Alvin e Taborda de Oliveira (in Taborda de Oliveira, 2006) declaram que a Educação Física foi introduzida na escola, basicamente, a partir de infl uências militares. Pode-se afi rmar que essa disciplina, há mais de cem anos, se assenta sobre uma concepção que sempre buscou a melhoria do desempenho físico, aliada a uma perspectiva compensatória e disciplinadora. A concepção de Educação Física descrita pelos autores corresponde à:

O professor de Educação Física que, ao oferecer aos alunos a possibilidade de coletivamente planejarem, organizarem e implementarem um campeonato de futsal na escola, dando-lhes a responsabilidade da elaboração do regulamento, das regras, das formas de premiação e da escolha dos times, estaria, segundo as Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais, estimulando nos alunos a:

Alvin e Taborda de Oliveira (in Taborda de Oliveira, 2006) analisam que compreender a Educação Física a partir de uma concepção pautada na corporalidade remete a mudanças signifi cativas no plano curricular, tendo em vista a necessidade dos professores mediante os desafi os contemporâneos da sociedade presentes na prática docente. Muitos são os problemas que adentram os muros da escola e, geralmente, estão articulados à estrutura social, interferindo cotidianamente nas manifestações corporais de todos os sujeitos que fazem parte da comunidade escolar. Entre os elementos que interferem nas manifestações corporais e no plano curricular, é possível destacar:

Daólio (2004) analisa que o grande mérito da abordagem crítico-superadora, proposta pelo Coletivo de Autores, foi deslocar o centro de preocupação da área de Educação Física escolar de dentro para fora do indivíduo. Ou seja, um programa escolar de Educação Física que não tivesse como prioridade contemplar o desenvolvimento motor, cognitivo ou afetivo, mas a expressão corporal como linguagem. No entanto, o autor salienta que, ao enfatizar a dimensão social, tal abordagem deixa de considerar:

Para Gallahue e Ozmun (2003), o desenvolvimento humano é um processo composto pelo crescimento, pela maturação, pela experiência e pela adaptação de forma:

Darido (2003) analisa que, para a abordagem sistêmica, existe a preocupação de garantir a especifi cidade da Educação Física, à medida em que considera o binômio corpo/movimento como meio e fi m da Educação Física escolar. Esta abordagem considera a teoria de sistemas como um instrumento conceitual e um modo de pensar o currículo de Educação Física, que é entendido como um sistema hierárquico aberto, pois sofre infl uências da sociedade como um todo e ao mesmo tempo a infl uencia. A característica dessa abordagem está corretamente descrita em:

Gallahue e Ozmun (2003) alertam que o período circumpúbere dura aproximadamente quatro anos e meio e que, em média, inicia e estabiliza-se, respectivamente, para meninos e meninas entre:

De acordo com Kunz (2001), defi nida a situação de ensino e conhecidas as condições de possibilidades para uma educação crítico-emancipatória, é importante refl etir sobre a atuação didática do professor. Tais estratégias deverão ser orientadas pela transcendência de limites, em que os estudantes deverão ser confrontados com a realidade do ensino e dos conteúdos, a partir de graus de difi culdades. Segundo o autor, a forma de ensinar nessa perspectiva corresponde a três graus de difi culdades correspondentes, respectivamente, a:

A abordagem construtivista-interacionista é representada, primordialmente, pela obra de João Batista Freire. Daólio (2004), ao analisá-la, reconhece que Freire faz críticas contundentes à forma como a escola trabalha com o corpo e o movimento das crianças, tradicionalmente desconsiderando a cultura infantil, rica em movimentos, jogos, brinquedos e fantasia, optando por deixar a criança imóvel. Para Daólio, a dimensão de ser humano considerada por Freire é primordialmente:

De acordo com Campos (2011), diversas tendências de educação física escolar propõem metodologias de projetos como parte do planejamento a ser praticado no cotidiano da escola. Tais metodologias implicam em ações cotidianas e de empreendimento para serem efi cazes. Entretanto, além dessas ações, segundo o autor citado, torna-se necessário:

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos da Cidade do Rio de Janeiro, em 2016, alguns setores da Educação Física temem que a infl uência do esporte no sistema escolar volte a subordinar hegemonicamente a Educação Física escolar aos códigos e sentidos da instituição esportiva. Para os Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio), esses códigos podem ser resumidos em:

O desenvolvimento do esporte não se deu sem resistências e confl itos. A luta pelo acesso e pela prática do esporte moveu algumas frações da burguesia em busca da sua exclusividade em detrimento dos setores trabalhadores da sociedade. Segundo Assis de Oliveira (2001), esta disputa diz respeito:

Pode-se observar, analisar e investigar o esporte e o movimento sob várias perspectivas. O professor os observa questionando sob a perspectiva do que podem contribuir para a Educação. De acordo com Hildebrandt-Stramann (2003), o pedagogo do esporte se ocupa com esporte e movimento, sob a perspectiva de um desenvolvimento razoável de crianças e jovens. Corresponde à análise do autor a seguinte afi rmativa:

Fonseca (2009) sustenta que há uma relação de dependência entre as aquisições motoras da criança e as pessoas que a envolvem, um desdobramento de duas pessoas, uma forma de sociabilização sincrética a que denomina:

Os conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física são essenciais para o desenvolvimento e a socialização dos estudantes.
Quanto maior sua abrangência, outras capacidades poderão ser trabalhadas, para além das cognitivas. De acordo com Darido e Souza Jr. (2007), quando o professor solicita que seus alunos realizem determinados exercícios em duplas e debate sobre a importância do respeito ao limite de seu próprio corpo e ao do colega, ele está trabalhando os conteúdos na dimensão:

Kunz (2001) apresenta uma proposta didático-pedagógica para a Educação Física escolar, destacando que o conteúdo principal do trabalho nesta área é o movimento humano. O autor refl ete sobre possibilidades de transformações didático-pedagógicas para o ensino de esportes baseando-se na Teoria Crítica para desenvolver uma concepção crítico-emancipatória. De acordo com o autor, esta concepção preconiza, como objetivos primordiais do ensino:

Segundo Daólio (2004), as questões socioculturais começam a ganhar corpo no debate acadêmico da Educação Física a partir da década de 1980, questionando o predomínio biológico. Para o autor, a discussão da área a partir da consideração da cultura ganha relevância com Elenor Kunz, Valter Bracht e Mauro Betti. Embora percorram caminhos diferentes, os autores chegam a alguns denominadores comuns. Entre tais denominadores, é possível destacar:

De acordo com Hildebrandt-Stramann (2003), a Educação se dirige sempre ao educando. Todavia, ela não pode restringir seu interesse a uma visão individualista. Com isso, pensa-se em um sujeito que possa participar nos campos de ações existentes, mas ao mesmo tempo está interessado no desenvolvimento de uma sociedade razoável, isto é, sociedade democrática capaz de participar de uma mudança social racional. Entretanto, há situações em que as defi nições de uma aula de Educação Física partem de forma unilateral do professor. A essa concepção de aula, o autor considera como modelo uma aula:

Castellani Filho (1998) defende uma concepção de Educação Física que integra a cultura do homem e da mulher brasileiros como uma totalidade formada pela interação de distintas práticas sociais, tais como a dança, o jogo, a ginástica e o esporte que se materializam e ganham força por meio das práticas corporais. Compete à área dar tratamento pedagógico a seus temas, reconhecendo-os como dotados de signifi cado e sentido, porquanto construídos historicamente. Corresponde à concepção defendida pelo autor a cultura:

Na observação do espaço escolar, Salvador e Alves (in Monteiro e Cupolillo, 2011) analisam que a escola ainda possui características cartesianas. Na busca da superação deste paradigma, os autores desenvolvem a hipótese de que a Educação Física pode promover transformações no espaço escolar atuando contra a naturalização da competitividade exacerbada e jogos de cunho excludente, os quais valorizam em demasia habilidades motoras em desacordo com a capacidade da faixa etária. Nesse sentido, tais atividades nas aulas deveriam conter:

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