A partir deste trecho, no contexto em que se insere: “Os dados foram divulgados na Síntese de Indicadores
Sociais – uma análise das condições de vida da população brasileira, com dados referentes ao intervalo
entre 2002 e 2012.” (linhas 40-41), pode-se afirmar:
COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. 19ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
A leitura do texto permite inferir que, no Modernismo, a inteligência brasileira integrou-se, amadureceu, tomou posse de si mesma e do país, radicou-se na terra, passando a ter participação ativa na vida nacional, graças
O Autor do Livro “Eu”, é:
Assinale a alternativa CORRETA:
UFT•
Cantoria Meti o peito em Goiás e canto como ninguém. Canto as pedras, canto as águas, as lavadeiras, também.
Cantei um velho quintal com murada de pedra. Cantei um portão alto com escada caída.
Cantei a casinha velha de velha pobrezinha. Cantei colcha furada estendida no lajedo; muito sentida, pedi remendos pra ela. (...)
Fonte: CORALINA, Cora. Meu livro de Cordel. São Paulo: Global, 2013, p. 9.
A partir da leitura do excerto de Cantoria, é INCORRETO afirmar que
“Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.”
ALENCAR, José de. Iracema. 24. ed. São Paulo: Ática, 1991.
A obra Iracema, escrita por José de Alencar, é um dos marcos do romantismo brasileiro e se insere no contexto do Nacionalismo que predominava na época. A relação da obra com o contexto histórico-social do Brasil no século XIX é clara ao retratar a luta pela construção de uma identidade nacional, utilizando-se do indígena como símbolo de pureza e origem da nação. Considerando o contexto histórico e as características do Romantismo, assinale a alternativa CORRETA.
Essas coisas todas se passaram tempos depois. Talhei de avanço, em minha história. O senhor tolere minhas más devassas no contar. É ignorância. Eu não converso com ninguém de fora, quase. Não sei contar direito. Aprendi um pouco foi com o compadre meu Quelemém; mas ele quer saber tudo diverso: quer não é o caso inteirado em si, mas a sobre-coisa, a outra-coisa. Agora, neste dia nosso, com o senhor mesmo – me escutando com devoção assim – é que aos poucos vou indo aprendendo a contar corrigido. E para o dito volto. Como eu estava, com o senhor, no meio dos hermógenes.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o trecho.
( ) Riobaldo, narrador da história, tem consciência de que sua narrativa obedece ao fluxo da memória e não à cronologia dos fatos. ( ) A ignorância de Riobaldo é expressa pelos erros gramaticais e pela inabilidade em contar sua história, que carece de ordenação. ( ) “A sobre-coisa, a outra-coisa”, que o compadre Quelemém quer, é a interpretação da própria vivência e não o simples relato dos acontecimentos. ( ) O ouvinte exerce um papel importante, pois obriga Riobaldo a organizar a narrativa e a dar significado ao narrado.
Instrução: A questão refere-se a obra Feliz ano velho, de Marcelo Rubens Paiva.
A propósito da obra, é correto afirmar que
Texto para responder à questão.
D. Margarida tira os sapatos que lhe apertam os pés, machucando os calos.
– Não faz mal. Estou no camarote. Ninguém vê.
Mexe os dedos do pé com delícia. Agora sim, pode ouvir melhor o que ele está tocando, ele, o seu Gilberto. Parece um sonho… um teatro deste tamanho. Centenas de pessoas finas, bem vestidas, perfumadas, os homens de preto, as mulheres com vestidos decotados – todos parados, mal respirando, dominados pelo seu filho, pelo Betinho!
D. Margarida olha com o rabo dos olhos para o marido. Ali está ele a seu lado, pequeno, encurvado, a calva a reluzir foscamente na sombra, a boca entreaberta, o ar pateta. Como fica ridículo nesse smoking! O pescoço descarnado, dançando dentro do colarinho alto e duro, lembra um palhaço de circo.
(VERÍSSIMO, Érico. As mãos de meu filho. Rio de Janeiro: Meridiano, 1942. Fragmento.)
Instrução: As questão refere-se a obra de Machado de Assis.
Em Papéis avulsos, há pouca ação, predominando exposição de doutrinas sobre o comportamento humano, por meio do dialogo ou da fala de um personagem que assume a narração.
Esse recurso formal pode ser observado em
1. O conto “Um homem célebre” expõe a história de um músico que se vê diante de um conflito entre o valor da arte e a aceitação pelo mercado. 2. O conto “A desejada das gentes” apresenta a história de uma mulher que, apesar de assediada por vários pretendentes, chega até o fim de sua vida sem se casar. 3. O conto “Mariana” narra a história de um casal apaixonado na juventude que só se reencontra 18 anos depois e constata que o amor deles sobreviveu ao tempo. 4. O conto “Trio em lá menor” conta a história de uma mulher dividida entre o amor de dois homens muito diferentes um do outro, o que acaba resultando em um dilema insolúvel. 5. O conto “Um apólogo” exemplifica uma forma tradicional de narrativa breve, na qual dois objetos inanimados dialogam entre si sobre questões filosóficas centrais da existência humana.
Assinale a alternativa correta.
Considere as seguintes afirmações sobre Maria Firmina dos Reis e seu romance Úrsula.
I - O romance Úrsula foi publicado no Maranhão, em 1859, sob o pseudônimo de “Uma Maranhense”, e quase não se tem notícia de sua circulação à época da publicação. Recuperado na segunda metade do século XX, só então o livro passa a ser reeditado e minimamente debatido no meio literário.
II - Nas primeiras páginas do romance, uma voz que pode ser lida como a da autora apresenta, a modo de prólogo, seu livro ao leitor, consciente das limitações que seriam impostas a ele por ter sido escrito por uma mulher brasileira de educação acanhada.
III- A circulação limitada de Úrsula dá mostras de que, associados ao valor estético, fatores como classe social, gênero e raça do escritor também participam da definição do cânone literário.
Quais estão corretas?
Excerto 1
“Estes Índios são de cor baça, e cabelo corredio; tem o rosto amassado, e algumas feições dele à maneira de Chins. Pela maior parte são bem dispostos, rijos e de boa estatura; gente mui esforçada, e que estima pouco morrer, temerária na guerra, e de muito pouco consideração: são desagradecidos em Grã maneira, e mui desumanos e cruéis, inclinados a pelejar, e vingativos por extremo. Vivem todos mui descansados sem terem outros pensamentos senão de comer, beber, e matar gente, e por isso engordam muito, mas com qualquer desgosto pelo conseguinte tornam a emagrecer, e muitas vezes pode deles tanto a imaginação que se algum deseja a morte, ou alguém lhe mete em cabeça que há de morrer tal dia ou tal noite não passa daquele termo que não morra.”
Fonte: GÂNDAVO, p. 26. Disponível em: <www.nead.unama.br.>. Acesso em: 11 nov. 2019
Excerto 2
“Ubirajara, senhor da lança, é tempo de empunhares o grande arco da nação araguaia, que deve estar na mão do mais possante. Camacã o conquistou no dia em que escolheu por esposa Jaçanã, a virgem dos olhos de fogo, em cujo seio te gerou seu primeiro sangue. Ainda hoje, apesar da velhice que lhe mirrou o corpo, nenhum guerreiro ousaria disputar o grande arco ao velho chefe, que não sofresse logo o castigo de sua audácia. Mas Tupã ordena que o ancião se curve para a terra, até desabar como o tronco carcomido; e que o mancebo se eleve para o céu como a árvore altaneira. Camacã revive em ti; a glória de ser o maior guerreiro cresce com a glória de ter gerado um guerreiro ainda maior do que ele.”
Fonte: ALENCAR, José de. Ubirajara. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1874. p. 11.
Analisando os excertos, é INCORRETO afirmar:
Ode ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, O burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! O homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
[...]
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma! Oh! purée de batatas morais! Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas! Ódio aos temperamentos regulares! Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia! Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados! Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos, Sempiternamente as mesmices convencionais! De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Ela! Dois a dois! Primeira posição! Marcha! Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! Morte ao burguês de giolhos, cheirando religião e que não crê em Deus! Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
Em relação ao poema, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O título demonstra, após a leitura do poema, a intenção crítica do eu lírico diante do elemento “burguês”. ( ) A expressão “burguês-níquel” demonstra a importância que o eu lírico concede ao dinheiro, ao materialismo. ( ) As características quanto ao tema e ao estilo apresentados tornam o poema um exemplo da literatura da primeira fase do Modernismo no Brasil. ( ) A preocupação com o emprego constante de conectores lógicos demonstra o cuidado com o uso da linguagem, característica marcante da primeira fase modernista.
A sequência está correta em