Questões de Concursos

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A ciência é um conceito que diz respeito ao saber. A noção de saber evolui no decorrer dos tempos. Atualmente, existe uma convicção de que todas as coisas podem ser resolvidas por ela. Nesse sentido, julgue os itens que se seguem tendo em vista a correlação entre filosofia e ciência.

A magia, por ter uma pretensa correlação causal, está historicamente próxima da constituição do conceito de ciência, o que aproxima o mago, o alquimista e o cientista.

“Foi iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água.” A descrição anterior se refere a qual pensador?

Qual é a famosa frase de Aristóteles que resume seu pensamento metafísico?

Em A origem da obra de arte, Heidegger preocupa-se com a caracterização da obra de arte e com a diferença que há entre arte e as coisas em geral. Para essa investigação, Heidegger analisa uma pintura de Van Gogh na qual está figurado um par de sapatos de uma camponesa, que é considerado um utensílio. Desse modo, ele conclui que a pintura de Van Gogh é “a abertura do que o utensílio na verdade é”. Considerando a estética de Heidegger, é correto afirmar que o exemplo dos sapatos da camponesa ilustra que a obra de arte

Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim

A respeito da relação entre filosofia e estética, assinale a opção correta.

No que diz respeito à “noção de natureza”, em Aristóteles, é correto afirmar que a natureza

Se a verdadeira realidade, para uma estética idealista, só se encontra para lá da imediatidade da sensação e dos objetos externos. A partir do seguinte trecho da Introdução à Estética, de Hegel, assinale com V a afirmação verdadeira e com F a falsa:

“...toda a esfera da realidade interior e da realidade exterior empíricas se deve chamar, num sentido mais forte do que o reservado à arte, o mundo de mera ilusão e amarga decepção, e não mundo da realidade. A verdadeira realidade só se encontra para lá da imediatidade da sensação e dos objetos externos”.

( ) A imediatidade das sensações revela o mundo como mera ilusão.

( ) A realidade interior empírica é compreendida como amarga decepção.

( ) O mundo da arte, aparência da verdade, revela o engano do cotidiano.

( ) Nessa citação, a esfera das realidades empíricas constitui-se elemento do concreto verdadeiro.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco. Considere:

I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.

II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez maior das ações dos seres humanos.

III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.

IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.

V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas.

Está correto o que se afirma APENAS em

(ITA) Assinale a opção que apresenta a sequência que melhor descreve o ciclo de ações envolvidas no método científico (hipotético - dedutivo):

Em razão dos postulados de Heidegger, a relação entre arte e verdade assume um novo lugar na história da filosofia. Segundo ele, a essência da obra de arte é o pôr-se-em-obra da verdade. Cada ente que se torna manifesto na obra de arte é a expressão direta do modo como seu mundo é fundado. Desse modo, Heidegger tenta escapar de qualquer elemento subjetivista na arte. Considerando a relação entre arte e verdade, conforme a filosofia de Heidegger, é correto afirmar que esse filósofo

Kant estabelece três princípios da constituição republicana que fundamentariam os regimes calcados em uma ordem democrática. Esses três princípios são:

(Unespar 2015) Umas das primeiras transformações de pensamento que surgiu na Grécia Antiga foi a distinção entre cosmogonias e cosmologias. A primeira vinculada ao pensamento homérico e hesiodiano e a segunda levada a cabo pelos chamados Pré-Socráticos. Sobre os Pré-Socráticos é correto afirmar:

(PUC-PR) Em seu livro, Técnica, Medicina e Ética, o filósofo Hans Jonas faz uma análise das existentes relações entre a ciência, a técnica, a ética e a natureza. Na avaliação do filósofo, a ciência e a técnica modernas desenvolveram-se de tal maneira independente que acabaram se distanciando do fenômeno da vida e de certa reflexão crítica sobre o seu próprio atuar. Hans Jonas indica ainda que esse distanciamento que opõe, de um lado a ciência e a técnica, e de outro o fenômeno da vida, legaria um problema que teria de ser enfrentado pela filosofia contemporânea e, nesse caso, pela ética.

Com base nos seus conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.

Na perspectiva filosófica eminentemente ética de Santo Agostinho, a felicidade é

“Ora, como os pactos de confiança mútua são inválidos sempre que de qualquer dos lados existe receio de não cumprimento, embora a origem da justiça seja a celebração dos pactos, não pode haver realmente injustiça antes de ser removida a causa desse medo; o que não pode ser feito enquanto os homens se encontram na condição natural de guerra. Portanto, para que as palavras “justo” e “injusto” possam ter lugar, é necessária alguma espécie de poder coercitivo, capaz de obrigar igualmente os homens ao cumprimento de seus pactos, mediante o terror de algum castigo que seja superior ao benefício que esperam tirar do rompimento do pacto, e capaz de fortalecer aquela propriedade que os homens adquirem por contrato mútuo, como recompensa do direito universal a que renunciaram. E não pode haver tal poder antes de erigir-se um Estado”.

(Thomas Hobbes. Leviatã: ou Matéria, Forma e Poder de um Estado eclesiástico e civil. São Paulo: Editora Abril Cultural, 1984)

O Leviatã de Hobbes é um livro clássico de reflexão política. Publicado durante a guerra civil inglesa, em 1651, elabora filosoficamente uma das teorias mais influentes do Contrato Social. O excerto trata da questão da justiça, que, segundo o autor

Acerca da reflexão de Heidedgger sobre a técnica, considere as seguintes afirmações:

I. A reviravolta operada por Platão no conceito de verdade contribui para explicar o primado da técnica no mundo moderno.

II. A técnica é um instrumento neutro nas mãos do homem.

III. A técnica torna o homem uma coisa entre coisas.

Está correto o que se afirma em

“Somos amantes da beleza sem extravagâncias e amantes da filosofia sem indolência. Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para evitá-la. Ver-se-á em uma mesma pessoa ao mesmo tempo o interesse em atividades privadas e públicas, e em outros entre nós que dão atenção principalmente aos negócios não se verá falta de discernimento em assuntos políticos, pois olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos, ou pelo menos nos esforçamos por compreendê-las claramente, na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação”.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso, Livro II, 40. Trad. de Mario da Gama Kury. Brasília, DF: Editora da Universidade de Brasília, 2001.
Considerando as teses sobre o surgimento da filosofia na Grécia, essa passagem do famoso discurso do legislador ateniense Péricles, no segundo ano da Guerra do Peloponeso, apresenta elementos que nos remetem à tese de

(Uncisal 2012) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e imutável que se encontra na origem da natureza e de suas transformações) ponto crucial de toda formulação filosófica. Em tal contexto, Demócrito afirma ser a realidade percebida pelos sentidos ilusória. Ele defende que os sentidos apenas capturam uma realidade superficial, mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sentidos apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que constituem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real outra.

Para Demócrito a physis é composta:

Que filósofo racionalista moderno propôs uma ontologia dualista, onde a mente e o corpo são substâncias distintas?

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