Questões de Concursos
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Nada por aqui
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.
Mais que farinha, água e sal
De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.
“Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.
O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.
Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.
Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.
(Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.)
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.
Mais que farinha, água e sal
De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.
“Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.
O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.
Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.
Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.
(Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.)
Leia o trecho a seguir.
“Um dia o padeiro faltou e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão”.
Com base no trecho, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o referente do pronome oblíquo
átono sublinhado.
Há uma pequena árvore na porta de um bar, todos passam e dão uma beliscada na desprotegida árvore. Alguns arrancam folhas, alguns só puxam e outros, às vezes, até arrancam um galho. O homem que vive na periferia é igual a essa pequena árvore, todos passam por ele e arrancam-lhe algo de valor. A pequena árvore é protegida pelo dono do bar, que põe em sua volta uma armação de madeira; assim, ela fica segura, mas sua beleza é escondida. O homem que vive na periferia, quando resolve buscar o que lhe roubaram, é posto atrás das grades pelo sistema. Tentam proteger a sociedade dele, mas também escondem sua beleza.
FERRÉZ. Capão Pecado. São Paulo: Labortexto, 2000.
Tomada, isoladamente, a proposição “Tentam proteger a sociedade dele” poderia ser considerada ambígua. Para explicitar o sentido que essa oração assume no contexto em que foi empregada, a expressão “a sociedade dele” deve ser substituída por
Tocar no assunto remete a um Fla-Flu ou a Corinthians x Palmeiras em final de campeonato.
De um lado, empedernidos, os defensores do livro impresso, trazendo-os junto ao peito, capas
veneradas, metendo o nariz entre suas páginas, sentindo o cheirinho inebriante, degustando o
prazer de abrir a primeira página, para em seguida fechá-lo novamente, mais alguns instantes
admirando aquela obra de arte.
Do outro, os descolados e seus tablets e e-readers atraentes, com mil e uma funções,
permitindo que o usuário, além de carregar consigo uma biblioteca que cabe na mochila ou no bolso,
interaja em suas redes sociais enquanto faz um download do livro comprado há dois minutos em
uma livraria digital.
Haverá aqueles que dirão que não é mais a mesma história, que os cinemas de rua
morreram, que não há mais matinês como as da sua infância. Nostalgias à parte, a convivência
entre as diversas linguagens é saudável e dá o tom aos novos tempos. E-books e livros em papel
convivem harmoniosamente na bolsa de muita gente.
É o caso da produtora de eventos Caren Bianco, que se mudou para a Itália e não tinha
como levar sua biblioteca a tiracolo. "Em um primeiro momento, senti um verdadeiro pavor. Leio
muito e uso bastante a internet, porém não era consumidora de leitura digital de livros e revistas.
Mas não tinha solução. Se eu quisesse ler, principalmente em português, teria de optar pelo e-book.
Confesso que ainda prefiro o livro em papel, localizo melhor trechos que quero reler nesse formato,
mas também confesso que é muito prático carregar as minhas obras preferidas para todo canto e
lugar", pondera.
Os dois modelos carregam vantagens e desvantagens. Se um, por seu lado, nos remete a um
mundo muito particular só de tocá-lo ou cheirá-lo, o outro traz a possibilidade de ser acessado com
poucos cliques. Se um, porém, pesa no transporte de lá para cá, o outro cansa a vista com sua
luminosidade. Mas podem conviver harmoniosamente,
O processo de colonização e emigração de populações gregas das cidades-estados para as colônias no Mediterrâneo estabeleceu novas relações políticosociais e ocasionou grandes transformações econômicas, tais como o desenvolvimento da construção naval e o crescimento da produção de manufaturas e do comércio marítimo. Em decorrência dessas mudanças na sociedade grega, os armadores, os comerciantes e os artesãos ganharam importância social.
O processo de colonização e de formação de novas cidades-estados gregas ocorreu no período