Leia a carta a seguir para responder à questão.
Entendo que há um longo processo histórico-cultural sobre o qual muitos falam na superfície, mas poucos têm coragem de pensá-lo em profundidade: somos muito mal educados no sentido dos resultados efetivos aos quais chegam os processos de Ribeirão Preto, 16 de novembro de 2013.
Oi Maria,
Fico no regalo por nossa interlocução verdadeira, pois além do sentido dado pela fisiologia, a palavra sinapse indica, do latim synapsis, e do grego súnapsis, a ação de juntar, ligação, união. É o que temos a nos unir para fugir e nos manter longe das famigeradas e desagradáveis conversas fáticas apontadas por você. Você faz, em torno desse conteúdo, uma série de perguntas iniciais que expõem o nosso comportamento médio humano de uma forma dura e verdadeira, muito distante da hipocrisia que costuma cercar as relações que costumo denominar “de superfície”.
Não somos verdadeiros o tempo todo porque convivemos na quase totalidade desse mesmo tempo em “autoengano”, conforme diz o prof. Eduardo Gianetti em seu livro homônimo (1997), ou seja, mentindo excessivamente para nós mesmos! Veja o que ele diz sobre esse ato comum e corriqueiro: “se enganar outro ser humano é uma ação que pressupõe um descompasso de informação, enganar a si mesmo não seria uma impossibilidade lógica? Se posso enganar o outro, é pelo fato de ele não saber algo que conheço. [...] A aparente contradição é afastada quando percebemos que o fulcro do auto-engano está na capacidade que temos de sentir e de acreditar sinceramente que somos aquilo que não somos. [...] Abandonados a ele, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social”. E Gianetti conclui, incisivo: aí está a origem “dos sofrimentos que muitas vezes causamos a nós mesmos e às pessoas que nos cercam”.
Fui longo nessa citação, eu sei, mas entendo que ela se faz necessária quando reconhecemos no pensamento do outro aquilo que explica com fundamento o que já pensamos sobre o real, afinal, o conhecimento é uma construção coletiva. Respondo às suas quatro primeiras perguntas com tal menção, pois ela resume o que penso sobre a nossa falta de verdade individual e cotidiana! Mas ainda não respondi a outra pergunta central que você fez e a reproduzo agora: “Por que a sociedade impõe que usemos máscaras em diferentes contextos sociais?”
Essas tais “máscaras sociais” são verdadeiramente complexas, pois temos nelas internalizados, e em tempo interativo simultâneo, os três principais elementos que compõem a dinâmica central da vida cotidiana, quais sejam, indivíduo, sociedade e cultura. Na sociologia, denominamos essas “máscaras” de “face” em função dos estudos de um cientista social canadense, ErvingGoffman. Em seu texto “A elaboração da face: uma análise dos elementos rituais na interação social”, Goffman nos coloca em uma condição permanente: somos atores sociais em ação teatral constante no palco social. Em sua concepção, o nosso semblante (a “face”) expõe a representação que fazemos dos nossos personagens diante de um público, de forma que ele o define assim: é “o valor social positivo que uma pessoa efetivamente reclama para si mesma através daquilo que os outros presumem ser a linha por ela tomada durante um contato específico”.
Isso significa que a nossa “face” é uma imagem desenhada e construída por nós mesmos por muito tempo e nos mais diversos tipos de interação pública em função de atributos sociais previamente aprovados e, por isso, ela é partilhada por outros indivíduos. Daí ela conotar, para além dos seus significados usuais de palavra, dignidade, autorrespeito e prestígio. Em conclusão, a nossa “face social” define-se pelo que possuímos de mais pessoal que é, simultaneamente, para Goffman, um mero empréstimo que nos foi dado pela cultura e pela sociedade, de modo que é possível perdê-la no caso de não nos comportarmos para bem merecê-la, conforme a ótica social.
Por esse motivo, sinceramente, não sei se tenho ou uso menos máscaras do que você! Percebe a profundidade do problema? Se somarmos a ideia de “auto-engano” de Gianetti ao conceito de “face” de Goffman, teremos elementos de trabalho para uma discussão profunda sobre a condição do indivíduo humano, nós, na vida social complexa dos nossos dias... Quer dar seguimento a ela? Proponha...
[...]
Você perguntou por fruto de “observação empírica e indignada”: “O homem sempre foi ruim, egoísta, sem senso de coletividade e de amor ao próximo, ou hoje apenas temos a impressão de que esses sentimentos predominam devido à rápida transmissão de informação?” “Há mais maldade hoje do que antigamente?”
Ressalvo, apesar de resistir ao caminho da resposta afirmativa, também não quero ser meramente otimista! As leituras que tenho em Antonio Gramsi levam-me a insistir em pensar com os critérios do “pessimismo da razão e do otimismo da vontade”! 
socialização primária e secundária, isto é, família e escola não têm sido bem sucedidas nos seus atos diários de “fazer gente”. Isso significa que não nos educamos para a autonomia a partir dos paradigmas da prática da cooperação e do respeito ao indivíduo, mas sim para viver formas básicas de dependência familiar e pessoal ciumentas, possessivas e competitivas baseadas na máxima do provérbio da neurose individualista e insaciável da escassez, “A farinha tá pouca, no meu pirão primeiro!”.
Não acato a clássica ideia de Hobbes de que os homens são “maus por natureza”, lobos de si próprios por possuírem poder de violência ilimitado; mas também não entendo que o homem seja bom pela mesma natureza e que é a sociedade que o corrompe, como defendeu Rousseau. A meu ver, os filósofos do “contrato social” erraram na origem, mesmo que Rousseau tenha refletido muito sobre a educação, no ponto exato em que exaltaram o individualismo como princípio e base da condição existencial humana. Se nascemos presos a ele e focados apenas no leite do peito da mãe para sobreviver, e isso é um fato, essa condição concreta inicial não justifica que a nossa educação reproduza culturalmente essa condição humana primordial e primária. Por isso, educar vem, em sua etimologia, do latim, “educare”, que significa “educar, instruir” e “criar”. Essa palavra, composta por “ex”, “fora”, e “ducere”, “guiar, conduzir, liderar”, denota a ideia de que introduzir alguém ao mundo por meio da educação significa levar a pessoa para fora de si mesma, ou seja, construir com ela condições e pontes para que viva plenamente aquilo que mais existe para além dela mesma.
      Partindo dessa matriz, posso afirmar que não damos à educação a importância que ela tem para a
prática da cooperação no lugar da competição, essa é a verdade e o fenômeno não é apenas brasileiro! É isso que temos que transformar para que eu venha a discordar plenamente do que você reclama em queixa pertinente: “A honra importa? Já lhe respondo: Não! O que importa, infelizmente, é o carro que se tem, a casa que se tem, a roupa que se veste, o lugar (e não a comida) em que se come e a cultura que se ingere”. “Não importa o que fez para ter essa vida, não importa se passou por cima de pessoas para ganhar esse dinheiro; importa essa aparência...” Não sei se houve mesmo, Maria, esse tempo das “pessoas mais antigas” no qual “o nome valia a honra”, pois me parece que a única “honra” que lá valia era, e é, a dos que ocupavam, e ocupam, os andares de cima da sociedade, justamente os que menos valiam, e valem, por ter menos palavras e princípios éticos nos quais se confiar. [...]
Meu abraço é um convite!
João
FERREIRA, DELSON. “Condição humana e educação”. Ribeirão Preto, SP, nov. de 2013. (não publicado)
No livro “Auto-engano", o prof. Eduardo Gianetti afirma que mentimos excessivamente para nós mesmos, o que seria uma aparente contradição, pois
A escravidão, também denominada de escravismo, escravagismo ou escravatura, é uma prática social de exploração humana, onde o escravo é considerado uma mercadoria. Sob o ponto de vista histórico, pode-se afirmar que a escravidão se enquadra nos seguintes aspectos, exceto:
Imagine a situação: “Uma dona de casa acabou de preparar o almoço e convidou seus familiares para iniciarem a refeição da seguinte forma: ‘___Vamos comer pessoas?’ O filho, adolescente, aproveitou o ensejo e respondeu: Credo, mãe!”. 
Com base no exposto, assinale a alternativa que analisa corretamente a situação.
Sobre a Administração Pública, assinale a alternativa INCORRETA:
Referente a um sistema de correio eletrônico, é correto afirmar:
O(s) item(s) que apresenta(m) as pessoas que o usuário titular não poderá inscrever como seus dependentes, para fins dos efeitos previstos na Lei 14.081/2002, é: 

I – os filhos definitivamente inválidos ou incapazes maiores de 18 (dezoito) anos, desde que a invalidez ou a incapacidade tenha ocorrido até o implemento da maioridade. 
II – os filhos solteiros que até 23 (vinte e três) anos estejam comprovadamente matriculados em curso de graduação de escola superior de ensino. 
III – o enteado solteiro de qualquer condição, menor de 18 (dezoito) anos que esteja sob a guarda do usuário titular. 
IV – qualquer parente em linha reta, os parentes em linha colateral até o quarto grau e o genro, a nora, cunhado (a) e sogro (a) do usuário titular.
Marque a alternativa que apresenta uma cobertura não correspondente às disposições previstas no Decreto 5.592/2002 relativas ao Plano de Assistência Ambulatorial.

O Desfibrilador Automático Externo (DEA) é um aparelho eletrônico portátil que diagnostica automaticamente as potencialmente letais arritmias cardíacas de fibrilação ventricular e taquicardia ventricular em um paciente. Além de diagnosticar, ele é capaz de tratá-las, através da desfibrilação, uma aplicação de corrente elétrica que para a arritmia, fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco normal. Em relação ao DEA, analise as afirmativas abaixo: I – O dispositivo executa análise automática de ECG em um tempo de 7 à 12 segundos e indica se há necessidade de uma desfibrilação. II – Sua forma de onda monofásica, controlada por corrente, opera na faixa de energia de 140 a 360 Joules. III – O suprimento de energia com bateria não recarregável de lítio conta com uma durabilidade de até 5 anos, 110 descargas ou monitoração por até 24 horas. IV – Seu único defeito é não reconhecer artefatos e marca-passo. A alternativa em que consta somente afirmativas verdadeiras é:

O Código de Processo Civil estabelece que o réu poderá oferecer, no prazo de 15 (quinze) dias, em petição escrita, dirigida ao juiz da causa, contestação, exceção e reconvenção. Se o autor desistir da ação quanto a algum réu ainda não citado, o prazo para a resposta correrá:
Uma crítica aos métodos de assinatura é a de que com frequência eles reúnem duas funções distintas: autenticação e sigilo. Em geral, a autenticação é necessária, mas o sigilo, não. Como a criptografia é lenta, normalmente as pessoas preferem enviar documentos em textos simples assinados. Existe um esquema de autenticação que não exige a criptografia da mensagem inteira. Esse esquema baseia-se na ideia de uma função de hash unidirecional que extrai um trecho qualquer do texto simples e, a partir dele, calcula um string de bits de tamanho fixo. Essa função de hash, representada por MD, geralmente é chamada de sumário de mensagem. Qual das opções abaixo corresponde a uma função de sumário de mensagem?

O noticiário no mês de dezembro de 2009 relatou casos que chamou a atenção. Leia-­os a seguir: ­

CASO 1: A criança foi levada pela mãe ao hospital de Ibotirama, no oeste baiano, no dia 9 de dezembro. Chorava muito. Sem um diagnóstico evidente, os médicos pediram uma radiografia. A equipe ficou surpresa. Repetimos o exame, pensando que era problema do raio-­X. Ninguém pensava que alguém tivesse capacidade de fazer isso em alguém de 2 anos. As imagens não deixavam dúvidas: o corpo da criança tinha sido perfurado por 31 agulhas de costura.

CASO 2: Um caso similar ao do menino Márcio aconteceu no Maranhão, onde um menino de dois anos vive com cinco agulhas no corpo. Os objetos foram descobertos em outubro deste ano quando a mãe levou o filho para o hospital, alegando que ele havia caído da rede e sentia dores. Examinado, ficou constatado que o garoto tinha sete agulhas nas regiões torácica e abdominal ­ ele também tinha três costelas e uma clavícula quebradas. A criança ficou internada em estado grave até o início de dezembro. Em cirurgia, os médicos retiraram duas das agulhas, mas deixaram as outras por acreditar que a remoção trairia risco à criança. O menino hoje está fora de perigo.

Sobre os dois casos mencionados, sendo um da Bahia e outro do Maranhão, assinale a alternativa que apresenta respectivamente os nomes das cidades correspondentes a estes estados brasileiros, nos quais os casos acima ocorreram.

Em se falando de nossa Ordem Social, prevista constitucionalmente, assinale a alternativa INCORRETA:
Um militar resolveu adotar a “política dos terços” com relação ao seu soldo: um terço deve ser destinado às despesas mensais (aluguéis, transporte, alimentação etc.), um terço destinado à poupança e o outro, ao lazer (viagens, passeios, compras etc.). Ao final do primeiro mês em que seguiu rigorosamente tal “política”, o militar (alcunhado pelos colegas de farda como MiliCão - feroz mas baixinho), apurou que um décimo da quantia destinada às despesas mensais e um oitavo da destinada ao lazer não foram gastos. Tal excedente foi somado à quantia poupada, que passou ao total de R$ 1.274,00. Sendo assim, pode-se afirmar que o soldo de MiliCão é de:
O prontuário é o registro de toda a assistência prestada ao paciente pelo médico assistente, o qual fornece todas as informações sobre seu tratamento. O prontuário médico pertence a quem?
Algumas das informações abaixo foram elaboradas, adaptadas ou alteradas a partir do site oficial do governo de Santa Catarina (http://www.sc.gov.br). Identifique a alternativa que apresenta informações incorretas sobre essa unidade federativa.
A relação de todas as cidades litorâneas brasileiras com o mar, onde existem terminais portuários, está intimamente ligada ao papel histórico da economia brasileira com os portos, cuja origem é de aproximadamente:
Alcebíades e Zebedeu, em exercícios de tiro das quais participaram, apresentaram excelentes performances: Alcebíades errou o alvo em apenas 4% dos disparos efetuados e, Zebedeu, em apenas 5% de seus disparos. Em uma competição de tiro em que estão ambos inscritos, espera se desempenhos semelhantes aos obtidos nos exercícios. Sendo assim, ao dispararem uma vez cada um, espera-se que a probabilidade de que Alcebíades erre o alvo e Zebedeu o acerte é:

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho e jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, no que concerne à equiparação salarial, assinale a alternativa INCORRETA:

Dentre os métodos de prevenção de incêndio, assinale a alternativa INCORRETA.
No processador de textos “Microsoft Word”, qual a sequência de teclas de atalho que permite selecionar todo o texto e em seguida justificá-lo?
Página 16