Questões de Concursos
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Nada por aqui
É evidente que nem um juízo verdadeiro, nem uma proposição verdadeira podem ser contrários de outro juízo verdadeiro e de outra proposição verdadeira. As proposições contrárias são as que afirmam e predicam qualidades contrárias, enquanto as proposições verdadeiras são suscetíveis de ser verdadeiras ao mesmo tempo: ora, os contrários não podem pertencer simultaneamente ao mesmo sujeito.
Aristóteles. Órganon.
Considerando o assunto do texto apresentado, julgue o item que se segue.
O juízo é um ato do espírito pelo qual é possível afirmar ou
negar uma coisa de outra.
Nietzsche chamava também os “últimos homens” de macacos-aranha saltitantes. Parecem o “rebanho” que “salta de lá para cá, há pouco amarrado em seu desejo e desalento, estacado no momento”. Hoje, os “últimos homens” de Nietzsche saltam diante da câmera. Surge um novo homem: Homo saliens — o homem saltitante. Embora pelo seu som seja parente do Homo sapiens, nele se esvaneceu completamente a virtude do discernimento e da sabedoria que caracterizava o Homo sapiens. Salta para chamar a atenção.
Byung-Chull Han. Capitalismo e impulso de morte.
A partir do texto anterior, julgue o item a seguir, acerca de aspectos da filosofia e da consciência cotidiana para Nietzsche.
Ao apresentar a figura do “último homem” associada à do
seu contrário, o “além do homem” ou “super-homem”,
Nietzsche anunciava uma nova perspectiva de sentido para a
humanidade.
O que intriga os primeiros filósofos é principalmente o movimento, conceito que em grego tem um sentido bem amplo, podendo significar “mudança de lugar”, “aumento e diminuição”, “qualquer alteração ou um movimento substancial”, quando alguma coisa é gerada ou se deteriora. Diante disso, eles se perguntam: o que faz com que, apesar de toda a mudança, haja algo na realidade que sempre permanece o mesmo? Assim, sob a multiplicidade das coisas, eles buscam a identidade. Ou seja, procuram um princípio original e racional (em grego arkhé). O termo princípio pode ser entendido como “origem”, mas também como “fundamento”.
Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofar com textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012. p. 285.
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando que os filósofos pré-socráticos, com seus conceitos, buscavam o entendimento do mundo e da natureza, julgue o item subsequente.
Com os filósofos da physis, a cosmologia contrapôs-se
à cosmogonia.
“O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositadamente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.” In: ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.p.114
No trecho acima, os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer refletem sobre a Indústria Cultural. De acordo com os autores, uma das consequências disso é
Ainda não foi criada uma filosofia natural pura. As existentes acham-se infectadas e corrompidas: na escola de Aristóteles, pela lógica; na escola de Platão, pela teologia natural; na segunda escola de Platão, a de Proclo e outros, pela matemática, a quem cabe rematar a filosofia e não engendrar ou produzir a filosofia natural.
Francis Bacon. Novum Organum.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente, de acordo com a filosofia de Francis Bacon.
Na sua crítica a Aristóteles, Bacon defende o abandono da
busca de causas finais para o estudo da natureza, sem exceção.
O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.
Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.
Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.
Em Newton, a metáfora do relógio pode ser justificada,
em grande parte, por sua relação com o mecanicismo e pela
busca de precisão no estudo da natureza e do próprio universo.