Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(Poemas escolhidos, 2010.)
Com base no texto precedente, julgue o item subsequente.
Em “confundiam depressa a cidade, os países, todo-o-mundo lívido”, no período “Susto e consternação confundiam depressa a cidade, os países, todo-o-mundo lívido. Antes que tudo, o assombro”, há uma construção estilística baseada em metonímia, o que se evidencia pelo fato de que quem sofre a ação expressa pelo verbo confundir são os seres humanos que vivem nos locais mencionados.
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar Sem pedir licença, muda a nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
A cidade maravilhosa foi palco de muitas manifestações.
A figura de linguagem que está presente na frase acima é:
“Aquela confusão me deixou com o nó na garganta”
“A despedida de meu irmão me deixou com o peito sangrando”
As palavras sublinhadas têm a característica de:
UFT•
Pensatorto (1) Comprou, vendeu Vendeu, comprou Comprou e vendeu Vendeu e comprou Trocou o remédio E morreu.
Pensatorto (2) Era um cara assustado Assustado era o cara Ficou corajoso Se meteu numa briga E morreu.
Pensatorto (3) Contador era
Mas histórias não sabia nenhuma Um dia descobriu uma história Nunca mais foi contador.
Fonte: MAÇARANDUBA, Giordano. Todoeu. Goiânia: Trilhas Urbanas, 2008, p.58-60.
Nos poemas, nota-se um uso repetitivo das mesmas palavras, dos tempos verbais e das estruturas frasais que vão sendo reestruturadas.
Considerando a leitura dos três poemas Pensatorto, é CORRETO afirmar que tais recursos poéticos produzem um sentido de
IDENTIDADE (1992)
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
JORGE ARAGÃO
vagalume.com.br
A metáfora “preto de alma branca” é criticada na letra da canção por estar associada a um
contexto de:
"Na entrevista, o candidato afirmou que 'a cidade estava doente', referindo-se à falta de investimentos em saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem presente na expressão 'a cidade estava doente'.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A cultura pode ser explícita ou implícita. Algumas pessoas, mesmo de nível elevado, sequer sabem que sua organização tem uma cultura. Em consequência, não lhes é possível identificá-la e compreendê-la, quanto mais explicitá-la. Assim, algumas organizações não têm uma cultura explícita, mas terão sempre uma cultura, que poderá ser implícita.
A cultura pode ser explicitada por meio de códigos de ética, declarações de princípios, credos ou, simplesmente, por meio do conjunto das políticas e normas da organização. Quando se explicita a cultura, temos uma cultura oficial, que são os valores e ideais estabelecidos pela alta administração, os quais podem coincidir ou não com o que é praticado.
A cultura de fato, implícita, penetra de forma mais profunda do que palavras faladas ou escritas. Quando a cultura real não coincide com a oficial, o que vale é a real. A melhor maneira de identificar a cultura real é observar as preocupações, as decisões e as prioridades da alta administração: as recompensas, as promoções, punições, demissões e as razões que ocasionaram essas decisões. Isso revela a crença e os julgamentos da alta administração mais do que qualquer documento escrito, uma vez que no corpo do texto nem sempre é possível compreender os elementos centrais de uma cultura.
Fonte: LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo: Saraiva, 2009.
Leia a fábula “A tartaruga e a águia” do escritor grego Esopo (620 a.C.?-564 a.C.?).
Uma tartaruga pediu a uma águia que a ensinasse a voar. A ave tentou dissuadi-la:
– Voar é completamente contrário à sua natureza.
Mas a tartaruga suplicou e insistiu ainda mais. Então a águia pegou a tartaruga com suas garras, levou-a até bem alto no céu e depois a soltou. A tartaruga caiu nos rochedos e se espatifou.
(Fábulas, 2013.)
Depreende-se leitura da fábula a seguinte moral:
O Almocreve
Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu fora da sela, com tal desastre, que o pé esquerdo me ficou preso no estribo; tento agarrar-me ao ventre do animal, mas já então, espantado, disparou pela estrada fora. Digo mal: tentou disparar, e efetivamente deu dois saltos, mas um almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rêdea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.
- Olhe do que vosmecê escapou, disse o almocreve.
( ...) Resolvi dar-lhe (...) uma recompensa digna da dedicação com que ele me salvou.
• Este trecho é retirado do capítulo que exemplifica bem a personalidade e o caráter do narrador. Assim, considerando o episódio como um todo, no ato final da recompensa, Brás Cubas
Leontina disse que sim, cuidando que mentia; mas passados oito dias admirou-se de ter dito a verdade. Nunca mais soube de mim, nem eu dela; até que, um ano depois, a criada, que a servia, me contou que a menina casara com o padrinho e que as enteadas, coagidas pelo pai, se tinham ido para o recolhimento do Grilo com uma pequena mesada e a esperança de ficarem pobres. Não sei mais nada a respeito da primeira das sete mulheres que amei, em Lisboa.”
(Camilo Castelo Branco, Coração, cabeça e estômago, p. 4. Disponível em www.dominiopublico.gov.br. Acessado em 20/05/2018.)
O excerto anterior apresenta uma síntese acerca do primeiro dos setes amores da personagem Silvestre da Silva. Considere essa experiência amorosa no contexto da primeira parte da narrativa e assinale a alternativa correta.