Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixouse de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de início recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame físico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame físico não mostrou alterações.
Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:
Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolítica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rígida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia. Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora. Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos gânglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75 - 2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição) associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de uma dieta específica.
A doença em questão é:
Uma paciente de 35 anos apresentou exantema não pruriginoso e eritema conjuntival, febre, mialgia e mal-estar. O exame sorológico mostrou tratar-se de infecção pelo vírus Zika. Evoluiu com enfermidade neurológica.
Em relação a essa arbovirose, além da microcefalia congênita, a manifestação neurológica mais comumente encontrada é:
Paciente masculino, 30 anos de idade, porte atlético, administrador de empresa, em tratamento com acupuntura para distúrbios de ansiedade e insônia. Durante agulhamento e manipulação do ponto PC6 (Neiguan), o médico inseriu agulha (0,25 x 30) com 1,5 cm de profundidade, e o paciente queixou-se de sensação de distensão/choque ao longo do antebraço. O médico erroneamente interpretou esse sintoma como obtenção da energia (De Qi). Continuou manipulando, com vigorosa e contínua estimulação, por 15 minutos com melhora da dor. Ao final da sessão, os dedos do paciente ficaram com limitação funcional do ADM (flexão interfalangianas dos dedos) e parestesia. O médico iniciou aplicação de moxabustão no punho e manobras manuais locais (punho), observando melhora dos sintomas contraturais após 30 minutos.

A falha técnica, com lesão do nervo mediano, foi causada por manipulação excessiva e profundidade inadequada, gerando neuropraxia com:
Doenças neuromusculares podem ser classificadas por topografia da lesão sendo: corpo celular do neurônio motor, nervo periférico - axônio, nervo periférico - bainha de mielina, junção neuromuscular e tecido muscular esquelético.
Assinale a opção que indica a doença que melhor exemplifica uma neuropatia periférica desmielinizante.
João, um lactente de 8 meses, foi levado ao pronto-socorro devido a episódios repetidos de movimentos bruscos dos braços e das pernas, acompanhados por flexão da cabeça e do tronco. Os episódios duram alguns segundos e ocorrem em agrupamentos, geralmente ao despertar.
A mãe relatou que esses movimentos começaram há algumas semanas e que João tem apresentado um atraso no desenvolvimento motor, com dificuldade para sustentar a cabeça e interagir com objetos. Ao exame clínico, a criança está alerta, sem sinais de infecção ou alterações sistêmicas evidentes. Foi solicitado um eletroencefalograma (EEG), que revelou padrão de hipsarritmia.
Com base no caso descrito, a síndrome epiléptica mais provável e a abordagem inicial recomendada são, respectivamente,

Um paciente de 35 anos foi submetido a cirurgia bariátrica há aproximadamente 6 meses, com perda de cerca de 30 kg. No momento apresenta ataxia, sonolência e confusão mental. Ao exame físico apresentava nistagmo horizontal e tetraparesia de membros. A albumina sérica era de 2,3 g/dL.

A provável complicação envolvida nesse caso é a deficiência de:

Um menino de 3 anos, com atraso na fala e ecolalia, é levado à consulta foniátrica. A mãe relata que seu filho frequenta creche, mas não tem boa interação com os amigos, preferindo brincar sozinho. É aficionado por carrinhos e gosta de brincar rodando as rodinhas do carro. O paciente nasceu a termo, sem fatores de risco para deficiência auditiva, e passou no teste de triagem auditiva neonatal.
Com base na história clínica, o provável diagnóstico dessa criança é:
Criança de 6 anos com encefalopatia crônica da infância caracterizada por síndrome de Little procura centro de reabilitação para tratamento da marcha.
A marcha desse paciente é classificada como:

Um paciente masculino de 72 anos, calvo, com histórico de grande queimadura no couro cabeludo na infância, evoluiu com degeneração maligna da área cicatricial. A biópsia mostrou um carcinoma espinocelular Grau II; não há evidência de linfonodos acometidos, a lesão mede 5,2 cm, com o centro sobre a região occipital, e não está aderida ao periósteo.

A melhor opção para reconstrução, nesse caso, é um:

Na paralisia facial antiga com “scleral show”, o tratamento NÃO utilizado é:
Menina de 10 anos é levada ao neurologista porque apresenta dificuldade no relaxamento muscular das mãos, sem dor, ao acordar. Não há atrofia muscular e a percussão da região tenar bilateralmente com martelo demonstra o fenômeno. A eletromiografia confirmou o diagnóstico. A mãe, atualmente com 40 anos, refere que, desde pequena, tem o mesmo problema, que em nada a prejudicou, afinal, trabalha como secretária, se casou, teve dois filhos e tem atividades de vida diária normais. Os sintomas melhoram com um medicamento oral que usa regularmente.
Esse medicamento é:
Sobre a terapia fibrinolítica, analise as seguintes assertivas:

I. No caso de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em serviços que não disponham de hemodinâmica, o trombolítico pode ser iniciado, via de regra, em até 12 horas após o início da dor.
II. No caso de acidente vascular cerebral isquêmico, o trombolítico, para a grande maioria dos pacientes e quando bem indicado, deve ter sua infusão iniciada em até 4 horas e 30 minutos após o ictus dos sintomas neurológicos.
III. No caso de tromboembolismo pulmonar, havendo indicação para sua administração, o trombolítico pode ser prescrito até 14 dias após o diagnóstico.

Está correto o que se afirma em
Um paciente de 46 anos é levado ao pronto-socorro por seus familiares por ter apresentado crise convulsiva em sua residência. Segundo o relato, ele iniciara, há 4 dias, um quadro de cefaleia de forte intensidade, com alterações comportamentais e febre alta. Ao exame, encontrava-se desorientado, sonolento e com hemiparesia à esquerda. A pressão arterial era de 110 x 88 mmHg e a frequência cardíaca, de 98 batimentos por minuto. Foi realizada uma ressonância nuclear magnética, em que foram evidenciadas áreas de hiperintensidade nos lobos temporais bilateralmente. Em seguida, foi realizada uma punção liquórica. No líquor, foi encontrado um aumento de proteínas e leucócitos (com predomínio de linfócitos). Os demais exames solicitados no líquor ainda estavam pendentes.
Diante dessa apresentação clínica e da possibilidade de encefalite herpética, além da terapia de suporte clínico, a conduta mais adequada é:
Paciente feminino de 25 anos vai à consulta médica devido ao aparecimento há um mês de massa cervical à direita. Ela tem apresentado febre, sudorese noturna e emagreceu oito quilos nos últimos quatro meses. Ao exame, são palpados linfonodos aumentados nas cadeias cervicais, supraclaviculares e axilares. Não há aumento do fígado ou do baço.

Assinale a opção que indica a melhor suspeita clínica e a abordagem para esse caso.

A presença de um médico é solicitada, durante um voo transatlântico, para atender a uma mulher de 35 anos com convulsão generalizada. O episódio durou menos de um minuto, permanecendo letárgica por algum tempo mais, e seu marido afirmou que, anteriormente, ela jamais apresentara este quadro. Ela mordeu a língua e apresentou incontinência urinária durante a convulsão, mas recuperou-se completamente sem nenhuma sequela neurológica até a aterrissagem da aeronave.


Diante do caso apresentado, assinale a opção que indica a próxima etapa mais apropriada a ser abordada pelo médico, após à chegada da paciente ao seu destino.

Um paciente de 28 anos apresentou ulcerações orais aftosas com sangramento ativo, diminuição da acuidade visual, úlcera peniana e cefaleia de forte intensidade. O médico assistente solicitou ressonância magnética de crânio, que demonstrou múltiplas lesões localizadas no tálamo, mesencéfalo e cápsula interna com hipointensidade em T1, hiperintensidade em T2 e realce moderado ao meio de contraste paramagnético.
É muito provável que se trata de um caso de:
Homem de 78 anos, em uso de AAS por conta de uma coronariopatia, tropeça na rua, cai e sofre trauma frontoparietal à direita com formação de hematoma subgaleal. Na emergência, faz RX de crânio, que se mostra normal, e é liberado. Após 30 dias, passa a apresentar sonolência e confusão mental, e a andar com dificuldade. É levado ao hospital, sendo identificado no exame neurológico Glasgow 13 (abertura ocular = 4, resposta verbal = 4, resposta motora = 5), além de hemiparesia à esquerda. É submetido a TC de crânio, que confirma o diagnóstico de hematoma subdural crônico.
A imagem tomográfica é descrita como:
Mulher de 30 anos, com diagnóstico de miastenia gravis e tendo como sequela ptose palpebral bilateral assimétrica, procura a emergência com dispneia. É feita a hipótese de crise miastênica. Após medicação com anticolinesterásicos, observa-se piora da hipoventilação pulmonar associada a sudorese, bradicardia e hipotensão arterial.
Nesse contexto, para justificar a suspensão da medicação e administração de atropina (2mg EV), é preciso que se encontre(m), no exame da pupila:
Página 1