A característica da população brasileira está mudando Analisando a estrutura etária do nosso país, é possível verificar que, nessa última década, tivemos uma profunda transformação na idade dos brasileiros. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad apresentou, em seu relatório de 2016, a característica de idade do nosso povo. Há uma perceptível mudança na distribuição média da idade, mesmo a população crescendo 1% ao ano entre 2005 e 2015. Nesse período, a faixa etária de zero a 14 anos passou de 26,5% para 21%; a faixa etária de 15 a 29 anos, de 27,4% para 23,6%; já o grupo constituído dos 30 aos 59 anos, que era de 36,2%, agora é de 41%, e, finalmente, o grupo formado por pessoas com mais de 60 anos, que era de 9,8% e passou para 14,3%.
Revista Eletrônica Valor Econômico, de 02/12/2016. Disponível em:<http://www.valor.com.br/brasil/4794347/envelhecimento-da-populacao-do-brasil-deve-seacelerar-aponta-ibge>. Acesso em: 05 out 2017 (adaptado).
A grande diferença entre a direita fascista e não fascista era que o fascismo existia mobilizando as massas de baixo para cima. Pertencia essencialmente à era da política democrática e popular que os reacionários tradicionais deploravam e que os defensores do “Estado orgânico” tentavam contornar. O fascismo rejubilava-se na mobilização das massas, e mantinha-a simbolicamente na forma de teatro público – os comícios de Nuremberg, as massas de piazza Venezia assistindo aos gestos de Mussolini lá em cima da sacada – mesmo quando chegava ao poder; como também faziam os movimentos comunistas. Os fascistas eram os revolucionários da contra-revolução: em sua retórica, em seu apelo aos que se consideravam vítimas da sociedade, em sua convocação a uma total transformação da sociedade, e até mesmo em sua deliberada adaptação dos símbolos e nomes dos revolucionários sociais, tão óbvia no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores de Hitler, com sua bandeira vermelha (modificada) e sua imediata instituição do Primeiro de Maio dos comunistas como feriado oficial em 1933.
HOBSBAWM, E. A era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, 598 p., p. 121.
Na parede de uma mercearia, há uma placa com os seguintes dizeres: ?5 kg de farinha valem 2 rolos de barbante, e 15 rolos de barbante valem R$ 21,00?
Considerando os dados que constam na placa, quanto pagou uma pessoa que comprou 1 kg de farinha e 1 rolo de barbante nessa mercearia?
(2) A você, tudo isso parece ser natural, orgânico. E daí você se engana. De forma egoísta, acha que tem o direito de retirar do outro o direito de ser quem ele é. Quer recíproca, similaridade, espelhamento de atitudes. Vê injustiça na troca, acha que faz mais e recebe menos. “Trouxa, agora está aí cultivando mágoas. Da próxima vez, farei diferente”. E não reflete sobre tudo o que se passou.
(3) Ser verdadeiramente generoso é uma virtude que contempla um pequeno punhado de pessoas. Em geral, emprestamos em vez de doar. E não fazemos isso por uma debilidade de caráter: a vida se mantém a partir de trocas, tudo só existe em relação.
(4) Quando tentamos oferecer algo gratuitamente, inconscientemente esperamos alguma contrapartida: reconhecimento, carinho, atenção, prestígio, escuta, aprovação. Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos e validados naquilo que somos, mas não cremos ser. É bem comum. Nisso, tornam-se admiráveis os que ajudam desconhecidos, sem se importarem com os problemas dos que estão próximos – a quem poderão cobrar pela generosidade?
(5) O mesmo vale para os mercenários: aqueles que sabem dar preço às coisas mais impalpáveis, que encontram equivalência entre dois valores tão díspares, mas deixam as intenções às claras. Só nos sentimos enganados quando não deixamos às claras o preço das nossas atitudes.
(6)A generosidade é uma das formas mais primitivas de manipulação desenvolvidas pelo ser humano. Vem do berço. Mais precisamente, do colo. A nossa primeira referência de doação vem da mãe, ou de quem exerceu esse papel. O bebê, indefeso e incapaz, estará submetido à oferta que provém dessa fonte. E aí aprendemos o que é chantagem emocional, que mais tarde se traduzirá no duelo entre o “só eu sei o que fiz por você” versus “você poderia ser melhor para mim”. Quem sai vencedor? A culpa. Justo ela, uma das emoções mais tóxicas que povoam nossa alma.
(7) O comportamento de abuso é fruto desse eixo desestrutural, seja para o abusador ou para o abusado. Há, inclusive, uma espécie de alternância entre esses papéis. Quando o dito generoso se vê menosprezado pelo outro, diz: isso é um absurdo, depois de tudo que eu fiz. Mas não percebe o quanto esse fazer é, em si, uma atitude abusiva.
(8)Isso não é uma ode ao egoísmo ou à ganância. Mas a partilha saudável é aquela que se dá em acordo, de forma pura. Se não consegue, melhor não ser generoso, para também não ser hipócrita. Ou, pior: emitir faturas para guardá-las na gaveta, à espera da melhor oportunidade de apresentá-la àquele que julgardevedor. Não esqueçamos: são as boas intenções que lotam o inferno.
I. Em: “sabem dar preço às coisas mais impalpáveis” e “deixam as intenções às claras” (5º parágrafo), o acento grave foi aplicado pela mesma razão.
II. Em: “Às vezes, buscamos apenas sermos percebidos” (4º parágrafo), houve o emprego do acento grave por se tratar de uma locução adverbal feminina.
III.No trecho: “submetido à oferta que provém dessa fonte” (6º parágrafo), a crase ocorreu pela presença de termo que exige a preposição “a” e palavra feminina determinada pelo artigo “a”.
IV.No trecho: “à espera da melhor oportunidade” (8º parágrafo), o acento grave foi utilizado por se tratar de uma locução prepositiva.
V. Em: “uma ode ao egoísmo ou à ganância”, (8º parágrafo) houve a ocorrência de crase, porém, nesse caso, o uso do acento grave é facultativo.
Baseando?se nas premissas de que ?Todo A é B?, ?Todo B é C? e ?Algum D é A?, conclui?se, necessariamente, que:
O profissional de secretariado deve diariamente pensar e escolher a atitude mais adequada para
cada situação, considerando a ética que deve permear o seu trabalho e suas relações. Para uma
boa relação entre os profissionais de secretariado, o Código de Ética do Profissional de
Secretariado, em seu Capítulo V, apresenta as ações competentes às secretárias e aos
secretários, EXCETO em:
Os africanos não escravizavam africanos, nem se reconheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. Eram, ainda que pudessem ignorar estes nomes – que muitas vezes lhes eram dados por vizinhos ou adversários –, mandingas, fulas, bijagós, axantes daomeanos, vilis, iacas, caçanjes, lundas niamuézis, macuas, xonas – e escravizavam os inimigos e os estranhos. Quando um chefe efique de Velho Calabar vendia a um navio europeu um grupo de cativos ibos, não estava vendendo africanos nem negros, mas ibos, uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escravizada. E quando negociava um efique condenado por crime, vendia quem, por força da sentença, deixara de pertencer ao grupo. O comércio transatlântico de escravos era controlado pelos grandes da terra, pelos poderosos da Europa, da África e das Américas. Fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra escrava.
SILVA. A. C. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012, p. 88-89.
A partir da interpretação do TEXTO 17 e de seus conhecimentos sobre o tráfico de pessoas escravizadas, assinale a alternativa CORRETA.
Na verdade, o contexto histórico em que se deu a adoção do conceito de “classes perigosas no Brasil” fez com que, desde o início, os negros se tornassem os suspeitos preferenciais. Na discussão sobre a repressão à ociosidade em 1888, a principal dificuldade dos deputados era imaginar como seria possível garantir a organização do mundo do trabalho sem o recurso às políticas de domínio características do cativeiro.
CHALHOUB, S. Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 250 p., p. 23.
O autor do TEXTO 12 apresenta informações sobre o período próximo à abolição da escravidão legal no Brasil, uma instituição que marcou profundamente a cultura nacional. Com relação à ideia global do texto e a partir de seus conhecimentos sobre o tema, é possível afirmar que