Micaela, de 19 anos de idade, após manter um relacionamento ocasional com Rod...

Micaela, de 19 anos de idade, após manter um relacionamento ocasional com Rodrigo, de 40 anos de idade, acaba engravidando. Após esconder a gestação durante meses de sua família e ser desprezada po...


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Micaela, de 19 anos de idade, após manter um relacionamento ocasional com Rodrigo, de 40 anos de idade, acaba engravidando. Após esconder a gestação durante meses de sua família e ser desprezada por Rodrigo, que disse que não assumiria qualquer responsabilidade pela criança, Micaela entra em trabalho de parto durante a 40a semana de gestação em sua residência e sem pedir qualquer auxílio aos familiares que ali estavam, acaba parindo no banheiro do imóvel. A criança do sexo masculino nasce com vida e Micaela, agindo ainda sob efeito do estado puerperal, corta o cordão umbilical e coloca o recém nascido dentro de um saco plástico, jogando-o no lixo da rua. O bebê entra em óbito cerca de duas horas depois. Neste caso, à luz do Código Penal, Micaela cometeu crime de
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  • Rodrigo Ferreira
    Rodrigo Ferreira EQUIPE
    18/10/2025 • 12:53
    Gabarito: e)

    O crime descrito na questão se enquadra como infanticídio, conforme o artigo 123 do Código Penal brasileiro. Este artigo define infanticídio como o ato de matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após.

    No caso apresentado, Micaela cometeu o ato logo após o parto, ainda sob o efeito do estado puerperal, o que caracteriza as condições específicas do infanticídio. O estado puerperal é um estado psicológico e fisiológico particular que pode afetar a clareza de julgamento da mãe e é considerado uma circunstância atenuante específica para este crime.

    A alternativa 'a' (homicídio culposo) e 'b' (homicídio doloso) não são aplicáveis, pois o infanticídio é um tipo penal específico que se distingue do homicídio pela influência do estado puerperal. A alternativa 'c' (aborto) também não se aplica, pois o aborto refere-se à interrupção da gestação, e não ao ato de matar o neonato após o nascimento. A alternativa 'd' (lesão corporal seguida de morte) igualmente não se encaixa, pois não houve intenção inicial de causar lesão que evoluísse para morte, mas sim uma ação direta de matar sob condição específica.
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