A respeito dos direitos dos povos indígenas na atualidade, é correto afirmar que:
O ensino médio deve ser entendido como a última etapa da educação básica no Brasil. Um de seus objetivos é a formação de indivíduos estimulados para o desenvolvimento da sua capacidade crítica, que pode ser trabalhada nas mais diversas disciplinas como, por exemplo, na matemática, português e artes. Contudo, é lugar-comum definir o desenvolvimento do senso crítico como o trabalho específico da filosofia. Isso revela um problema para o professor de filosofia: qual o trabalho específico da filosofia no desenvolvimento do senso crítico? Nesse sentido, a prática mais adequada ao ensino de filosofia no ensino médio, com vistas ao desenvolvimento do senso crítico, é
"Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, semprecomo um fim e nunca como um meio." — Immanuel Kant

Com base nessa concepção e nas interfaces entre ética, cultura, trabalho e meio ambiente, assinale a alternativa correta.
Em relação ao papel do mito e da razão na formação da consciência filosófica, analise as proposições a seguir:

I.O mito apresenta-se como narrativa fundadora que responde à angústia existencial pela via do sagrado e do maravilhoso, sustentando explicações simbólicas que, apesar de não serem empíricas, cumprem papel estruturador de significados culturais.
II.A razão, ao se afirmar como instrumento de análise crítica e argumentação racional, substitui o mito pela busca do conhecimento sistemático, mas não necessariamente o invalida como linguagem antropológica de sentido.
III.A substituição do mito pela razão representa uma ruptura abrupta e descontinua, em que toda forma de pensamento anterior ao logos passa a ser considerada inválida e dogmática.

Está correto o que se afirma em:
Francis Bacon, filósofo inglês do século XVI, diz-se arauto da ciência experimental em busca de um novo método. Esse caminho é dificultado pelos ídolos, os enganos que enredam a busca pelo conhecimento verdadeiro: as opiniões preconcebidas (ídolos da caverna), a perspectiva antropocêntrica sobre a natureza (ídolos da tribo), a força das opiniões compartilhadas (ídolos do mercado) e das tradições sedimentadas (ídolos do teatro). Os ídolos, embora aninhados na mente dos homens, só revelam sua ação se observados na trama social, ou seja, no interior das culturas. A teoria dos ídolos é hoje considerada pela sociologia do conhecimento o vestíbulo das ideologias. Desse modo, pode-se concluir que
No diálogo Mênon de Platão, alguém interpela:
Sócrates, mesmo antes de estabelecer relações contigo, eu já ouvia dizer que nada fazes senão caíres tu mesmo em aporia, e levares também outros a cair em aporia.
(Adaptado de: Mênon, tradução Maura Iglésias, Rio de Janeiro: Loyola, 2001)
De acordo com a passagem, o efeito causado por Sócrates é chamado de “cair em aporia”, o que significa que
A Lei de Cotas (Lei no 12.711/2012) foi sancionada com o objetivo de ampliar o acesso de estudantes oriundos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência ao ensino superior, buscando promover uma maior equidade no sistema educacional brasileiro. Essa medida, que representa uma das ações afirmativas mais importantes no país, visa corrigir desigualdades históricas e promover a diversidade nos ambientes acadêmicos.

Entretanto, a implementação da Lei de Cotas tem gerado diversos debates na sociedade, especialmente sobre o seu impacto na qualidade do ensino, nas relações sociais dentro das universidades e na perpetuação de um modelo educacional excludente. Os defensores da lei argumentam que ela é essencial para corrigir as distorções históricas de acesso à educação e para promover uma universidade mais inclusiva. Por outro lado, os críticos da medida questionam se o modelo de cotas realmente resolve o problema da desigualdade ou apenas impede uma estrutura educacional desigual.

BRASIL. Lei no 12.711, de 29 de agosto de 2012. Estabelece a reserva de vagas para alunos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência no ensino superior. Disponível em: <www.planalto.gov.br>.. Acesso em: 30 jan. 2025.

A partir do texto apresentado, analise a relação entre a Lei de Cotas e seus impactos na sociedade brasileira, considerando tanto os aspectos positivos quanto os críticos dessa política pública, e marque V para o que for verdadeiro e F, para o que for falso.

( ) A política de cotas se fundamenta no princípio da isonomia, permitindo que determinados grupos sociais, que enfrentam desigualdades estruturais, tenham acesso oportunidades iguais.

( ) A implementação da Lei de Cotas reduziu as desigualdades no acesso ao ensino superior, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas condições socias para ingressar na universidade.

( ) Além de promover a inclusão, a política de cotas também contribui para o debate sobre a necessidade de melhorias no ensino básico público, já que evidencia as desigualdades educacionais existentes.

( ) A reserva de vagas garantidas pela Lei de Cotas impede alunos de escolas particulares de ingressar no ensino superior público, restringindo o acesso de qualquer estudante que não se enquadre nos critérios da política.

A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, estabelece em seus artigos 1º, 3º, 4º e 5º os princípios fundamentais que norteiam o estado democrático de direito, os objetivos da República Federativa do Brasil e direitos e deveres individuais e coletivos.

Com base na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, considere a seguinte situação:

Em uma escola pública, localizada em uma comunidade indígena, um grupo de estudantes indígenas reivindica o direito de manter e praticar suas tradições culturais dentro do ambiente escolar, incluindo o uso da língua materna e a realização de cerimônias tradicionais. No entanto, a direção da escola, alegando uniformidade curricular, proíbe tais práticas e determina que todas as aulas sejam exclusivamente em português, sem a abertura para manifestações culturais indígenas.

A partir da atitude da direção da escola e com base nos princípios constitucionais, é correto afirmar que:
O pragmatismo, partindo da verdade de que o conhecimento deva servir à vida e favorecer asfinalidades práticas, inverte a relação, e faz com que a verdade deva ser reduzida a promover a prática da vida. Ora a própria condução da vida e de suas finalidades depende fundamentalmente da verdade que o homem tenha de si mesmo.

A verdade e a evidência − estudo introdutório. In: TOMÁS DE AQUINO, Verdade e conhecimento, p. 93.

Com base na concepção filosófica de verdade como problema gnosiológico e existencial, é correto e coerente afirmar que:
A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece os fundamentos do Estado Democrático de Direito, os objetivos fundamentais da República, os princípios que regem as relações internacionais e os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.

Com base nos artigos 1º, 3º, 4º e 5º da Constituição Federal de 1988, analise as afirmativas a seguir.

I. A soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana são alguns dos fundamentos do Estado Democrático de Direito no Brasil.

II. A erradicação da pobreza e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, são objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.

III. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelo princípio da intervenção em outros países

IV. Todos são iguais perante à lei, garantindo aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade


A alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é:
(I) Todo ser humano por natureza deseja saber. (II) Sinal disto é o deleite pelas sensações. Aparte de sua utilidade, os seres humanos sentem deleite pelas sensações por elas mesmas, principalmente a da visão [...]. (III) A causa disto é que ela, mais do que as outras sensações, produz conhecimento e torna evidente muitas diferenças.
(Aristóteles. Metafísica. Texto estabelecido por W. D. Ross. Oxford: Clarendon Press. 1924)
A passagem da Metafísica de Aristóteles é um raciocínio aos moldes de um silogismo, de modo que, em conformidade com este filósofo,
Conhecimento sensível e perpétua transformação ativa, quando não do próprio mundo, em todo caso do nosso olhar e do nosso pensamento. Este é todo o desafio de uma abordagem filosófica que recusa separar, de maneira cortante, o mundo sensível de um lado — considerado na tradição platônica, ainda bastante viva nos dias de hoje, como ilegítimo, marcado pela ilusão e pelo desconhecimento — e, do outro, o mundo inteligível. Eis porque, em toda simplicidade aristotélica, pude começar Images malgré tout com a proposição "Para saber é preciso imaginar".
DIDI-HUBERMAN, G. Cascas. Trad. Andre Telles. São Paulo: Editora 34, 2017. p. 96.

Sobre a relação entre estética e formação da sensibilidade cultural no processo educacional, pode-se afirmar que:
Jean Paul Sartre é considerado um dos maiores filósofos e escritores do século passado. Criou uma interessante relação entre suas filosofias e seus romances, peças teatrais e ensaios filosóficos. Ele foi escritor porque filósofo, ei-lo filósofo porque escritor. Tirava da filosofia o melhor das invenções formais de seus romances, mas também tirou de seu talento de romancista as hipóteses mais audaciosas de sua ontologia e moral. Foi um filósofo famoso nos meios de comunicação da indústria cultural e como figura pública. Provocou um abalo e uma revolução da filosofia acadêmica, embora nunca tivesse ministrado aula na Universidade. Criou frases sintéticas e paradoxais que sempre provocavam controvérsias e discussões apaixonadas. Leia as frases abaixo de Sartre.
1) A ______ precede a ______. 2) No mundo estamos condenados a ser ______.

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
No século XVII já eram fabricados autômatos que despertavam interesse e admiração pela complexidade e perfeição de movimentos. O pensador francês René Descartes reflete então sobre a possibilidade de ser fabricado um autômato a tal ponto semelhante a um ser humano que tornasse quase impossível a tarefa de diferenciar o homem da máquina. Para distingui-los, sugere dois critérios. Máquinas poderiam até proferir palavras obedecendo a comandos, mas nunca arranjar as palavras para responder ao sentido de tudo quanto se disser na sua presença. E, do mesmo modo, ainda que máquinas pudessem vir a desempenhar algumas tarefas de modo muito superior aos seres humanos, contudo, falhariam infalivelmente em algumas outras, pelas quais se descobriria que não agem pelo conhecimento.
(DESCARTES, René. Discurso do Método, Parte V, § 10)
Traduz os argumentos do filósofo para o nosso tempo o que se encontra em:
A diferença entre ele com os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar − o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão [...]. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada [...] mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite − tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso.

(LISPECTOR, Clarice. “Amor”, Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998)
Do ponto de vista da experiência filosófica, o que ocorreu com Ana revela que
Em uma competição de matemática, um aluno pode escolher resolver uma das três questões de Álgebra, duas de Geometria e quatro de Estatística. Caso este aluno decida resolver exatamente uma questão de cada área, assinale a alternativa CORRETA quanto ao número de combinações diferentes de questões que ele pode escolher.
A Filosofia nasce em um momento e lugar específicos, ou seja, na Antiga Grécia, século VI a.C. caracterizando-se como uma forma específica de discurso, no qual procura-se entender o mundo que nos cerca. Este discurso tem uma especificidade que difere em relação ao pensamento mítico que o precedeu na Antiga Grécia. A respeito da relação entre o discurso filosófico e o mítico assinale a alternativa incorreta.
Na Investigação sobre o Entendimento Humano, escrita em meados do século XVIII, o filósofo escocês David Hume trata, dentre outros temas, da aquisição do conhecimento humano. O príncipe indiano que recusou crédito aos primeiros relatos sobre os efeitos da geada raciocinava com acerto; e, naturalmente, era preciso um testemunho muito forte para levá-lo a admitir fatos decorrentes de um estado da natureza que ele desconhecia por completo e que tão pouca analogia mostravam com os acontecimentos de que tinha experiência constante e uniforme.
(Cf. HUME, David. Investigação sobre o Entendimento Humano, § 89)
O exemplo do filósofo
[...] surge daí uma questão: é melhor ser amado que temido ou o inverso? A resposta é que seria de desejar ser ambas as coisas, mas, como é difícil combiná-las, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas.
(Maquiavel. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
Valendo-se disso, é correto afirmar que
Sobre a prática em sala de aula, Sílvio Gallo explica que o professor de filosofia deve trabalhar problemas filosóficos na sua atividade didática, ressalta que o problema não pode ser falso ou estranho à vida dos estudantes e que “a partir do problema vivido, podemos investigar na história da filosofia conceitos criados para equacionar esse problema ou problemas próximos a ele.
(GALLO, Sílvio. “A Filosofia e seu Ensino: Conceito e Transversalidade”. In: ETHICA. Rio de Janeiro, v.13, n.1, 2006, p.17-35)
Considere que um professor resolva discutir em sala de aula o problema da Guerra na Ucrânia com o objetivo de explicar a filosofia política de Hobbes baseando-se no que afirmara Gallo. Com base na ideia de que a origem da guerra é a igualdade entre os homens de acordo com Hobbes, considere as afirmativas abaixo:
I. A igualdade é entendida como ter igual direito sobre todas as coisas, o que implica que qualquer Estado busca promover este tipo de Igualdade. Neste sentido, a Rússia ataca a Ucrânia porque busca promover a igualdade entre elas. II. O ser humano estabelece um poder acima de todos para moderar os impulsos que levam o homem a ser lobo do homem, razão pela qual se criou a ONU. III. De acordo com Hobbes, a autoconservação é o direito natural que qualquer ser humano possui para reagir a qualquer ameaça externa. Assim, a Rússia ataca a Ucrânia pelo princípio de autoconservação.
Em conformidade com o pensamento de Hobbes,
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