Lacerda (O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015) propõem que o uso de vídeos, imagens, figuras e gráficos, tão presentes no cotidiano da vida moderna, deve ser explorado e incorporado nos discursos que circulam no ambiente escolar, além das expressões faciais e corporais. Tal prática é necessária para atender às necessidades dos alunos surdos, pois o processo de significação para eles, muitas vezes, se dá somente a partir das imagens.

A prática descrita é a definição de
Considere o excerto a seguir para responder à questão.
Na Libras, os sinais são formados a partir da configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal. (…) Esses cinco parâmetros podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas.


(Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007. Adaptado)
O parâmetro de orientação pode ser uma concordância número-pessoal, por exemplo:
Segundo Elidéa Bernardino (Absurdo ou lógica: os surdos e sua produção linguística, 2000), há um “recurso próprio dos sinais, que não existe em português e não é usado em português sinalizado”. Tal recurso funciona como um pronome especial que substitui o nome e traz consigo gênero e número, ideia de tamanho, volume e quantidade, sendo muito utilizado para descrever ideias para as quais não há sinais específicos.

Trata-se do uso de
Quadros e Karnopp (Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos, 2004) mencionam diversos autores para descrever parâmetros fonológicos da Libras.

Com base nessas autoras, assinale a alternativa que corresponde corretamente à descrição de locação (L) como um dos parâmetros fonológicos da Libras.
Considere o excerto a seguir para responder à questão.
Na Libras, os sinais são formados a partir da configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal. (…) Esses cinco parâmetros podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas.


(Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007. Adaptado)
O parâmetro de movimento pode ser uma alteração na frequência do movimento como uma marca de aspecto temporal, por exemplo:
Considere esta descrição de sinal: mão direita em S vertical, palma para a esquerda, tocando a testa. Abrir e fechar ligeiramente a mão, duas vezes.

Com base em Capovilla e Raphael (Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: o mundo do surdo em Libras; família e relações familiares e casa, 2005), a descrição corresponde ao sinal de
Na publicação de Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014), a autora Neiva de Aquino Albres exemplifica que, na Libras, a frase “O menino subiu na árvore” pode ser expressa por /PESSOA-SUBIR-ÁRVORE/, pois o sinal /ÁRVORE/ é realizado com uma das mãos, e os sinais /MENINO-SUBIR/ são feitos com a outra mão; pela configuração da mão, expressam-se as pernas do menino agarrado ao tronco da árvore, enquanto o movimento para cima expressa a subida na árvore.

Esse exemplo demonstra uma das peculiaridades no nível sintático das línguas de sinais, bastante comum em gêneros narrativos e descritivos, denominada de
De acordo com Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014), quanto ao alfabeto manual ou datilológico, com o qual é possível soletrar 27 diferentes letras por meio da mão, é correto afirmar que, na interação entre pessoas usuárias da língua de sinais, o alfabeto manual é
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008) estabelece diretrizes quanto à educação de estudantes surdos.

Essa política menciona que a educação bilíngue desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, bem como a oferta de serviços de
Sobre o desenvolvimento de linguagem da pessoa surda e as diferentes propostas educacionais, o autor Gérison Kezio (“Oralismo, comunicação total e bilinguismo: propostas educacionais e o processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita de surdos”, 2016) afirma que “a abordagem do oralismo é insuficiente, pois parte de uma noção de língua e linguagem que provoca nos surdos um atraso de linguagem e suas consequências”.

Para esse autor, o oralismo