Um dos mais perenes problemas da filosofia é o assim chamado problema mente-corpo, que é o problema de entender a natureza dos estados mentais e a sua relação com fenômenos e eventos físicos. Em sua obra Filosofia – Textos Fundamentais Comentados (2010), Bonjour e Baker abordam uma série de teorias filosóficas sobre esse problema.

Faça a associação correta entre as duas colunas, relacionando cada teoria filosófica sobre esse problema com uma tese que, seguindo Bonjour e Baker, lhe é característica.

1. Dualismo. 2. Materialismo de identidade. 3. Behaviorismo lógico. 4. Funcionalismo. 5. Epifenomenalismo.

A. Toda atribuição mental é equivalente em significado a uma afirmação se-então (chamada condicional comportamental) que expressa uma disposição comportamental.
B. A mente e seus conteúdos são radicalmente não físicos, isto é, eles não são em si mesmos físicos, nem o produto lógico de nada físico, nem, exceto causal ou nomologicamente, dependente de nada físico.
C. O que determina o tipo psicológico ao qual um particular mental pertence é o papel causal do particular na vida mental do organismo.
D. As relações causais entre corpo e mente são apenas unidirecionais: enquanto os estados corporais podem afetar causalmente ou mesmo produzir inteiramente os estados mentais, estes não podem afetar causalmente os estados físicos.
E. Na medida em que uma afirmação sobre uma sensação é um relato de algo, esse algo é de fato um processo cerebral. Sensações nada são para além dos processos cerebrais.

Qual é a associação correta entre números e letras?

Segundo Latour (2020), no livro Diante de Gaia: Oito conferências diante na natureza no Antropoceno termos como: novo regime climático, grande aceleração e pontos de inflexão estão sendo discutidos no meio científico. Ao que tudo indica, já podemos nos considerar habitando a época geológica do Antropoceno. Em relação ao tema:

1. Batizar uma época geológica de Antropoceno significa reconhecer que a força mais importante a moldar a terra é ação humana sobre o globo, ação que já pode ser considerada equivalente a um evento geológico, pois produziu mudanças sem ponto de retorno. Mudanças na sedimentação dos rios pela construção de barragens, mudança na acidez dos oceanos, introdução no ambiente de produtos químicos até então inexistentes, radiação artificial, extinções abruptas de espécies e construções humanas espalhadas pelo planeta em escala global.

2. Latour (2020) nos alerta que vivemos em modo de negação diante das mudanças climáticas, da acidificação dos oceanos, devastação de áreas naturais por meio do desmatamento e queimadas, extinção em massa de espécies que mal tivemos tempo de conhecer. Há por um lado a tomada de consciência do problema, por outro, um movimento de negação. O autor chama isso de "loucura da denegação". Vivemos nossas vidas como se as questões ambientais não fossem problema nosso, como se estivéssemos desacoplados desse planeta e esse fosse um problema das novas gerações.

3. Chamar nossa época se Antropoceno implicaria que ainda estamos no Período Quaternário, tendo saído do Holoceno e ingressado no Antropoceno. Ainda não sabemos se o limite temporal oficial do Antropoceno será no início da era industrial ou nas primeiras explosões atômicas em 1945 pelos sinais de radioatividade artificial.

Analise as afirmativas abaixo sobre a Filosofia Medieval. 1. Surgiu numa época em que a Igreja Romana tentava recuperar o território do Estado do Vaticano. 2. As principais influências foram recebidas das ideias de Platão e Aristóteles. 3. Criou um método de exposição de ideias denominado Disputa. 4. Recebeu grande influência das ideias de Santo Agostinho. 5. Os filósofos árabes e judeus foram excluídos do rol dos filósofos medievais. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São Tomás de Aquino, principal representante da __________, desenvolve um pensamento profundamente ligado ao de __________. Seu papel principal foi o de organizar as verdades da religião e de harmonizá- las com a filosofia. Para ele, então, a __________,criada por Deus, e a __________, revelação de Deus, não podem entrar em __________, porque procedem do mesmo Princípio.


Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto apresentado.
“Uma vez que não se está mais incluído nas arenas oficiais, socialmente sancionadas de aquisição de respeito, a alternativa é conquistar diante de suas portas o reconhecimento social com meios não normalizados. Destituídos de toda justificabilidade social, despidas de toda simbolização compartilhada, do ponto de vista dos observadores tais formas de luta por reconhecimento frequentemente assumem as formas mais bizarras”.
O trecho acima foi extraído de um artigo do pensador alemão Axel Honneth (2014). Nesse artigo, o autor trata do recrudescimento dos conflitos sociais contemporâneos, o que ele diagnostica sob o nome de:
Ao longo da história da filosofia, o campo epistemológico evoluiu da concepção da ciência como saber certo e fundado para abordagens críticas e históricas da produção do conhecimento. Com base nessas transformações, identifique a alternativa correta.
Texto I

“(...) concebo umas particularidades referentes aos números, às figuras, aos movimentos e a outras coisas semelhantes, cuja verdade se revela com tanta evidência e se acorda tão bem com minha natureza que, quando começo a descobri-las, não me parece que aprendo algo de novo, mas, antes, que me recordo de algo que já sabia anteriormente, isto é, que percebo coisas que estavam já no meu espírito, embora eu ainda não tivesse voltado meu pensamento para elas.

E o que, aqui, estimo mais considerável é que eu encontro em mim uma infinidade de ideias de certas coisas que não podem ser consideradas um puro nada, embora talvez elas não tenham nenhuma existência fora do meu pensamento, e que não são fingidas por mim, conquanto esteja em minha liberdade pensá-las ou não pensá-las; mas elas possuem suas naturezas verdadeiras e imutáveis.”

(DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.98-97)

Texto II

“Consiste numa opinião estabelecida entre alguns homens que o entendimento comporta certos princípios inatos, certas noções primárias (...). Seria sufi ciente para convencer os leitores, sem preconceito da falsidade desta hipótese, se pudesse apenas mostrar como os homens, simplesmente pelo uso de suas faculdades naturais, podem adquirir todo conhecimento que possuem, sem ajuda de quaisquer impressões inatas, e podem alcançar a certeza, sem quaisquer destas noções ou princípios originais.”

(LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro. 2.ed. São Paulo: Brasil Cultural, 1978. p.145. (Coleção Os pensadores)
Karl-Otto Apel e Jurgen Habermas, ao desenvolver uma ética do discurso, tentam articular uma teoria ética para uma civilização tecnológica e científica que, com a globalização, lida com problemas universais. A fundamentação dessa ética, em Apel e Habermas, encontra-se no discurso.
Sobre a ética do discurso de Apel e Habermas, podemos AFIRMAR:
O fundacionismo e o coerentismo são teorias rivais que buscam explicar no que consiste a justificação epistêmica de nossas crenças ou cognições. Com base na obra de Dutra, Introdução à Epistemologia (2010), relacione essas duas teorias (coluna A) com as teses que lhe são correspondentes (coluna B):

TEORIAS
A. Fundacionismo B. Coerentismo

TESES

( ) O conhecimento humano deve ser reformado como um barco enquanto navega.
( ) A justificação de qualquer crença consiste em um ajuste com um conjunto de crenças que fazem parte de um sistema.
( ) Nenhuma proposição é mais básica do que outra.
( ) É a teoria defendida por René Descartes.
( ) Sugere a visão de um mundo completo e hierarquizado.


A sequência que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é:
A filosofia de São Tomás de Aquino é marcada, entre outros pontos, por sua teoria da lei natural, cujo preceito fundamental é:
“A constituição das ciências humanas como ciências específicas consolidou-se a partir das contribuições de três correntes de pensamento, que, de meados do século XIX a meados do século XX, provocaram uma ruptura epistemológica e uma revolução científica no campo das humanidades”.
No texto acima, Marilena Chauí (2014) destaca a importância da fenomenologia, do estruturalismo e do marxismo para o desenvolvimento das ciências humanas. Diante do exposto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as correntes de pensamento às suas respectivas contribuições.

Coluna 1

1. Fenomenologia.
2. Estruturalismo.
3. Marxismo.

Coluna 2

( ) Por meio dessa corrente, as ciências humanas puderam compreender que as mudanças históricas não resultam de ações súbitas e espetaculares de alguns indivíduos ou grupos de indivíduos, mas de lentos processos sociais, econômicos e políticos.
( ) Essa corrente entende que o modo como cada sistema ou estrutura parcial se organiza e se relaciona com os outros define a estrutura geral e específica de uma sociedade “primitiva”, que pode, assim, ser compreendida e explicada cientificamente.
( ) Por meio dessa corrente, foi permitido às ciências humanas que criassem métodos específicos para o estudo de seus objetos, livrando-as das explicações mecânicas de causa e efeito sem que por isso tivessem de abandonar a ideia de lei científica.
( ) Essa corrente permitiu que fosse feita a diferença rigorosa entre a esfera ou região da essência “natureza” e a esfera ou região da essência “homem”. A seguir, permitiu que a esfera ou região “homem” fosse internamente diferenciada em essências diversas: o psíquico, o social, o histórico, o cultural.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Fazei, ó Senhor, que voltemos já para Vós para nós não submergirmos, porque o nosso bem, que sois Vós mesmo vive, sem deficiência alguma, em Vós. Apesar de nos termos precipitado do nosso bem, não temos receio de o não encontrar quando voltarmos; porque, na nossa ausência, não desaba a nossa morada — a vossa eternidade.
(STO. AGOSTINHO: Confissões (397/401) Confissões – Santo Agostinho PDF Grátis | Baixe Livros.)
O tempo é, e sempre tem sido, um problema filosófico de grande interesse, principalmente em nossa época. Aliás, não só para filósofos e cientistas, mas também para o indivíduo comum, que está acostumado a organizar e realizar suas tarefas e experiências de acordo com a ideia de tempo concebida como sucessão de instantes traduzida em presente, passado e futuro. Agostinho de Hipona (354-430) foi um dos grandes pensadores a se preocupar com esta problemática e, dentre suas reflexões sobre o tema, é possível afirmar que:
Considerando algumas tendências sociológicas e filosóficas no pensamento contemporâneo, observam-se algumas correntes que fazem uma crítica da razão em seus fundamentos, nos seguintes termos:
No parágrafo 189 da Fenomenologia do Espírito, Hegel, ao tratar da consciência de si, escreve:

“(...) e uma consciência de si não é puramente para si, mas para um outro, isto é, como consciência essente, ou consciência na figura da coisidade. São essenciais ambos os momentos; porém como, de início, são desiguais e opostos, e ainda não resultou sua reflexão na unidade, assim os dois momentos são como duas figuras opostas da consciência: uma a consciência independente para a qual o ser-para-si é a essência; outra, a consciência dependente para a qual a essência é a vida, ou o ser para um Outro”.
(HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. A Fenomenologia do Espírito. Tradução de Paulo Meneses. Vozes: Petrópolis, 2014, p. 146 - 147)

Essa passagem da obra de Hegel diz respeito à dialética
Considere a definição a seguir.

“Na experiência estética, o sentimento imediato da beleza opera como abertura de um espaço que nos libera da submissão mecânica às regras do entendimento, do dever ético e das demandas do desejo sensível.” (ROSENFIELD, Kathin, 2006, p. 29).

Essa definição de prazer estético é atribuída a
“Apenas no século XVII o método das ciências experimentais, iniciado por Galileu Galilei, possibilitou a ruptura entre a filosofia e a ciência. Lentamente constituíram-se as chamadas ‘ciências particulares’ (física, astronomia, química, biologia) e, há menos tempo, as ‘ciências humanas’ (psicologia, sociologia, economia), entre outras”. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016, p. 14. Levando em consideração o trecho apresentado, qual das opções abaixo NÃO é característica do pensamento moderno?
Arthur Schopenhauer desenvolve uma filosofia centrada no conceito de vontade e de representação.
Segundo o filósofo, a vida humana, por conta da vontade, é
Agostinho de Hipona foi um dos principais introdutores da filosofia de Platão no ambiente intelectual e religioso do cristianismo. É um ponto de divergência entre os filósofos.
Jean-Paul Sartre (1905-1980), em obras como O ser e o nada e O existencialismo é um humanismo, apresentou concepções fundamentais do existencialismo. A respeito do existencialismo sartreano, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) O cogito cartesiano é a verdade absoluta da consciência que apreende a si mesma.
( ) O homem é o responsável total por sua existência, o que implica não se responsabilizar pelos outros.
( ) O conceito de natureza humana pressupõe que a essência precede a existência.
( ) A angústia é o sentimento que leva à inação.
Assinale a sequência CORRETA:
Segundo Pinzani (2009), Jürgen Habermas considera que a linguagem tem um papel central na formação das relações sociais e dos indivíduos tomados separadamente. Desse modo, a perspectiva habermasiana é a de que:
A formação escolástica na Idade Média incluía um método estruturado de discussão. Este método, composto por uma questão, argumentos contraditórios e uma resolução foi chamado de
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