Juízo de fato e juízo de valor são atitudes que contrastam uma a outra. Em relação ao assunto e correto afirmar que:

A organização e acumulação de conhecimento são características do saber. Entre os vários tipos de saber, o saber ético aborda

A respeito da questão ética, assinale a opção correta.

A filosofia é entendida como uma ciência universal que procura a razão mais fundamental, ou seja, as causas primeiras de todas as coisas. Com relação ao conhecimento e às ciências, em confronto com a filosofia, é correto afirmar que

A estética corresponde ao ramo da filosofia que se ocupa das manifestações artísticas, buscando apontar, por exemplo, os diferentes critérios e modos como em diferentes momentos ou culturas se percebe e classifica algo como belo, sublime ou agradável. Trata-se, assim, de uma forma de conhecimento que não nega a razão, ao certo, mas que coloca em relevo a forma como ela se relaciona com a imaginação e com a sensibilidade.

A partir do exposto acima, é correto afirmar:
Mas, logo em seguida, adverti que enquanto eu queria assim pensar que tudo era falso, cumpria necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de abalar, julguei que podia aceitá-la, sem escrúpulo, como o primeiro princípio da Filosofia que procurava.

(DESCARTES. Discurso do método. Col. Os Pensadores. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 46.)

O texto citado corresponde a uma das passagens mais marcantes da filosofia de Descartes, um filósofo considerado por muitos intérpretes como o pai do racionalismo. Com base no texto e na ideia geral de racionalismo, é correto afirmar:
Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor.
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.)

O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada:
Embora não seja algo preciso e rigoroso, há uma tradição que concebe duas correntes filosóficas opostas a percorrerem os séculos, consagradas simbolicamente pelas duas figuras centrais, Platão e Aristóteles, presentes no célebre quadro de Rafael, A escola de Atenas. São elas:
“Enquanto não forem, ou os filósofos reis nas cidades, ou os que agora se chamam rei e soberanos filósofos genuínos e capazes, e se dê esta união do poder político com a filosofia, enquanto as numerosas naturezas que atualmente seguem um destes caminhos com exclusão do outro não forem impedidas forçosamente de o fazer, não haverá tréguas dos males, meu caro Gláucon, para as cidades, nem sequer, julgo eu, para o gênero humano, nem antes disso será jamais possível e verá a luz do sol a cidade que há pouco descrevemos. Mas isto é o que eu há muito hesitava em dizer, por ver como seriam paradoxais essas afirmações. Efetivamente, é penoso ver que não há outra felicidade possível, particular ou pública”.

(Platão. A República, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993)

Platão foi discípulo de Sócrates e adotou do mestre, no exercício do pensamento filosófico, o método de perguntas e respostas. Em A República, Sócrates dialoga com Gláucon sobre a necessidade de um novo equilíbrio político na polis grega. Segundo o argumento platônico,

A respeito dos assuntos filosóficos abaixo abordados, assinale a opção correta.

(UPE 2015) – Sobre a ética e a política, considere o texto a seguir: “A verdade é filha legítima da justiça, porque a justiça dá a cada um o que é seu. E isto é o que faz e o que diz a verdade, ao contrário da mentira. A mentira, ou vos tira o que tendes, ou vos dá o que não tendes; ou vos rouba, ou vos condena.” (Pe. Antônio Vieira, Sermão da Quinta dominga de Quaresma)

Sobre esse assunto, é CORRETO afirmar que:

Para muitos filósofos, problematizar teses que o senso comum considera verdadeiras constitui uma importante tarefa filosófica desde a antiguidade. Para eles, o senso comum seria essencialmente ingênuo, crédulo e dogmático, porque não exige demonstrações para justificar crenças. Assim, por exemplo, acreditava-se antigamente que o Sol girava em torno da Terra, o que sabemos hoje ser falso. No entanto, outros filósofos consideram que o senso comum está intimamente relacionado ao bom senso e que seria humanamente impossível exigir a justificação de todas as crenças, pois não teríamos nem condições nem tempo suficiente para isso. Até mesmo filósofos e cientistas – para quem a demonstração (ou refutação) das hipóteses é fundamental – são incapazes de justificar a totalidade de suas crenças.

Assinale a alternativa que está de acordo com as colocações do texto.
Quando se conquistam Estados habituados a reger-se por leis próprias e em liberdade, há três modos de manter a sua posse: primeiro, arruiná-los; segundo, ir habitá-los; terceiro, deixá-los viver com suas leis, arrecadando um tributo e criando um governo de poucos, que se conserve amigos. [...] Quem se torna senhor de uma cidade tradicionalmente livre e não a destrói será destruído por ela. Tais cidades têm sempre por bandeira, nas rebeliões, a liberdade e suas antigas leis, que não esquecem nunca, nem com o correr do tempo, nem por influência dos benefícios recebidos. Por muito que se faça, quaisquer que sejam as precauções tomadas, se não se promovem o dissídio e a desagregação dos habitantes, não deixam eles de se lembrar daqueles princípios e, em toda oportunidade, em qualquer situação, a eles recorrem [...]. Assim, para conservar uma república conquistada, o caminho mais seguro é destruí-la ou habitá-la pessoalmente.
(MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 21-22.)

Com base nessa passagem, extraída da obra O Príncipe, de Maquiavel, assinale a alternativa correta.
Como a obra de arte exige sempre um contato mínimo com um dos sentidos (por exemplo, a música com o ouvido, a pintura com a visão), o ramo da filosofia dedicado a essa experiência deveria invariavelmente chamar-se Estética, na esteira do termo grego aesthésis, que designa a sensação. Em completa oposição à lógica, conhecida como a ciência das regras do pensamento, a Estética, ao contrário, deveria ser aquela linha de pensamento dentro da filosofia cujo objetivo fosse determinar as regras, não do pensamento, mas da sensação, a partir das quais se poderia definir uma experiência estética.

(Ulisses Razzante Vaccari. “Por uma reflexão sobre o nascimento da filosofia da arte”. Revista Filosofia. In: http://filosofia.uol.com.br/ filosofia/ideologia-sabedoria/17/artigo134537-1.asp. Acesso em 07.06.2012)

Considerando as colocações do texto e seus conhecimentos, assinale a alternativa correta.

“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, tanto quanto das maiores virtudes, e os que só andam muito lentamente podem avançar muito mais, se seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que correm e dele se distanciam”.

(l. Descartes, Discurso do método. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009).

Neste trecho, o filósofo Renée Descartes quer provar que

Considerando os conceitos de ética e moral, assinale a opção correta.

Sobre a licitude ou ilicitude de matar qualquer ser vivente, conforme o entendimento de Santo Tomás de Aquino na obra Tratado da Justiça, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) A vida e a morte de plantas e animais não está subordinada ao homem.

( ) Poderia por vezes ser bom matar um pecador quando se tenha degradado até o nível do animal.

( ) Quem por ordem divina mata um inocente não peca, como também não peca Deus.

( ) Para o homem é lícito tirar a vida dos animais somente para fins de legítima defesa.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

"Enquanto os homens se contentaram com suas cabanas rústicas, enquanto se limitaram a costurar com espinhos ou com cerdas suas roupas de peles, a enfeitar-se com plumas e conchas, a pintar o corpo com várias cores, a aperfeiçoar ou embelezar seus arcos e flechas, a cortar com pedras agudas algumas canoas de pescador ou alguns instrumentos grosseiros de música em uma palavra: enquanto só se dedicaram a obras que um único homem podia criar, e a artes que não solicitavam o concurso de várias mãos, viveram tão livres, sadios, bons e felizes quanto o poderiam ser por sua natureza, e continuaram a gozar entre si das doçuras de um comércio independente; mas, desde o instante em que um homem sentiu necessidade do socorro de outro, desde que se percebeu ser útil a um só contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, introduziu-se a propriedade, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas transformaram-se em campos aprazíveis que se impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as colheitas".

(J. J. Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo, Abril Cultural, 1978) A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.

A noção de bioética tem sofrido várias mutações nos últimos anos, mas nos parece que a mais interessante e frutífera continua sendo a proposta por Van Rensselaer Potter. Ele primeiramente sugeriu uma bioética ponte, com a intenção de unir ciência e filosofia para promover a sobrevivência. Mais tarde, esta evolui para a bioética global, visto a necessidade de fusão da ética biomédica com a ecologia, numa escala mais ampla, com a mesma finalidade, trazendo à discussão questões de saúde pública de relevância mundial. Sua missão continua sendo o desenvolvimento da ética para a sobrevivência humana sustentável em longo prazo. Posteriormente, sugere a bioética profunda devido à necessidade de ampliar mais a discussão da bioética, pois a ciência é demasiadamente importante para estar nas mãos somente dos cientistas.

(Cássia R. R. N. Nunes e Amauri Porto Nunes. “Bioética”. In: Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília (DF), 2004, set/out. Adaptado)

A partir das colocações do texto, assinale a alternativa correta.
Sócrates é um dos personagens mais conhecidos e influentes do pensamento ocidental. Embora não tenha deixado nada escrito, suas ideias foram redigidas por um de seus discípulos, Platão, que lhe atribui a seguinte máxima: “a única coisa que sei é que nada sei”. Com essa máxima, Sócrates expressa que o caminho do conhecimento
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