O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.

Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.

Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.

A filosofia de René Descartes apresenta, em alguma medida, algum tipo de mecanicismo.

Associe corretamente os significados característicos da filosofia com seus respectivos períodos históricos, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.

Coluna I

1. Filosofia contemporânea

2. Filosofia moderna

3. Filosofia medieval

4. Filosofia antiga

Coluna II

( ) Confiança na independência da razão.

( ) Desconfiança do poder da razão.

( ) Analogia da razão à ordem cósmica.

( ) Subordinação da razão à teologia

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

No que diz respeito à relação entre filosofia e ciência, assinale a afirmação que invalida a tese da “neutralidade axiológica” do saber tecnológico e do saber científico.

Analise o excerto a seguir, da obra “O Ensino de Filosofia e a Lei 10.639”:

“Os manuais de História da Filosofia, em sua maioria, concordam quando se trata de fazer o registro do ‘nascimento’ do pensamento filosófico. A hipótese mais aceita é da certidão grega. O modo menos polêmico gira em torno de um ‘cadastro’ feito por volta do século VI a.C. na Grécia antiga, com a patente de primeiro filósofo conferida a Tales de Mileto. E, ainda que existam algumas divergências entre historiadores da Filosofia, esta não deixaria de ser grega, porque se não for de Tales de Mileto, o posto de primeiro filósofo seria de Sócrates ou de Platão. A pergunta que quero compartilhar é simples: é possível falar da Filosofia fora de um desenho geopolítico europeu? Pois bem, é importante interrogar a validade da assertiva ‘a Filosofia é ocidental’. Eu advogo que o eurocentrismo e colonialidade são elementos-chave para o entendimento da ideia de que a Filosofia é uma ‘versão’ do pensamento humano, exclusivamente europeia. A defesa de que os europeus e o seu projeto civilizatório seriam necessariamente superiores aos de outros povos numa escala hierárquica que, invariavelmente, localiza a África e sua diáspora na parte mais baixa está presente nos textos de muitos filósofos ocidentais” (Nogueira, 2015).

Com base no trecho acima e nos debates presentes na obra sobre o afroperspectivismo e a diáspora na filosofia brasileira e africana, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica ao eurocentrismo filosófico busca desconstruir a ideia de que a Filosofia só pode ter nascido na Grécia Antiga, reivindicando uma pluralidade geopolítica e epistêmica.
II. A proposta afroperspectivista defende uma filosofia centrada nos valores ocidentais, para garantir a universalidade dos conceitos filosóficos clássicos.
III. A Filosofia Africana e Afrodiaspórica busca visibilizar os saberes ancestrais que foram marginalizados pelo epistemicídio promovido pela colonialidade do saber.
IV. A oralidade (ou oralitura), enquanto forma legítima de transmissão do conhecimento, é desvalorizada por critérios ocidentais que privilegiam a escrita como única forma de registro válido.
V. O afroperspectivismo propõe um campo policêntrico de produção filosófica, que reconhece a contribuição africana não apenas como objeto de estudo, mas como produtora de teorias filosóficas.

Quais estão corretas?
Aparentemente, o campo de investigação da Filosofia diminuiu quando ciências particulares, que dela faziam parte, foram-se desligando para construir suas próprias esferas de investigação.
É o que ocorre durante o século XVIII, quando se desligam da filosofia a .................... , a física e a química, entre outras e, no século XX, as chamadas ciências ..................... , como a história e a psicologia.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Conhecimento é a relação que se estabelece entre um sujeito cognoscente e um objeto. Todo conhecimento manifesta-se por meio do pensamento. Pensar é articular signos, ou seja, é ligar as representações em cadeias (ARANHA, 1992, pág. 49). Assim, durante muito tempo, considerou-se que o pensamento só poderia ser efetivado por meio da linguagem verbal, justamente porque a linguagem verbal é um:
A capacidade intelectual do ser humano para pensar e exprimir-se de forma correta e clara, para pensar e dizer as coisas tal como elas são, é denominada:

Na primeira metade do Século XX, no Círculo de Viena, este movimento pretendeu esclarecer a contribuição da Filosofia para a compreensão do que seja uma atividade científica.

Nenhum dentre eles é o que se denomina um filósofo ‘puro’; todos trabalham em um domínio científico particular, e na verdade provêm de diferentes ramos da ciência e originariamente de diferentes atitudes filosóficas [...] Se há diferenças de opinião, um acordo é afinal possível e, portanto, também requerido. Mostrou-se cada vez mais nitidamente que o objetivo comum a todos era não apenas uma atitude livre de metafísica, mas antimetafísica.

In: HAHN, H; NEURATH, O; CARNAP, R. A concepção científica do mundo: o círculo de Viena. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, n. 10, 1992, p. 9.

Como o Círculo de Viena pensa a contribuição da Filosofia para uma atitude científica?

O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão


[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.


A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.



CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.

Assinale a alternativa em sintonia com a ideia defendida no texto:

Sendo o conceito um operador sintagmático, conectivo e vicinal, isto é, que sempre se liga a outros conceitos e outras ideias para produzir novos sentidos, fica evidente que não se pode tomar a Filosofia de forma isolada.


GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2016. Manual do Professor, p.338.

Sobre o caráter interdisciplinar da Filosofia, estão corretas as afirmativas:

I. Enquanto as ciências modernas ganharam autonomia à medida que afirmaram sua singularidade disciplinar, a autonomia da Filosofia reside justamente em sua percepção da multiplicidade, sem a definição de objetos únicos.

II. O que é pensado pela Filosofia, na maioria das vezes é pensado também por outras disciplinas, sendo importante para ela o diálogo com as outras maneiras de abordar o mesmo objeto.

III. O diálogo com as demais disciplinas do currículo do Ensino Médio enriquece a reflexão filosófica experimentada dentro e fora da sala de aula, deixando claro que a Filosofia não é um conhecimento isolado.

IV. A aproximação da Filosofia por meio de temas facilita reaver a vocação inicial interdisciplinar dos estudos filosóficos, que foi tão frutífera para a história do pensamento.

Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. No início do século XVI uma série de mudanças de grande porte ocorreu no mundo europeu. Tais mudanças afetaram todos os campos: a moral, a religião, a arte, a ciência, a Filosofa, a economia, a política. Todas estas mudanças estão, naturalmente, interligadas. São, entretanto, conhecidas por diferentes nomes. Assim, as mudanças profundas na estrutura religiosa iniciadas nos estados germânicos são conhecidas por Reforma Protestante e a reação a estas mudanças deu origem à Contra Reforma Católica.

II. A grande impulsão que conheceram as artes, notadamente na Itália, é identificada como Renascimento. Na Economia, o capitalismo deu seus primeiros passos, enquanto a descoberta e colonização da América dava origem ao sistema comercial do Mercantilismo. A ciência, tal como a entendemos, dá seus primeiros passos com Bacon e se afirma definitivamente com Newton.

III. Na política, assistimos à decadência do feudalismo e à ascensão dos primeiros Estados nacionais. A Filosofa liberta-se enfim do jugo do cristianismo que a utilizará durante mil anos como serva. O Discurso do Método de Descartes é um brado contra toda submissão à tradição e ao respeito sagrado que sempre cercará os textos de autores consagrados pela Igreja, como Aristóteles.

IV. Abrem-se as portas para a originalidade e a palavra de ordem passa a ser o “ousa Saber!” Toda essa série de mudanças implicou profunda e ampla caracterização da natureza humana. É nesse momento histórico que surgem as noções de “indivíduo” e de “sujeito”. A primeira dessas encontra lugar desde que, com o fim do sistema feudal e da vinculação direta do homem a terra na qual ele trabalha, tem início um processo de independentização dos homens e dos fortes laços que os ligavam aos senhores feudais.

Estão corretas as afirmativas.
“A Filosofia, no espaço escolar, acompanhada de todo processo educativo desenvolvido na escola, não só é responsável por formar as novas gerações, mas também precisa oferecer aos novos cidadãos aquilo que a humanidade possui de melhor, e não o que nos envergonha como humanos. Uma sociedade ou um Estado que neguem a seus cidadãos as conquistas mais qualitativas da humanidade promovem a barbárie e contribuem para a animalização do ser humano, transformando-o em coisa, em objeto […]”. (GHEDIN, Evandro. Ensino de Filosofia no Ensino Médio. São Paulo: Cortez, 2008, p. 144). Reflita sobre o texto acima e assinale a alternativa incorreta.
"Enquanto disciplina filosófica pode modificar, refinar ou aprimorar as regras morais enraizadas na sociedade através da avaliação que fez de princípios e valores morais até então estabelecidos". Tal conceito se refere à:
Incapaz de contentar-se com as coisas transitórias desta vida, o ser humano se torna totalmente cético em relação a valores habituais que até então aceitara sem hesitação. No momento desse desespero divino, toma a decisão importante de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que principia a verdadeira busca dos valores duradouros.

Maria L. S. Teles. Filosofia para o ensino médio.
Petrópolis – RJ: Vozes, 2010, p 17 (com adaptações).
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre os conceitos filosóficos das escolas do período helênico e sua aplicação no ensino médio.
O ato de filosofar é uma atividade essencialmente acadêmica, restando aos professores do ensino médio a atividade de suscitar nos estudantes dúvidas quanto à possibilidade de apreensão desse tipo de saber.
São eventos que foram, sem dúvida, relevantes para o surgimento da filosofia:

1. Viagens Marítimas. 2. Descoberta da pólvora. 3. Invenção do Calendário. 4. Surgimento da vida urbana. 5. Invenção escrita alfabética.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

São fatos significativos como condições históricas para o surgimento da filosofia:

1. Viagens marítimas.

2. Invenção do calendário.

3. Invenção da escrita alfabética.

4. Edificações das pirâmides.

5. A peste negra.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

“A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa – em parte devida à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes –, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário”.
O trecho acima, retirado do documento Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), voltados às ciências humanas, destaca a presença contínua da busca inicial do saber filosófico que inspirou os gregos. De acordo com o referido documento, é correto afirmar que a Filosofia nasceu com a declarada intenção de

O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão


[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.


A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.



CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.

Segundo Gallo (2014), um caminho esboçado para viabilizar a aprendizagem da Filosofia no Ensino Médio como uma experiência do e no pensamento está organizado em quatro etapas, partindo do problema e chegando ao conceito. Relacione as etapas a algumas ações a serem executadas em cada uma delas.

(1) Sensibilização
(2) Problematização
(3) Investigação
(4) Conceituação

( ) Trabalhar com uma história em quadrinhos, uma música ou um filme.
( ) Experimentar o pensamento, pensar por si mesmo o que já foi pensado e encontrar ferramentas para enfrentar os problemas.
( ) Dar visibilidade à questão, explicitá-la.
( ) Explorar autores e temas, trabalhando uma diversidade de elementos.

A sequência de numeração correta é:

O filósofo austríaco, Ludwig Wittgenstein (1889-1951), no decorrer de sua obra investigou a relação entre pensamento e linguagem, sobre a teoria de Wittgenstein e a filosofia analítica considere as opções abaixo.

I - A filosofia analítica buscou criticar a visão metafísica da modernidade, que acreditava ser possível conhecer a verdade por meio da racionalidade do sujeito.

II - A virada linguística foi a tentativa dos modernos de frear o novo paradigma epistemológico da filosofia analítica.

III - Wittgenstein entendia ser necessário estudarmos a filosofia dentro da lógica de nossa linguagem e considerando os limites dela.

IV - Para o filósofo austríaco, o “giro linguístico” seria uma contradição se usado na análise do pensamento e da linguagem.

V - A Segunda fase de Wittgenstein foi marcada pela tentativa de entender o significado das expressões linguísticas.

Estão corretas:

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