No Brasil, o movimento de renovação da Geografia centrou-se na categoria espaço geográfico, rece-bendo uma grande contribuição de autores da Geografia Crítica.
Na perspectiva da abordagem crítica, ou seja, da dialética de Marx e Engels, é CORRETO afirmar:
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Dentre os diferentes tipos de redes urbanas, Christaller propõe o estudo de rede urbana enquanto um conjunto integrado de cidades, fornecendo uma teoria do tamanho, da função e do espaçamento dos centros de mercado. Na perspectiva da rede christalleriana, avalie as informações a seguir:
I. A rede de Christaller, a partir de argumento de caráter geométrico, representa um conjunto de cidades num espaço hierarquizado, apresentando alguns lugares centrais mais importantes que outros, cujas funções centrais se estendem por regiões em que existem outros lugares centrais de menor importância.
II. Na lógica do modelo geométrico de escala regional proposto por Christaller, cuja construção parte de um conjunto de suposições e de condições, dentre elas, a existência de uma planície isotrópica com uma população uniformemente distribuída e com o mesmo poder de compra, torna-se adequado considerar que as cidades conhecidas como globais, consideradas centros vitais da economia capitalista globalizada, representam a posição de maior nível hierárquico do modelo.
III. Na rede de Christaller, as áreas hexagonais de mercado representam o melhor compromisso entre o ideal econômico e a realidade geográfica e produzem uma rede hierárquica de áreas de mercado com seis lados.
É CORRETO o que se afirma em:
O conceito de território pode ser ligado à ideia de domínio ou de gestão de uma determinada área, sendo que dele emergem conceitos derivativos de territorialidade e de desterritorialização. Nessa perspectiva, analise as asserções abaixo:
I. A expansão do território pode, por um lado, promover a ampliação da territorialidade e, por outro, promover a desterritorialização de certos grupos sociais.
PORQUE
II. A formação de um território dá às pessoas que nele habitam a consciência da sua participação, provocando o sentimento de territorialidade que, de forma subjetiva, cria uma consciência de identidade entre as mesmas.
Acerca dessas asserções, é CORRETO afirmar:
As grandes metrópoles do mundo, sejam elas localizadas em países desenvolvidos ou mesmo em nações pobres, com toda a sua complexidade, parecem conter exemplos bastante interessantes e variados de territórios e territorialidades urbanas que podem ser amplamente utilizados pelos professores, em sala de aula, como forma de discutir essa categoria tão importante nos estudos da Geografia, em especial da Geografia Política. Nesses casos, é interessante destacar o território como um campo de forças, uma teia de relações sociais que, em sua complexidade, pode indicar limites que identificam espaços da identidade coletiva, onde se estabelece uma oposição ou rejeição aos indivíduos ou grupos que passam a ser vistos como estranhos, os de fora.
Entre esses exemplos, podem ser consideradas como expressões muito claras das territorialidades urbanas geradoras de tensão e conflitos em muitas das metrópoles brasileiras, todas as situações descritas abaixo, EXCETO:
Assim, políticos, seus partidos e a corrupção foram eleitos os inimigos comuns. O próximo passo foi quase natural: “eles são os inimigos do Brasil”. Daí veio o orgulho de ser brasileiro cantado nas mani-festações e a bandeira nacional vestida como manto – ou capa para aqueles que se sentiam heróis. (João Sicsu — publicado 03/07/2013 10h29. In.: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-naciona-lismo-das-manifestacoes-2311.html. consulta em 21/09/2016)
O trecho acima, que também trata dos manifestantes de 2013, trata-se de uma análise de João Sicsu, colunista da Carta Capital e professor do Instituto de Economia da UFRJ. No trecho em destaque sobre o nacionalismo, só é CORRETO afirmar:
Considerando que a paisagem é uma categoria fundamental para o conhecimento geográfico, avalie as afirmativas a seguir:
I. A paisagem é forma, ou seja, um conjunto de objetos que revelam a realidade sem deformá-la, uma vez que, independentemente de quem seja o observador, a realidade revelada é a mesma.
II. A paisagem é a parte visível do espaço que pode ser descrita através dos elementos ou objetos que a compõem.
III. As paisagens são formadas por elementos naturais, isto é, criados pela natureza e por elemen-tos humanos ou sociais, ou seja, construídos pelos homens operando em sociedade.
É CORRETO o que se afirma em:
O professor, ao lecionar, tem entre seus objetivos formar nos alunos uma série de conceitos que per-mitam a compreensão da sua disciplina. No caso da Geografia, existem importantes categorias geo-gráficas a serem analisadas e desenvolvidas, para se chegar a um raciocínio geográfico. Para cada uma dessas categorias, é possível encontrar uma congregação de autores que se dedicam a explicá-las e exemplificá-las, em função da corrente do pensamento geográfico de que são adeptos. No caso específico da Geografia Humanística, esta corrente refere-se a uma categoria geográfica como sendo o espaço que se torna familiar ao indivíduo, o espaço do vivido, do experienciado e do imediato.
A categoria conceituada pela supracitada corrente é:
Pode-se afirmar que, ao longo da maior parte do Século XX, a aplicação do Paradigma Fordista-Tay-lorista estruturou a lógica dos processos de produção fabril, a organização espacial da produção de bens e mercadorias e a divisão internacional do trabalho em quase todo o mundo. Esse paradigma se fundamentou, basicamente, na divisão técnica do trabalho nas linhas de produção e montagem, na utilização intensiva do trabalho repetitivo, especializado e semiqualificado e, em especial, na padroni-zação da produção. Nesse sentido, o espaço geográfico da produção se caracterizava, normalmente, pelas grandes concentrações industriais em grandes cidades, normalmente localizadas próximas aos locais de exploração das matérias-primas ou próximas às ferrovias, rodovias ou portos de exportação. No final do Século XX, uma revolução de caráter técnico-científico foi modificando profundamente esses padrões de organização e localização. O conceito de produção massificada e em série foi sendo substituído pelo conceito de produção flexível, com a diversificação de produtos e modelos, voltados a diferentes tipos de consumidores e mercados. O trabalho intensivo, repetitivo e em série vem sendo reestruturado, agora com a utilização de processos sofisticados de automação, utilização de força de trabalho polivalente e altamente qualificada e na estruturação de novos espaços produtivos, com pro-fundas modificações no espaço da produção e da circulação em todo o mundo. Esse novo paradigma, chamado de Paradigma da Produção Flexível, levou à organização de um meio geográfico bastante distinto do anterior, sendo chamado, nesse novo contexto, de meio técnico-cien-tífico-informacional.
As características a seguir relacionam-se à estruturação desse meio técnico-científico e informacional, EXCETO: