De acordo com Goulart (2015), a Psicometria teve um
impacto significativo na educação, especialmente por
meio dos testes de inteligência. Esses testes forneceram uma explicação “científica” para o fracasso escolar,
destacando as diferenças individuais e a influência das
aptidões. No entanto, o autor alerta ser importante reconhecer o caráter ideológico da apropriação da Psicometria pela escola: “Ela veio justificar a divisão de classes,
evidenciando que os mais bem dotados eram realmente
os que pertenciam aos grupos socioeconômicos mais
elevados e que, obviamente, constituíam a classe dominante”. Portanto, a Psicometria contribuiu para
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Hadji (2001) conclui que “a avaliação formativa não é
nem um modelo científico, nem um modelo de ação diretamente operatório”. Para o autor, isso significa que
a avaliação formativa, “capaz de orientar o trabalho
dos professores no sentido de uma prática avaliativa
colocada, tanto quanto possível, a serviço das aprendizagens”, é
Imbernón (2017) apresenta como ferramenta de formação docente o modelo indagativo ou de pesquisa. Esse
modelo requer, basicamente, que o professor
Demo (2015) centra sua proposta de educação no
exercício da pesquisa, atrelando o questionamento
reconstrutivo como fundamento dessa educação escolar. Para o autor, o questionamento reconstrutivo
exige ser compreendido como
Hoffmann argumenta que a visão comportamentalista
dos professores manifesta-se de forma radical na prática
avaliativa, sem que percebam o autoritarismo dessa concepção. Para a autora, sem avançar na compreensão do
fracasso dos estudantes para além do comprometimento
dos alunos, os professores se distanciam “de dois princípios presentes na avaliação enquanto mediação”:
Um professor quer ampliar o letramento digital de seus
alunos. Para isso, leu o texto de Buckingham (2010) e
se surpreendeu com um dos aspectos conceituais que
compõem o letramento digital: a língua. De acordo com o
autor, esse aspecto diz respeito a uma
Leia o texto, para responder à questão.
“Depósito”: o modo como uma casa de repouso para idosos é chamada em um novo livro de ficção pretende denunciar as incongruências de nossa relação com a velhice e com os idosos ao nosso redor. Em Jasmins, publicado pela editora Maralto, Claudia Nina retrata a dura relação entre a cuidadora Yasmin e a idosa Wanda, num momento da história em que o fenômeno da longevidade interpela a nossa atenção à população idosa.
“Embora não seja regra, alguns fatores tornam os idosos mais vulneráveis e dependentes de outras pessoas, seja para a realização de atividades básicas da vida diária e econômica ou emocionalmente, principalmente aqueles com déficits cognitivos ou limitações naturais do próprio envelhecimento”, explica a psicóloga Allana Moraes. “Por essas razões, lamentavelmente, o idoso também se encontra mais suscetível a ser vítima de violências nos mais variados âmbitos, seja familiar, institucional ou social”.
De acordo com Allana, é o próprio ambiente familiar que tem se apresentado como o espaço de maior incidência de abandono e maus-tratos acometidos contra o idoso, com episódios de violência psicológica, física, moral e patrimonial perpetrados por filhos ou cônjuges. Diversos fatores desempenham um papel nesse tipo de cenário, entre os quais o que pode ser chamado de transmissão transgeracional da violência e do abandono.
“O fato de os idosos se transformarem em vítimas igualmente se relaciona às raízes familiares, à violência ou abandono por eles perpetrados no passado, assim como terem apresentado comportamentos disruptivos, agressividade e atitudes provocativas em relação aos familiares”, explica a psicóloga. “Portanto, para analisar os motivos que levam um familiar a agir com violência em relação a um idoso, há que se levar em conta não só características dos idosos ou da família, já que se trata de um fenômeno multideterminado e que deve ser analisado em sua complexidade”.
Entre os fatores em jogo, há também aquilo que o gerontólogo Robert N. Butler chamou já em 1969 de “ageísmo” ou “idadismo”, ou seja, a discriminação contra pessoas com base em sua idade, mais comumente direcionada a pessoas mais velhas. “Butler descreveu três aspectos deste tipo de preconceito: atitudes negativas em relação aos idosos, à velhice e ao processo de envelhecimento; práticas discriminatórias contra idosos; e práticas e políticas institucionais que perpetuam estereótipos e atitudes negativas sobre os idosos”, pontua Allana.
A saúde dos vínculos afetivos entre o idoso e os seus cuidadores é um fator de proteção contra a violência muito significativo. Com a atenção à saúde mental dos profissionais cuidadores e com a proximidade da família, casas de repouso deixariam de ser “depósitos” e se tornariam pontos de apoio fundamentais em uma sociedade cada vez mais idosa.
(Disponível em: https://www.semprefamilia.com.br. Acesso em: 08.04.2025. Adaptado)
Considerando-se a sequenciação textual, é correto afirmar que o quarto parágrafo representa, em relação ao
terceiro,
Já nos anos de 1850, fazendeiros das áreas cafeeiras
– alguns dos mais necessitados de mão de obra –
tornaram-se interessados em promover a imigração e em
substituir os escravos por imigrantes. As primeiras experiências falharam, e os fazendeiros de café recorreram
ao tráfico de escravos interno. Mais tarde, quando as
pressões abolicionistas aumentaram e leis contra o tráfico entre províncias foram promulgadas, os fazendeiros
das áreas pioneiras buscaram na Itália os trabalhadores
de que necessitavam.
(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)
O excerto alude à
(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)
O excerto alude à
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