Apolinário, 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer em
estágio avançado, hipertenso, diabético e com imobilidade grau
IV, em uso de medicação para as doenças de base, é levado à
consulta médica.
Sobre seu quadro clínico, é correto afirmar que:
Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para
controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com
alteração do nível de consciência, confusão mental, sudorese e
desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular
generalizada, especialmente em membros superiores e
inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg,
frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência
respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e
temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou
aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem
alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou
de síndrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em
uso e iniciou terapia de suporte clínico.
Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica
maligna as seguintes medicações:
Um paciente de 34 anos procurou ambulatório para realização de
um check up médico. Negou quaisquer sintomas ou doenças
prévias. Ao exame, a pressão arterial era de 132 por 82 mmHg e a
frequência cardíaca, de 68 batimentos por minutos. Foi
observada uma irregularidade no ritmo cardíaco, sugerindo a
presença de aproximadamente 4 extrassístoles por minuto. O
restante do exame físico foi sem alterações. Foi solicitado
eletrocardiograma, em que foi evidenciada a presença de
algumas extrassístoles ventriculares. Essas alterações foram
confirmadas em Holter de 24 horas, em que foi observada uma
baixa incidência de extrassístoles ventriculares, sem arritmia
supraventricular. O paciente realizou, também, um
ecocardiograma, que estava dentro da normalidade, mas ficou
preocupado ao terem sido detectadas essas alterações no ritmo
cardíaco, apesar de estar assintomático.
A orientação mais adequada nesse caso é:
José, 55 anos, hipertenso há 3 anos, em uso regular de
medicação, vem para consulta de rotina apresentando PA =
130 x 80 mmHg. Após exame clínico, conclui-se que tem baixo
risco cardiovascular.
Nesse caso, a conduta é:
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2), uma doença de etiologia
multifatorial, está associado a predisposição genética, idade
avançada, excesso de peso, sedentarismo e hábitos alimentares
não saudáveis, tendo evolução insidiosa e podendo permanecer
assintomático por vários anos após o diagnóstico. É importante o
seguimento regular para avaliação da efetividade do tratamento e
da evolução da doença e suas possíveis complicações.
No que se refere à periodicidade de exames para o
acompanhamento, é correto afirmar que pacientes com DM2
devem realizar:
Rodrigo, 48 anos, casado, autônomo, vem à unidade básica de
saúde se queixando de dores de cabeça de repetição e
apresentando PA = 165 x 90 mmHg. Em seu prontuário,
identifica-se que, nas últimas 5 consultas, no último ano, por
motivos diversos, sua pressão arterial foi, respectivamente, de
147 x 99 mmHg; 180 x 100 mmHg; 152 x 90 mmHg;
160 x 95 mmHg e 170 x 92 mmHg. Rodrigo tem história familiar
de hipertensão e é sedentário.
O fato que permite o diagnóstico de hipertensão arterial
sistêmica é:
Paciente do sexo feminino, 35 anos, apresenta ganho de peso
central, face arredondada, fraqueza muscular proximal e estrias
violáceas no abdome, evidenciando Síndrome de Cushing.
Exames laboratoriais revelam níveis elevados de cortisol e ACTH.
Assinale a opção que, nesse caso, indica a causa mais provável da
Síndrome de Cushing.
Uma estudante universitária de 23 anos marcou avaliação clínica
pois vinha apresentando episódios recorrentes de perda de
consciência desde a adolescência, geralmente em situações de
estresse emocional intenso ou durante prolongada permanência
em pé em ambientes quentes. Ela descreveu que, momentos
antes de perder a consciência, sentia tontura, visão turva, suor
frio e náuseas. Em um dos episódios mais recentes, enquanto
estava em pé em uma fila, começou a sentir esses sintomas e
desmaiou, recuperando a consciência em menos de 2 minutos.
Negou doenças prévias e afirmou que se sentia saudável. Durante
a consulta médica, não foram encontradas alterações ao exame
físico. A paciente levou Holter de 24 horas, eletrocardiograma e
ecocardiograma, que estavam dentro da normalidade. A paciente
queria saber o que fazer ao ter a sensação de desmaio.
Nesse contexto de um quadro sugestivo de síncope vasovagal, além
de sugerir que ela deite no chão ou outro tipo de superfície quando
sentir os pródromos de síncope, o médico deve orientá-la a:
Um homem de 61 anos, diabético, em uso de linezolida por grave
infecção cutânea, iniciou um quadro de confusão mental,
sudorese, agitação e tremor. Ao exame, apresentava mioclonia e
rigidez muscular. A pressão arterial era de 178 por 104 mmHg, a
frequência cardíaca era de 112 batimentos por minuto e a
temperatura axilar era de 38,2 °C. Entre as medicações, estava
fazendo uso de citalopram 40 mg ao dia. Após a realização de
exames complementares para afastar outras doenças, foi
levantada a hipótese de síndrome serotoninérgica. Foi suspensa a
fluoxetina e foram implementadas medidas de suporte clínico.
Na síndrome serotoninérgica, o tratamento dependerá da sua
gravidade.
Entre as medicações que estão indicadas para uso pela equipe
médica, é correto apontar:
Um homem de 43 anos, após ganho de peso e alguns sintomas
dispépticos, procurou o ambulatório de clínica médica. Não havia
qualquer histórico de doença pregressa e uso regular de
medicação. Seu consumo de álcool era ocasional (em torno de
30 gramas por semana). Não havia história familiar de doença
hepática, tampouco sinais ou sintomas como icterícia, dor
abdominal ou alteração de hábito intestinal. Ao exame,
detectaram-se IMC de 29; circunferência abdominal de 102 cm
(altura 1,89 m); pressão arterial de 140 x 90 mmHg; e
hepatimetria de 16 cm em linha hemiclavicular direita com fígado
palpável e borda romba. Exames laboratoriais revelaram:
glicemia de jejum 110 mg/dl, HDL colesterol 40 mg/dl, LDL
colesterol 130 mg/dl, triglicerídeos 160 mg/dl, aspartato
aminotransferase (AST) de 70 U/L (normal: 15 a 41) e alanina
aminotransferase (ALT) 67 U/L (normal: 10 a 35). O restante do
hemograma, da bioquímica e do coagulograma foi normal. Na
segunda consulta, trouxe a ultrassonografia de abdômen e outros
exames solicitados.
Sobre a investigação de doença hepática gordurosa associada a
disfunção metabólica, é correto afirmar que:
Paciente do sexo masculine, 29 anos, evoluiu com fraqueza
muscular progressiva em membros inferiores associada a
parestesia, após quadro de gastroenterite recente. Sem relato de
trauma e sem queixa de dor.
O tratamento indicado de acordo com a suspeita clínica é:
Uma paciente de 23 anos realizou ultrassonografia abdominal de
rotina, na qual foi observado nódulo sólido de 4 cm de diâmetro
no fígado. Foi realizada tomografia abdominal com contraste
venoso trifásico, que mostrou lesão hipercaptante, bem
circunscrita, com cicatriz central localizada em segmento VII do
fígado.
Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável é:
Uma paciente de 55 anos acaba de receber o laudo
histopatológico da biópsia de mama. Ao ler o laudo você conclui
por um câncer de mama associado ao tipo histológico mais
comumente observado (responsável por 90 % dos casos).
De acordo com o caso descrito, é correto afirma que trata-se do
carcinoma
Paciente do sexo feminino, 27 anos, procura atendimento médico
com queixa de episódios frequentes de cefaleia bilateral, de
moderada intensidade, sem fotofobia, que piora no final do dia e
com situações de estresse.
A medicação indicada para profilaxia desse quadro é:
Após a chegada de paciente de 66 anos com pneumonia comunitária, o residente de clínica médica precisou revisar alguns pontos sobre o tema. O paciente estava prostrado e desorientado. Sua frequência respiratória era de 35 irpm e sua pressão arterial, 100 x 60 mmHg. Não havia qualquer comorbidade descompensada ou internação prévia. O paciente era hipertenso leve em bom controle.
Sobre a condução nessa primeira abordagem, é correto afirmar que:
Um homem de meia-idade retornou ao ambulatório de clínica médica em cadeira de rodas, trazido pela esposa, relatando estar a maior parte do tempo acamado. O início das dores lombares foi há 4 meses. A dor situa-se principalmente na transição toracolombar, permanece durante a noite e já está refratária a uso de opioides fracos. A constipação piorou (última evacuação há 5 dias) e o paciente não urina com tanta frequência. Quando sente vontade de urinar, não consegue segurar completamente. A esposa relata que o marido perdeu pelo menos uns 8 kg nos 4 meses desde o início do quadro, havendo febre vespertina ocasional não aferida. A esposa também atualiza o quadro dizendo que a dor parece já estar presente há mais tempo (uns 6 meses). Há aproximadamente 1 mês, ele havia sentido uma fraqueza mais proeminente nas pernas, que o levou a cair sentado. Desde então, não conseguiu se levantar. Exame físico: paraplegia espástica e hiperreflexia de membros inferiores, com redução de sensibilidade para tato, temperatura e pressão e dor com nível sensitivo na altura dos mamilos. Havia redução da sensibilidade profunda caracterizada por perda completa da propriocepção e sensibilidade vibratória. O restante do exame físico revela paciente hipocorado, um pouco desidratado, com distensão abdominal e redução dos ruídos intestinais. Massa palpável em hipogástrio, indolor, sugerindo bexigoma. Nos exames solicitados, revelaram-se anemia normocítica, normocrômica, VHS 88 mmHg, PCR: 95 (N: até 10 mg/L), creatinina: 1,6 mg/dl; outros exames estavam normais, incluindo hepatograma, Na, K, Ureia, PSA. Na radiografia de coluna lombar, não se evidenciou fratura, mas havia alterações degenerativas comuns para a idade em região sacroilíaca e acetabular. O radiologista sugeriu redução da densidade óssea, mas não havia lesões líticas ou blásticas. Havia achados de fecalitos em região retossigmoideana e provável bexigoma pela análise da radiografia. O médico decidiu interná-lo imediatamente para investigação e tratamento. Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Mulher de 37 anos foi encaminhada do consultório à unidade de
emergência por seu médico pessoal por apresentar dor torácica
precordial, de início há poucas horas, e palpitações. A hipótese
diagnóstica do médico assistente foi de miocardite aguda devido
ao uso de epirrubicina.
Em relação a essa condição patológica aguda, é correto afirmar
que:
Um rapaz de 22 anos procurou a emergência com quadro de
febre alta, aumento de tonsilas palatinas bilateralmente com
exsudato e aumento importante de linfonodos cervicais. Foram
solicitados monoteste e sorologia para EBV IGM. Ambos vieram
positivos. O paciente ficou internado por 5 dias para controle da
febre e sintomas gerais.