Hernández (1998) propõe o desafio de se repensar o saber escolar e a função da Escola, colocando no centro das reflexões a situação social em processo de mudança, característica do denominado pós-modernismo, que manifesta a existência de uma nova consciência artística, cultural e que provoca radicais transformações em nossa existência e em suas condições históricas. Com esse argumento, o autor justifica sua tese de que
Em "A Religação dos Saberes - O desafio do século XXI", Morin (2004) dialoga com textos de inúmeros colaboradores sobre a produção do conhecimento, com pressupostos da dialógica ou lógica da complexidade, herdeira e superadora da lógica racional, da Ciência Moderna.
Considere o trecho que se segue do autor, para responder à questão abaixo.
Quando nos limitamos às disciplinas compartimentadas - ao vocabulário, à linguagem própria a cada disciplina -, temos a impressão de estar diante de um quebra-cabeças, cujas peças não conseguimos juntar a fim de compor uma figura. Mas, a partir do momento em que temos um certo número de instrumentos conceituais que permitem reorganizar os conhecimentos (...), temos a possibilidade de começar a descobrir o semblante de um conhecimento global, mas não para chegar a uma homogeneidade no sentido holista, uma homogeneidade que sacrifique a visão das coisas particulares e concretas em nome de uma espécie de névoa generalizada. Sem dúvida, é a relação que é a passarela permanente do conhecimento das partes ao do todo, do todo ao das partes (...).
Na doutrina de currículo que sustenta a proposta de organização e tratamento dos conteúdos para o Ensino Médio, tanto no Parecer CNE 15/1998, quanto nos fundamentos das Propostas Curriculares do Estado de São Paulo, encontramos a valorização de princípios coerentes com o pensamento de Morin. São eles:
Ao tratar do multiculturalismo e seus contextos, Luiz A. O. Gonçalves e Petronilha B. Gonçalves e Silva (2002) destacam que, no Brasil,
Zabala (2002) afirma que "A resposta à função social que deve exercer o sistema educativo é o único meio para poder entender a pertinência e a relevância dos conteúdos disciplinares que devem ser objeto de aprendizagem e, como resultado dessa função, definir a melhor maneira de apresentar os conteúdos." Ainda, segundo o autor, a definição da função social do ensino se reveste de complexidade, pois
Com base na Deliberação CEE 9/97 e seus fundamentos, a progressão continuada refere-se ao processo de desenvolvimento e aprendizagem, o qual descreve um movimento de ir sempre adiante, avançando, progredindo e, por isso, opõe-se à idéia de
Ao afirmar que a sociedade do século XXI é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer a cidadania; seja para cuidar do ambiente em que se vive e reconhecer as pressões que a contemporaneidade exerce sobre os jovens cidadãos, a Secretaria de Estado da Educação propõe princípios orientadores para a prática educativa no sentido de que os alunos sejam preparados para esse novo tempo (Proposta Curricular do Estado de São Paulo, 2008). Essa proposta
Lerner (2002) afirma que a língua escrita, criada para representar e comunicar significados aparece nas práticas docentes, de modo geral, fragmentada, em pedacinhos. Esse fenômeno está presente na transposição didática, a qual, de acordo com a autora,
Identifique, nas alternativas a seguir, aquela que reúne todas as posições defendidas por La Taille (1998) a respeito de concepções que fundamentam ações pedagógicas que favorecem o desenvolvimento infantil.
Analise as seguintes afirmações:
- Lá fui eu para uma escola (...) Tinha algumas idéias genéricas sobre o fato de que todas as crianças eram capazes de aprender e de que havia técnicas para ensinar. Passei a empregá-las. (...) alguém pensava procedimentos técnicos, passava-os como um pacote para o professor, que entrava na classe e executava. (Weisz, 2002)
- O professor é que precisa compreender o caminho da aprendizagem que o aluno está percorrendo naquele momento e, em função disso, identificar as informações e as atividades que permitam a ele avançar do patamar de conhecimento que já conquistou para outro mais evoluído. (Weisz, 2002)
Os dois recortes do relato de Weisz (2002) tratam de duas concepções distintas de aprendizagem que influenciam o ato de ensinar. Referem-se, respectivamente, às concepções:
Souza, J. A. R. (2007), em artigo publicado na Revista APASE nº 6 sobre o FUNDEB, analisa alguns aspectos do controle social como parte do processo de democratização, com base nos preceitos constitucionais. A respeito do controle social de ações governamentais, ele afirma que
I. o controle social deve ser encarado como um pesado fardo pela sociedade civil; por não poder confiar nos governantes, ela se vê obrigada a vigiá- los e, se preciso, puni-los.
II. no processo de redemocratização, a expressão "controle social" passou a ser aclamada numa perspectiva de incorporar a participação da comunidade na gestão das políticas públicas, com reflexos na Constituição Federal/88, obtidos pela atuação do movimento social.
III. a participação da sociedade em funções de planejamento, acompanhamento e avaliação de políticas públicas levou à institucionalização dos Conselhos de Políticas Públicas, como espaços públicos legítimos de articulação entre governo e sociedade.
IV. diferentemente de outros conselhos criados com ênfase num discurso de parceria para melhoria dos serviços, os conselhos do FUNDEF, agora FUNDEB, tiveram que ser instalados num clima de confronto com os governos para "acabar com os desmandos na aplicação de verbas vinculadas" à educação.
Está correto o contido apenas em
Conforme o disposto na Constituição do Estado de São Paulo, de 5/10/89, com suas alterações supervenientes,
A Deliberação CEE nº 01/99 disciplina a "a autorização de funcionamento de estabelecimentos e cursos presenciais de Ensino Fundamental, Médio e de educação profissional de nível técnico, no sistema estadual de ensino de São Paulo", balizando os procedimentos de supervisão dos estabelecimentos de ensino, quanto aos seguintes aspectos:
I. ação reguladora do Poder Público, fiscalizando e supervisionando os estabelecimentos de ensino, a fim de verificar o cumprimento das normas legais, avaliar a qualidade do ensino ministrado e cobrar dos responsáveis pela unidade escolar descumprimentos das normas estabelecidas.
II. fortalecimento do grau de autonomia das instituições escolares sobre o desenvolvimento do ensino e, em contrapartida, cobrando-lhes maior responsabilidade nos aspectos educativos de sua competência.
III. competência do órgão supervisor para fazer exigências além das previstas nas normas gerais da educação ou nas específicas do sistema de ensino aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação.
IV. competência da Secretaria de Estado da Educação para autorizar o funcionamento das instituições criadas por leis específicas, experimentais ou mantidas por universidades públicas.
V. instauração de diligência ou sindicância por autoridade competente, por falta de atendimento aos padrões de qualidade e a ocorrência de irregularidade de qualquer ordem, obedecidos os procedimentos estabelecidos em lei ou regulamento.
Está de acordo com a citada Deliberação, apenas o contido em
A Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino Médio (2008) trata a Matemática como uma área específica. Segundo o texto desta Proposta,
Castro e Tiezzi, em artigo da coletânea Os Desafios da Educação no Brasil (2005), ao tratarem da reforma e implantação do Ensino Médio, analisam limites e desafios enfrentados para se atingir a plena universalização do acesso e qualidade desejável ao término da educação básica.
I. A segunda metade da década de 80 inaugura um novo ciclo da educação brasileira com a democratização do acesso ao Ensino Fundamental e extraordinária expansão do nível médio.
II. A existência de ampla e diversificada educação profissional pós-médio é condição essencial para que os sistemas educacionais viabilizem uma educação permanente.
III. A gestão inovadora da escola implica na formação continuada de seus gestores e no desenvolvimento de uma cultura de planejamento escolar de avaliação institucional e de aprendizagem dos alunos.
IV. A melhoria do processo pedagógico dentro das escolas exige ações de fomento e assistência técnica pela esfera administrativa central.
V. Sensibilização dos professores para que desenvolvam habilidades de leitura e de produção dos mais diversos tipos de textos, cada qual em sua área curricular.
Está de acordo com os autores, apenas o contido em
O psicólogo americano Turiel (La Taille, 1998), especialista em desenvolvimento, relata uma pesquisa sobre três tipos de educação moral no seio das famílias, com características que podem ser identificadas na educação escolar, cujos resultados foram medidos em termos de alcance da autonomia moral: educação autoritária, educação por ameaça de retirada de amor e educação elucidativa. A educação elucidativa
A nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo (2008) para os Ensinos Fundamental e Médio, colocada em prática neste ano pela Secretaria de Estado da Educação, caracteriza-se, dentre outros, por conceber, no currículo,
De acordo com o disposto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo - Lei nº 10.261/68, com suas alterações, pode-se corretamente afirmar que
Entre os princípios para um currículo comprometido com o seu tempo, elencados na Proposta Curricular do Estado de São Paulo (SEE, 2008), encontra-se a capacidade de aprender não apenas trabalhada nos alunos, mas na própria escola, enquanto instituição educativa e nos próprios docentes. Este princípio está calcado na concepção de que
A Deliberação CEE nº 21/2001, que dispõe sobre equivalência de estudos realizados no exterior, em nível dos Ensinos Fundamental e Médio, no sistema de ensino do Estado de São Paulo, estabelece que
No processo de formação dos professores, há múltiplas facetas e prioridades e, de acordo com Sacristán (2000), algumas dessas prioridades são consideradas indispensáveis. Estas serão atendidas quando o processo de formação continuada dos professores estiver voltado para
I. dotá-los de um saber nos níveis e nas áreas do currículo que vão desenvolver, oferecendo alternativas práticas diversas.
II. ajudá-los a estabelecer uma fundamentação desses saberes práticos para justificar e analisar sua prática, em função da coerência das tarefas que realiza com um determinado modelo educativo e com o conhecimento aceito como válido num dado momento.
III. ajudá-los a desenvolver a capacidade de analisar e questionar as condições que delimitam as práticas institucionalmente estabelecidas, analisando seus pressupostos e promovendo alternativas mais de acordo com modelos educativos adequados às necessidades dos alunos.
IV. promovê-los funcionalmente, levando-os à especialização em área curricular demandada pelo sistema de ensino.
Está de acordo com o autor o contido em