Questões de Concursos
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Nada por aqui
TEXTO 2
Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as compara com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar." Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.
E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se a profundar.
Eo irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará j amais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado.
Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.
Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li uma crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar.Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.
Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim.
Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos!
O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.
O mar é recomeço.
(SANT'ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In: _____ . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p.50-52. Texto adaptado.)
TEXTO 2
Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as compara com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar." Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.
E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se a profundar.
Eo irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará j amais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado.
Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.
Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li uma crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar.Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.
Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim.
Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos!
O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.
O mar é recomeço.
(SANT'ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In: _____ . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p.50-52. Texto adaptado.)
A reta r tangente à curva de equação x - √x y + y =1, no ponto P = (x,y ), é paralela ao eixo das abscissas. Pode-se afirmar que o ponto P também pertence à reta de equação
How to Exercise While Sítting At Your Computer
Is your work stressing you out? Is your work making you fat? Of course, it is. If you are in a relationship with your work like me (I hate the word "workaholic") , then maybe you are also dealing with some relationship issues like stress and weight gain. Every person who has a desk job does not need to indulge in a tub of ice-cream after a particularly stressful day at work to gain the pounds. In fact, the downside of being a way too dedicated employee is that it will make you fat! The stress to perform plus the inactivity of a desk job will definitely increase your waist size. What's more, you will become lethargic once four hours of inactivity can seriously send your metabolism leveis to an all-time low. If you think that a 30 minute walk every day is enough cardio activity in a week to maintain your metabolism, you are wrong! Yes, I was surprised too! The mathematics of this is that when you perform any cardio activity, it elevates your metabolism rate for a span of time, but not the entire day. Because the rest of the day you are sitting idle on your chair without much activity, the 30 minute walk is not enough, nor is the 1-hour intense workout. What you need to do to keep yourself from pilling on the pounds is to keep your metabolism rate high all day long. For that, you need to break the no physical activity routine from 9 to 5 by exercising while sitting at your desk!
Here are simple exercises that take 5 minutes of your day and prevent you from feeling stiff.
A) Neck: To stretch your neck, slowly flex your head forward and backward, side to side and look right and left. This can be done almost any time to lessen tension and strain. Never roll your head around your neck— this could cause damage to the joints of the neck.
B) Shoulders: Roll your shoulders forward around 10 times, then backward. This helps release the tension off your shoulders.
C) Wrists: Roll your wrists regularly, around every hour or so. Roll the wrists 10 times clockwise, then 10 times counterclockwise. This will help minimize the potential for getting carpal tunnel syndrome if you spend a lot of time typing.
D) Ankles: Roll your ankles regularly. As with your wrists, roll the ankles in a clockwise motion three times, then counterclockwise. This helps improve blood circulation, and prevents that tingling feeling you can get when blood circulation is cut off, also known as "pins and needles".
(Adapted from http://www.buzzle.com and http://www.wikihow.com)
Um observador, de altura desprezível , situado a 25 cm de um
prédio, observa-o sob um certo ângulo de elevação. Afastando-se mais 50m em linha reta, nota que o ângulo de visualização
passa a ser a metade do anterior. Podemos afirmar que a
altura, em metros, do prédio é
Additional Factors That Affect Sleep Comfort
By Richard A. Staehler, MD
The type of mattress one uses is not the only factor for patients with pain and sleep difficulty. Many other factors need to be considered that may affect sleep, including;
- medication side effects;
- irregular sleep patterns;
- caffeine/alcohol/tobacco use;
- sleep apnea;
- anxiety/stress.
If comfort is not the only thing making sleep difficult, it is advisable for the patient to consult his or her family physician to discuss other possible causes and treatments for sleeplessness.
If anyone experiences significant or persistent back pain, there may be an underlying back condition that has nothing to do with the mattress. It is always advisable for people with back pain to consult with a health care provider for a thorough exam, diagnosis, and treatment program.
As a reminder, sleep comfort is first and foremost a matter of personal preference. No one should expect that switching mattresses or beds will cure their lower back pain, and changes in the type of bed or mattress used should be made solely for the sake of comfort,
(Adapted from http;//www.spine-health,com/wellness/sleep/additional-factors -affect -sleep-comfort )
O dono do livro
Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.
Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.
O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto? Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.
Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros - aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: "Quem escreveu o livro?".
O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada - comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.
O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.
Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.
Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.
Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.
Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.
(Martha Medeiros. JORNAL ZERO HORA - 06/11/11./ Revista O Globo, 25 de novembro de 2012.)
Leia o trecho:
“Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.” (1°§)
Marque a opção em que as funções da palavra que estão corretamente indicadas, na ordem em que aparecem no trecho.
As the Olympics Approaches, a Lesson in Overcoming Adversity
Bert R. Mandelbaum, MD
July 20, 2016
I've known a lot of athletes who qualified for the Olympic Games ,______injuries. But I know of only one who qualified because of an injury.
Cliff Meidl’s story captures the spirit of the Olympics.
In November 1986, Cliff, a 20-year-old plumber's apprentice, hit three buried high-voltage electrical cables with a jackhammer. An estimated 30,000 volts surged through his body, exploding bone and cartilage from the inside ail the way up to his head. To put that into perspective, electric chairs use only 1500-2000 volts for executions. So it's safe to say that Cliff should have died.
And he nearly did. His heart stopped. Paramedics were able to get it going again, but they had to resuscitate him on the way to the hospital.
As part of a team with renowned plastic surgeon Malcolm Lesavoy, MD, and others, I got to work reconstructing Cliffs legs. Our best hope was to avoid amputation.
But very quickly, we noticed something else going on - something that had nothing to do with our expertise. Through every step of his painful rehabilitation, Cliff grew more and more determined. He never complained. He just asked, "What's next?"
Before he had even finished the rehabilitation, Cliff started paddling various watercrafts. The days spent on crutches had already strengthened his upper body, and he took naturally to the sport. The same year in which he was injured, he began competing in canoe and kayak events, and in 1996 he qualified for the Olympics - not the Paralympic Games, the Olympic Games.
Four years later, in Sydney, Australia, I was overseeing the sports medicine team at the Olympic soccer tournament. I was sitting in the stands during the opening ceremonies when Cliff walked into the Olympic Stadium carrying the Stars and Stripes.
It's a long-standing tradition for delegations of athletes to select one among their number to bear the flag, and the choice often symbolizes some extraordinary accomplishment. I had no idea that Cliff would be selected. So when he strode into the stadium with a normal gait, I nearly broke down.
Moments like that reinforce what I have always believed: that sport can bring out the best in us all.
The Olympic Games (...) are devoted to celebrating the human capacity to improve body, mind, and soul.
They are about taking part - not necessarily about winning. Cliffs peers in the US delegation of 2000 recognized that when they elected him to bear the nation's colors. He never won a medal at the games, but the spirit with which he overcame adversity inspired all of them.
The Olympic motto - faster, higher, stronger - can help our patients realize that the real victory is the "win within." The Win Within: Capturing Your Victorious Spirit is the name of the book I wrote to show people that coming back from adversity is part of our heritage - that we as humanbeings are more adapted to adversity than we are to success.
Adversity is the engine of unimagined opportunity. It can unleash our energy and stimulate our will. It moves us to succeed. If I don’t have food, I have to go get some. If I’m cold, I have to build a shelter.
I remind patients who don't participate in sports that they have the heritage of athletes. We all have the genes of pursuit-hunters who survived by running down their prey and running away from their predators. That's why even now, in 2016, when we go out and take a run, we feel good. We get an endorphin surge and our lipids go down. Our hearts and brains become clear.
The life of sport and sport of life are interlinked. Exercise is our birthright; it's our legacy; it's why we are here.
We no longer have to fear saber-toothed tigers or cave bears. But when you look today at how people can be successful in 2016, it's by avoiding the predators in our urban life: overeating, inactivity, and smoking. And it's by rising to meet adversity.
(Adapted from http ://www.medscape.com/viewarticle/866279)
Do Diário do Imperador
Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um sécuio. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores.
Assim mesmo se exprimiu o Imperador: "Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!"
A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: "Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?"
(A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa "dedicação ardente", essa "diligência", que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.)
Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: "Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?"
Os homens públicos também deveríam meditar sobre esta passagem: "...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais."
Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: "A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.”
D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparandose as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista.
Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiría a de presidente da República ou ministro à de Imperador".
Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso.
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado)
Doctors Know Best
By Ted Spiker
Along with all the disease stomping, heart reviving, baby delivering, and overall people healing they do, doctors have another full-time job: keeping themselves healthy. Scratch that - keeping themselves healthiest. So instead of peeking into their medical practices, we looked at what they actually practice - in their own lives. Use personal strategies and insider tips from the best medical pros to supercharge your health this year.
( I)-______ "As soon as I feel an illness coming on, I go to sleep for at least nine hours," says Hilda Hutcherson, MD, clinical professor of ob-gyn at Columbia University Medicai Center. "I also lie on the floor with my legs elevated and propped against the wall and breathe deeply for five minutes." It helps lower stress, which weakens the immune system.
(II )-______ Instead of having a garden-variety green salad, Margaret McKenzie, MD, assistant professor of surgery at the Cleveland Clinic, tosses napa cabbage, radicchio, edamame, and carrots with ginger-soy dressing. "It gives me a lot of vitamins, antioxidants, and protein and makes me feel full," she says.
(III)-______ [...] Gary Small, MD, professor of psychiatry and biobehavioral sciences at the University of California, Los Angeles, and author of The Alzheimer's Prevention Program, plays Scrabble and Words With Friends on his smartphone most days. These word games are perfect brain boosters, because they build not only verbal and math skills but also spatial abilities as you position letters to create words. "Combining several mental tasks strengthens multiple neural circuits," Dr. Small says. "It's like cross-training for your brain."
(IV) - _____ Make your bedroom spalike: Dim the lights at least an hour before you go to bed; ban cell phones, laptops, and the TV; ask your partner for a foot rub. "I do deep breathing exercises," Dr. Hutcherson says. "Sometimes I play relaxing music softly."
(V) - _____ The most important meal is breakfast, says David Katz, MD, director and founder of Yale-Griffin Prevention Research Center in Derby, Connecticut. He often has two breakfasts, divvying up his morning meal so that he eats half before his workout and half after. "It helps with portion control, and it establishes a daily eating pattern," Dr. Katz says. Plan your breakfast at night to start the next day on a healthy note.
(Abridged from https ://www.fitnessmagazine.com/health/doctors-tips-tostay-healthy/)
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( ) Fuel up for the day
( ) Take a time out
( ) Stay sharp
( ) Eat extra veggies
( ) Sleep easier