De acordo com as evidências obtidas de ensaios clínicos e
revisões sistemáticas, que abordaram diversos espectros de
pacientes com coronariopatia estável (síndrome coronariana
crônica), quando associada ao tratamento clínico otimizado, a
intervenção coronariana percutânea está primariamente
associada à
Paciente do sexo masculino, 52 anos, com história prévia de
hipertensão arterial e obesidade. Faz uso abusivo de bebida
alcoólica nos finais de semana. Tabagista e sedentário. Em uso de
losartana e hidroclorotiazida. Procura atendimento na
emergência com queixa de palpitações e desconforto torácico de
início súbito. PA= 130X70 mmHg, com ritmo cardíaco irregular.
ECG com complexos QRS espaçados de forma irregularmente
irregular e ausência de onda P.
De acordo com as alterações descritas nesse eletrocardiograma,
o diagnóstico é:
Paciente do sexo masculino, 25 anos, nega uso regular de
medicações, refere crises de dor abdominal com distensão e
diarreia desde a infância, sempre apresentou hipoidrose. Ele vem
queixando-se, nos últimos meses, de quadro de dispneia
progressiva. Realizou EcoCG que evidenciou insuficiência mitral e
hipertrofia do VE. Ao exame apresentava angioqueratomas nas
coxas e mucosa oral, e também opacidade corneana
assintomática.
Assinale a opção que indica o diagnóstico para o caso.
O uso da cafeína interfere com exames cardíacos que promovem
alteração da perfusão cardíaca através do aumento de adenosina,
levando ao aumento do fluxo coronariano e promovendo
“roubo” coronário.
Uma paciente estava agendada para o exame e tinha tomado
café; portanto, será adiado o seu exame de:
Um paciente de 62 anos, hipertenso, compareceu a consulta
ambulatorial regular. Apesar da implementação adequada de
medidas de estilo de vida, relatou que seus níveis pressóricos se
mantiveram elevados nas aferições de pressão em sua residência.
Estava em uso de doses plenas de enalapril, indapamida e
amlodipina. Em investigação recente, foram afastadas causas
secundárias de hipertensão arterial. Ao exame, apresentava
ritmo cardíaco regular e presença de quarta bulha cardíaca na
ausculta cardíaca. A pressão arterial era de 155 por 96 mmHg e a
frequência cardíaca era de 71 batimentos por minuto. Em exames
laboratoriais recentes, a glicemia foi de 92 mg/dL, creatinina de
1,0 mg/dL, ureia de 32 mg/dL, sódio de 140 mg/dL e potássio de
3,9 mg/dL.
No caso desse paciente, a medicação que deve ser associada para
um melhor controle pressórico é:
Uma puérpera de 38 anos, cujo parto foi há 3 meses, comparece ao serviço de emergência devido à dispneia progressiva nas últimas três semanas, associada a edema de membros inferiores. Relata também ortopneia e dispneia paroxística noturna. Nega dor torácica, quadro infeccioso recente ou outras comorbidades. Pai com história de infarto agudo do miocárdio aos 60 anos. Em uso apenas de sulfato ferroso. Gesta IV para V, sendo que a última gravidez foi gemelar. Apresentou anemia ferropriva e elevação da pressão arterial nas duas últimas gestações, embora tenha recusado utilizar qualquer anti-hipertensivo.
Ao exame: Lúcida, taquipneica sem esforço respiratório em ar ambiente, corada, acianótica, afebril. Frequência cardíaca: 100 bpm; pressão arterial: 118x68 mmHg; fundoscopia normal; murmúrio vesicular reduzido na base D com crepitações em ambas as bases pulmonares; ictus do ventrículo esquerdo globoso, palpável na linha axilar anterior, no sexto espaço intercostal esquerdo; ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B3), bulhas normofonéticas, sem sopros, com turgência jugular patológica a 90º ; abdome flácido, levemente doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com hepatimetria de 14 cm; membros inferiores edemaciados até os joelhos 2+/4+, com cacifo.
Considerando a história e o quadro clínico apresentado, assinale
a afirmativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Entre as opções abaixo, assinale a que não representa uma
indicação de reabilitação cardiovascular estruturada
multidisciplinar para redução de eventos clínicos fatais e/ou não-fatais em pacientes cardiopatas.
Um paciente de 63 anos foi submetido, sem complicações, a uma
cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM). Na fase inicial
da recuperação pós-operatória, o cardiologista considera as
melhores práticas para promover a recuperação cardiovascular e
evitar complicações.
A intervenção mais apropriada para integrar o plano de
tratamento desse paciente é:
Sobre os hipoglicemiantes, assinale a opção que indica o que
apresenta maior benefício para reduzir o risco cardiovascular em
pacientes diabéticos com doença aterosclerótica estabelecida.
Os cateteres de Swan-Ganz são menos utilizados atualmente do que na década de 1990, mas ainda servem ao propósito de investigar etiologia de choque em pacientes críticos, assim como para titulação de inotrópicos e aferir pressões de enchimento, dentre outras utilidades.
O catéter em questão foi introduzido com sucesso e foram
realizadas as seguintes medidas:
Pressão Venosa Central (PVC) = 2mmHg.
Pressão de Artéria Pulmonar Média (PAPM) = 14mmHg.
Pressão de Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO) = 6mmHg.
Índice Cardíaco = 1,8L/min/m².
De acordo com as informações acima, é correto afirmar que,
provavelmente, trata-se de um choque
Paciente masculino de 58 anos com história prévia de
hipertensão arterial e diabetes mellitus é atendido em Unidade
de Emergência com dor precordial que se iniciou em repouso.
A dor é compressiva, subesternal e associada com sudorese e
taquipneia.
Está afebril, pressão arterial de 11/70mmHg e frequência
cardíaca de 76bpm. A ausculta pulmonar é normal e não são
visíveis jugulares túrgidas. O traçado eletrocardiográfico mostra
depressão do segmento ST nas derivações V1 a V4, elevação do
segmento ST das derivações V7 a V9 e relação entre as ondas R e
S na derivação V1 > 1.
Neste caso, o diagnóstico mais adequado para este paciente é
Paciente é admitida no setor de emergência com dor no flanco esquerdo, hematúria, proteinúria, febre, náuseas e vômitos. Após colheita de sangue para análise geral foi realizada ultrassonografia abdominal que demonstrou uma pequena área hipoecogênica em forma de cunha com o ápice apontando em direção à pelve renal esquerda.
Paciente de 73 anos, sexo feminino, hipertensa e fumante, relata
dor torácica de forte intensidade com pico de dor há três dias. No
momento da avaliação encontra-se corada, hidratada, eupneica,
hemodinamicamente estável, porém mantém queixa de dor mais
proeminente no dorso, sem irradiação. Solicitada tomografia de
tórax e complementada a investigação com angiotomografia,
diagnostica-se aneurisma de aorta torácica descendente
fusiforme de 62 milímetros de diâmetro, na Zona 4 de Ishimaru.
Com tais informações, a melhor conduta é
No contexto de medicamentos anti-hipertensivos, assinale a
opção que apresenta uma associação incorreta entre o
medicamento e o potencial efeito adverso.
Paciente de 67 anos, sexo masculino, hipertenso e tabagista,
durante exames de rotina realiza eco color Doppler de vasos
cervicais que suspeitam de alargamento da bifurcação carotídea
direita. Indicada angiotomografia, esta identifica uma massa
ovoide hipervascularizada na região, descrevendo a imagem
como “sinal da lira”. Com estas informações, devemos direcionar
o diagnóstico como
Um paciente de 72 anos com insuficiência cardíaca
compensada, atualmente em classe funcional I da NYHA, já em
uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA),
betabloqueadores e espironolactona, realizou um teste
cardiopulmonar. Os resultados mostram um consumo máximo
de oxigênio (VO2 de pico) de 16 mL/kg/min (68% do previsto).
Durante o teste, a frequência cardíaca de repouso foi de 60
bpm, aumentando para 145 bpm no pico do exercício em ritmo
sinusal. O cardiologista considera intervenções para melhorar a
qualidade de vida e a capacidade de exercício do paciente.
Com base nos resultados do teste e na condição atual do
paciente, a conduta adequada é:
Uma mulher de 60 anos com claudicação na panturrilha não
limitante de longa duração, Diabetes melito, hiperlipidemia com
LDL elevado e hipertensão passa a receber uma estatina. Duas
semanas depois apresenta-se no setor de emergência com
relatos de aumento da dor nas suas pernas incluindo as coxas. A
dor está presente perene, mas é agravada pela movimentação.
Diante do caso, a causa mais provável para o agravamento de
seus sintomas é
Paciente de 88 anos, sexo feminino, em recuperação de cirurgia
cardíaca, apresenta edema de membros inferiores, varizes de
grosso calibre e dermatoesclerose dos terços distais das pernas e
tornozelos. Não há úlceras abertas ao exame físico. Utilizando a
Classificação CEAP, esta paciente estaria classificada como
Paciente de 77 anos, sexo feminino, com antecedente de
hipertensão arterial e insuficiência cardíaca (IC) de etiologia
hipertensiva de fração de ejeção reduzida (FEVE 25%) foi
internada na UTI após choque cardiogênico às custas de uma IC
descompensada por uma sepse de foco urinário. No 5º dia de
internação, evolui já extubada, em Glasgow 15, com desmame de
noradrenalina. Atualmente em uso de dobutamina
7,5mcg/kg/min apenas, sem vasopressor.
Ao final do plantão, você é chamado, pois a paciente exibe sinais
de baixo débito e má perfusão periférica, mantendo a dose do
inotrópico. Ao exame clínico, sonolenta, TEC lentificado,
estertores basais à ausculta pulmonar, ausculta cardíaca normal.
FR 20, SatO2 94% em ar ambiente, FC 115, PA 140x104 (PAM
116).
Assinale a opção que indica a melhor conduta para o caso
descrito.