De acordo com Bueno (2017), a Epistemologia Convergente se destaca por ter uma visão integradora do conhecimento. O autor ressalta ainda a valiosa contribuição de Jorge Visca para o processo de avaliação e intervenção no contexto psicopedagógico. A Epistemologia Convergente tem como lastro epistemológico três teorias:
I- A Psicanálise de Freud, a Psicologia Social de Pichon-Rivière e a Psicologia Genética de Piaget.
II- A Psicanálise de Anna Freud, a Psicologia Social de Bandura e a Psicologia Genética de Piaget.
III- A Pedagogia de Dewey, a Psicologia Escolar de Patto e a Psicologia Histórico – Social de Vygotsky.
IV- A Pedagogia de Paulo Freire, a Psicologia Pedagógica de Vygotsky e a Neuropsicologia de Charcot.
Fantova (2005) enfatiza competências na prática psicopedagógica, como a capacidade de gerir problemas, a capacidade de negociação, a gestão adequada da informação, a capacidade de adaptar-se a contextos mutantes, a autonomia e a responsabilidade, a atitude construtiva e tolerante, no sentido de colaborar com processos de ensino e aprendizagem mais inclusivos. Portanto, é CORRETO afirmar que:
A Psicopedagogia teve sua origem na Europa no século XIX, chegando ao Brasil por volta da década de 1970, sob a influência da Argentina. Para Anjos e Dias (2015, p. 02):
“[...] é entendida como uma ciência que propõe-se a buscar uma resposta para os conflitos na aprendizagem com técnicas de trabalho que podem ser desenvolvidas de maneira individual ou em grupo, para assim resgatar a vontade de aprender, de modo a observar quais fatores, possivelmente, podem contribuir ou não para o processo de ensino-aprendizagem.”
Nessa perspectiva, a Psicopedagogia pode atuar em várias áreas, dentre elas:
I- O(A) psicopedagogo (a) pode atuar na escola e na clínica.
II- O(A) psicopedagogo (a) não pode atuar na intervenção e construção de conhecimento científico.
III- O (A) psicopedagogo (a) pode atuar em empresas.
IV- O(A) psicopedagogo (a) pode atuar só com supervisão de um pedagogo e de um psicólogo organizacional.
Para Cordié (1996, p. 23), “Não é preciso “fazer” nem impor nada quando o “saber” adquiriu o brilho do objeto do desejo para os pais, não é preciso imperativo algum para que a criança se apodere desse saber” . Para o autor, “dissociar o funcionamento intelectual de tudo aquilo que constitui o ser: afetos, libido, fantasmas, pulsões, desejos, modos de ser no mundo, [isto é], do conjunto das operações que comandam o nascimento do sujeito” (Cordié, 1996, p. 125). Seguindo a linha de raciocínio da relação entre Psicanálise e Psicogenética, é CORRETO afirmar que:
Uma vertente científica pautada nas execuções educacionais, hoje muito utilizada na Psicopedagogia Institucional - Escolar, é a Psicanálise. Castelhano e colaboradores (2020) elencam que os conhecimentos desenvolvidos pelos meios psicanalíticos permitem a investigação e elucidação das questões atreladas à constante educativa, servindo de aporte teórico-prático ante as contingências das execuções pedagógicas. Para tanto, é CORRETO afirmar que:
Jorge Visca, considerado o pai da Psicopedagogia no Brasil, e autor da Epistemologia Convergente, compõe uma matriz de pensamento diagnóstico ancorado em três axiomas. Quais os axiomas CORRETOS considerados por Visca?
Wallon (1995) elaborou seu próprio método, nomeado de análise genética comparativa multidimensional, que consiste em executar uma série de comparações entre os iguais ou diferentes, fazendo considerações de como considera e concebe o ser humano (Mahoney; Almeida, 2000). De acordo com a forma como a referida teoria concebe o ser humano, é CORRETO afirmar que:
A Teoria Histórico-Cultural Vygotskiana pode contribuir para as intervenções psicopedagógicas, tendo em vista que a sua visão teórica trabalha tanto questões voltadas para o desenvolvimento quanto para a aprendizagem, assim como para educação especial. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que:
Ao situarmos a história da Psicopedagogia, a ênfase dada ao ato de aprender e os referenciais teóricos utilizados podem estar caracterizando diferentemente a forma de atuação psicopedagógica e sua concepção de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, sobre a concepção positivista da atuação psicopedagógica, é CORRETO afirmar que:
Considerando as disposições delimitadas no Código de Ética do Psicopedagogo, no seu Capítulo III, Do exercício das atividades psicopedagógicas específicas para a profissão, é CORRETO afirmar que:
De acordo com Piaget, para que o desenvolvimento mental se dê, é necessário que a criança conserve e retenha elementos da experiência anterior, a fim de que possam ser coordenados, adaptados e (re)elaborados em face das experiências externas (Andion, 2010, p. 80-81). Então, é CORRETO afirmar que:
A intervenção psicopedagógica é um processo multidisciplinar e abrangente, cujo objetivo é apoiar e facilitar o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais de crianças e adolescentes que enfrentam dificuldades no processo de aprendizagem. Nesse sentido, diferentes abordagens e modelos de intervenção podem ser utilizadas. Assim, é CORRETO afirmar que algumas abordagens comuns incluem:
I- Abordagem clínica, abordagem institucional, abordagem familiar e abordagem integrada.
II- Abordagem psicológica, abordagem sistêmica, abordagem neuronal e abordagem linguística.
III- Abordagem familiar, abordagem classificatória, abordagem emancipadora e abordagem problematizadora.
IV- Abordagem integrada, abordagem tecnicista, abordagem sociopsicológica e abordagem logoterápica.
A normatização de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) encontra respaldo legal na Lei nº 13.005/14 que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014/2024. Em 2014, já havia se iniciado no Ministério da Educação a elaboração de documentos com vistas a definir “direitos e objetivos de aprendizagem”, conforme assevera a lei do PNE (Silva, 2018). Desse modo, sobre a versão vigente da BNCC, marque a alternativa CORRETA.
De acordo com Pereira (2005, p. 91), “os desafios no processo de avaliação ainda convergem para a centralidade da concepção classificatória, apesar dos discursos dos professores simularem, muitas vezes, tendências inovadoras.” e segundo Luckesi (2013), esses professores têm diversas possibilidades de utilização dos resultados da aferição do aproveitamento escolar, tais como:
I- Registrá-los, simplesmente, no diário de classe ou caderneta, para que fique claro os estudantes que foram aprovados ou reprovados.
II- Oferecer ao estudante, caso ele tenha obtido uma nota ou conceito inferior, uma oportunidade de melhorar a nota ou conceito, permitindo uma nova aferição, visando à possibilidade de sua aprovação.
III- Atentar para as dificuldades e desvios da aprendizagem dos estudantes e decidir trabalhar com eles para que, de fato, aprendam aquilo que deveriam aprender.
IV- Fazer uma revisão dos conteúdos, na busca de favorecer uma aprendizagem ainda não realizada ou o aprofundamento de determinada aprendizagem.
As possibilidades de utilização dos resultados das avaliações que estão fortemente centradas na concepção classificatória são aquelas descritas apenas nas afirmativas:
Sobre os fundamentos pedagógicos da Base Nacional Comum Curricular, analise as afirmativas abaixo.
I- Os fundamentos pedagógicos explicitados na BNCC são o foco no desenvolvimento de competências e o compromisso com a educação integral.
II- Do ponto de vista pedagógico, a BNCC propõe o fortalecimento da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento e o protagonismo do professor nas práticas educativas.
III- Por meio da indicação clara do que os alunos devem saber e, sobretudo, do que devem saber fazer, a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC.
Ferreira (1998), em um texto que analisa os dispositivos referentes à educação especial na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB nº 9.394/1996, destaca que o fato da referida lei reservar um capítulo exclusivo para a educação especial parece relevante para uma área tão pouco contemplada, historicamente, no conjunto das políticas públicas brasileiras. Desse modo, considerando as disposições mais recentes da LDB, é CORRETO afirmar sobre a educação especial que:
De acordo com Bossa (2007), a Psicopedagogia no Brasil possui dois campos de atuação, a Instituição e a Clínica. Nessas duas áreas, “o psicopedagogo, atua intervindo como mediador entre o sujeito e sua história traumática, ou seja, a história que lhe causou a dificuldade de aprender” (Porto, 2006, p. 109). Apesar deste objetivo comum, a prática dentro de cada uma dessas áreas se diferencia consideravelmente. Nesse contexto, a Psicopedagogia enquanto campo do conhecimento científico, pode atuar nas seguintes situações:
I- Estudar a aprendizagem humana de forma interdisciplinar, potencializando e atendendo às necessidades individuais no decorrer do processo. II- A prática psicopedagógica partiu inicialmente de médico-pedagógico para identificar os problemas de aprendizagem.
III- O trabalho psicopedagógico é de natureza psicométrica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
IV- A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de afetividade.
Para Ilma Passos Alencastro Veiga (2002), “ao construirmos os Projetos Político-Pedagógico (PPP) de nossas escolas, planejamos o que temos a intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para diante, com base no que temos, buscando o possível.”. Neste contexto, sobre o PPP, analise as afirmativas abaixo.
I- No PPP, a dimensão política se refere ao compromisso com a formação do cidadão para atuar particularmente no contexto escolar e a dimensão pedagógica busca a organização dos conteúdos de ensino e das atividades diversas que serão implementados na escola.
II- A liberdade, como um dos princípios norteadores do PPP, deve ser considerada também, como liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a arte e o saber direcionados para uma intencionalidade definida coletivamente.
III- Na discussão do PPP, a valorização do magistério é um princípio central. Assim, cabe à escola proceder ao levantamento das necessidades de formação continuada de seus profissionais, bem como elaborar seu programa de formação, no sentido de fortalecer seu papel na concepção, na execução e na avaliação desse programa.
Segundo Rubinstein, Castanho e Noffs (2004, p.227), “o objeto de estudo da psicopedagogia contemporânea continua sendo a aprendizagem, entretanto passa-se a valorizar a amplitude do fenômeno educacional”. A partir dessa afirmação, é CORRETO afirmar que:
Tendo como documento norteador o Código de Ética do Psicopedagogo, que traça princípios para a profissão, é CORRETO afirmar, sobre suas responsabilidades, que: