Ao opor operários sob vigilância e operários a domicílio, a fábrica reduziu os seus custos sem se ver necessariamente obrigada a adotar uma tecnologia mais eficaz. O argumento da superioridade tecnológica não é, portanto, nem necessário nem suficiente para explicar o advento e o êxito da fábrica.

Stephen Marglin. “Origens e funções do parcelamento das tarefas”. Revista de Administração de Empresas, v.18, nº4. Rio de Janeiro, 1978, p.14. Adaptado.

De acordo com o economista norte-americano, o triunfo da organização econômica fabril deve ser compreendido

Considerando o processo da Revolução Industrial, analise a seguinte afirmação:

[...] E tanto a Grã-Bretanha quanto o mundo sabiam que a revolução industrial lançada nestas ilhas não só pelos comerciantes e empresários como através deles, cuja única lei era comprar no mercado mais barato e vender sem restrição no mais caro, estava transformando o mundo. Nada poderia detê-la. Os deuses e os reis do passado eram imponentes diante dos homens de negócios e das máquinas a vapor do presente [...]. (p.69)

HOBSBAWM, Eric. J. A Era das revoluções: Europa 1789-1848, tradução de Maria Tereza Lopes e Marcos Penchel. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977.


Sobre o texto, e/ou a Revolução Industrial, é possível afirmar como CORRETA:
A Revolução Industrial transformou as relações de trabalho e a unidade de produção passou a ser a fábrica. O trabalho deixou de ser manual e passou a ser efetuado por uma máquina, controlada pelo homem que agora era operário e não artesão. Para os trabalhadores, esse processou desencadeou o(a)

Se vamos ter mais tempo de lazer no futuro automatizado, o problema não é como as pessoas vão consumir essas unidades adicionais de tempo de lazer, mas que capacidade para a experiência terão as pessoas com esse tempo livre. Mas se a notação útil do emprego do tempo se torna menos compulsiva, as pessoas talvez tenham de reaprender algumas das artes de viver que foram perdidas na Revolução Industrial: como preencher os interstícios de seu dia com relações sociais e pessoais; como derrubar mais uma vez as barreiras entre o trabalho e a vida.

THOMPSON, E. P. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Cia. das Letras, 1998 (adaptado).

A partir da reflexão do historiador, um argumento contrário à transformação promovida pela Revolução Industrial na relação dos homens com o uso do tempo livre é o(a)

Com relação à Revolução Industrial, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) Os cercamentos das terras comunais, promovidos pelo governo desde o século XVI, e o êxodo rural contribuíram para o florescimento da revolução industrial na Inglaterra. ( ) A substituição do trabalho artesanal pela manufatura, forma de divisão do trabalho que considera o critério de faixa etária para realização de tarefas, caracterizou a primeira etapa da revolução industrial. ( ) O acesso a matérias-primas, como o ferro e o carvão, utilizados no sistema fabril, possibilitou a construção e o funcionamento do maquinário e a produção de energia. ( ) As fábricas, no século XIX, adotaram um modelo de produção toyotista, caracterizado pela produção de pequenos lotes que atendem a demanda individual do consumidor.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Os principais distúrbios começaram em Nottingham, em 1811. Uma grande manifestação de malharistas, gritando por trabalho e por um preço mais liberal, foi dissolvida pelo exército. Naquela noite, sessenta armações de malha foram destruídas na grande vila de Arnold por amotinados que não tomaram nenhuma precaução em se disfarçar e foram aplaudidos pela multidão.

THOMPSON, E.P. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 (fragmento).

Esse texto diz respeito à nova realidade socioeconômica da Inglaterra implantada a partir da Revolução Industrial. A principal consequência para os trabalhadores nas primeiras décadas do século XIX se manifestou por meio

A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação de riquezas nas mãos dos particulares. O progresso da indústria substitui o isolamento dos operários por sua união revolucionária mediante a associação. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros.
(Karl Marx e Friedrich Engels. “O manifesto do Partido Comunista”. In: Textos, vol. III, 1977. Adaptado.)
O Manifesto foi publicado em 1848, período de agitações populares em vários países europeus. Os autores argumentam que, com a Revolução Industrial,
Sobre a Guerra do Contestado (1912-1916) é correto afirmar que
Assinale a alternativa correta sobre as principais características do mercantilismo como política econômica do Estado Absolutista.
A Revolução Industrial trouxe uma série de mudanças para a sociedade, aumentando o acúmulo de riqueza pelas classes mais ricas e a exploração do trabalho. Em resposta as essas transformações, os trabalhadores organizaram-se para lutar por seus direitos, formando:
Durante a Revolução Industrial, o cercamento dos campos comuns – processo conhecido como enclousers – aumentou a produtividade agrícola e

Com relação a revoluções ocorridas na Europa entre os séculos XVIII e XX, julgue o item a seguir.

Nas três primeiras décadas do século XIX, a produção fabril com características modernas, que ganhava lentamente corpo em terras inglesas, desenvolveu-se sobretudo na área da metalurgia.

A cidade, na época do Renascimento, é um ser de razão. Não é só vivida como também é pensada. (...) A cidade não deve ser apenas prática. É conveniente que seja também bela.

(DELUMEAU, Jean. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994, p. 258-261).

Com base na citação acima, que aponta para o novo contexto político, social, econômico e cultural da Europa nos séculos XVI e XVII, analise as afirmativas a seguir, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

( ) Os arquitetos projetaram tanto a forma urbana, a partir de formas geométricas belas ideais, quanto construíram, para a comodidade dos habitantes, os palácios, as praças, as fontes e os monumentos.

( ) A centralização do Estado e a ampliação da máquina burocrática para a administração dos negócios públicos, o comércio, a aplicação da justiça e a cobrança dos impostos exigiram que a nobreza se abrisse para o exercício de novas profissões.

( ) Foram criadas editoras, academias e bibliotecas, que permitiram a expansão da cultura letrada e a circulação de novas ideias nas principais cidades europeias.

( ) A laicização da cultura urbana provocou o abandono de práticas religiosas na vida cotidiana e a perda de importância da Igreja Católica na política.

O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

“A despeito do intenso processo de industrialização, da maciça penetração de capitais estrangeiros, da crescente presença de corporações multinacionais, do explosivo crescimento urbano, da melhoria dos índices de alfabetização e das várias tentativas de “modernizar” o país, feitas de um por sucessivos governos civis e militares, as palavras amargas de um notável crítico literário e analista social, Silvio Romero, pronunciadas há mais de um século, lamentando a dependência econômica em relação aos capitais estrangeiros e a incapacidade da República de incorporar os benefícios do progresso à grande maioria da população e de criar uma sociedade realmente democrática, soam ainda hoje verdadeiras.” (COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República. São Paulo: Unesp, 2010, p. 9)
A nota à edição do Livro que Emília Viotti da Costa faz nos leva a perceber que existem estruturas sistêmicas no Brasil que nos remetem a uma história de longa duração. Assim, podemos corretamente afirmar sobre o Brasil pós-independência que:

Tendo se livrado do entulho do maquinário volumoso e das enormes equipes de fábrica, o capital viaja leve, apenas com a bagagem de mão, pasta, computador portátil e telefone celular. O novo atributo da volatilidade fez de todo compromisso, especialmente do compromisso estável, algo ao mesmo tempo redundante e pouco inteligente: seu estabelecimento paralisaria o movimento e fugiria da desejada competitividade, reduzindo a priori as opções que poderiam levar ao aumento da produtividade.

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

No texto, faz-se referência a um processo de transformação do mundo produtivo cuja consequência é o(a)

Em toda essa diversidade de aperfeiçoamentos tecnológicos, era evidente o caráter unívoco do movimento: a mudança gerava mudança. A oferta barata de carvão revelou-se uma dádiva dos céus para a indústria do ferro, que estava sendo asfixiada pela falta de combustível. Nesse meio tempo, a invenção e a difusão de motores a vapor na indústria têxtil criou uma nova procura de combustível, e, portanto, de carvão; e esses motores tinham um apetite voraz de ferro, o que reclamava mais carvão.
(David S. Landes. Prometeu desacorrentado, 1994. Adaptado.)
O historiador refere-se à primeira Revolução Industrial, destacando
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