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Sobre Administração, analise as afirmativas abaixo:


I. Administração é processo porque tem o significado de norte, de caminho a ser percorrido e buscar um resultado comum.

II. Administração é solução de problemas porque é uma atividade contínua.

III. Administração é coordenação porque o administrador é como um maestro e precisa reger a empresa.


Assinale a alternativa correta.

Analise as afirmativas a seguir atribuindo-lhes valores Verdadeiro (V) ou Falso (F): ( ) Renderam-se às tropas aliadas as forças germânicas de terra, mar e ar. (O núcleo do sujeito é, “forças germânicas”).

( ) Pode haver grandes shows na virada cultural. (O verbo haver tem valor existencial).

( ) Precisa-se de pedreiro. (A partícula SE atua como determinante do sujeito).

( ) Foram incentivados a comemorar a queda do governo. (O infinitivo não é flexionado, principalmente, em locuções verbais e verbos preposicionados).

Assinale a alternativa que, respectivamente, apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Leia o texto para responder a questão.

Coisas Antigas

[...] “Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual a origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio que já notado por outras pessoas, de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva. De máquinas como telefone, automóvel etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso mudaram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram. [...]
O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão ou de seda animal, pobre ou rico, ele se tem mantido digno. [...]” Rubem Braga

Analise o trecho: “Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda”. Assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática da expressão em destaque.
    Há algum tempo venho afinando certa mania. Nos começos chutava tudo o que achava. [...] Não sei quando começou em mim o gosto sutil. [...]
   Chutar tampinhas que encontro no caminho. É só ver a tampinha. Posso diferenciar ao longe que tampinha é aquela ou aquela outra. Qual a marca (se estiver de cortiça para baixo) e qual a força que devo empregar no chute. Dou uma gingada, e quase já controlei tudo. [...] Errei muitos, ainda erro. É plenamente aceitável a ideia de que para acertar, necessário pequenas erradas. Mas é muito desagradável, o entusiasmo desaparecer antes do chute. Sem graça.
    Meu irmão, tino sério, responsabilidades. Ele, a camisa; eu, o avesso. Meio burguês, metido a sensato. Noivo...
     - Você é um largado. Onde se viu essa, agora! [...]
   Cá no bairro minha fama andava péssima. Aluado, farrista, uma porção de coisas que sou e que não sou. Depois que arrumei ocupação à noite, há senhoras mães de família que já me cumprimentaram. Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança. Acham, sem dúvida, que estou melhorando.
    - Bom rapaz. Bom rapaz.
    Como se isso estivesse me interessando...
Faço serão, fico até tarde. Números, carimbos, coisas chatas. Dez, onze horas. De quando em vez levo cerveja preta e Huxley. (Li duas vezes o “Contraponto” e leio sempre). [...]
Dia desses, no lotação. A tal estava a meu lado querendo prosa. [...] Um enorme anel de grau no dedo. Ostentação boba, é moça como qualquer outra. Igualzinho às outras, sem diferença. E eu me casar com um troço daquele? [...] Quase respondi...
- Olhe: sou um cara que trabalha muito mal. Assobia sambas de Noel com alguma bossa. Agora, minha especialidade, meu gosto, meu jeito mesmo, é chutar tampinhas da rua. Não conheço chutador mais fino.
 
(ANTONIO, João. Afinação da arte de chutar tampinhas. In: Patuleia: gentes de rua. São Paulo: Ática, 1996) 
 
Vocabulário: Huxley: Aldous Huxley, escritor britânico mais conhecido por seus livros de ficção científica.
Contraponto: obra de ficção de Huxley que narra a destruição de valores do pós-guerra na Inglaterra, em que o trabalho e a ciência retiraram dos indivíduos qualquer sentimento e vontade de revolução. 
A oração “Depois que arrumei ocupação à noite,”(5º§) é introduzida por uma locução conjuntiva que apresenta o mesmo valor semântico da seguinte conjunção:
Cace a liberdade

(Martha Medeiros)

     Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma? 
     Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar? 
     Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir. 
     Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente. 
    Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que o cacem também.
    Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regra, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para a sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.
     Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, se torna repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é tão intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar direito. 
Na última frase do texto, a autora provoca um efeito de sentido por meio:
A Constituição federal organiza e rege toda a legislação do Estado brasileiro. Entre seus dispositivos mais importantes, destaca-se o artigo 5° que disciplina os direitos e garantias fundamentais. Considere tal normatização e assinale a alternativa incorreta.
Por concurso de crimes se entende a prática de duas ou mais infrações penais, mediante a unidade ou pluralidade de condutas. Quanto às espécies do referido instituto, analise as afirmativas abaixo:
I. Segundo jurisprudência dos tribunais superiores, não há continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão, ainda que praticados em conjunto, uma vez que os referidos crimes, apesar de serem da mesma natureza, são de espécies diversas.
II. Ocorre concurso material quando o agente, mediante uma só ação, pratica crimes de roubo contra vítimas diferentes, ainda que da mesma família, eis que caracterizada a violação a patrimônios distintos.
III. Segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça, os desígnios autônomos que caracterizam o concurso formal próprio ou perfeito referem-se a qualquer forma de dolo, direto ou eventual.
IV. Dentre as espécies de crime continuado, o parágrafo único do artigo 71 do Código Penal prevê o crime continuado qualificado, segundo a doutrina, o qual se verifica nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa.
Assinale a alternativa correta.

A depressão é o mais comum dos distúrbios afetivos. Ela pode variar de alteração muito leve até depressão grave (psicótica), levando a alucinações e delírios. A respeito dos antidepressivos, julgue as afirmações.

I. Os antidepressivos levam pelo menos duas semanas para produzir efeitos benéficos e bioquímicos.

II. Dentre os antidepressivos inibidores da captura de monoaminas, tem-se a fluoxetina e o citalopram.

III. Dentre os antidepressivos antagonistas do receptor da monoamina, tem-se a mirtazapina e a trazodona.

Assinale a alternativa correta.

Assinale a alternativa incorreta sobre as normas previstas na Constituição Federal no tocante à disciplina sobre as Polícias militares, rodoviária e judiciária.
O funcionário público que solicita, para si, diretamente, vantagem indevida, em razão de sua função, comete o crime de:
Com relação às substâncias capazes de clivar os fatores V e VIII, tornando-os ativos na cascata de coagulação, marque a opção correta:
Sobre o golpe que resultou no período da ditadura militar (1964-1985) no Brasil, assinale a alternativa incorreta.
Refino do petróleo é a operação que tem por objetivo separar suas diversas substâncias componentes em função da cadeia de átomos de carbono que compõem os hidrocarbonetos. Sobre essa etapa do processo de obtenção de petróleo, assinale a alternativa incorreta.
Numa academia de ginástica, 120 frequentadores praticam natação ou musculação. Sabe-se que 72 praticam natação e 56 praticam musculação. Desse modo, o total de frequentadores que praticam somente musculação é:
Assinale a alternativa em que as palavras estão acentuadas corretamente.
Num recipiente totalmente vazio, cujo volume total é de 17 litros, foi despejado água retirada de 14 copos com capacidade de 250ml cada. Para encher totalmente o recipiente de água, serão necessários ainda:
Para as questões de 1 a 5, leia o texto abaixo, de Gilberto Dimenstein.

A lição do menino milionário

Um garoto inglês fez um trabalho escolar para resolver um problema comum: saber quem está tocando a campainha de sua casa mesmo que a pessoa esteja fora. Solução: a campainha aciona o celular (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br). A invenção ganhou vida, o produto vai ser comercializado em setembro próximo --e o garoto até o próximo ano, a julgar pelas encomendas, será um dos milionários mais novos do mundo.
Esse é um bom jeito de se encarar o futuro da educação. Há cada vez mais acesso a informação fora da escola, que não consegue acompanhar o ritmo das descobertas. A maioria dos professores se sente intimidada com o ritmo do conhecimento, distanciando-se dos seus alunos.

Além disso, as novas gerações aprendem coisas na base da tentativa e erro. Uma experiência na Índia (também detalhada no Catraca Livre) mostra bem isso: deixaram o computador livre numa área da escola, sem nenhum professor ou tutor. Logo se viu como os meninos e meninas aprendiam sozinhas.
Vejo aqui em Harvard, uma usina de quase adolescentes que viram milionários com seus projetos (pessoal do Facebook, por exemplo). Muita gente nem espera acabar o curso porque já está criando uma empresa. Dois exemplos: Bill Gates e Steve Jobs.

Saber como responder a essa velocidade é um dos maiores desafios da educação. A resposta para mim passa pelo seguinte: a escola é parte da resposta. O essencial é que o jovem viva numa comunidade de aprendizagem em que possa experimentar e aprender em diferentes lugares.
Portanto, um dos mais importantes papéis da escola, além de ajudar o estudante a se guiar pelas possibilidades de aprendizagem nos mais diferentes lugares (a começar dos virtuais) é desenvolver o prazer do empreendedorismo.
Assinale a alternativa em que a substituição do termo destacado pelo pronome está adequada.
“além de ajudar o estudante a se guiar pelas possibilidades de aprendizagem nos mais diferentes lugares (a começar dos virtuais) é desenvolver o prazer do empreendedorismo.”

Para responder às questões de 1 a 4, leia a crônica abaixo.

Somos todos vítimas

Ivan Angelo

Num domingo frio de início do inverno, a população de São

Paulo ficou chocada com uma cena jamais vista na cidade. A

capa do jornal Estadinho trazia uma fotografia que ocupava toda

a largura da página e mostrava uma família de seis pessoas,

homem, mulher e quatro crianças, louros, de olhos azuis,

morando sob o Viaduto do Chá, sem ter o que comer, com

apenas a roupa do corpo e uma cuia de chimarrão que o homem

tomava. O assunto dominou as conversas naquele 2 de junho

de 1918 e invadiu a semana. Como era possível tal cena na

metrópole que mais crescia no país? Que gente era aquela? O

homem, argentino, trabalhara na grande fazenda de café do

milionário Martinho Prado, havia contraído maleita, fora despedido

e depositado com a família na capital, entregue à própria má

sorte.

Noventa e cinco anos depois, as cenas mais vistas na cidade

são de famílias dormindo na rua, sem ter o que comer, sem

roupas e sem chimarrão, e de bandos de miseráveis drogados.

No passado, vimos chocados um caso inédito; hoje, olhamos

com anestesia da indiferença para a malta de zumbis e grupos

de desvalidos, quando não os vemos com silenciosa revolta ou

cauteloso receio. Como deixaram nossa cidade chegar a esse

ponto? Como não fomos capazes de impedir esse horror quando

era possível?

Foram vindo. Das injustiças sociais vieram, dos fracassos

pessoais, das famílias desestruturadas, das fugas, das

frustrações, das secas nordestinas e amorosas vieram, do

abandono, das fragilidades e inseguranças, das revoltas sem

rumo vieram, do alcoolismo, dos pais ausentes, da escola

ausente, das bravatas imaturas, dos reformatórios vieram, dos

abusos, dos maus-tratos, dos baratos, das baladas, da má

educação, das carências, da falta de lugar, da doença mental

vieram, da baixa estima, das prisões, do risco mal calculado,

dos refúgios da alma vieram... e formaram essas multidões

que nos assustam.

Há alguns anos (dez?) dizia-se: é a Cracolândia, estão restritos

à Cracolândia. Aquela água envenenada começou a vazar: Luz,

Sé, Brás, Bom Retiro, Centro, Parque Dom Pedro, Cambuci,

Mooca, Tatuapé, Campos Elíseos, Santa Cecília, Higienópolis,

Avenida Paulista, baixos dos viadutos Rebouças e Doutor

Arnaldo. Os moradores de Perdizes veem, consternados, que

os caídos já amanhecem dormindo na porta dos seus prédios

e casas. As ações espasmódicas das autoridades o que fizeram

foi espalhá-los pela cidade.

Que fazer?

Pobres de nós, perplexos. Brotam sentimentos xenófobos até

nos melhores. São um risco para a saúde pública, dizem,

disseminam doenças, aids, hepatites, tuberculose, sarna,

micoses. Perguntam o que é pior para o conceito de cidade

limpa: uma placa irregular, que vai gerar propina, ou um

maltrapilho defecando e urinando na rua? Se alguém bem vestido

fizer isso,será levado para a delegacia, enquadrado em algum

ato de atentado ao pudor.

Esses bandos de crianças e adolescentes que perambulam

pelas ruas praticando furtos e fumando crack são as peças de

reposição da malta de zumbis, advertem. Perguntam, punitivos:

são infratores, malfeitores, criminosos ou o quê? Em que lei se

enquadram? É enquadrá-los e agir. Afirmam: estão sendo

exportados para São Paulo, as autoridades devem mandá-los

de volta, cuidar dos nossos e mandar o resto de volta.

Estamos precisados de tanta coisa para nos tornar melhores e

vem essa coisa a nos empurrar para o lado mais escuro de nós.

Precisamos nos lembrar de que há uma mãe procurando seu

menino desaparecido no meio daqueles bandos, para oferecerlhe

um banho quente entre uma queda e outra; há uma irmã

que guardou a boneca da caçula para quando a encontrar; há

uma filha tentando salvar o pai já idoso e perdido; há uma esposa

com filho à procura do marido, ainda com esperança... Há

histórias... Há lágrimas... Há vítimas dos dois lados.

A palavra " imaturas" é formada por

Sobre os métodos de limpeza assinale a alternativa correta:
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