Aristóteles foi um filósofo clássico de fundamental importância para a filosofia. Em seu pensamento trabalhou com vários temas, inclusive a felicidade, ao pensar sobre viver uma boa vida. São formas de felicidade para Aristóteles, EXCETO:
Considere as seguintes afirmativas relacionadas à política de Aristóteles.


I. O homem é um animal político por natureza (zóon politikon), ou seja, é da natureza humana buscar a vida em comunidade e, portanto, a política não é por convenção (nómos), mas por natureza (phýsei).

II. A justiça política consiste em duas ações principais: igualar os desiguais, isto é, criar os iguais; e determinar que o tratamento desigual dos desiguais seja justo.

III. Os cidadãos existem para o bem da pólis, motivo pelo qual Aristóteles delimita com precisão a esfera pública de atuação do Estado, autorizando-o a regular e dirigir a esfera privada.

IV. Existem três formas básicas de governo correto: o governo de um só – Monarquia; o governo de um pequeno grupo – Aristocracia; e o governo da maioria – Politía.

V. A ciência política deve pautar-se, essencialmente, por perspectivas ideais, deixando de lado as perspectivas de natureza pragmática e empírica.


Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
No que se refere às causas primeiras, analise as proposições abaixo.

I. São ontológicas porque definem as condições sem as quais um ser não pode existir nem ser pensado; as causas primeiras garantem, simultaneamente, a realidade e a racionalidade das coisas.
II. São aquelas que explicam o que a essência é e também a origem e o motivo da sua existência.
III. Nos dizem o que é, como é, por que é e para que é uma coisa. São quatro as causas primeiras.

Está correto o que se afirma em
A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: Tudo é um.

NIETZSCHE, F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

Leia o texto abaixo.
O termo grego episteme designa o conhecimento teórico fundamentado e elaborado com rigor. Opõe-se à doxa, o conhecimento comum, obtido sem reflexão constituindo uma mera opinião. Em sentido estrito, o termo epistemologia designa a disciplina filosófica que estuda a natureza do conhecimento obtido nas ciências; identifica e avalia os métodos e o modo de operar de cada uma. Busca distinguir a ciência autêntica da pseudociência. Muitas vezes, a epistemologia é identificada com a filosofia da ciência, embora esta constitua um campo de investigação mais vasto. Em sentido amplo, o termo epistemologia equivale à teoria do conhecimento ou gnosiologia (do grego gnosis, ação de conhecer), a área de estudo filosófico sobre o processo de conhecer em geral.
A partir desses apontamentos, com qual questionamento abaixo o texto acima tece relação direta?
Em A República, Platão constrói a sua visão sobre a justiça após assumir os desafios levantados por Trasímaco, no Livro I, e depois por Gláucon e Adimanto, no Livro II.
Em relação à discussão sobre a justiça que Platão desenvolve nessa obra, é correto afirmar que:
A filosofia pré-socrática é caracterizada pela preocupação cosmológica, concentrando-se na busca do princípio (monismo) ou dos princípios (pluralismo) capaz(es) de explicar o mundo natural.
São filósofos pluralistas:
“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica, Livro A (1980).
Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado
Resolvido o problema de relação entre filosofia e mito, temos ainda um outro problema a solucionar: o que tornou possível o surgimento da filosofia na Grécia no final do século VII a.C.? Quais as condições materiais, econômicas, sociais, políticas e históricas que permitiram tal coisa? Esse tem sido, ao longo do tempo, um ponto comum nos questionamentos e estudos acerca da emergência da Filosofia, quando se trata dos gregos. (CHAUÍ, 2003.)
A política estimula um pensamento e um discurso que não procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em mistérios sagrados. A ideia de um pensamento que todos podem compreender e discutir, comunicar e transmitir foi fundamental para a chegada da filosofia, que teve, também, entre condições históricas favoráveis para seu surgimento:
Sobre a cosmologia, assinale a alternativa correta.
A cosmologia aristotélica apresentava um modelo de universo finito, eterno e hierarquicamente organizado, que exerceu profunda influência sobre a astronomia e a filosofia por séculos. Este modelo geocêntrico era baseado em uma distinção fundamental entre o mundo celeste e o terrestre. Acerca da estrutura do cosmos segundo Aristóteles, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)O modelo cosmológico aristotélico era heliocêntrico, com o Sol ocupando o centro imóvel do universo e todos os planetas, incluindo a Terra, girando ao seu redor em esferas cristalinas.
(__)O universo era dividido em duas regiões distintas: o mundo sublunar (terrestre), sujeito à geração e à corrupção, composto pelos quatro elementos (terra, água, ar e fogo); e o mundo supralunar (celeste), perfeito e imutável.
(__)Fenômenos como cometas, meteoros e a Via Láctea eram considerados eventos celestes que ocorriam na região dos planetas e das estrelas fixas, sendo, portanto, compostos pelo mesmo elemento perfeito dos astros.
(__)Os corpos celestes, como os planetas e as estrelas, eram compostos por um quinto elemento, o éter ou quintessência, e realizavam movimentos circulares uniformes e eternos, considerados os mais perfeitos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Os pensadores da Escola Jônica buscaram explicar o mundo por meio de um princípio único e racional, denominado arché. Com base nos fundamentos da Escola Jônica, identifique corretamente o elemento que cada pensador considerava como arché.
Tornou-se o primeiro grande exemplo de pensador ocidental que acreditou radicalmente no poder da conversação, defendendo-a de maneira explícita como método para atingir um conhecimento mais profundo, essencial e verdadeiro sobre as coisas. Trata-se de:
O que é ser moral? Para que ser moral? As respostas a essas duas questões são cruciais para orientarmos nossa conduta em relação aos outros e a nós mesmos. O que entendemos por “bem” ou por “mal” pode definir que tipo de pessoa queremos ser e que compromisso temos com os valores éticos e morais. Os conceitos de moral e ética, ainda que diferentes, são com frequência usados como sinônimos. Em um primeiro momento, o sujeito moral é o que age bem ou mal ao acatar ou transgredir as regras morais admitidas em determinada época ou por um grupo de pessoas. No entanto, essa definição é incompleta. A moral refere-se à ação moral concreta, quando nos perguntamos: o que devo fazer? Como devo agir nessa situação? O que é certo? O que é condenável? [...]
(FREITAG, Bárbara, 1989.)

Podemos estabelecer algumas diferenças entre valores éticos e morais, bem como, em relação às teorias que se estabelecem acerca do tema, já que essas definições variam de acordo com a abordagem de cada filósofo. Em Aristóteles, por exemplo:
Os filósofos da Phisis são considerados os primeiros filósofos ocidentais, vivendo na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. até por volta do século IV a.C. Realizando suas investigações no campo da natureza, são conhecidos também como naturalistas. Por meio da discussão da arkhé, buscam estabelecer a origem de todas as coisas. Um dos principais filósofos desse período é Heráclito de Éfeso (544-484 a. C), que defendia a realidade enquanto mudança. Considerando o pensamento de Heráclito de Éfeso, assinale a alternativa INCORRETA:
Não é fácil traçar a fronteira temporal do momento em que surge o pensamento racional. Passaria, provavelmente, pela epopeia homérica. No entanto, nela é tão estreita a interpenetração do elemento racional e do “pensamento mítico”, que mal se pode separá-los. Uma análise da epopeia, a partir desse ponto de vista, nos mostraria quão cedo o pensamento racional se infiltra no mito e começa a influenciá-lo.
JAEGER, W. W. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

Sobre a relação entre racionalidade e mito tal como expressa no trecho acima, é correto afirmar que
Sobre o entendimento de Platão, julgue as seguintes afirmativas:
I. O mundo material – aquele que percebemos pelos cinco sentidos – é enganoso. nele tudo é instável e por meio dele não pode haver felicidade.
II. O caminho da felicidade é o do abandono das ilusões dos sentidos em direção ao mundo das ideias, até alcançar o conhecimento supremo da realidade, correspondente à ideia do bem.
III. Para Platão, o ser humano é essencialmente alma, que é imortal e existe previamente ao corpo.
São corretas as seguintes afirmativas:
Ao refletir sobre o homem e sua relação com o meio, Aristóteles afirmou que toda ação tem uma finalidade. Qual seria a finalidade das ações do homem para o filósofo?
Acerca do conhecimento humano, Platão afirmou no diálogo Teeteto:

“Disse essa pessoa que conhecimento é opinião verdadeira acompanhada de explicação racional, e que sem esta deixava de ser conhecimento”.

Fonte: PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1968. p. 201c.

Com base na passagem citada, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.

( ) O conhecimento exige que a crença seja verdadeira, mas a justificativa é dispensável, desde que haja convicção.
( ) O conceito de opinião verdadeira, sem justificativa, não é suficiente para caracterizar o conhecimento da realidade empírica na perspectiva de Platão.
( ) A explicação racional desempenha um papel fundamental na distinção entre conhecimento e opinião no pensamento platônico.

A sequência correta é
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