É um ramo de estudo da Filosofia que busca a fundamentação e teorização das aspectos morais da vida social e da vida individual, como a conduta e as ações. Ou seja, define quais ações podem ser consideradas corretas ou incorretas. Posto isto, podemos afirmar que o fragmento faz referência:
A política foi, inicialmente, a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem.
VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M.V. M. A cidadania ativa.SâoPaulo:Ática, 1996.

Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?

“Como Hume afirma, é claro que a razão pode mostrar-nos que meios usar dados os fins que temos. Se quero ter saúde, a razão pode dizer-me que devo parar de fumar. Neste caso, a razão fornece um imperativo que na sua forma é __________: diz que devo parar de fumar se quiser proteger a minha saúde. Hume pensava que a razão não pode fazer mais do que isto. Todavia, Kant defendeu que as regras morais são ____________ na sua forma (...). Um ato que é errado, é errado — ponto final. As regras morais dizem ‘Não faças x’. Não dizem ‘Não faças x se o teu fim é G’.” (SOBER, 2016).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A ética exige um governo que amplie a igualdade entre os cidadãos. Essa é a base da pátria. Sem ela, muitos indivíduos não se sentem “em casa”, experimentam-se como estrangeiros em seu próprio lugar de nascimento.
SILVA, R. R. Ética, defesa nacional, cooperação dos povos. OLIVEIRA, (. R (Org.) Segurança & Defesa Nacional: da competição à cooperação regional. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2007 (adaptado).
Os pressupostos éticos são essenciais para a estruturação política e integração de indivíduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a ética corresponde a
Um grupo de cientistas que marcou a filosofia da ciência foi o chamado Círculo de Viena, formado na década de 1920 por filósofos e cientistas de diversas áreas. O Círculo de Viena desenvolveu:
“No tocante à virtude não basta saber, devemos tentar possuí-la e usá-la ou experimentar um meio que nos torne bons.” Neste texto Aristóteles apresenta uma perspectiva filosófica típica de qual reflexão?
Na chamada falácia da ladeira escorregadia, rejeita-se uma ideia, alegando, sem fundamentação suficiente, que sua adoção desencadearia uma sequência inevitável de eventos que culminaria em um desfecho extremo e indesejável.

Assinale a opção que apresenta um caso da falácia da ladeira escorregadia.
Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724- 1804), a arte diferencia-se da natureza por ser uma atividade racional e livre. Assim, uma teia de aranha, embora possa parecer bela, não é uma obra de arte, já que se trata de uma tarefa mecânica e natural. O termo arte vem da palavra latina ars, que significa:
Com relação às principais características da lógica, é correto afirmar que a característica formal
São regras que instruem as pessoas a fazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Elas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Trata-se de regras
A estética romântica conferia centralidade a um conceito que estabelecia certa visão do artista, que seria um indivíduo “[...] essencialmente original e expressava sua natureza superior por meio de obras pelas quais as pessoas comuns entrariam em contato com ele e comungariam com sua personalidade” (Aranha; Martins, 2016). O conceito romântico em questão é o de:
Em uma abordagem ética voltada à formação cidadã, é fundamental que os indivíduos sejam capazes de:
O conhecimento quanto às técnicas argumentativas permite o efeito persuasivo da linguagem, de maneira que se torna mais fácil o reconhecimento de falácias para o estabelecimento de um contraponto pautado no raciocínio sólido, que sustente o discurso. Um exemplo de falácia consiste em pautar o foco da atenção na pessoa em vez do argumento sustentado por ela. É correto afirmar que o ataque ao oponente em detrimento do debate argumentativo em si consiste em um exemplo de falácia conhecida como:
John Rawls desenvolveu sua teoria da justiça distributiva em grande medida como uma resposta às teorias utilitaristas de Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Rawls defende a ideia da “justiça como equidade”, que se tornou um dos pilares do liberalismo político contemporâneo.

Sua proposta central é a de que os arranjos legais da sociedade devem
“Imagine que um ser humano foi submetido a uma cirurgia por um cientista do mal. O cérebro da pessoa foi retirado do corpo e colocado numa cuba com nutrientes que o mantêm vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador científico que faz com que a pessoa tenha a ilusão de que tudo está perfeitamente normal. Parecem existir pessoas, objetos, o céu, etc.; mas, na verdade, tudo o que a pessoa experimenta é resultado de impulsos eletrônicos que viajam do computador para as terminações nervosas”. (DUPRE, 2015). Esse experimento mental, conhecido como “o cérebro numa cuba”, na sua versão contemporânea foi criado pelo filósofo norte- americano Hilary Putnam. Na sua essência, o experimento é uma versão do argumento do gênio maligno, elaborado pelo filósofo René Descartes no século XVII. Em ambos os casos, podemos dizer que esse tipo de experimento mental tem, em um primeiro momento, em relação à existência do mundo exterior, um resultado:
“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines, paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?”
(Flusser, V.Filosofia da Caixa Preta. São Paulo: Annablume, 2011, p. 51).

“Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”.
(Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174)

Avalie as seguintes afirmações:

I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.

II. Benjamin pensa o valor deculto e o valor de exposição das imagenstécnicas. Flusser, em suaperspectiva, considera afotografia como produções automáticas,mediada por aparelhoscodificadores.

III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.

IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª).

Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática.
Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?
“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”.
(Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1).
A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.
“A filosofia surgiu como reação ao pensamento mitológico. Nas colônias gregas da Ásia menor, na Jônia, um ciclo de grande prosperidade forma uma classe intermediária forte e interessada em romper com as estruturas mitológicas que justificavam o poder da aristocracia rural. Nestas cidades origina‐se a ‘Filosofia’, como que tendo como característica primeira a questão da origem do universo. Os primeiros filósofos são chamados de ‘físicos’, pois buscavam a origem da natureza. Nisso formaram uma escola.” O período descrito no enunciado denomina‐se:

Texto para a questão.


“Na linguagem filosófica, o termo fundamento designa o que serve de base ao ser, ao conhecer, ou ao decidir. Fundamento é a causa ou razão de algo (ratioessendi, ratio cognoscendi, ratio decidendi). Justamente em se tratando da ratio decidendi, em matéria ética, é preciso saber distinguir entre a razão ou razões pelas quais uma norma de comportamento social é de fato obedecida – o costume, o temor da sanção, o desejo de agradar aos poderosos – e a razão última pela qual ela deve ser obedecida.


No sistema filosófico kantiano, uma razão justificativa para a lei moral é semelhante à causalidade no campo da natureza. E esse fundamento último da moralidade, segundo Kant, só pode ser a liberdade.


Ora, em matéria ética, o fundamento é um critério ou modelo de vida. Na língua grega, de onde nos veio o vocábulo, critério é um substantivo ligado ao verbo krinô, empregado em três acepções principais: 1ª) julgar, decidir, condenar; 2ª) estimar, crer; e 3ª) separar, escolher, comparar. Em latim, usava-se o verbo cerno, de onde proveio o nosso discernir. Ressalte-se, desde logo, que não pode servir de critério para o juízo do bem e do mal a opinião deste ou daquele indivíduo. Em matéria ética, o critério ou modelo devida deve valer, no essencial, para todos os homens e todas as civilizações. Frise-se: no essencial, pois há valores secundários que variam enormemente, entre as diferentes culturas e civilizações. É preciso não confundir, por isso, desigualdades com diferenças: as primeiras representam a negação da dignidade intrínseca de todos os seres humanos, sem exceção alguma, ao passo que as diferenças fundadas na realidade biológica ou na capacidade de criação cultural constituem valores a serem sempre respeitados, sob pena, ainda aí, de negação da dignidade humana”.



Fabio Konder Comparato. Ética, p. 437-439 (adaptado)

No âmbito de um evento acadêmico sobre políticas de ações afirmativas voltadas a pessoas com deficiência visual, muito concorrido, os agentes de vigilância da USP, que estão controlando o acesso ao local, decidem restringir a entrada. Como restam cerca de 50 lugares no auditório, decidem usar um critério que consideram ser o mais adequado do ponto de vista ético. Assinale a alternativa que indica a solução que devem ter adotado sabendo que, na USP, 50% dos estudantes são cotistas.
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