O Decreto nº 7.892/2013 regulamenta o Sistema de Registro de Preços (SRP) previsto no Artigo 15 da Lei nº 8.666/1993. A Lei determina que o SRP poderá ser adotado nas seguintes hipóteses apresentadas nas afirmativas a seguir:


I. Quando, pela natureza do objeto, for possível definir previamente o qualitativo a ser demandado para todos os fornecedores participantes das propostas apresentadas.

II. Quando, pelas características do bem ou serviço, houver necessidade de contratações frequentes.

III.Quando for conveniente a aquisição de bens com previsão de entregas parceladas ou contratação de serviços remunerados por unidade de medida ou em regime de tarefa.


Assinale a alternativa correta.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. O prazo foi _______________ e a inscrição será de 16 _____ 20 de outubro.

Sobre os enganos mais comuns na modelagem de processos, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) Mapear todos os detalhes e o objetivo final.

( ) Mapear os processos determinando, especificamente, como serão medidos os resultados.

( ) Não usar as mesmas informações e fluxogramas de uma modelagem que funcionou perfeitamente em outra empresa.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo

Plataforma

O Rio vive uma contradição no carnaval que parece não ter saída. Não vai longe o tempo em que reclamava da decadência da folia nas ruas. O carnaval tinha se transformado no desfile de escolas de samba, uma festa elitista que se resumia ao que acontecia nos limites do Sambódromo e que era vista por apenas 30 mil pessoas que pagavam caro para participar da brincadeira. E que só durava duas noites. Para quem se diz o maior carnaval do mundo, convenhamos que é muito pouco mesmo. Agora, quando os blocos voltaram a animar as ruas da cidade durante toda a folia e ainda nas semanas que a antecedem, o Rio continua reclamando. Tem bloco demais, tem gente demais, tem pouco banheiro, tem muito banheiro... Carnaval é festa espontânea. Quanto mais organizado, pior. Chico Buarque fala sobre isso no ótimo samba "Plataforma". "Não põe corda no meu bloco/ Nem vem com teu carro-chefe/ Não dá ordem ao pessoal", já dizia ele num disco de antigamente. Bem, como antigamente as letras de Chico sempre queriam dizer outra coisa, é capaz de ele não estar falando de organização do carnaval. Mas à certa altura ele é explícito: "Por passistas à vontade que não dancem o minueto". Para quem está chegando agora, pode parecer o samba do crioulo doido. Mas o compositor faz uma referência ao desfile do Salgueiro de 1963, quando "Xica da Silva" foi apresentada à avenida. A escola "inovou" apresentando uma ala com 12 pares de nobres que dançavam o minueto. Foi um escândalo. Não pode. Passista tem que desfilar livre, leve e solto. Falando disso agora, quando passistas não têm a menor importância, quando eles mal são vistos na avenida, percebese que o minueto era o de menos. Mas isso é escola de samba, e o assunto aqui é carnaval de rua (faz tempo que escola de samba não é carnaval de rua). Com o renascimento dos blocos, o Rio recuperou a alegria do carnaval nas calçadas, no asfalto, na areia. E agora? Basta dar uma olhada nas cartas dos leitores aqui do jornal. Reclama um leitor: "Para os moradores de Ipanema, (o carnaval de rua 2011) transformou-se num tormento. Ruas bloqueadas até para o trânsito de pedestres, desrespeito à Lei do Silêncio, atos de atentado ao pudor e, por vezes, de vandalismo". Escreve outro, sobre os mijões, figura que ficou tão popular no período quanto a colombina e o pierrô: "A Guarda Municipal deveria agir com mais atenção e no rigor da lei. Está muito sem ação." Mais um: "Com que direito a prefeitura coloca esses banheiros horrorosos nas avenidas da orla, onde se paga dos IPTUs mais caros do mundo, ocupando vagas de carros que já são tão poucas?" Como se vê, e voltando a citar o samba do Chico, o carioca tem o peito do contra e mete bronca quando o assunto é carnaval. Mas carnaval de rua muito organizado... não sei, não. É como botar o pessoal que sai nos blocos para dançar o minueto. Carnaval de rua e organização não combinam.

(Artur Xexéo. Revista O Globo, dezembro de 2011)

Ao longo do texto, faz-se a utilização intensa das aspas. Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego desse sinal de pontuação nos trechos em destaque abaixo:

I.Chico Buarque fala sobre isso no ótimo samba "Plataforma" 
II.A escola "inovou" apresentando uma ala com 12 pares de nobres que dançavam o minueto.
III."Com que direito a prefeitura coloca esses banheiros horrorosos nas avenidas da orla, onde se paga dos IPTUs mais caros do mundo, ocupando vagas de carros que já são tão poucas"?

As raízes do racismo

Drauzio Varella

Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos:

o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo

publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre

conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.

Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela

violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes,

palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e

homossexuais, corintianos e palmeirenses.

Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos

americanos levaram para um acampamento adolescentes que

não se conheciam.

Ao descer do ônibus, cada participante recebeu

aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir

desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários

diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam

equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.

A observação precisou ser interrompida antes da data

prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas

que irrompiam entre azuis e vermelhos.

Nos anos que se seguiram, diversas experiências

semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma

arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso

grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".

Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é

inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se

aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que

ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens

negros tem raízes profundas.

Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para

explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso

passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar

coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?

Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos

se amarem e odiarem palmeirenses?

Seres humanos são capazes de colaborar uns com os

outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver

em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agruparse

foi a necessidade mais premente para escapar de predadores,

obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.

A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo

menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.

Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas

vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos

competem por território e bens materiais, a habilidade para formar

coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior

probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.

A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é

a crueldade dirigida contra os "outros".

Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas

as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre

nossos antepassados deram origem aos comportamentos

preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com

outros povos era tormentoso e limitado.

Foi com as navegações e a descoberta das Américas que

indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver,

embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento

a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo,

povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.

Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz

parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma

cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em

apenas uma geração, o apartheid norte–americano foi combatido

a ponto de um negro chegar à Presidência do país.

O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os

homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que

atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação

recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.

A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem

a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras

que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios

de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos

e até times de futebol.

Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles",

discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.

Considere o período e as afirmações abaixo.
Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
I. O uso do futuro do pretérito do verbo "estar" indica falta de certeza quanto à origem do preconceito contra outros povos.
II. O adjetivo "idiossincrasias" pode ser substituído, sem alteração de sentido, por agressões.
Está correto o que se afirma em

Analise as afirmativas abaixo sobre as atribuições do técnico de enfermagem na RPA (recuperação pós anestésica), e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) realizar manutenção da unidade para atendimento aos pacientes, de acordo com as orientações do enfermeiro

( ) prestar cuidados de enfermagem aos pacientes, conforme prescrição de enfermagem

( ) realizar com segurança a alta e transferência dos pacientes para enfermaria de origem

( ) elaborar plano de cuidados, supervisionar sua execução e realizar as atividades complexas de enfermagem, com base na Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP)

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Se o valor lógico de uma proposição p é verdadeiro e o valor lógico de uma proposição q é falso então o valor lógico da proposição composta [(p ? q) v ~p ] ˆ ~q é:?

O plano de gerenciamento de um projeto é definido na fase de planejamento e seu objetivo é determinar as variáveis de acompanhamento da área em questão. Em relação ao plano de gerenciamento, assinale a alternativa correta.
A noção de responsabilidade implica a ideia de
resposta, termo que, por sua vez, deriva do
vocábulo verbal latino respondere, com o
sentido de responder, replicar. De fato, quando
o Direito trata da responsabilidade, induz de
imediato a circunstância de que alguém, o
responsável, deve responder perante a ordem
jurídica em virtude de algum fato precedente.
Assim, sobre a responsabilidade civil do
Estado, assinale a alternativa incorreta:

Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.

As raízes do racismo

Drauzio Varella

 

Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos. Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses. Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam. Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas. A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos. Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros". Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas. Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses? Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agruparse foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos. A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária. Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores. A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros". Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado. Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos. Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país. O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino. A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol. Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.

Considere as afirmações abaixo.

I.O autor afirma que a ciência comprova que há, naturalmente, grupos superiores a outros e isso justifica o racismo.
II.O autor afirma que apenas os homens tribais, não evoluídos, apresentam preconceito.

Está correto o que se afirma em

As teorias que se preocupam com os processos descrevem como determinados comportamentos podem ser estimulados, referenciados, coordenados ou até mesmo evitados. Dentre as principais teorias sobre processos estão a teoria da expectativa e a teoria da equidade. Com essa perspectiva, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).


( ) Teoria da expectativa - diz que o indivíduo tem a expectativa de que um certo comportamento conduza a um certo resultado.

( ) Teoria da equidade – diz que o indivíduo faz uma comparação entre os resultados dos seus esforços com os dos seus colaboradores pares.

( ) Teoria da expectativa e equidade – promovem os níveis superiores de motivação na organização pois utiliza desempenho comportamental.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada nº 222, de 28 de março de 2018, regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças no homem ou nos animais adultos sadios, são pertencentes a classe de risco 2 (dois) e considerados de moderado risco individual e limitado para a comunidade. 
( ) Os produtos farmacêuticos são resíduos de serviços de saúde do grupo B, em que se encontram os produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. 
( ) Todos os serviços cujos suas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, devem dispor de um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. 
( ) No armazenamento temporário, o expurgo não pode ser compartilhado para os resíduos de serviços de saúde dos grupos A, E e D
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Os serviços de saúde devem garantir a
segurança do seu paciente. Para auxiliar nesse
manejo do cuidado, foi criada a Resolução da
Diretoria Colegiada (RDC) de nº 36, de 25 de
julho de 2013, com objetivo de instituir ações
para promoção da segurança do paciente e a
melhoria da qualidade nos serviços de saúde.
Em relação à vigilância, monitoramento e
notificações de eventos adversos, assinale a
alternativa correta

Diversas condições influem na modulação da microbiota intestinal e na saúde do hospedeiro, sendo o uso de prebióticos uma estratégia para se alcançar a homeostase intestinal. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta

Plataforma

O Rio vive uma contradição no carnaval que parece não ter saída. Não vai longe o tempo em que reclamava da decadência da folia nas ruas. O carnaval tinha se transformado no desfile de escolas de samba, uma festa elitista que se resumia ao que acontecia nos limites do Sambódromo e que era vista por apenas 30 mil pessoas que pagavam caro para participar da brincadeira. E que só durava duas noites. Para quem se diz o maior carnaval do mundo, convenhamos que é muito pouco mesmo. Agora, quando os blocos voltaram a animar as ruas da cidade durante toda a folia e ainda nas semanas que a antecedem, o Rio continua reclamando. Tem bloco demais, tem gente demais, tem pouco banheiro, tem muito banheiro... Carnaval é festa espontânea. Quanto mais organizado, pior. Chico Buarque fala sobre isso no ótimo samba "Plataforma". "Não põe corda no meu bloco/ Nem vem com teu carro-chefe/ Não dá ordem ao pessoal", já dizia ele num disco de antigamente. Bem, como antigamente as letras de Chico sempre queriam dizer outra coisa, é capaz de ele não estar falando de organização do carnaval. Mas à certa altura ele é explícito: "Por passistas à vontade que não dancem o minueto". Para quem está chegando agora, pode parecer o samba do crioulo doido. Mas o compositor faz uma referência ao desfile do Salgueiro de 1963, quando "Xica da Silva" foi apresentada à avenida. A escola "inovou" apresentando uma ala com 12 pares de nobres que dançavam o minueto. Foi um escândalo. Não pode. Passista tem que desfilar livre, leve e solto. Falando disso agora, quando passistas não têm a menor importância, quando eles mal são vistos na avenida, percebese que o minueto era o de menos. Mas isso é escola de samba, e o assunto aqui é carnaval de rua (faz tempo que escola de samba não é carnaval de rua). Com o renascimento dos blocos, o Rio recuperou a alegria do carnaval nas calçadas, no asfalto, na areia. E agora? Basta dar uma olhada nas cartas dos leitores aqui do jornal. Reclama um leitor: "Para os moradores de Ipanema, (o carnaval de rua 2011) transformou-se num tormento. Ruas bloqueadas até para o trânsito de pedestres, desrespeito à Lei do Silêncio, atos de atentado ao pudor e, por vezes, de vandalismo". Escreve outro, sobre os mijões, figura que ficou tão popular no período quanto a colombina e o pierrô: "A Guarda Municipal deveria agir com mais atenção e no rigor da lei. Está muito sem ação." Mais um: "Com que direito a prefeitura coloca esses banheiros horrorosos nas avenidas da orla, onde se paga dos IPTUs mais caros do mundo, ocupando vagas de carros que já são tão poucas?" Como se vê, e voltando a citar o samba do Chico, o carioca tem o peito do contra e mete bronca quando o assunto é carnaval. Mas carnaval de rua muito organizado... não sei, não. É como botar o pessoal que sai nos blocos para dançar o minueto. Carnaval de rua e organização não combinam.

(Artur Xexéo. Revista O Globo, dezembro de 2011)

A contradição a que se refere a primeira frase do texto está corretamente apontada em:

Sobre o Regulamento de Licitações e Contratos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), analise as afirmativas abaixo.

I. As contratações serão precedidas de licitação, ressalvados os casos previstos no regulamento, e destinam-se a assegurar a seleção da proposta mais vantajosa, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto, e a evitar operações em que se caracterize sobrepreço ou superfaturamento.

II. Nos procedimentos de contratação devem ser observados os princípios da impessoalidade, da legalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da eficiência, da probidade administrativa, da economicidade, do desenvolvimento nacional sustentável, da vinculação ao instrumento convocatório, da obtenção de competitividade, do julgamento objetivo e do formalismo moderado.

III. A contratação da qual decorra impacto negativo sobre bens do patrimônio cultural, histórico, arqueológico e imaterial tombados dependerá de prévia autorização da esfera de governo encarregada da proteção do respectivo patrimônio, devendo o impacto ser compensado por meio de medidas determinadas pela Diretoria Executiva, na forma da legislação aplicável.

Assinale a alternativa correta.

Plataforma

O Rio vive uma contradição no carnaval que parece não ter saída. Não vai longe o tempo em que reclamava da decadência da folia nas ruas. O carnaval tinha se transformado no desfile de escolas de samba, uma festa elitista que se resumia ao que acontecia nos limites do Sambódromo e que era vista por apenas 30 mil pessoas que pagavam caro para participar da brincadeira. E que só durava duas noites. Para quem se diz o maior carnaval do mundo, convenhamos que é muito pouco mesmo. Agora, quando os blocos voltaram a animar as ruas da cidade durante toda a folia e ainda nas semanas que a antecedem, o Rio continua reclamando. Tem bloco demais, tem gente demais, tem pouco banheiro, tem muito banheiro... Carnaval é festa espontânea. Quanto mais organizado, pior. Chico Buarque fala sobre isso no ótimo samba "Plataforma". "Não põe corda no meu bloco/ Nem vem com teu carro-chefe/ Não dá ordem ao pessoal", já dizia ele num disco de antigamente. Bem, como antigamente as letras de Chico sempre queriam dizer outra coisa, é capaz de ele não estar falando de organização do carnaval. Mas à certa altura ele é explícito: "Por passistas à vontade que não dancem o minueto". Para quem está chegando agora, pode parecer o samba do crioulo doido. Mas o compositor faz uma referência ao desfile do Salgueiro de 1963, quando "Xica da Silva" foi apresentada à avenida. A escola "inovou" apresentando uma ala com 12 pares de nobres que dançavam o minueto. Foi um escândalo. Não pode. Passista tem que desfilar livre, leve e solto. Falando disso agora, quando passistas não têm a menor importância, quando eles mal são vistos na avenida, percebese que o minueto era o de menos. Mas isso é escola de samba, e o assunto aqui é carnaval de rua (faz tempo que escola de samba não é carnaval de rua). Com o renascimento dos blocos, o Rio recuperou a alegria do carnaval nas calçadas, no asfalto, na areia. E agora? Basta dar uma olhada nas cartas dos leitores aqui do jornal. Reclama um leitor: "Para os moradores de Ipanema, (o carnaval de rua 2011) transformou-se num tormento. Ruas bloqueadas até para o trânsito de pedestres, desrespeito à Lei do Silêncio, atos de atentado ao pudor e, por vezes, de vandalismo". Escreve outro, sobre os mijões, figura que ficou tão popular no período quanto a colombina e o pierrô: "A Guarda Municipal deveria agir com mais atenção e no rigor da lei. Está muito sem ação." Mais um: "Com que direito a prefeitura coloca esses banheiros horrorosos nas avenidas da orla, onde se paga dos IPTUs mais caros do mundo, ocupando vagas de carros que já são tão poucas?" Como se vê, e voltando a citar o samba do Chico, o carioca tem o peito do contra e mete bronca quando o assunto é carnaval. Mas carnaval de rua muito organizado... não sei, não. É como botar o pessoal que sai nos blocos para dançar o minueto. Carnaval de rua e organização não combinam.

(Artur Xexéo. Revista O Globo, dezembro de 2011)

O título do texto justifica-se, corretamente:

A clara em neve confere leveza à preparação culinária e alguns fatores podem interferir em sua consistência e volume durante o seu preparo. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

Leia o texto abaixo sobre estrutura organizacional.  "Segundo Rocha (2015) suas aplicações acontecem, em hospitais, laboratórios governamentais, instituições financeiras etc. O que a difere das outras formas de estrutura organizacional, é que características de mais de uma estrutura atuam ao mesmo tempo sobre os empregados. Outro aspecto diferenciador é que existe múltipla subordinação, ou seja, os empregados se reportam a mais de um chefe, o que pode gerar confusão nos subordinados e se tornar uma desvantagem desse tipo de estrutura. É uma ótima alternativa para empresas que trabalham desenvolvendo projetos e ações temporárias. Nesse tipo de estrutura o processo de decisão é descentralizado." Assinale a alternativa correta que apresenta a estrutura organizacional descrita no texto.

A hiperfosfatemia é uma condição bastante frequente nos pacientes com doença renal crônica em hemodiálise e está associada a enfermidades graves, como osteodistrofia renal e calcificação cardiovascular, e ao aumento da mortalidade. Em relação as orientações nutricionais que fazem parte especificamente do tratamento da hiperfosfatemia apresentada por esses pacientes, assinale a alternativa correta.

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