Na atualidade, há quem pense que vivemos no mundo de “pós-verdades”, no mundo das opiniões, dos “achismos”, do “eu penso assim, esse é meu pensamento”. Alguns filósofos gregos entendiam que a “doxa”, ou a opinião, deveria ser algo desprezível. Segundo um filósofo, “o que é, é e não pode ser outra coisa”. Nesse sentido, o filósofo acreditava que “o ser é, e o não ser não é”. A qual filósofo pertencem esses pensamentos?
Parmênides de Eleia (544-450 a. C) foi um importante filósofo da phisis, defendendo que o ser é o elemento fundamental no surgimento de todas as coisas. Promoveu uma guinada na discussão filosófica do período, exercendo influência até hoje na Filosofia. Tendo no horizonte o pensamento de Parmênides de Eleia, assinale a alternativa CORRETA:
“Se o sujeito moral é aquele que encontra em sua consciência as normas da conduta virtuosa, submetendo-se apenas ao bem e jamais a poderes externos à consciência, como falar em comportamento ético por dever? Este não seria o poder externo de uma vontade externa (Deus), que nos domina e nos impõe suas leis, forçando-nos a agir em conformidade com regras vindas de fora de nossa consciência? [...]. Um dos filósofos que procurou resolver essa dificuldade foi ______. Para ele, a consciência moral e o sentimento do dever são inatos, são ‘a voz da natureza’ e o ‘dedo de Deus’ em nosso coração. Apesar do pecado do primeiro homem, conservamos em nosso coração vestígios da bondade original e por isso nascemos puros e bons, dotados de generosidade e de benevolência para com os outro”.
(CHAUÍ, 2009).
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Leia o texto a seguir.

Considerados um dos principais representantes da escola eleata, surgida na Grécia Antiga, geograficamente apontada no Sul da Itália em nossos dias, posicionava-se como pensadores monistas.

O texto se refere a
Os socráticos menores são definidos assim por oposição à Platão, indiscutivelmente o maior e mais brilhante discípulo de Sócrates. Foram três as mais importantes escolas socráticas menores, quais sejam:
Em uma pequena cidade-estado fictícia, os cidadãos estão discutindo qual é a melhor forma de governo. Alguns defendem que o governo deve ser conduzido por uma elite de filósofos, que seriam os mais capacitados a liderar com sabedoria e justiça. Outros acreditam que o poder deve ser concentrado em uma única figura, argumentando que a centralização da autoridade evita conflitos e incertezas. Uma terceira corrente, porém, sustenta que o governo deve ser participativo, com todos os cidadãos tendo voz ativa nas decisões políticas. Com base nos pensamentos políticos da Grécia antiga e do período medieval, qual filósofo apoiaria a ideia de que os filósofos são os governantes mais adequados?

Na filosofia de Aristóteles, o conhecimento das causas é um elemento essencial para a compreensão do ser. Com base nesse pressuposto, as quatro causas propostas por Aristóteles definem-se como

O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra, como algo absolutamente diferente do profano. O homem ocidental moderno experimenta certo mal‐estar diante de inúmeras formas de manifestações do sagrado: é difícil para ele aceitar que, para certos seres humanos, o sagrado possa manifestar‐se em pedras ou árvores, por exemplo. Mas não se trata de uma veneração da pedra como pedra, de um culto da árvore como árvore.

Mircea Eliade. O Sagrado e o Profano. Martins Fontes:
1992, p. 13 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue o item a seguir.
O pensamento filosófico se diferencia do pensamento mítico por ter como fundamento a racionalidade humana.

É evidente que nem um juízo verdadeiro, nem uma proposição verdadeira podem ser contrários de outro juízo verdadeiro e de outra proposição verdadeira. As proposições contrárias são as que afirmam e predicam qualidades contrárias, enquanto as proposições verdadeiras são suscetíveis de ser verdadeiras ao mesmo tempo: ora, os contrários não podem pertencer simultaneamente ao mesmo sujeito.

Aristóteles. Órganon.

Considerando o assunto do texto apresentado, julgue o item que se segue.

O juízo é um ato do espírito pelo qual é possível afirmar ou negar uma coisa de outra.

No desafio de defender as artes da estética negativa de Platão, a teoria da arte de Aristóteles é considerada um contraponto do que seu mestre Platão afirmou. Nesse sentido, pode-se afirmar que:

“Como não haveria de ser evidente mesmo para um cego, como se diz? Enquanto não houvermos feito esta contestação, nem essa demonstração, não poderemos, de forma alguma, falar nem de discursos falsos, nem de opiniões falsas, nem de imagens, de cópias, de imitações ou de simulacros, e muito menos de qualquer das artes que deles se ocupam, sem cair, inevitavelmente, em contradições ridículas.”
O trecho acima do diálogo O Sofista se refere a discussão central do diálogo que pretende afirmar qual é a arte do sofista. Esta discussão se pretende a distinção e definição dos conceitos de:
A Filosofia nasce em um momento e lugar específicos, ou seja, na Antiga Grécia, século VI a.C. caracterizando-se como uma forma específica de discurso, no qual procura-se entender o mundo que nos cerca. Este discurso tem uma especificidade que difere em relação ao pensamento mítico que o precedeu na Antiga Grécia. A respeito da relação entre o discurso filosófico e o mítico assinale a alternativa incorreta.
‘’Enquanto em todas as palavras de Heráclito exprime-se a imponência e a majestade da verdade, mas da verdade apreendida na intuição, não da verdade galgada pela escada de corda da lógica; enquanto ele em um êxtase sublime vê, mas não espia, conhece, mas não calcula, aparece ao lado seu contemporâneo Parmênides, como um par; igualmente com o tipo de um profeta da verdade, mas como que formado de gelo, não de fogo, vertendo em torno de si uma luz fria e penetrante’’.
(NIETZSCHE, A filosofia na era trágica dos gregos. São Paulo: Edições 70, 2008. p. 24)
Os filósofos citados no texto de Nietzsche fazem parte do momento de formação inicial da filosofia ocidental e são considerados expoentes por desenvolverem, de forma pungente, um debate sobre qual área do saber filosófico?
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras(V) e as falsas ( F ) sobre a filosofia grega.
( ) Os pensadores pré-socráticos inauguraram, a partir do século VI a. C., uma nova atitude mental ante a realidade material, substituindo progressivamente as elaborações de cunho mitológico por especulação de caráter científico-filosófico.
( ) Entre os gregos, as práticas ou disciplinas que visavam a busca da verdade eram conhecidas como catarse.
( ) O método socrático de interrogação que pretendia induzir os indivíduos a descobrirem as verdades que trazem em si sem o saber, é conhecido como maiêutica.
( ) Em Platão, o processo pelo qual a alma se eleva por degraus das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias é denominado dialética.
( ) Aristóteles denominava silogismo a operação mental que consiste em inferir uma conclusão de duas proposições estabelecidas como premissas.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia com atenção o texto a seguir.
A filosofia surgiu quando alguns pensadores da Grécia Antiga perceberam que as verdades do mundo e dos seres humanos não eram segredos ou mistérios que chegavam ao conhecimento quando revelados por divindades para alguns indivíduos ......................... e que, ao contrário, poderiam ser conhecidas por todos os humanos através de operações mentais .......................... ou do uso correto do pensamento.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
A filosofia estóica é composta por três partes fundamentais:
Para estoicos como Marco Aurélio, a liberdade consiste em perceber o seu lugar no universo e em conformar-se com a lei da natureza que rege os céus, a estrutura social e até as partes da alma. Somos "livres" apenas quando agimos de acordo com a "razão correta". Agir de outra forma não seria livre porque ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Segundo este filósofo, a moral é a esfera da razão prática que responde à pergunta: “O que devemos fazer?”. Tal afirmação foi realizada por:
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