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“A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o Universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. [...]” (GALILEI, Galileu. O ensaiador. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119). O Italiano Galileu Galilei foi responsável pelo advento da concepção moderna de ciência. A ele atribui-se:
É consenso entre os especialistas que a aventura intelectual vivida pela ciência moderna teve como seus precursores mais remotos os gregos. No período medieval mais tardio, que do ponto de vista da evolução do pensamento ocidental, viu prosperar o casamento da filosofia grega com a teologia do cristianismo, conhecido como período escolástico (início do século IX até o final do século XVI), essas amarras se tornaram ainda mais fortes. Agora, poderosas razões políticas e religiosas faziam com que fosse sumamente importante controlar conhecimento e pensamento teóricos, mantendo-os dentro do escopo do pensamento religioso. (ABRANTES, P. C, 1998.)

Esses filósofos denominados precursores acabaram merecendo a denominação conjunta de Pré-Socráticos e ficaram de certa maneira conhecidos, entre outros fatores:
As regras não deixam de ser uma forma de controle de toda sociedade. No texto “A punição generalizada” (Vigiar e punir) Foucault afirma: “[...] os reformadores pensam dar ao poder de punir um instrumento econômico, eficaz, generalizável por todo o corpo social, que possa codificar todos os comportamentos e consequentemente reduzir todo o domínio difuso das ilegalidades”. Segundo ainda o autor ‘“a semiótica com que se procura armar o poder de punir repousa sobre regras importantes. Uma delas é que “se à ideia do crime fosse ligada a ideia de uma desvantagem um pouco maior, ele deixaria de ser desejável.‘Para que o castigo produza o efeito que se deve esperar dele, basta que o mal que causa ultrapasse o bem que o culpado retirou do crime’” (Beccaria, apud Foucault, 1987). O presente argumento refere-se a seguinte regra:
A respeito da célebre frase “só sei que nada sei”, atribuída ao filósofo grego Sócrates, marque com V as interpretações adequadas e com F as inadequadas.
( ) Trata-se de uma afirmação que demonstra o descompromisso de Sócrates com o saber da época.
( ) Representa o descontentamento de Sócrates com os sofistas que afirmavam certezas sobre a origem do cosmos.
( ) Representa a atitude humilde de quem, mesmo sendo considerado um sábio, reconhece a própria ignorância, isto é, reconhece que aquilo que sabe é muito pouco ou quase nada em relação a tudo que não sabe.
( ) Dela podemos extrair uma lição segundo a qual o ponto de partida para o conhecimento é a tomada de consciência da própria ignorância, na medida em que aquele que sabe que não sabe, está mais perto do saber do que aquele que julga saber tudo.
Assinale a alternativa correta.
Nicolau Maquiavel, filósofo italiano que viveu entre 1469 e 1527, pode ser considerado o primeiro pensador da chamada “ciência política”, tal qual a concebemos contemporaneamente. A respeito desse filósofo é INcorreto afirmar.

“O direito é ao mesmo tempo: um sistema de saber e um sistema de ação; ele pode tanto ser entendido como um texto repleto de proposições e interpretações normativas quanto como uma instituição, isto é, como um complexo de regulamentações da ação” (HABERMAS, Jürgen. Facticidade e validade. São Paulo: Unesp, 2020).


Habermas busca, em “Facticidade e validade”, solucionar o paradoxo da geração da legitimidade jurídica baseada na legalidade. Para realizar essa tarefa, o autor utiliza-se de uma:

Sobre o ceticismo, corrente filosófica que surgiu entre os séculos XVII e XVIII, é correto afirmar que:
“[...] cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: apesar disso, deve cuidar de empregar convenientemente essa piedade. Cesar Bórgia era considerado cruel, e, contudo, sua crueldade havia reerguido a Romanha e conseguido uni-la e conduzi-la à paz e à fé. O que, bem considerado, mostrará que ele foi muito mais piedoso do que o povo florentino, o qual, para evitar a pecha cruel, deixou que Pistoia fosse destruída. Não deve, portanto, importar ao príncipe a qualificação de cruel para manter seus súditos unidos e com fé, porque, com raras exceções, é ele mais piedoso do que aquele que por muita clemência deixam acontecer desordens, das quais podem nascer assassínios ou rapinagem. É que essas consequências prejudicam todo um povo, e as execuções que provêm do príncipe ofendem apenas um indivíduo. E, entre todos os príncipes, os novos são os que menos podem fugir à fama de cruéis, pois os Estados novos são cheios de perigo”.

(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 79 - 80).
Sobre o pensamento de Maquiavel, é INCORRETO afirmar que:
Leia o texto a seguir.
Se o esclarecimento não acolhe dentro de si a reflexão sobre esse elemento regressivo, ele está selando seu próprio destino. Abandonando a seus inimigos a reflexão sobre o elemento destrutivo do progresso, o pensamento cegamente pragmatizado perde seu caráter superador e, por isso, também sua relação com a verdade.
(ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Trad. de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p.13.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o esclarecimento, realizado por Adorno e Horkheimer, considere as afirmativas a seguir.
I. Esvaziou sua capacidade crítica e reflexiva, transformando-se em meio operacional para atingir fins. II. É um ideal que continua a ser perseguido, visto que somente a razão pode realizar a emancipação. III. Tem sua manifestação plena na ciência moderna, ao assegurar o permanente desenvolvimento tecnológico. IV. Tornou-se um mito, visto que a razão exerce de forma instrumental a dominação social.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
O “estado de natureza”, ou “natural”, em que o homem se encontraria, abstração feita da constituição da sociedade organizada e do governo, é o estado de “guerra de todos contra todos”. O homem é “o lobo do homem” e movido por suas paixões e desejos não hesita em matar e destruir o outro, seu semelhante.
(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção antropológica de homem, retratada no texto, e o seu defensor.

“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).


O trecho acima pode ser interpretado de que forma?

“A maior parte dos que primeiro filosofaram pensaram que os princípios de todas as coisas fossem apenas materiais. Com efeito, afirmam que aquilo de que todos os seres são constituídos e aquilo de que derivam originalmente e em que terminam por último, é elemento e é princípio dos seres, enquanto é uma realidade que permanece idêntica mesmo com a transmutação de suas afecções. E, por esta razão, creem que nada se gere e que nada se destrua, pois tal realidade sempre se conserva.”
Fonte: Aristóteles, Metafísica, livro I, 3. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.


A Filosofia Pré-socrática é marcada, dentre outras características, pela busca por se compreender o que fosse(m) o(s) princípio(s) gerador(es) de todas as coisas e como dele(s) derivam as coisas. Base de toda Filosofia Ocidental, marque a alternativa CORRETA, sobre a Filosofia Pré-socrática:
“Todos os homens por natureza tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações: com efeito, eles amam as sensações por si mesmas, ainda que de forma independente de sua utilidade, e, mais do que todas, amam a sensação da vista. Com efeito, não apenas os fins da ação, mas também sem ter alguma intenção de agir, preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a vista nos faz conhecer mais do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas.”
Fonte: Aristóteles. Metafísica. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.

A Filosofia Aristotélica é tão ampla como sua importância. Dividida em muitas disciplinas como a Lógica, a Física e a Ética. Sobre a Metafísica em Aristóteles, podemos afirmar como CORRETO:

“Não desconheço que muitos têm tido, e têm, a opinião de que as coisas do mundo são governadas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência dos homens não as poderia corrigir nem lhes ofertaria algum remédio. Dessa maneira, poder-se-ia pensar que ninguém deve se importar muito com elas, deixando-se simplesmente reger pela fortuna. Essa opinião é muito aceita na nossa época, pela grande variação das coisas, o que se percebe diariamente, fora de toda conjuntura humana. Em algumas ocasiões, quando considero o assunto, tendo a aceitá-lo. Apesar disso, e uma vez que nosso livre-arbítrio permanece, acredito poder ser verdadeiro o fato de que a fortuna arbitre metade de nossas ações, mas que, mesmo assim, ela nos permita governar a outra metade quase inteira” (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 2000).


O trecho apresentado sintetiza a visão de mundo do autor, de modo a entender que:

Leia o texto a seguir.


“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a aceitação de um referencial comum. Sugere que a racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de acordo sobre questões fundamentais.”


POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre; MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.


O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
Com base no pensamento de São Tomás de Aquino, é INCORRETO afirmar que:
Em uma reunião pedagógica, um grupo de professores discute diferentes teorias filosóficas sobre a relação entre o Estado e a liberdade individual. Um dos professores argumenta que, em certos contextos, a centralização do poder é necessária para garantir a ordem e evitar o caos. Outro professor contrapõe dizendo que a separação dos poderes é fundamental para proteger a liberdade e evitar o abuso de autoridade. Um terceiro professor menciona que, para garantir a verdadeira liberdade, é preciso que a sociedade atue de acordo com uma vontade coletiva, enquanto um quarto professor ressalta a importância de garantir os direitos naturais do indivíduo, com o Estado desempenhando um papel limitado. Com base nos pensamentos políticos de Maquiavel, Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Hegel e Marx, assinale a afirmativa que reflete a filosofia de Montesquieu sobre o equilíbrio entre liberdade e poder estatal.
Sobre a democracia de Atenas, durante o período Clássico, assinale a alternativa INCORRETA.
“À estratégia do poder autocrático pertence não apenas o não dizer, mas também o dizer em falso: além do silêncio, a mentira. Quando é obrigado a falar, o autocrata pode servir-se da palavra não para manifestar em público as suas próprias e reais intenções, mas para escondê-las. [...] O povo, ou não deve saber, porque não é capaz de entender, ou deve ser enganado, porque não suporta a luz da verdade.” (BOBBIO, Norberto. Teoria geral da política. A filosofia política e a lição dos clássicos. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 389). Embora a democracia seja a antítese de todo o poder autocrático, o exercício do poder muitas vezes perverte-se nas mãos de quem o detém. Qual, das características abaixo, NÃO compreende um princípio democrático?
No que se refere à teoria dos ídolos de Francis Bacon, assinale a alternativa que apresenta os ídolos que derivam do indivíduo singular, e de precisamente da natureza específica da alma e do corpo do indivíduo singular, ou então de sua educação e de seus hábitos, ou ainda de outros casos fortuitos.
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