Entre os pensadores da denominada Filosofia Contemporânea destacou-se Michel Foucault, autor de textos relevantes que tecem críticas às instituições sociais, especialmente àpsiquiatria, à medicina e às prisões.
Entre outros escritos publicou Eu Pierre Riviera, que Degolei Minha Mãe, Minha Irmã e meu Irmão, O nascimento da Clínica e:
A obra de Max Horkheimer desempenhou um papel fundamental na constituição da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, promovendo uma revisão profunda do materialismo histórico à luz da razão dialética. Sua reflexão abrange temas como a crítica à racionalidade instrumental, a relação entre teoria e prática e as condições de possibilidade da emancipação social. Considerando a perspectiva horkheimeriana, assinale a alternativa correta.
Permaneci sempre firme na resolução de não supor nenhum outro princípio que não fosse o de que me servir para demonstrar a existência de Deus e da alma, bem como na de não aceitar como verdadeiro nada que não me parecesse tão claro e tão certo como me pareciam antes as demonstrações dos geômetras.

DESCARTES, R.. Discurso do Método. São Paulo: Martin Claret, 2003, p.47.

Descartes, que é considerado um dos pais da Filosofia Moderna, entende que a essência do homem consiste.
À medida que a filosofia sofreu processos de evolução, também assumiu diferentes características que permitiram a identificação de períodos distintos.
O período no qual houve influências significativas das ideias dos Apóstolos Paulo e João e dos primeiros Padres da Igreja, esforços para conciliar os princípios do cristianismo com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, é conhecido como:
Emancipação é um dos conceitos centrais do marxismo.
Segundo o Dicionário do Pensamento Marxista, a frase que melhor define o conceito de emancipação para o pensamento marxiano é:
A respeito das ideias de Heidegger e Gadamer acerca de arte e sentido, assinale a opção correta.

O chamado ceticismo em relação ao mundo exterior, tal como se manifesta na filosofia moderna, problematiza a:

Leia o texto a seguir: “Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28. Adaptado). Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final da frase.
A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes

De modo algum [o pragmatismo e o instrumentalismo] perseguem a produção de crenças úteis à moral e à sociedade. Mas a formação de uma fé na inteligência, como a única e indispensável crença necessária à moral e à vida social. Quanto mais se aprecia o valor intrínseco, imediato e estético do pensamento e da ciência, quanto mais se toma consciência de que a própria inteligência acrescenta alegria e dignidade à vida, tanto mais se sente pesar frente à situação em que o exercício e a alegria da razão encontram-se limitados a um grupo social restrito, fechado e técnico, e tanto mais dever-se-ia perguntar como seria possível fazer todos os homens participantes desse inestimável bem”.

(DEWEY, John. “O desenvolvimento do pragmatismo americano”.

In: Scientiae Studiae, São Paulo, v. 5, nº 2, 2007, p. 242.)

O instrumentalismo de John Dewey, parte integrante do pragmatismo norte-americano, refletiu sobre o papel social do filósofo no mundo a partir da idéia de democracia, articulando-a ao pensamento filosófico e à ciência.

Com relação à concepção deweyana da democracia e com base no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. Ao recusar o papel fundacionista da Filosofia como função definitiva do saber científico, Dewey assimilou o papel de expandir o conhecimento científico para toda a sociedade à democracia.

II. A concepção deweyana de uma atitude experimental na ciência, enquanto favorável à receptividade do novo, se estendeu à educação como oportunidade de formas novas de liberdade social e artística.

III. O conhecimento como produto provisório de investigações, e não algo definitivamente estabelecido, é uma ideia deweyana congruente com o princípio democrático da educação como experiência reflexiva.

Assinale:

Nietzsche é considerado o filósofo que afirma a vida. Mais ainda, ele é o filósofo que relaciona vida e estética. Em O Nascimento da Tragédia, a afirmação está expressa da seguinte maneira: “Só como fenômeno estético a existência e o mundo aparecem eternamente justificados”.

Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.

Em Nietzsche, as dimensões apolínea e dionisíaca são impulsos artísticos que emergem da natureza, independentemente da mediação do artista.

O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre. Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia. T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria. Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”. Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada. Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.
(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital)
Substituindo-se o segmento sublinhado pelo que está entre parênteses, sem que nenhuma outra modificação seja feita, a frase que permanece correta está em:
O filósofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, “a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as ‘atividades de lazer’ tomam cada vez mais do tempo livre do indivíduo”. Paradoxalmente, a revolução cibernética de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre. Nossa época dispõe de uma tecnologia que, além de acelerar a comunicação entre as pessoas e os processos de aquisição, processamento e produção de informação, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de não ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se não temos mais tempo livre, é porque praticamente todo o nosso tempo está preso. Preso a quê? Ao princípio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletrônicos, que alguns supõem substituir “velharias”, como a poesia. T.S. Eliot, um dos grandes poetas do século XX, afirma que “um poeta deve estudar tanto quanto não prejudique sua necessária receptividade e necessária preguiça”. E Paul Valéry fala sobre uma ausência sem preço durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obrigações pendentes, das expectativas à espreita… Uma espécie de vacuidade benéfica que devolve ao espírito sua liberdade própria. Isso me remete à minha experiência pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficará pronto, cedo ou tarde. Não é assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da preguiça, não há tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como há para a produção de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”. Evidentemente, isso não significa que o poeta não faça coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta é muitas vezes invisível para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada. Assim, numa época em que “tempo é dinheiro”, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta é aquele que também dissipará o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mereçam uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. É por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma preguiça fecunda, que se mede a grandeza de um poema.
(Adaptado de: CÍCERO, Antonio. A poesia e a crítica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edição digital)
Considere as afirmações abaixo.
I. A teoria de que o poeta não deve prejudicar sua necessária preguiça, proposta por T.S. Eliot (3o parágrafo), é corroborada pelo autor do texto, por meio de sua própria experiência pessoal. II. Ainda que certas atividades, como a feitura de um poema, demandem tempo ocioso, o autor do texto censura o cultivo de uma necessária preguiça, a partir da premissa de que o tempo é escasso e valioso na atualidade. III. Para o autor, a falta de tempo livre de que a maioria se queixa deve-se ao fato de que, mesmo nos momentos destinados a atividades de lazer, estamos submetidos
Está correto o que se afirma APENAS em:
A Teoria Crítica nasceu no trauma da República de Weimar, atingiu a maturidade no exílio e alcançou aceitação cultural em seu retorno. Transmitida por seus fundadores da primeira geração — entre outros, Max Horkheimer, Friedrich Pollock, Herbert Marcuse e Theodor Adorno —, ainda é uma perspectiva filosófica e política vital.

Fred Rush. Teoria Crítica. São Paulo: Ideias & Letras, 2008, p. 25 (com adaptações).
A respeito de filosofia e experiência estética, julgue o item.

Para Adorno, a essência da arte é dedutível da sua origem, e as primeiras obras de arte são mais elevadas e mais puras.
Um dos princípios que fundamentam a vida social na sociedade atual é a autonomia do indivíduo, que, isolado do conjunto, é responsabilizado por suas ações. Na verdade, porém, a ação individual é regida por valores éticos e morais que foram socialmente elaborados e formam a maneira de pensar e interpretar o mundo. Cassiano Cordi e outros.Para filosofar.
São Paulo: Scipione, 2007, p. 65 (com adaptações).
Com relação ao assunto abordado no texto precedente, é correto afirmar que refletir sobre a ética supõe entender o papel da moral no contexto da estrutura econômica e política, sendo a ética construída
Um dos maiores embates que ocorreram na história da Filosofia foi travado, no século XVII, entre racionalistas e empiristas. Os primeiros enfatizavam o papel da razão na epistemologia, enquanto os segundos davam ênfase à primazia da experiência no modo como conhecemos. Acerca desse rico debate histórico, julgue o item.

Roger Bacon foi um precursor do movimento empirista do século XVII, ao criticar o método dedutivo no empreendimento científico em favorecimento da indução.

A lógica que rege o pensamento científico contemporâneo está centrada na ideia de demonstração e prova, baseada na definição ou construção do objeto do conhecimento por suas propriedades e funções e da posição do sujeito do conhecimento.

O fundamento que NÃO pertence à ciência contemporânea é:

Nietzsche é considerado o filósofo que afirma a vida. Mais ainda, ele é o filósofo que relaciona vida e estética. Em O Nascimento da Tragédia, a afirmação está expressa da seguinte maneira: “Só como fenômeno estético a existência e o mundo aparecem eternamente justificados”.

Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.

No estado apolíneo, a natureza força o artista a exprimir-se, a dominar o caos da vontade e a criar um novo mundo de símbolos, no qual se encontram a dança e a música.

Considerando o período da modernidade (séc. XV-XVII), assinale a opção que contém SOMENTE características do pensamento científico moderno.
“Nas obras filosóficas recentes, o termo “racionalismo” associa-se mais estreitamente com as posições de um grupo de filósofos do século XVII, isto é, Descartes, Spinoza, Leibniz e, algumas vezes, Malebranche. Esses pensadores são, às vezes, chamados de racionalistas continentais e geralmente são opostos aos assim chamados empiristas ingleses, Locke, Berkeley e Hume. Todos incluídos no primeiro grupo compartilham a ideia de que temos acesso não-empírico e racional à verdade sobre como o mundo é, e todos privilegiam a razão em relação ao conhecimento derivado dos sentidos ”
(AUDI, Robert. DICIONÁRIO DE FILOSOFIA DE CAMBRIDGE. Tradução de João Paulo Neto. et.al. São Paulo: Paulus, 2006. p.788.)
Sobre o racionalismo, podemos AFIRMAR:
O período da filosofia moderna (séculos XVII e XVIII), também conhecido como o Grande Renascimento Clássico, surgiu como resultado do esforço para vencer o acentuado pessimismo teórico dos séculos anteriores, ou seja, as manifestações filosóficas que duvidavam da capacidade da razão humana para conhecer a realidade exterior e o ser humano, fenômeno também conhecido como:
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