A Wikileaks é uma organização internacional, criada em 2006, que tem o propósito de divulgar vazamentos e submissões anônimas de documentos classificados como sigilosos. Seu alvo são políticos corruptos e instituições turvas. A estrutura da Wikileaks é amorfa e dinâmica. Não há uma sede, staff ou organograma. Sua base tecnológica está espalhada por servidores em diversos países, de forma a garantir a permanência no ar, mesmo diante de ameaças de governos e instituições poderosas. Seus colaboradores são um exército de anônimos.
WOOD JR., T. Segredos devassados. Carta Capital, jul. 2010 (adaptado).
Os sistemas de informações mundiais, articulados pelas novas tecnologias de comunicação, motivaram preocupações para muitos estados e corporações internacionais porque
A ideia de pátria se vinculava estreitamente à de natureza e em parte extraía dela a sua justificativa. Ambas conduziam a uma literatura que compensava o atraso material e a debilidade das instituições por meio da supervalorização dos aspectos regionais, fazendo do exotismo razão de otimismo social. A partir de 1930 houve uma mudança de orientação, sobretudo na ficção regionalista, percebendo-se o que havia de mascaramento no encanto pitoresco com que antes se abordava o homem rústico. Evidenciou-se a realidade dos solos pobres, das técnicas arcaicas, da miséria pasmosa das populações, da sua incultura paralisante. A visão que resulta dessa perspectiva é pessimista quanto ao presente e problemática quanto ao futuro.
(Antonio Candido. A educação pela noite e outros ensaios, 1989. Adaptado.)
O excerto assinala uma reorientação nos rumos da literatura brasileira, na medida em que os escritores
O advento de chefes de Estado-empresa marca uma transição sistêmica entre o enfraquecimento do Estado- -nação e o fortalecimento da corporação apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao esvaziamento do Estado, reduzido à administração e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, que expande sua esfera de poder muito além de sua atividade tradicional de produção. A corporação tende a se tornar o novo poder político-cultural.
(Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 30.04.2019. Adaptado.)
Coerentes com o neoliberalismo, as propostas do Estado- -empresa convergem para
Os norte-americanos e europeus, quando se viram invadidos por povos não brancos, começaram a falar em diversidade étnica, em multiculturalismo. Nós, brasileiros, nascemos multiculturais e diversos. Isso não é uma questão para nós. Estamos 150 anos à frente do Primeiro Mundo. Eles estão preocupados com isso agora, nós estamos preocupados com isso desde sempre.
(Revista de História da Biblioteca Nacional, ago. 2012, n. 83. p. 55. Adaptado.)
O texto trata da questão do uso dos conceitos de diversidade étnica e multiculturalismo nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. As informações apresentadas indicam que
Leia o texto que problematiza a desigualdade no país:
Reconhecer que a igualdade de oportunidade entre os cidadãos — base de quase todas as democracias modernas — não será alcançada na prática, se o Estado e a sociedade não passarem a tratar de forma diferenciada, pelo menos temporariamente, aqueles que se encontram nos estratos menos favorecidos da população.
(www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u434.shtml. Acesso: 17/09/2011. Adaptado.)
A construção dos direitos civis, políticos e sociais na República brasileira tem sido discutida
para atender demandas sociais e jurídicas. Como são denominadas as ações necessárias
para resolver o problema da desigualdade no Brasil?
Hoje, já não podemos observar a paisagem das cidades sem notar a pichação em muros e paredes, esculturas, estádios, galerias, prédios públicos. O mercado ainda não conseguiu assimilá-la como “arte”; ela caminha por fora, passa a ser considerada em outros meios como filmes, vídeos, documentários, fotografias. Hoje, os pichadores podem ser autores se considerarmos o que diz Joseph Beuys: “Todos são artistas, mas só os artistas sabem disso”.
FRANCO, S. Pichação e aves de rapina.
Disponível em: www.diplomatique.uol.com.br.
Acesso em: 5 abr. 2011 (adaptado).
Esse texto foi escrito em função da 28ª Bienal de Arte de São Paulo, realizada em 2008, e levanta o problema do reconhecimento da pichação como “arte”. Nesse texto, o autor identifica as pichações urbanas como
Estado violência
Estado violência
Deixem-me querer
Estado violência
Deixem-me pensar
Estado violência
Deixem-me sentir
Estado violência
Deixem-me em paz
TITÃS.Cabeça dinossauro ao vivo. Rio de Janeiro: Universal, 2012 (fragmento).
As pesquisas indicam que os pobres são as principais vítimas da onda de criminalidade violenta, pois não têm os recursos políticos e econômicos que lhes garantam acesso à justiça e à segurança.
ZALUAR, A. Crime, medo e política. In: ZALUAR, A.; ALVITO, M. (Org.).
Um século de favela. São Paulo: Editora FGV, 2008.
Qual fator determina a situação apontada no texto?
(Fonte: Agência de notícias Correio Braziliense, 14 de janeiro de 2023).
De acordo com informações veiculadas:
BALZAC, H. Ilusões perdidas. São Paulo: Penguin Classics; Cia. das Letras, 2011 (adaptado).
O comportamento desenvolvido pela personagem evidencia uma postura de
O excerto faz duas afirmações, que podem ser explicadas
Martín Fierro acredita na importância da contribuição intelectual da América, prévia tesourada a todo cordão umbilical. Acentuar e generalizar para as demais manifestações intelectuais o movimento de independência iniciado, no idioma, por Ruben Darío, não significa, entretanto, que haveremos de renunciar, nem muito menos que finjamos desconhecer que todas as manhãs nos servimos de um creme dental sueco, de umas toalhas francesas e de um sabonete inglês.
Martín Fierro tem fé em nossa fonética, em nossa visão, em nossas maneiras, em nosso ouvido, em nossa capacidade digestiva e de assimilação.
“Manifesto Martín Fierro”, de Oliverio Girondo, 15/5/1924. In: Jorge Schwartz, Vanguardas latino-americanas: polêmicas, manifestos e textos críticos. São Paulo: EDUSP; Iluminuras; FAPESP, 1995, p. 116.
A revista de vanguarda literária Martín Fierro foi fundada em Buenos Aires, na Argentina, em 1924. O “Manifesto”, publicado no seu nº 4, apresentava sintonias com o movimento modernista paulistano, ao
No Brasil, o modal rodoviário é o predominante, sendo responsável por 75% do transporte de cargas e mercadorias. São vantagens desse modelo de transporte:
I. Facilidade para contratar e organizar o transporte.
II. Alcance a lugares inacessíveis por outros meios de transporte.
III. Flexibilidade em organizar a rota.
Está CORRETO o que se afirma:
(Sonia Mendonça. A Industrialização Brasileira)
O assunto tratado no texto guarda relação com: