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TEXTO 3

Leia o texto abaixo e responda a questão .

Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.

Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.

Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.

Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.

Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.

Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.

O último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, jogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e , no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.

A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entreGutenberg e Lutero. 0 Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.

Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.

Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.

No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?

(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção se evidencia uma relação de causa e consequência?
TEXTO 3

Leia o texto abaixo e responda a questão .

Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.

Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.

Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.

Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.

Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.

Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.

O último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, jogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e , no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.

A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entreGutenberg e Lutero. 0 Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.

Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.

Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.

No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?

(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção há uma das consequências da invenção da imprensa citadas no texto?
Precisamos falar sobre fake news

Minha mãe tem 74 anos e, como milhões de pessoas no mundo, faz uso frequente do celular. É com ele que. conversando por voz ou por vídeo. diariamente. vence a distância e a saudade dos netos e netas.
Mas, para ela, assim como para milhares e milhares de pessoas, o celular pode ser também uma fonte de engano. De vez em quando, por acreditar no que chega por meio de amigos no seu WhatsApp, me envia uma ou outra mensagem contendo uma fake news. A última foi sobre um suposto problema com a vacina da gripe que, por um momento, diferente de anos anteriores, a fez desistir de se vacinar.
Eu e minha mãe, como boa parte dos brasileiros, não nascemos na era digital. Nesta sociedade somos os chamados migrantes e, como tais, a tecnologia nos gera um certo estranhamento (e até constrangimento), embora nos fascine e facilite a vida.
Sejamos sinceros. Nada nem ninguém nos preparou para essas mudanças que revolucionaram a comunicação. Pior: é difícil destrinchar o que é verdade em tempo de fake news.
Um dos maiores estudos sobre a disseminação de notícias falsas na internet, publicado ano passado na revista "Science", foi realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e concluiu que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente.
Isso porque as fake news se valem de textos alarmistas, polêmicos, sensacionalistas, com destaque para notícias atreladas a temas de saúde, seguidas de informações mentirosas sobre tudo. Até pouco tempo atrás, a imprensa era a detentora do que chamamos de produção de notícias. E os fatos obedeciam a critérios de apuração e checagem.
O problema é que hoje mantemos essa mesma crença, quase que religiosa, junto a mensagens das quais não identificamos sequer a origem, boa parte delas disseminada em redes sociais. Confia-se a ponto de compartilhar, sem questionar. O impacto disso é preocupante. Partindo de pesquisas que mostram que notícias e seus enquadramentos influenciam opiniões e constroem leituras da realidade. a disseminação das notícias falsas tem criado versões alternativas do mundo, da História, das Ciências "ao gosto do cliente", como dizem por ar.
Os problemas gerados estão em todos os campos. No âmbito familiar, por exemplo, vai de pais que deixam de vacinar seus filhos a ponto de criar um grave problema de saúde pública de impacto mundial. E passa por jovens vítimas de violência virtual e física.
No mundo corporativo, estabelecimentos comerciais fecham portas, profissionais perdem suas reputações e produtos são desacreditados como resultado de uma foto descontextualizada, uma imagem alterada ou uma legenda falsa.
A democracia também se fragiliza. O processo democrático corre o risco de ter sua força e credibilidadeafetadas por boatos. Não há um estudo capaz de mensurar os danos causados, mas iniciativas fragmentadas já sinalizam que ela está em risco.
Estamos em um novo momento cultural e social, que deve ser entendido para encontrarmos um caminho seguro de convivência com as novas formas e ferramentas de comunicação.
No Congresso Nacional, tramitam várias iniciativas nesse sentido, que precisam ser amplamente debatidas, com a participação de especialistas e representantes da sociedade civil.
O problema das fake news certamente passa pelo domínio das novas tecnologias, com instrumentos de combate ao crime, mas, também, pela pedagogia do esclarecimento.
O que posso afirmar, é que, embora não saibamos ainda o antídoto que usaremos contra a disseminação de notícias falsas em escala industrial, não passa pela cabeça de ninguém aceitar a utilização de qualquer tipo de controle que não seja democrático.
O.A., O Globo, em 10 de julho de 2019
Com o fragmento "O processo democrático corre o risco de ter sua força e credibilidade afetadas por boatos. Não há um estudo capaz de mensurar os danos causados, mas iniciativas fragmentadas já sinalizam que ela está em risco." (11 º§), infere-se que:

Sendo: hA, hB, e hC as medidas das alturas; mA, mB e mC as medidas das medianas; e bA, bB e bC as medidas das bissetrizes internas de um triângulo ABC, analise as afirmativas a seguir.

I - O triângulo formado pelos segmentos 1/ hA, 1/hB e 1/hC é semelhante ao triângulo ABC.

II - O triângulo formado pelos segmentos 1/ mA, 1/ mB e 1/mC é semelhante ao triângulo ABC.

III- O triângulo formado pelos segmentos 1/bA, 1/bB e 1/bC é semelhante ao triângulo ABC.

Pode-se concluir que

Eles blogam. E você?

Após o surgimento da rede mundial de computadores, no início da década de 1990, testemunhamos uma revolução nas tecnologias de comunicação instantânea. Nós, que nascemos em um mundo anterior à Internet, aprendemos a viver no universo constituído por coisas palpáveis: casas, máquinas, roupas etc. O contato se estabelecia entre seres humanos reais por meios "físicos": cartas, telefonemas, encontros.

Em um mundo concreto, a escola não poderia ser diferente: livros, giz, carteiras, quadro-negro, mural. Esse espaço é ainda hoje definido por uma série de símbolos de um tempo passado e tem se mantido relativamente inalterado desde o século XIX. Os alunos atuais, porém, são nativos digitais. Em outras palavras: nasceram em um mundo no qual já existiam computadores, Internet, telefone celular, tocadores de MP3, videogames, programas de comunicação instantânea (MSN, Google Talk etc.) e muitas outras ferramentas da era digital. Seu mundo é definido por coisas imateriais: imagens, dados e sons que trafegam e são armazenados no espaço virtual.

Um dos aspectos mais sedutores do ciberespaço é o seu poder de articulação social. Foi no fim da década de 1990 que os usuários da Internet descobriram uma ferramenta facilitadora da interação escrita entre diferentes pessoas conectadas em uma rede virtual: osweblogs, que logo ficaram conhecidos como blogs. O termo é formado pelas palavras web (rede, em inglês) e log (registro, anotação diária). A velocidade de reprodução da blogosfera é assustadora: 120 mil novos blogs por dia, 1,4 blog por semana.

O blog se caracteriza por apresentar as observações pessoais de seu "dono" (o criador do blog) sobre temas que variam de acordo com os interesses do blogueiro e também de acordo com o tipo de blog. As possibilidades são infinitas: há blogs pessoais, políticos, culturais, esportivos, jornalísticos, de humor etc.

Os textos que o blogueiro insere no blog são chamados de posts. Em português, o termo já deu origem a um verbo, "postar", que significa "escrever uma entrada em um blog". Os posts são cronológicos, porém apresentados em ordem inversa: sempre do mais recente para o mais antigo. Os internautas que visitam um blog podem fazer comentários aos posts.

Justamente porque facilitam a comunicação e permitem a interação entre usuários de todas as partes, os blogs são interessantes ferramentas pedagógicas. Se a escola é o espaço preferencial para a construção do conhecimento, nada mais lógico do que levar os blogs para a sala de aula, porque eles têm como vocação a produção de conteúdo. Por que não criar um blog de uma turma, do qual participem todos os alunos, para comentar temas atuais, para debater questões polêmicas, para criar um contexto real em que o texto escrito surja como algo natural?

Na blogosfera, informação é poder. E os jovens sabem disso, porque conhecem o ciberespaço. O entusiasmo pela criação de um blog coletivo certamente será acompanhado pelo desejo de transformá-lo em ponto de parada obrigatória para os leitores que vagam no universo virtual. E esse desejo será um motivador muito importante. Para conquistar leitores, os autores de um blog precisam não só ter o que dizer, mas também saber como dizer o que querem, escolher imagens instigantes, criar títulos provocadores.

Uma vez criado o blog da turma, as possibilidades pedagógicas a ele associadas multiplicam-se. Para gerar conteúdo consistente é necessário pesquisar, considerar diferentes pontos de vista sobre temas polêmicos, avaliar a necessidade de ilustrar determinados conceitos com imagens, definir critérios para a moderação dos comentários, escolher os temas preferenciais a serem abordados etc. Todos esses procedimentos estão na base da construção de conhecimento.

Outro aspecto muito importante é que os jovens, em uma situação rara no espaço escolar, vão constatar que, nesse caso, quem domina o conhecimento são eles. Pela primeira vez não precisarão virar "analógicos" para se adaptar ao universo da sala de aula. Eu blogo. Eles blogam. E você?

Maria Luiza Abaurre, in Revista Carta na Escola. (adaptado)

Observe as frases abaixo.

I - Como continha informações imprecindíveis aos alunos, o blog teve repercusão imediata.

II - Um blog não deve ter conteúdo obsceno, que provoque ultraje ou constranja os usuários.

III- A criação de blogs das turmas começou como algo despretencioso, mas a destreza dos alunos motivou todo o colégio.

IV - Graças à cessão de material por parte dos professores, minha turma teve o privilégio de criar um blog voltado para os assuntos tratados em sala.

Assinale a opção em que TODAS as palavras estão grafadas corretamente.

A partir de 1930, o eixo econômico brasileiro começou a mudar de forma mais efetiva, ou seja, o país deixou gradativamente de ser uma economia agrária para se transformar em uma nação urbana e industrial. Com relação a essa evolução, assinale a opção INCORRETA.
Which sequence best completes the conversation below?

Jane: Will you colour your hair when it (1) _______ to get gray?

Mary: Yes, I will.

Jane: But will you do it yourself or will you go to the beauty parlor?

Mary: Oh, I don't think I'm able to do it myself. I (2) _______ my hair (3) _______ .
Assinale a opção que apresenta somente fórmulas de substâncias simples com atomicidades diferentes entre si.
Enrico guardou moedas em um cofrinho por um certo período de tempo e, ao abri-lo, constatou que:
I. o cofrinho contém apenas moedas de R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1,00. II. a probabilidade de retirar uma moeda de R$ 0,25 é o triplo da probabilidade de retirar uma moeda de R$ 0,50. III. se forem retiradas 21 moedas de R$ 0,25 desse cofrinho, a probabilidade de retirar uma moeda de R$ 0,50 passa a ser 9/40. IV. se forem retiradas 9 moedas de R$ 0,50 desse cofrinho, a probabilidade de retirar uma moeda de R$ 1,00 passa a ser 1/4.
Diante dessas constatações, podemos afirmar que a quantidade de moedas de R$ 0,25 nesse cofrinho era
Considere uma urna contendo cinco bolas brancas, duas pretas e três verdes. Suponha que três bolas sejam retiradas da urna, de forma aleatória e sem reposição. Qual é, aproximadamente, a probabilidade de que as três bolas retiradas tenham a mesma cor?
Considere que N seja um número natural formado apenas por 200 algarismos iguais a 2, 200 algarismos iguais a 1 e 2015 algarismos iguais a zero. Sobre N, pode-se afirmar que:
o Mercosul - Mercado Comum do Sul - é um bloco econômico criado pelo Tratado de Assunção, em 1991,tendo como países-membros o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e, mais recentemente, a inclusão da Venezuela. Posteriormente, há promessas de adesão de outros países sul-americanos como Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Chile. Com relação aos objetivos e aos dilemas desse bloco econômico, assinale a opção correta.
Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que "nem tanto".
Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que "nem tanto". Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que o lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa o queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado) , o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para jogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a genteprecisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.BRAFF, Menalton.

Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.

Dr.Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível. Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões,
Pode-se afirmar que o último parágrafo do texto
TEXT I

Social media ’destroying how society works'

A former Facebook executive has said social media is doing great harm to society around the world. The executive is a man called Chamath Palihapitiya. He ___________ Facebook in 2007 a n d ___________a vice president. He was responsible for increasing the number of users Facebook had. Mr Palihapitiya said he feels very guilty about getting more people to use social networks. He said the networks are destroying society because they are changing people's behavior. Twenty years ago, people talked to each other face to face. Today, people message each other and do not talk. People also really care about what other people think of them. They post photos and wait to see how many people like the photo. They get very sad if people do not like the photo.
Mr. Palihapitiya said people should take a long break from social media so they can experience real life. He wants people to value each other instead of valuing online "hearts, likes, and thumbs-up". Palihapitiya also points out how fake news is affecting how we see the world, it is becoming easier for large websites to spread lies. It is also becoming easier to hurt other people online. Anyone can hide behind a fake user name and post lies about other people. Palihapitiya said this was a global problem. He is worried about social media so much that he has banned his children from using it. However, he did state that Facebook was a good company. He said: "Of course, it's not all bad. Facebook overwhelmingly does good in the world."
Read the statements to check if they are TRUE (T) or FALSE (F).
I- An ex-Facebook boss said social media is damaging society. II- It is becoming more difficult for big websites to spread fake news. III- People message each other today instead of talking face to face. IV- Palihapitiya said social media does not change our behavior.
Choose the option that respectively represents the statements above.

Sobre a importância da ciência


Parece paradoxal que, no início deste milênio, durante o que chamamos com orgulho de “era da ciência”, tantos ainda acreditem em profecias de fim de mundo. Quem não se lembra do bug do milênio ou da enxurrada de absurdos ditos todos os dias sobre a previsão maia de fim de mundo no ano 2012?

Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas. Afinal, lutamos para curar doenças apenas para descobrir outras novas. Criamos tecnologias que pretendem simplificar nossas vidas, mas passamos cada vez mais tempo no trabalho. Pior ainda: tem sempre tanta coisa nova e tentadora no mercado que fica impossível acompanhar o passo da tecnologia.

Os mais jovens se comunicam de modo quase que incompreensível aos mais velhos, com Facebook, Twitter e textos em celulares. Podemos ir à Lua, mas a maior parte da população continua mal nutrida.

Consumimos o planeta com um apetite insaciável, criando uma devastação ecológica sem precedentes. Isso tudo graças à ciência? Ao menos, é assim que pensam os descontentes, mas não é nada disso.

Primeiro, a ciência não promete a redenção humana. Ela simplesmente se ocupa de compreender como funciona a natureza, ela é um corpo de conhecimento sobre o Universo e seus habitantes, vivos ou não, acumulado através de um processo constante de refinamento e testes conhecido como método científico.

A prática da ciência provê um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação, que a vida e a morte são parte de uma cadeia de criação e destruição perpetuada por todo o cosmo, dos átomos às estrelas e à vida. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído.

A ciência pode não oferecer a salvação eterna, mas oferece a possibilidade de vivermos livres do medo irracional do desconhecido. Ao dar ao indivíduo a autonomia de pensar por si mesmo, ela oferece a liberdade da escolha informada. Ao transformar mistério em desafio, a ciência adiciona uma nova dimensão à vida, abrindo a porta para um novo tipo de espiritualidade, livre do dogmatismo das religiões organizadas.

A ciência não diz o que devemos fazer com o conhecimento que acumulamos. Essa decisão é nossa, em geral tomada pelos políticos que elegemos, ao menos numa sociedade democrática. A culpa dos usos mais nefastos da ciência deve ser dividida por toda a sociedade. Inclusive, mas não exclusivamente, pelos cientistas. Afinal, devemos culpar o inventor da pólvora pelas mortes por tiros e explosivos ao longo da história? Ou o inventor do microscópio pelas armas biológicas?

A ciência não contrariou nossas expectativas. Imagine um mundo sem antibióticos, TVs, aviões, carros. As pessoas vivendo no mato, sem os confortos tecnológicos modernos, caçando para comer. Quantos optariam por isso?

A culpa do que fazemos com o planeta é nossa, não da ciência. Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher o seu destino responsavelmente. Nosso futuro depende disso.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA).

No trecho “Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas, as orações sublinhadas são classificadas, respectivamente, como

Para pessoas de opinião


Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.

Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.

Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.

Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.

Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!

Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.

Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.

É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.

As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem.

Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.

Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.

No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.

A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, do tempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.

Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?

Esta é a minha opinião...

TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

No trecho "Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida [...].” (6°§), embora as orações sejam assindéticas, há uma reiação de sentido entre elas. Assinale a opção em que essa relação está corretamente indicada.

Doctor works to save youth from violence before they reach his ER


As an emergency physician at Kings County Hospital Center [in Brooklyn], Dr. Rob Gore has faced many traumatic situations that he'd rather forget. But some moments stick with him. "Probably the worst thing that I've ever had to do is tell a 15-year-old's mother that her son was killed," Gore said. "If I can't keep somebody alive, I've failed." [...]

"Conflict's not avoidable. But violent conflict is," Gore said. "Seeing a lot of the traumas that take place at work, or in the neighborhood, you realize, 'I don't want this to happen anymore. What do we do about it?"

For Gore, one answer is the “Kings Against Violence Initiative" - known as KAVI - which he started in 2009. Today, the nonprofit has anti-violence programs in the hospital, schools and broader community, serving more than 250 young people.

Victims of violence are more likely to be reinjured, so the first place Gore wanted to work was in the hospital, with an intervention program in which "hospital responders" assist victims of violence and their family - a model pioneered at other hospitals. The idea is that reaching out right after someone has been injured reduces the likelihood of violent retaliation and provides a chance for the victim to address some of the circumstances that may have led to their injury.

Gore started this program at his hospital with a handful of volunteers from KAVI. Today, the effort is a partnership between KAVI and a few other nonprofits, with teams on call 24/7.

Yet Gore wanted to prevent people from being violently injured in the first place. So, in 2011, he and his group began working with a handful of at-risk students at a nearby high school. By the end of the year, more than 50 students were involved. Today, KAVI holds weekly workshops for male and female students in three schools, teaching mediation and conflict resolution. The group also provides free mental health counseling for students who need one-on-one support.

"Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police," Gore said. "You want to make sure they can learn how to process, deal with it and overcome it."

While Gore still regularly attends workshops, most are now led by peer facilitators - recent graduates and college students, some of whom are former KAVI members - who serve as mentors to the students. School administrators say the program has been a success: lowering violence, raising grades and sending many graduates on to college.

"This is really about the community in which we live" he said. "This is my home. And I'm going to do whatever is possible to make sure people can actually thrive."

(Adapted and abridged from http ://www.cnn.com)

What does the pronoun “it" refer to in the excerpt “‘Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police,’ Gore said. ‘You want to make sure they can learn how to process, deal with it [...]’” (7thparagraph)?

Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.

"Convocado pelo imperador em 1853 para presidir o gabinete, Honório Hermeto Carneiro Leão, marquês do Paraná, apresentou como proposta uma 'política de conciliação' . A idéia era que o ministério, composto de políticos 'capazes', estivesse acima dos interesses partidários."

FREIRE, Américo, Marly Silva da Motta, Dora Rocha. História em Curso, O Brasil e suas relações com o mundo Ocidental. Fundação Getúlio Vargas: Ed. Brasil, p.166.

É correto afirmar que a partir da criação da conciliação partidária completava-se a consolidação político-oligárquica, que predominou do início da segunda metade do século XIX até a ascensão de novos setores sociais ligados ao café, na vida política do país, e à Guerra do Paraguai.

Tal equilíbrio só foi possível graças ao fato de a aristocracia, que ocupava a esfera do poder, entre outros fatores, estar

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