O professor propôs que os estudantes se reunissem em grupos e lessem o texto a seguir, a fim de atentar para a origem histórica do termo América Latina.

“A denominação América Latina integra nosso vocabulário cotidiano. Mas sua historicidade precisa ser lembrada. Esse termo foi inventado no século XIX, carregando desde suas origens disputas de ordem política e ideológica. Os sentidos que lhe foram atribuídos estão vinculados às polêmicas que envolveram, de um lado, franceses e ingleses (século XIX) e, de outro, latinoamericanos e norte-americanos (séculos XIX e XX). A precisa origem do termo tem sido alvo de controvérsias. Para uma corrente, os franceses propuseram o nome como forma de justificar, por intermédio de uma pretensa identidade latina, as ambições da França sobre esta parte da América. Para outra, foram os próprios latino-americanos que cunharam a expressão para defender a ideia da unidade da região frente ao poder já anunciado dos Estados Unidos”.

PRADO, M. Ligia; PELLEGRINO, G. História da América Latina. São Paulo: editora Contexto, 2014.

Cada grupo deve compor um painel com as suas conclusões a partir da leitura do texto. Como se espera que a ideia de que o termo América Latina foi “inventado” seja apresentada pelos grupos em seus painéis.
Uma das tendências da historiografia contemporânea é a concepção da cultura como circular, ou seja, resultado da reunião de elementos de naturezas diferentes na composição de saberes culturais para contextos determinados.

Com o objetivo de colocar seus estudantes diante dessa concepção de circularidade cultural, uma professora de História desafiou seus estudantes a reunirem, em sustentação lógica, argumentos das mais diversas origens para produzir justificativas em defesa da ampliação dos espaços públicos para lazer infantil em sua cidade.

Com esse exercício, a docente preparou os estudantes a entrarem em contato com a concepção de história que embasam obras didáticas de
A presença holandesa no Brasil, no século XVII, está ligada
Sobre o sistema feudal em vigor na Europa durante a Idade Média, pode-se afirmar que
A arte renascentista italiana do ‘Quattrocento’, na Itália, teve como característica
Nikolai Petrovitch Kirsanóv tem uma boa propriedade com duzentas almas, desde que demarcou as terras dos camponeses. [...] Ao filho que o visita, revela – Estou tendo grandes preocupações com os mujiques este ano [...]. Não estão pagando o obrok. O que é que se vai fazer? E o filho indaga “– E com seus trabalhadores contratados, está satisfeito? Nikolai responde por entre os dentes – estão sendo instigados, isso é que é ruim; e ainda por cima eles não se esforçam de verdade. Estragam o arreamento. Por outro lado, até que lavraram direito.

TURGUÊNIEV, Ivan. Pais e Filhos (1862). Antofágica (e-book), RJ, 2020. Tradução Lucas Simone. Adaptado.

A leitura do texto acima nos remete ao contexto da Rússia na segunda metade do século XIX, em que
Numa aula sobre a configuração da sociedade colonial brasileira o professor oferece aos estudantes um texto clássico do historiador Caio Prado Jr.

“Esta massa de escravos, índios ou negros, constituía a maior parte da população colonial. (...). Ao lado de pequenos proprietários encontramos o tipo mais comum dos agregados. São estes os indivíduos – em geral escravos libertos ou mestiços espúrios - que vivem nos grandes domínios prestando aos senhores toda sorte de serviços: guarda da propriedade, mensageiro, etc. Entre eles figuram também os rendeiros, que pagam seus aluguéis em dinheiro ou mais comumente em produtos naturais ou em serviços. A situação destes rendeiros é a mais precária possível. Raramente se faziam contratos escritos, e mesmo não havia autoridades para os sancionar. Na propriedade quem domina incontrastavelmente é o senhor. Todos os que se fixam em suas terras cedem, em troca da gleba que cultivam para seu sustento e da proteção que lhes outorga o senhor contra outros mandões do sertão ou a própria Justiça, praticamente, toda a liberdade”.

PRADO JR., Caio. Evolução política do Brasil e outros estudos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1953 (texto adaptado).

A partir da leitura do excerto desse historiador, os estudantes devem ser instados a interpretarem a estrutura de classes que compunha a sociedade colonial e suas interrelações de dependência. Dessa atividade, resulta a compreensão de que

“Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo em que o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. [E ele perguntava:] Se eram livres, por que continuavam ali? Por que, então, tantas negras na senzala? Por que todos não se arribavam à procura de outros lugares e trabalhos?”

EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Pallas, RJ: 2023.

Pensando nas raízes históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa que responde as questões levantadas pela autora em seu livro.
A Revolução Francesa do século XVIII foi um movimento que derrubou o Antigo Regime naquele país e fixou um paradigma de transformação política no imaginário social muito além da França e da época em que ocorreu.

Sobre essa afirmação, deve-se dizer que
O professor planeja tratar com seus estudantes o tema da Diáspora Africana e sua influência no Brasil. Para isso, ele primeiramente lê com os estudantes o seguinte texto:

O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a outra costa atlântica se podem facilmente reconhecer os brasileirismos. Há comidas brasileiras na África, como há comidas africanas no Brasil. Danças, tradições, técnicas de trabalho, instrumentos de música, palavras e comportamentos sociais brasileiros insinuaram-se no dia-a-dia africano. [...] Com ou sem remorso, a escravidão foi o processo mais importante de nossa história. [...] O escravo ficou dentro de todos nós, qualquer que seja a nossa origem.

COSTA E SILVA, ALBERTO DA. Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2003. Texto adaptado.

Após a leitura do texto, qual das atividades listadas a seguir, seria eficiente, seguindo o conhecimento pedagógico do conteúdo, para que os estudantes interajam com o tema proposto?
Em 1835, na Bahia, teve lugar uma revolta de negros contra o regime escravocrata que é considerada o maior levante urbano de escravizados no Brasil. Cerca de 600 negros libertos e cativos enfrentaram as forças da Guarda do Palácio do Governo. Uma vez sufocada, cerca de 70 revoltosos foram mortos e muitos condenados a penas de prisão, açoites e deportação para a África. Sobre tal revolta pode-se dizer que foi

I. protagonizada por negros muçulmanos, vindos de regiões onde hoje ficam a Nigéria e o Benin.
II. chamada de Revolta dos Alfaiates, pela ocupação profissional de seus líderes que confeccionavam abadás.
III. sediada em Ilhéus, local que concentrava escravizados convertidos ao protestantismo.
IV. liderada por africanos chamados de nagôs no Brasil, por sua origem, e de malês, em iorubá, por sua religião.
V. desencadeada por negros escravizados que em grande parte trabalhava nas ruas como ambulantes.

Selecione a alternativa que reúne apenas as afirmações corretas.
Ao preparar uma aula sobre o Brasil no século XXI e suas relações com a economia mundial, qual das seguintes atividades seria eficaz, considerando o conhecimento pedagógico do conteúdo?
Uma professora irá introduzir o assunto da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Considerando o conhecimento pedagógico do conteúdo, qual das seguintes abordagens seria mais eficaz para iniciar o ensino sobre os principais eventos da ditadura militar no Brasil?
Ao pensar em estratégia para trabalhar no Ensino Fundamental sobre a crise do Antigo Regime na Europa, uma professora escolhe dentre as atividades a seguir, eficiente, do ponto de vista de envolvimento de todos os estudantes, para iniciar este estudo, segundo o conhecimento pedagógico do conteúdo.

Assinale a alternativa correta.