filosofia ética contemporânea tem debatido intensamente os limites e interseções entre diferentes perspectivas normativas e suas aplicações em contextos profissionais. Considerando as abordagens deontológica, consequencialista e da ética do cuidado no contexto da saúde pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.A deliberação moral no serviço público de saúde frequentemente transcende os limites da deontologia profissional codificada, exigindo uma integração entre o respeito a princípios universalizáveis e a sensibilidade às particularidades contextuais e relacionais de cada situação.

PORQUE

II.A ética do cuidado complementa as abordagens principialistas ao enfatizar a importância das relações deinterdependência, da receptividade às necessidades do outro e da compreensão situada, elementos essenciais para uma prática profissional responsiva em contextos de vulnerabilidade.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Os ídolos e noções falsas que ora ocupam o intelecto humano e nele se acham implantados não somente o obstruem a ponto de ser difícil o acesso da verdade, como, mesmo depois de seu pórtico logrado e descerrado, poderão ressurgir como obstáculo à própria instauração das ciências, a não ser que os homens, já precavidos contra eles, se cuidem o mais que possam."

(BACON, F. Novum organum. 2.ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 20-21.)


Na sequência desse texto, o filósofo apresenta os “gêneros" dos ídolos “que bloqueiam a mente humana" (BACON, 1979, p. 21). Das alternativas abaixo, qual NÃO corresponde aos ídolos expostos por Francis Bacon nesse referido texto?
A inferência silogística deve obedecer a oito regras, sem as quais não terá validade, não sendo possível dizer se a conclusão é verdadeira ou falsa. Acerca das regras, assinale a alternativa correta.
Aristóteles representa o apogeu do pensamento filosófico grego, e o mesmo se pode dizer para a filosofia do direito. Após sua morte, durante toda a Antiguidade e a Idade Média, suas reflexões jusfilosóficas foram tidas como mais alto patamar de ideias sobre o direito e o justo já construídas. Discípulo de Platão, Aristóteles (384-332 a.C.) estava também envolvido no ambiente filosófico que ensejou o socratismo e o platonismo, ainda que a seu modo. A acentuada tendência platônica a uma construção filosófica ideal passa a ser amenizada no pensamento de Aristóteles, na medida em que a experiência é elemento fundamental de sua reflexão. Filho de médico, desde a infância em contato com a empiria dos casos clínicos, Aristóteles construiu sua filosofia tendo por base as realidades que se apresentavam ao seu estudo. MASCARO, Alysson Leandro. Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2010. Sobre a filosofia do direito de Aristóteles, avalie e julgue as afirmações a seguir: I. Em sua obra "Ética a Nicômaco", Aristóteles criticou veementemente a escravidão, que era algo comum na antiguidade clássica. II. O tipo de governo da democracia foi considerada por Aristóteles como uma degeneração da república. III. A justiça distributiva, para Aristóteles, deve utilizar o critério de dar a cada um de acordo com o seu mérito. É correto o que se afirma em:
No século passado, o filósofo francês Michel Foucault (1926- 1984) estudou como o fenômeno do poder se manifesta nas sociedades modernas. Ele afirmava que o poder estava em toda parte, não por englobar tudo, mas sim porque provinha de todos os lugares. Para Foucault, os poderes que se espalham pelas mais diversas intuições da vida social, exercidos por uma gama imensa de pessoas que cumprem as normas estabelecidas pela sociedade, são os:
A obra Fenomenologia do Espírito, de Hegel, caracteriza a libertação da autoconsciência em três momentos: estoicismo, ceticismo e consciência infeliz.
A etapa da consciência infeliz é caracterizada como a
A partir do entendimento das bases conceituais da “Teoria do Agir Comunicativo”, de Jüngen Habermas, analise o trecho a seguir:

“Para Habermas, a modernidade é marcada por um processo ambivalente de racionalização. Enquanto o(a) ____________ constitui o espaço simbólico de socialização, cultura e construção de sentido, está progressivamente ameaçado pela ____________, processo pelo qual os mecanismos sistêmicos — como dinheiro e poder — passam a organizar as relações interpessoais. A proposta habermasiana para resistir a esse processo patológico está ancorada na noção de ____________, forma de interação na qual os participantes, por meio da linguagem, buscam um entendimento mútuo orientado por pretensões de validade como verdade, correção normativa, sinceridade e inteligibilidade”.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Com base nas proposições desenvolvidas por Judith Butler em “Problemas de Gênero” (2018) e “Desfazendo Gênero” (2022), assinale a alternativa que melhor expressa a articulação entre performatividade, crítica ontológica e política do reconhecimento na constituição do sujeito de gênero no interior da teoria queer.
Kant defende a ideia de que o pensamento deveria ser uma faculdade autônoma e livre de amarras, pois ele considera que
Ao abordar ética em sala, qual exercício filosófico favorece internalização reflexiva dos princípios morais?

“A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar resposta, por ultrapassarem completamente suas possibilidades” (KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 3).

Kant entendia ser necessário colocarmos a razão em um tribunal onde se determinaria as possibilidades do conhecimento. Tendo no horizonte o pensamento kantiano, assinale a alternativa correta.

Em termos de Filosofia Política, Thomas Hobbes é um pensador da modernidade que apresenta concepções de poder muito próximas das ideias predominantes na nobreza de sua época. Sobre o pensamento deste autor, analise como V (verdadeira) ou F (falsa) as seguintes afirmações.
( ) Hobbes viveu no século XIX e defendeu com veemência o papel da liberdade de pensamento e de ação na sociedade dominada pelo poder absoluto dos Reis.
( ) De acordo com Thomas Hobbes, o homem, em seu estado de natureza, não dominaria seus impulsos e viveria em um ambiente de guerra de todos contra todos, pois, sem o controle do Estado, “o homem é lobo do homem”.
( ) Vivendo em um contexto em que começam a se construir ideias liberais, Hobbes, partidário do Absolutismo, faz de sua filosofia política uma defesa do papel do Estado no controle da ordem social.
( ) Hobbes defende a importância de uma espécie de contrato, pelo qual os súditos abdicam de suas liberdades e conferem poder soberano ao Rei, a quem compete decidir sobre o bem e o mal, sobre o justo e o injusto.
( ) Thomas Hobbes utiliza-se da figura do Leviatã para definir o papel do Estado: um gigante cuja carne é a mesma de todos os homens pertencentes ao Estado, a quem ele defende.
Marque a alternativa correta.
Na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant (1960) apresenta a lei moral. O nome dado a essa lei moral é:
Considere as afirmativas relacionadas a perspectiva de Rousseau sobre a relação entre o ser humano e a natureza, apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Para Rousseau, o ser humano se corrompe à medida que se distancia da natureza, atribuindo a deterioração moral e intelectual à imersão nasconvenções sociais e criações humanas.
(__)Rousseau defendia que as criações humanas, como as ciências, as artes e a filosofia, eram benéficas e contribuíam para o desenvolvimento moral e intelectual do indivíduo.
(__)Rousseau acreditava que o contato com a sociedade e as convenções sociais promovia a harmonia e a integração do ser humano com a natureza, elevando sua condição social e cultural.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
A crítica histórico-materialista – de autores como David Harvey e Frederic Jamenson – ao pós-modernismo propõe que as transformações culturais e estéticas associadas a esse termo não devem ser compreendidas de forma isolada ou autônoma, mas como manifestações ideológicas de mudanças estruturais no capitalismo. Com base nessa perspectiva, analise as afirmações a seguir:

1. O pós-modernismo é interpretado como a face cultural de um regime de acumulação marcado pela flexibilidade produtiva, fragmentação do consumo, obsolescência acelerada e deslocamento dos centros de decisão econômica.
2. A cultura contemporânea passa a privilegiar a repetição de estilos e a combinação superficial de signos, suprimindo o aprofundamento histórico e a crítica social em favor de uma lógica de mercado voltada ao consumo de imagens.
3. A pluralidade estética, a diversidade de linguagens e a quebra de hierarquias culturais são vistas, nessa abordagem, como fenômenos genuinamente emancipatórios e desvinculados das dinâmicas do capital.
4. A substituição da temporalidade narrativa por uma simultaneidade espacial e fragmentada reflete não apenas uma mudança de gosto artístico, mas uma reorganização da experiência social sob a lógica da circulação rápida de mercadorias e signos.
5. A estetização da vida cotidiana, a mercantilização da diferença e a dissolução das fronteiras entre arte e publicidade integram um processo de neutralização política das formas culturais.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
Em Os Elementos da Filosofia Moral (2006), James Rachels define por subjetivismo ético a posição segundo a qual nossas opiniões morais expressariam apenas sentimentos ou emoções.
Sobre essa posição subjetivista, afirma-se que

Segundo o antropólogo Da Matta, a nossa impaciência no trânsito é evidente. “Se o nosso carro enguiça e promove um congestionamento; se encontramos um velho amigo dirigindo ao nosso lado e batemos um papo; se paramos na porta da escola para nossos filhos, não tem problema, pois os outros são invisíveis, não estamos atrapalhando ninguém, mas realizando algo normal (e legítimo). Daí nossa indignação quando alguém buzina e chama nossa atenção para o abuso; daí a nossa repulsa com a ‘falta de educação’ de quem reclama e deveria compreender e esperar não por sua vez, mas por nós.” Mas quando nos transformamos no “outro” tudo muda de figura. “A ausência de paciência, a pressa tão amiga da imprudência e irmã do acidente, faz parte do estilo brasileiro de dirigir. Ela trai a consciência e a incapacidade para negociar cordialmente e põe a nu a incapacidade que revela a ausência de uma educação, de uma preparação para a igualdade”.

(HAAG, C. Fé na modernidade e pé na tábua. In Revista Pesquisa Fapesp, nº 179, Janeiro, 2011.)

Depreende-se da leitura do texto que alguns dos problemas do trânsito no Brasil referem-se a fatores relacionados ao estilo brasileiro de dirigir e ao comportamento dos condutores de veículos nas vias públicas. Sobre esse comportamento, considere:

I - Falta de estilo, pouca pressa, incapacidade motora.

II - Falta de cordialidade, individualismo, imprudência.

III - Falta de educação, desconsideração com o outro, impaciência.

Caracterizam o comportamento desses condutores:

Jamais deixou de haver sangue, martírio e sacrifício, quando o homem sentiu a necessidade de criar em si uma memória; os mais horrendos sacrifícios e penhores, as mais repugnantes mutilações (as castrações, por exemplo), os mais cruéis rituais, tudo isto tem origem naquele instinto que divisou na dor o mais poderoso auxiliar da memória.

NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.

O fragmento evoca uma reflexão sobre a condição humana e a elaboração de um mecanismo distintivo entre homens e animais, marcado pelo(a)

A respeito da relação entre ética, moral e democracia e dos aspectos atinentes ao exercício da cidadania, julgue o item subsequente.


A ética e a moral não são sinônimas, sendo esta última objeto de estudo da primeira, que, por sua vez, poderia ser definida como ciência da moral.

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