Questões de Concursos
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Nada por aqui
(UDESC) “Renunciar à liberdade é renunciar à qualidade de homem, aos direitos da humanidade, e até aos próprios deveres. Não há nenhuma reparação possível para quem renuncia a tudo. Tal renúncia é incompatível com a natureza do homem. Assim, seja qual for o lado por que se considerem as coisas, o direito de escravizar é nulo, não somente porque ilegítimo, mas porque absurdo e sem significação. As palavras escravidão e direito são contraditórias; excluem-se mutuamente. (Jean-Jacques Rousseau. O Contrato Social.)
O livro O contrato Social, escrito por Rousseau e lançado em 1762, apresenta ideias que confluem com as lutas por “liberdade, igualdade e fraternidade”, conhecido lema da Revolução Francesa.
Com base na citação de Rousseau – O Contrato Social, assinale a alternativa correta a respeito das relações entre a Revolução Francesa e a prática da escravidão.
No que se refere ao processo histórico europeu a partir do período medieval, julgue os itens seguintes.
A colonização do Brasil pelos portugueses fez-se em obediência à lógica feudal, daí a ênfase na agricultura, por meio da cana-de-açúcar.
O historiador François Hartog (2013), elaborou o conceito de Regime de historicidades, para nomear como as maneiras como dadas sociedades em dados momentos perceberam, pensaram e se relacionaram com o tempo, para indicar como elaboraram e articularam, através de suas narrativas, as categorias de passado, presente e futuro, para descrever como um dado indivíduo ou grupamento humano se instaurou e se desenvolveu no tempo.
Sobre esse conceito de Regime de Historicidades de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que:
Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, por ocasião do bicentenário da chegada da família real ao Brasil.
JORNAL DO COMMERCIO O Brasil tem motivos para comemorar os 200 anos da chegada da família real?
EVALDO CABRAL DE MELLO Só os cariocas. O Brasil ou é oito ou é oitenta. Há alguns anos, era oito: tinha grande êxito um filme que punha na tela antigos chavões sobre a presença da corte lusitana no Rio. Hoje estamos no oitenta: dom João VI passou de idiota régio a estadista ocidental.
JORNAL DO COMMERCIO Se pudéssemos simplificar em duas palavras, a vinda da família real trouxe mais benefícios ou prejuízos para o Nordeste?
EVALDO CABRAL DE MELLO Claro que prejuízos, e imediatos. Primeiro, a corte ficava muito mais perto, segundo, houve a espoliação das províncias promovida pela família real, em terceiro lugar, a presença de dom João era o esforço de um futuro regime centralizador, embora não se possa dizer que desde dom João o assunto já fosse de favas contadas.
Entre as reações à política estabelecida pela família real, é possível citar
Em boa parte da Idade Média européia, predominou o sistema feudal, no qual o poder decorria do domínio sobre a terra. Alicerçado na agricultura de subsistência, esse sistema foi aos poucos sendo substituído por uma nova realidade ao longo da Idade Moderna, em que a expansão do comércio abria novas fronteiras e possibilidades de acumular riquezas, representadas pelo dinheiro. Era o sistema capitalista que, a partir da Revolução Industrial, se consolidou. Com a corrida imperialista iniciada em meados do século XIX, o capitalismo foi incorporando novas áreas pelo mundo afora até chegar à realidade de hoje, conhecida como globalização. Além disso, o mundo contemporâneo foi também marcado pelo avanço da ciência, da educação, das inovações tecnológicas, mas, simultaneamente, pela persistência da desigualdade e dos conflitos.
Tendo as informações acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes da História mundial, julgue os itens seguintes.
O fim da Guerra Fria entre norte-americanos e soviéticos livrou o mundo dos riscos de novos conflitos e de ações terroristas.
Entre os fatores que permitem associar o contexto histórico de Portugal, na década de 1970, às independências de suas colônias na África, encontram–se
A base física do Brasil, ao principiar o século XVIII, era profundamente diversa daquela que, mesmo numa interpretação liberal do Tratado de Tordesilhas, fora assentada no diploma de 1494. A expansão ao longo do litoral levara ao Oiapoc, no norte, e ao Prata, no sul. O rush do ouro estava determinando a ampliação da área oeste do mesmo modo por que a "droga do sertão" explicava a façanha da incorporação do mundo amazônico. Toda uma geografia nova, política, social e econômica se estava escrevendo na América portuguesa [...].
Arthur F. Reis. "Os tratados de limites". História geral da civilização brasileira, t.l, v .l, p.396.
A partir da leitura do trecho e de seus conhecimentos, é correto afirmar: