Questões de Concursos

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Incapaz de contentar-se com as coisas transitórias desta vida, o ser humano se torna totalmente cético em relação a valores habituais que até então aceitara sem hesitação. No momento desse desespero divino, toma a decisão importante de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que principia a verdadeira busca dos valores duradouros.

Maria L. S. Teles. Filosofia para o ensino médio.
Petrópolis – RJ: Vozes, 2010, p 17 (com adaptações).
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre os conceitos filosóficos das escolas do período helênico e sua aplicação no ensino médio.
Filosofar é um ato natural do ser humano, e a adolescência é um período propício para o exercício do conhecimento filosófico, dado que normalmente os adolescentes têm uma postura cética perante a vida e reproduzem os valores instituídos pela sociedade.
A respeito do debate entre Filosofia e Teologia proposto por São Tomás de Aquino, pode-se afirmar que:
I. Ele acreditava na Filosofia como uma demonstração racional vinda de princípios existentes com conclusões inteligíveis II. O conhecimento na interpretação teológica fundamenta-se na relação com o divino, portanto essa relação é um dos critérios para o conhecimento da verdade. III. O conhecimento teológico é a identificação de um “primeiro motor imóvel” que movimenta alguma coisa, mas não é movimentado por nenhuma força, portanto, essa força que move sem ser movida é o próprio Deus ou o próprio conhecimento.
Quais estão corretas?
A filosofia é importante para a formação do cidadão porque:
“Não existe, para Hegel, o momento em que a arte morre, ou deixa de ser arte. O que ele concebe é apenas o movimento da perda de uma espécie de ‘tarefa’ originária da intuição estética enquanto lugar de plenitude ou de satisfação plena do espírito.”
Gonçalves, Márcia C. F. A morte e a vida da arte. In: Kriterion, vol. 45, nº 109, Jan./Jun. 2004.
Segundo a interpretação acima apresentada, o tema da “morte da arte”, em Hegel, pode ser corretamente entendido da seguinte forma:
Estudos recentes sugerem que a filosofia reelabora e racionaliza as narrativas míticas ao identificar suas contradições e buscar novas explicações baseadas na razão. Nesse sentido, é correto afirmar que
De onde nasce, pois, o interesse pela sabedoria? Por que o homem quer saber mais e mais? A essa questão, Aristóteles responde: “Todos os homens, por natureza, tendem ao saber”.
(ARISTÓTELES, 2001, p. 3, 980ª 1-2.)

O conceito de filosofia está intrinsecamente ligado ao conceito e à própria essência da sabedoria. O homem é o ser que pergunta e a filosofia é:
Alguns animais são frágeis. Toda criança é frágil. Amanda é criança e Amadeu é frágil. Somente com base nessas proposições, podemos concluir que:
Na era da globalização e da tecnologia, as fronteiras tradicionais do poder político estão se desfazendo, e novos desafios surgem para a democracia e a governança.
(SANTOS, Boaventura de Sousa. A Difícil Democracia: Reinvenção das Representações Políticas. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 23.)

Com base na citação e, considerando os desafios da política contemporânea, assinale, a seguir, uma das questões centrais enfrentadas pelas democracias atuais.

Existem diversas vertentes do agnosticismo espalhadas pelo mundo. Enquanto algumas pessoas preferem identificar-se apenas como agnósticas, os estudiosos da área conseguiram identificar várias vertentes deste pensamento. A este respeito, relacione as colunas:

1ª Coluna

(I)Agnosticismo Teísta.

(II)Agnosticismo Ateísta.

(III)Agnosticismo Empírico.

(IV)Agnosticismo Apático.

(V)Agnosticismo Modelar.

2ª Coluna

(__) É embasado na ideia de que questões metafísicas e/ou filosóficas não podem ser verificadas nem confirmadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente do agnosticismo não se dedica à questão da existência ou inexistência de deuses e do sobrenatural.

(__) É baseado na ideia de que a compreensão e conhecimento do divino não é, até o presente momento, possível. Admite que há a possibilidade do surgimento de novas evidências e provas sobre o assunto.

(__) Baseia-se na ideia de que, independente da impossibilidade de provar a existência ou não existência de algo divino, a existência destes não influenciaria de forma negativa ou positiva a vida dos seres humanos.

(__) É uma vertente voltada especificamente para a questão da existência de divindades, compreende tanto o teísmo (a possibilidade da existência de divindades), quanto o agnosticismo. A pessoa crê na existência de, pelo menos, alguma divindade, mas diz respeito à base dessa proposição como "algo desconhecido ou indecifrável".

(__) Também é voltada para o tema da existência de divindades, engloba tanto o ateísmo quanto o agnosticismo, pois ambos entendem que o conhecimento sobre a existência de alguma divindade é impossível, ou ainda não possuímos meios de conhecer. Porém, sua opinião quanto ao assunto afirmando é que impreterivelmente não existem divindades.

Assinale a alternativa que corretamente apresenta a associação entre as colunas:

“A solidariedade que constatamos entre o nascimento do filósofo e o aparecimento do cidadão não é para nos surpreender. Na verdade, a cidade realiza no plano das formas sociais esta separação da natureza e da sociedade que pressupõe, no plano das formas mentais, o exercício de um pensamento racional. Com a Cidade, a ordem política destacou da organização cósmica; aparece como uma instituição humana que é o objeto de uma indagação inquieta, de uma discussão apaixonada. Nesse debate, que não é somente teórico, mas no qual se afronta a violência de grupos inimigos, a filosofia nascente intervém com plena competência.”
VERNANT, Jean-Pierre. As origens da filosofia. In: Mito e pensamento entre os gregos. Tradução de Haiganuch Sarian. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990, p. 365.


Segundo essa célebre passagem, Jean-Pierre Vernant considera que o surgimento da Filosofia se deve

Os primeiros filósofos buscavam, por meio de um princípio racional (em grego, arkhé), encontrar uma explicação para a origem de todas as coisas; contudo, os Pré-Socráticos divergiam acerca de que elemento era esse, bem como se era apenas um ou múltiplos elementos. Assim, aqueles que identificavam apenas um elemento constitutivo para todas as coisas são designados “monistas”; os que afirmam não haver apenas um princípio, mas vários, são categorizados como “pluralistas”. Tendo essa divisão em mente, assinale a alternativa que apresenta apenas nomes de Pré-Socráticos pluralistas.
Em “Crítica da razão pura”, Immanuel Kant propõe uma reformulação da maneira como se concebeu, ao longo da história da filosofia, a construção do conhecimento, o que se dá por meio de uma nova compreensão da relação entre sujeito e objeto. Na parte da obra denominada “Estética Transcendental”, Kant reflete sobre dois conceitos fundamentais em sua epistemologia, tempo e espaço, que define como:

O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.

Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.

Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.

Nenhum dos filósofos do período citado no texto considera a metáfora do universo como um relógio compatível com a crença em um Deus criador.

Incapaz de contentar-se com as coisas transitórias desta vida, o ser humano se torna totalmente cético em relação a valores habituais que até então aceitara sem hesitação. No momento desse desespero divino, toma a decisão importante de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que principia a verdadeira busca dos valores duradouros.

Maria L. S. Teles. Filosofia para o ensino médio.
Petrópolis – RJ: Vozes, 2010, p 17 (com adaptações).
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre os conceitos filosóficos das escolas do período helênico e sua aplicação no ensino médio.
O raciocínio lógico na adolescência baseia-se em relações de sentido mais concretas e menos complexas que aquelas criadas na infância.
O diretor Andrew Dominik já havia alertado que Blonde, seu filme inspirado na vida de Marilyn Monroe, não seria de digestão fácil. De fato, comentários nas redes sociais só confirmaram que tudo o que o cineasta disse é verdade. A crueza da produção, que mostra de forma muito direta um momento em que a estrela sofreu abuso sexual, divide opiniões, que vão dos elogios, chamando o longa de tour de force1 artístico, às ácidas críticas sobre o filme ser só mais um caça-níqueis explorando a trágica trajetória de uma das mais famosas mulheres do século XX.

(“Polêmica biografia de Marilyn Monroe estrelada por Ana de Armas é atacada nas redes: ‘não aguentei mais do que 20 minutos’”. https://revistamonet.globo.com, 30.09.2022. Adaptado.)

1 tour de force: exercício físico que requer muita força.

Os pontos de vista divergentes dos espectadores sobre o filme Blonde explicitam, na perspectiva da Estética, a
Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
(Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.)

Em uma década, de 2012 a 2022, o crescimento da população em situação de rua no Brasil foi de 211%. Trata-se de uma expansão muito superior à da população brasileira na última década, de apenas 11% entre 2011 e 2021, na comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(“População em situação de rua supera 281,4 mil pessoas no Brasil”. www.ipea.gov.br, 23.05.2023. Adaptado.)

A partir da leitura dos dois excertos, percebe-se a incompatibilidade, na atual conjuntura brasileira, entre
Leia com atenção o texto a seguir.
A maior parte dos textos que tratam da divisão cronológica da história da filosofia registram que, entre os século I e VII, no Ocidente, houve o predomínio da filosofia ............................, que resultou dos esforços feitos pelos apóstolos Paulo e João e pelos primeiros padres da Igreja para conciliar a nova religião, o cristianismo, com o pensamento dos filósofos gregos e romanos, como forma de converter os pagãos. Portanto, a essa filosofia ligava-se a missão ............................, bem como a tarefa de defender a religião cristã dos ataques teóricos e morais que recebia.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Dois amigos, em conversa descontraída ocorrida em um café no centro da cidade de Rondonópolis, discutiam sobre a complexidade do tema que envolve a cultura e a moral. A moral, para um deles, orienta o comportamento humano, com base em valores e princípios, ao passo que, para o outro, a cultura abrange padrões de comportamento compartilhados por um grupo social.

Nesse sentido, afirma-se que a moral:
Leia o excerto abaixo.

“A alegoria da caverna representa as etapas da educação de um filósofo ao sair do mundo das sombras (das aparências) para alcançar o conhecimento verdadeiro. Após essa experiência, ele deve voltar à caverna para orientar os demais e assumir o governo da cidade. Por isso, a análise da alegoria pode ser feita sob dois pontos de vista.” ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2016. p. 109.


Assinale a alternativa que apresenta os dois pontos de vista sobre a educação que são deduzidos da alegoria da caverna.

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