Questões de Concursos
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Não despertemos o leitor
Os leitores são, por sua natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo. Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas frases feitas.
“A vida é um fardo” – isso, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: “disse Bias”. Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isso para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com ideias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista: “O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!”
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.
Mário Quintana
Assinale a alternativa correta.
( ) Limpeza preparatória é feita pelo circulante de sala e profissional do serviço de higienização, cerca de uma hora antes do início da primeira cirurgia do dia.
( ) Limpeza concorrente é realizada pelo circulante de sala e profissional do serviço de higienização, ao término da cirurgia, entre dois procedimentos na mesma SO.
( ) Limpeza operatória é realizada exclusivamente pelo circulante de sala durante o procedimento cirúrgico, para remover a matéria orgânica dos locais onde houve contaminação.
( ) Limpeza terminal é feita pelo circulante de sala e pelo instrumentador, envolvendo lavagem completa de toda unidade do centrocirúrgico e das SO, incluindo tetos e paredes. Esse tipo de limpeza é feita mensalmente
A sequência correta é:
O número de metros de barbante que ainda restou no rolo foi
A respeito da invenção da fotografia, é correto afirmar:
O que acontece quando existe baixa calibragem dos pneus?
Um paciente de 17 anos de idade procurou uma clínica odontológica para trocar o amálgama das restaurações por resina composta, desejando melhorar a estética. Após a troca da restauração, na sessão seguinte, o paciente relatou sensibilidade dentária, e o cirurgião-dentista receitou antiinflamatório. Passadas quatro semanas, a sensibilidade continuou.
Avalie, entre os procedimentos a seguir, aqueles que, na situação descrita, podem ter causado a sensibilidade dentária.
I. Remoção do amálgama com broca em alta rotação com refrigeração.
II. Ausência de proteção com hidróxido de cálcio na dentina próxima da polpa. tempo maior que 40 segundos.
IV. Fotopolimerização da resina composta em pequenos incrementos.
V. Fotopolimerização com aparelho de comprimento de onda luminosa de 250 nanômetros.
É correto apenas o que se afirma em
I- As desigualdades do mundo offline afetam a entrada dos indivíduos no mundo online.
II- Um dos principais desafios é a desigualdade de gênero na área. Há mais mulheres online do que homens.
III- As desigualdades digitais também são geracionais. No caso do idoso, a dificuldade de acesso à tecnologia existe por motivos econômicos, sociais, geográficos, educacionais e de cultura.
Assinale a alternativa correta:
“Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto voo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro voo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! Ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: “E dizer que a obriguei a correr naquele estado!” A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.”
“Uma Galinha” Clarice Lispector, 1960
Aponte qual das interjeições ou locuções interjetivas está corretamente associada ao seu valor semântico:
As transformações decorrentes do avanço das TIC têm cada vez mais exigido a formação de um professor com capacidades de mediar o processo de descoberta, assimilação e construção de novos conhecimentos. Esse professor seria o que inúmeros autores classificam como mediador. Atente para o que se diz a seguir sobre mediação pedagógica:
I. Uma prática verdadeiramente mediadora depende fundamentalmente dos meios tecnológicos, sem os quais se torna inviável o processo de interação.
II. A mediação é a característica da interação especialmente na experiência de aprendizagem e na transmissão cultural.
III. A mediação pedagógica não é possível em situações em que o professor utiliza técnicas didático-pedagógicas tradicionais.
IV. O uso das TIC não garante a qualificação da prática docente mediadora, podendo até mesmo ser um obstáculo a essa realização.
É correto somente o que se afirma em
I. O objetivo de uma macro é automatizar as tarefas usadas com mais frequência.
II. Embora algumas macros sejam simplesmente uma gravação de pressionamentos de teclas ou de cliques do mouse, macros VBA mais potentes são criadas por desenvolvedores que utilizam um código capaz de executar vários comandos no computador.
III. Um usuário mal-intencionado poderá introduzir uma macro perigosa através de um documento que, se for aberto, permitirá que ela seja executada e possivelmente espalhe um Vírus.
IV. As macros VBA são consideradas um possível risco à segurança.
A sequência correta é:
Independentemente de sinalização, o estacionamento de veículos é proibido