É fato que utilizamos a tecnologia, o recurso virtual, a IA, entre tantas outras ferramentas para facilitar nossa vida. Esse não é um problema! A questão é: qual a consequência sobre o uso dessas tecnologias para o ser humano?

Girotti, Marcio Tadeu. Todo virtual é real e todo real é virtual: a virtualidade do real e a complexidade do existir pensando. Revista Contemplação, v. 32, p.1-20, 2023. Disponível em: https://revista.fajopa.com/index.php/contemplacao/article/view/385/42 1. Acesso em: 2 abr. 2025.

A partir do questionamento acima, podemos compreender que:

I – A partir do Cogito cartesiano, “Penso, logo existo”, utilizar a IA, como o ChatGPT, é deixar de existir.
II – Estamos deixando de existir porque estamos deixando de pensar, quando usamos recursos da IA.
III – A tecnologia não nos leva a pensar, mas sim nos dá o conforto da informação pronta e de acesso rápido.
IV – Os recursos da IA aprimoram nossa forma de pensar e endossa o Cogito cartesiano “Penso, logo existo”.

É correto o que se afirma em:
Com relação à lógica proposicional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A disjunção “P ou Q” é verdadeira se e somente se ambas as proposições P e Q forem verdadeiras.
( ) A negação da proposição “Se hoje é segunda-feira, então João irá trabalhar” é logicamente equivalente a “Hoje é segunda-feira e João não irá trabalhar”.
( ) A proposição “Se Maria estuda, então ela passa no teste” é falsa apenas se Maria estuda e não passa no teste.

As afirmativas são, respectivamente,
No Prefácio dos “Princípios da Filosofia do Direito”, Hegel afirma que “o que é racional é real e o que é real é racional”, procurando constatar que a racionalidade do sujeito deva ser a mesma racionalidade do mundo. Tal afirmação visa, entre outras coisas, superar a dicotomia sujeito e objeto.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Da mesma forma, partindo da afirmação hegeliana, pode-se dizer que é possível superar outra dicotomia, qual seja: a separação entre mundo virtual e mundo real.
Ao compreender a afirmação de Hegel, comparando com a dicotomia real x virtual, pode-se dizer que
De modo a propor um debate contemporâneo com seu estudantes do 2º ano do Ensino Médio, uma professora de Filosofia apresenta uma reportagem sobre o uso de reconhecimento facial em escolas públicas para fins de segurança. Alguns estudantes se mostram entusiasmados com a aplicação da tecnologia, enquanto outros demonstram preocupação com possíveis abusos e perda de privacidade. A professora aproveita o debate para introduzir uma questão filosófica: “Toda inovação científica deve ser adotada simplesmente porque é possível?”

Qual aprendizado a professora busca promover em seus estudantes com a atividade planejada?
“Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o nosso horizonte; não o horizonte prospectivo, mas um existencial. É enriquecer as nossas subjetividades, que é a matéria que este tempo que nós vivemos quer consumir. Se existe uma ânsia por consumir a natureza, existe também uma por consumir subjetividades – as nossas subjetividades. Então vamos vivê-las com a liberdade que formos capazes de inventar, não botar ela no mercado. Já que a natureza está sendo assaltada de uma maneira tão indefensável, vamos, pelo menos, ser capazes de manter nossas subjetividades, nossas visões, nossas poéticas sobre a existência”.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

No excerto, Ailton Krenak articula uma crítica que pode ser compreendida, do ponto de vista filosófico, como parte do esforço de descolonização epistêmica, pois
Leia a estrofe da música Admirável chip novo, da cantora baiana Pitty:

Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça

Use, seja, ouça, diga

Não, senhor, sim, senhor
Não, senhor, sim, senhor

PITTY. Admirável chip novo. [S.l.]: Deckdisc, 2003. 1 CD (3 min 38 s), estéreo. Faixa do álbum Admirável Chip Novo.

As frases no imperativo indicam
O estudo das condições a priori do conhecimento foi denominado por Kant “transcendental”, que nada tem a ver com o “transcendente”, mas com aquelas condições que, de parte do sujeito, contribuem constitutivamente para a possibilidade da experiência. A demonstração da necessidade a priori para a experiência ocupou o centro da Crítica da razão pura sob o nome de “Dedução transcendental das categorias”

ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.

Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.

“Mas a disciplina traz consigo uma maneira específica de punir, e que é apenas um modelo reduzido do tribunal. O que pertence à penalidade disciplinar é a inobservância, tudo o que está inadequado à regra, tudo que se afasta dela, os desvios.”


Michael Foucault


Foucault, em seu livro Vigiar e Punir, fala do poder disciplinar que recai sobre os corpos dos indivíduos e, também, dos castigos disciplinares que resultam de uma lei, um programa ou um regulamento.


Assinale a opção que, segundo o autor da obra de referência, apresenta a função do castigo disciplinar.

Há muitos tipos diferentes de relação entre o direito e a moral e a relação entre eles não pode ser isolada com proveito para efeitos de estudo. Em vez disso, é importante distinguir algumas das muitas coisas diferentes que podem querer dizer-se através da afirmação ou negação de que o direito e a moral estão relacionados.

Herbert Hart


Herbert Hart, em seu livro O Conceito de Direito, comenta sobre a influência da moral sobre o Direito, afirmando que nenhum positivista poderá negar que a estabilidade dos sistemas jurídicos depende, em parte, da correspondência com a moral.


Assinale a opção que, segundo o autor no livro em referência, mostra como essa influência da moral sobre o direito pode ocorrer.

A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)

O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem. Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
A maioria das proposições e questões que se formularam sobre temas filosóficos não são falsas, mas contrassensos. Por isso, não podemos de modo algum responder a questões dessa espécie, mas apenas estabelecer seu caráter de contrassensos. A maioria das questões e proposições dos filósofos provém de não entendermos a lógica de nossa linguagem.

WITTGENSTEIN, L. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.

O trecho acima expressa um ponto central da filosofia do primeiro Wittgenstein. Segundo a tese apresentada, as proposições filosóficas
Na chamada falácia da ladeira escorregadia, rejeita-se uma ideia, alegando, sem fundamentação suficiente, que sua adoção desencadearia uma sequência inevitável de eventos que culminaria em um desfecho extremo e indesejável.

Assinale a opção que apresenta um caso da falácia da ladeira escorregadia.

O ato de fala total na situação de fala total é o único fenômeno real que, em última análise, pretendemos elucidar”.

(AUSTIN, J. L. How to do things with words. Oxford: Clarendon Press, 1962, p. 147.)

J. L. Austin é um dos representantes da renovação em Filosofia da linguagem no século XX, ao propor um método de análise de questões filosóficas por meio do uso da linguagem entendida como modo de ação por meio das palavras.

Assinale a opção que identifica corretamente essa corrente contemporânea da Filosofia da linguagem.

Sobre origem das ideias e princípios de causalidade, temos a seguinte afirmação:

Partindo dessa concepção da origem das ideias e do conhecimento, Hume, o mais radical dos empiristas, chegará a negar validade universal ao princípio de causalidade e à noção de necessidade a ele associada. A causalidade não seria, assim, uma propriedade do real, mas simplesmente o resultado de nossa forma habitual de perceber fenômenos, relacionando-os como causa e efeito, a partir de sua repetição constante.

MARCONDES, Danilo. O empirismo inglês. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 120-121.

Avalie as afirmações abaixo e julgue se elas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F) em relação ao que se afirma no trecho.

( ) Podemos definir uma causa como um objeto seguido de outro de tal forma que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos de objetos semelhantes ao segundo.
( ) Objetos semelhantes sempre se encontram em conexão com outros objetos semelhantes.
( ) Um objeto seguido de outro, e cuja aparição sempre conduz o pensamento à ideia desse outro objeto.
( ) A relação de causa e efeito é obtida e fundamentada racionalmente sem relação direta com a experiência

A sequência correta está descrita em:
O filósofo da ciência Karl Popper defendeu a ideia de falseabilidade como critério lógico para avaliação das teorias científicas.
Assinale a opção que descreve corretamente um aspecto do falsificacionismo popperiano.
Assinale a opção que apresenta o conceito de Ética.
“A filosofia não é como a física. Na física, há um amplo corpo de verdades estabelecidas que os iniciantes têm de dominar. Na filosofia, em contraste, tudo é controverso. Algumas das questões fundamentais ainda estão em disputa. A filosofia é do início ao fim um exercício de razão. Nós devemos abraçar as ideias que são mais bem apoiadas pelos argumentos”.

RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.

Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada
Com relação às modalidades de raciocínio e inferência, avalie os itens a seguir.

I. “O Sol nasceu todos os dias até hoje; portanto, é provável que o Sol nascerá amanhã” é um exemplo de abdução.
II. “A grama está molhada; se tivesse chovido, isso explicaria a grama molhada; logo, talvez tenha chovido” é um exemplo de indução.
III. “Todos os seres humanos são mortais; Carlos é um ser humano; logo, Carlos é mortal” é um exemplo de dedução.

É correto o que se afirma em
O homem, após ter uma variedade de experiências, compara e estabelece relações entre os dados apreendidos. Desta forma, reconhece regularidades na natureza das coisas particulares e pode formular leis superiores por meio da generalização.
Este trecho descreve o método
O mundo é a minha representação. — Esta proposição é uma verdade para todo ser vivo e pensante, embora só no homem chegue a transformar-se em conhecimento abstrato e refletido.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e representação. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001.

Segundo Schopenhauer, afirmar que o mundo é representação, significa que o mundo é
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